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(In Nomine Dei) Mitemologia racional Estudo comparado da nomenclatura, etimologia & fenomenologia mítica

  • ATENAS GORGORI & GORGOPHONE, UMA DAS GORGÓNIAS, por Artur Felisberto

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    Figura 1: Atena com o seu Egis de serpentes e a caraça duma gorgónia assiste à luta de Hércules e Apolo pela posse do trípode de Delos. Como «quem não quer ser lobo não lhe veste a pele», esta postura de Atena tem muito de psicanalítico e mascara mal os antecedentes cretenses desta deusa.

    A relação de Atena com as Gorgona, tanto no plano etimológico da nomenclatura como no da iconografia do seu Egis, um «peitoral de cobras» entrelaçadas como malhas de cota de ferro, como no das vicissitudes da mitologia são de tal modo constantes e flagrantes que é quase inevitável não suspeitar que Atena tenha sido uma delas. Senão a Medusa pelo menos Stheno.

    Como um outro epíteto de Atena era Sthenias (strong) é quase certo que esta foi a gorgona Stheno (Might) irmã de Euryale (Wide Flowing Sea).

    Stheno (Might) < Seth-An ó Ki-at-Ana ó Ishtan < At-an > Atena.

    Euryale (Wide Flowing Sea) < Ary Are < Herkali.

    Neste caso Atena acompanha a tradição síria que fazia de Anat uma mera variante de Ishtar/Astoret o que reforça a ideia de que Atena deixou de ser Afrodite por estranha confusão mítica relacionada seguramente com uma traumática perversão na tradição doutrinária a quando da passagem dos centros de poder ideológicos de Creta para a Hélade. O mito de Perseu deve ser uma das comprovações de que terão havido graves conflitos políticos entre Creta e Atena ao ponto de Atena ter acabado por mandar matar, no plano mítico, a mãe pátria com uma sangrenta guerra de secessão. Deste trauma reformulado simbolicamente resultou o mistério que fez com que Atena acabasse incorporando a mãe, vestindo os seus atributos, poderes e funções, ou seja, tornando-se uma medusa sublimada, tão estéril quanto virgem, tão bruxa quanto sábia e má quanto, guerreira.

    Quanto ao epíteto de Atena Gorgopi, “de rosto severo”, que parece ser literalmente sinónimo de «olhos de Gorgonas», é correlativo do mesmo equivoco semântico que levou ao nome Gorgofona, ou seja, a que fala, e mata, como Gorgona, tem que estar relacionado com mito das Gorgonas!

    Furthermore, Dionysius was bull-headed (tauropos), and as Schliemann concludes, from certain idols found at Ilios, that glaucopis Athena does not mean blue-eyed, but owl-headed, we may infer that she was a totem goddess of a savage tribe, whose women had the habits of Amazons, and who recognised the owl for its ancestor. -- Paul Lafarge.

    Grec. glaux = «coruja».

    Esta ave era também denominada skôps por causa dos seus olhos vigilantes na escura noite. A palavra lusa «coruja» parece não ter etimologia segura!

    «Coruja»  = • s. f. ave nocturna de rapina; • (fig.) mulher velha e feia;

    «Mocho» • (Lat. murculu ou mutilu), s. m. (Ornit.) ave de rapina nocturna muito vulgar em Portugal;

    Ao grupo das aves agoirentas pertenceria também o «corvo» pois este teve nome grego de coronis. Ora, Coronis foi mãe de Asclépio e muitos gregos consideravam que esta não era senão Atena, por ser este um seu epíteto, coisa que os atenienses negaram sempre por causa da virgindade perpétua da sua patrona[1]. Aceitando que a taxinomia do «mocho» seria confundida pelos antigos com a da «coruja» podemos aceitar que a coruja e o corvo seriam as duas aves agoirentas de Atena enquanto sobrevivência ática da grande deusa mãe (feia e velha) da morte e da noite!

    «Coruja» < Kor-usha

    «Corvo» < Kor-| wio < kiko > isho | Kor-isho.

    Grec. Glaux < | Gla < Kra < Kaur < Kor | -ush < kor-ush.

    Kor era a filha de Demeter (literalmente a deusa mãe de Ter / Ker), ou seja Persefone.

    Atena teve também o epíteto Kor, ou seja, a virgem negra como Ker, tal como foi também Coronis, a Sr.ª do corvo, e Niquete, a virgem alada do génio da vitória. Obviamente que a verdade estará sempre no meio-termo.

    Atena Glaucoris significará apenas e tão-somente a dos olhos de coruja, seguramente por ser este o animal totémico de Atena e por ser esta uma ave nocturna como foi primordialmente Atena a deusa mãe da Noite primordial.

    Gorgona < Kar c***, literalmente a deusas do sexo feminino, de Kar <

    Karkauna < Kar Ki Ana.

    No entanto, a conotação de olhar severo que este epíteto concede a Atena só pode ter tido uma conotação mítica posterior e revela, como é suspeito, que Atena fosse ela mesma uma das Gorgónia. Como estas seriam inicialmente belíssimas donzelas, o significado de deusa de olhos glaucos não lhe fica despropositado.

    Neste caso, teria sido também esposa do deus supremo da guerra, que aliás era o deus dos mares chamado outrora Nereu na tradição grega, mas que teria sido An Horus (> Urano) nos tempos minóicos, o mesmo que assim ficou na tradição Egípcia onde teria sido o deus minóico e estrangeiro Seth/Nefis esposo de Neftis, e, por ser Enki,  deus da «vida eterna» (egit. Ankh) e da sabedoria como Atena era, ou seja, a que fala pela «boca de Kar» pois, Kar e Enki eram o mesmo deus.

    Dito de outro modo, o mito das Gorgonas é uma variante deturpada de arcaicos cultos das deusas mães do fogo telúrico e da morte «dos campos santos», atestado por este epíteto de Atenas que foi também chamada por isso de Gorgofona.

    Before taking up her habitation in the towns, and dwelling in the temples, Athena had climbed the mountain-tops, and lived in caves, in attestation whereof we have her epithet Agraulos, wild, rustic, and the Orphic hymn. She was then “the goddess who strikes doubt and terror into the souls of men”; she resembled the Eumenides, these antique goddesses who, later on, were to choose her for umpire in their quarrel with Apollo, the new god, who violated the ancient usages. (Æschylus, Eumenides). Zeus and the gods of the new Olympus had had for predecessors other divinities that successively had been dethroned and consigned to inferior functions or simply suppressed. The savage Athena and the Eumenides belonged to those antique divinities that had been compelled to submit to Zeus. – Paul Lafarge

    Em qualquer dos casos Atena está relacionada com as deusas dos cabelos desgrenhados, como serpentes, pelo mito de Perseu. O facto Atena, a deusa das tácticas por causa da sua particular destreza no manejo da arma do pensamento, ter pensado no usado do seu escudo luzidio como espelho deixa algumas suspeitas psicanalíticas no ar! Desde logo o espelho enquanto alegoria da reflexão especulativa. Depois fica-nos a impressão de que Atena usaria o seu escudo de metal polido para se mirar. Não será de estranhar que tenha sido Afrodite a casar com Hefesto, o deus ferreiro, e tenha sido Atena a ficar-lhe com o apelido de Hefaistiana?

    Perhaps the most novel explanation of Athena's birth was that offered by Immanuel Velikovsky, who saw in the myth an ancient cataclysm associated with the planet Jupiter (Zeus), one in which the planet Venus (Athena) was born from the giant planet in comet-like form. Velikovsky's thesis, presented in 1950 in the book Worlds in Collision, inspired an extensive and often vitriolic debate, one which shows little sign of abating.(...)

    In order to understand the myth of the warring goddess it is necessary to answer the following question: Against whom or what is the goddess' belligerence directed? This question, rarely asked, is directly related to another: Was the goddess associated with war simply because she was favored by a war-like people? Or does the goddess' bellicose character stem from her participation in a particular war, a particular event(s) in time? The wealth of evidence bearing on this issue supports the latter interpretation.

    Na verdade, tudo aponta para que Afrodite, tal como Atena, seja uma evolução clássica do nome e de parte das funções essenciais da deusa mãe cretense das cobras mas, no caso da deusa do amor, à escala helénica. Na verdade o manejo das cobras, símbolo universal de sensualidade, não poderia deixar de fazer parte da panóplia de sugestões sexuais das deusas do amor e da sedução.

    Da relação de Afrodite (< *An-Kur-Kika) com o fogo dos infernos das paixões nada mais há a acrescentar que não esteja na etimologia do nome e na tradição do mito de Innana que, como se viu, foi repetido com Perséfone, a filha de Deméter.

    Figura 2: Uma das representações clássicas da cabeça de Medusa.

    Algol, the "Demon Star", the most famous of the eclipsing variables. Magnitude 2.15 (variable); Spectrum B8 V; Position 03049n4046. The name is from the Arabic Al Ra's al Ghul, "The Demon's Head". To the writers of classical times the star represented the head of Medusa held by Perseus in the mythological outline of the constellation.

    This is the gorgoneum Caput of Vitrivius and the Caput Gorgonis of Hyginus; Minilius, in the days of Augustus, called it Gorgonis Ora. The Hebrews, according to R.H. Allen, knew the star is Rosh ha Satan or "Satan's Head", but in some other traditions it is identified with the mysterious and sinister Lilith, the legendary first wife of Adam. On 17th Century maps the star often appears with the label Caput Larvae, "The Spectre's Head". Ancient and medieval astrologers considered Algol the most dangerous and unfortunate star in the heavens, which seems to suggest that its strange variability might have been noticed in antiquity; this reasonable conjecture, however, remains unsupported by any other real evidence.

    Algol < Hargol < *Gargul (> «gárgula») -Ur + Na => Gorgona!

                                 *Gargul  < Karkul < *Kur-Kur > Herragal

    > Hergala, lit. esposa de Hércules ó Her(-esh-Ki-)gal

    Figura 3: Perseu depois de degolar a Medusa!

    «Gargarejar» < Lat. gar-gar-izare < Gr. gar-gar-izeîn), v. tr. e int. agitar um líquido na «garganta» < do tema onomat. garg. (???), s. f., onom. a parte anterior do pescoço, no fundo da boca, onde estão situadas a faringe e a laringe;

    «Gárg-ula» < do tema onomat. garg. (???), s. f. bica saliente nos beirais dos telhados, pela qual as águas pluviais caem distanciadas das paredes dos edifícios.

    «Es-gar» = careta de escárnio; • trejeito de rosto; • momice.

    «Es-Ganar» < (de «gana»?), v. tr. matar por sufocação.

    «Gana» < (Cast. gana ?, m. s.), s. f. grande desejo, grande vontade, ânsia.

    «Ganacha» < (It. ganascia, maxila), s. f. maxila inferior do cavalo.

    Gargle 1520s, from M. Fr. gargouiller "to gurgle, bubble" (14c.), from O. Fr. gargole "throat, waterspout," perhaps from garg-, imitative of throat sounds, + *goule, dialect word for "mouth," from L. gula "throat." Related: Gargled; gargling. The earlier, native, form of the word was M. E. gargarize (early 15c.).

    É óbvio que a maioria da etimologia clássica é pura fantasia de académicos que raramente saem a rua para ouvir as pessoas…e sobretudo lerem-se uns aos outros. De facto, por mais onomatopaico que seja o som dos «gargarejos» e «gorgolejos» a verdade é que o grego antigo já os ouvia assim no verbo gar-gar-izeîn e parece ser também óbvio que é deste som que derivam termos como «goela» e «garganta». No entanto, a onomatopeia não fixa de forma intuitiva, universal e constante a semântica das palavras, nem sequer das suas raízes que no caso seria mais gar-gar- que garg- o que leva a pressupor que a onomatopeia é apenas um ponto de partida que só cria palavras na medida em que esta sugere relações conotativas com realidades mais gerais e míticas que virão a ser o verdadeiro suporte de fixação semântica.

    Assim a forma simples da «real gana» derivaria do desejo que nasce na «garganta» com a fome e a sede o que leva a suspeitar que a raiz gan- de «gana» e «ganacha» teria sido uma forma elíptica comum mediterrânica da «goela» e da «garganta» relacionada com Gu, o deus dos Guanches e dos rios e das águas doces que saciavam a «gana» de beber água fresca.

    Gu ó Gua (> L. gu-la > «go-ela») ó Guan ó Gana > «ganacha» < «esganar».

    Mas pelo meio deste périplo etimológico ficaria o «esgar» maléfico das gorgónias que parecem pouco ou nada deverem às «goelas» a não ser pela via da morte de uma delas, a Medusa, às mãos de Perseu ao serem por ele «degoladas».

    «Tagarela» = pessoa muito faladora e indiscreta < Ta-| < gargla < Gar-Gula |

    < Te Gárgura um dos possíveis nomes de Medusa!

    Pela mera comparação das traduções do epíteto árabe Al Ra's al Ghul (= «cabeça do demónio») e judeu Rosh ha Satan (= cabeça de Satan) ficamos a saber que a conotação demoníaca era implícita ao nome das gorgonas desde muito cedo, seguramente por estarem relacionadas com a deusa mãe Hereshkigal enquanto “rainha dos infernos”! O mito da decida de Ishtar aos infernos não é senão uma forma complicada de dar a volta ao complexo mítico que permitia entender a Lua como deusa mãe que tanto era Sr.ª do céu diurno como do nocturno em resultado da evidência astronómica de que, se o sol nunca parece à noite a lua pode aparecer de dia!

    Caput Larvae, a deusa que deu nome às «larvas» dos cadáveres e que seriam as crisálidas de que ressuscitariam as almas dos mortos!

     

    Ver: VENUS / ACCA LARENTIA (***)

     

    Vitrivius < Wi-Triv < Ki-Trivia = Ki(An) | < Thi-An < Diana | Tivia.

    Caput of Vitrivius (relativo a Diana Trivia???) = Caput Gorgonis, o que implica que a relação linguística entre a cultura latina e grega no que respeita às gorgonas teria sido que *Vitrivius = Gorgonas, tendo, no caso da cultura latina, Diana por implícita a relação lunar.

    Ora, Satan < *Ish-tan < *Ki-at-an, a «cobra da terra mãe

    <= Saturno < *Kaphurano, o supremo deus «cabrão» da época dourada do império minoico < *Ki-At-Uran > Iscuran

    => Kurki-Ana, esposa de *Kaphurano > Gurganu > Gorgaun > Gorgonas!

    Nagini < naki(ura)ni < *Ana-Kur-Ana, lit. a divina cobra mãe do crescente lunar que ia de céu a céu com o deus menino solar no ventre!

    Quanto a Artemisa, a sua estátua de Éfeso, de deusa coroada de morcegos, já deixava antever a sua relação cavernícula e, por isso, infernal com o universo telúrico da luxuriante e agressiva fecundidade das deusa mães da Natureza que Artemisa de Éfeso ainda sugere na profusão de animais que lhe adornam as vestes mas, digamos que mais numa postura de regresso feliz duma farta caçada!

    Figura 4: Nagini. India, state of Bihar, ca. 100. Gray terra-cotta. Lent by the collection of Anupam and Rajika Puri.

    Despite its diminutive size, the image conveys a striking impression of strength and immensity. The two serpents that casually wind themselves around the body of this superb, although partly damaged, terra-cotta figure suggest her affiliation with semidivine serpent beings, the nagas and naginis.

    The exact identity of this serpent-related deity is difficult to establish. She seems to be an early prototype of a snake goddess and might be a protective deity invoked for protection again snakes as also against evil and poisons of other kinds.

    Que se trata de uma deusa mãe revela-o a presença tutelar do leão à sua direita. Que esta Deusa Mãe das cobras se manifesta numa das suas facetas de caçadora é mais do que evidente na sua postura mais de cadela de caça com a língua de fora a salivar-se gulosa e expectante sob o cheiro a sangue e carne crua da próxima caçada do que agressiva e ameaçadora pois quase que semi acocorada chega a ser burlesca!

    Aspecto e postura desta deusa, particularmente o cinto de cobras, são em tudo semelhante à representação da deusa mãe no frontão oeste do templo de Artemisa em Corfu, o que não pode deixar de ser uma informação subliminar de que estamos diante da Sr.ª do «Poente» a Deusa mãe lunar da noite e da morte! Como o templo era de Artemisa devemos entender que a divina Medusa era ainda encarada pelos gregos arcaicos como sendo a deusa o lado escuro da lua, seguramente a mais evidente e universal das deusas mães primordiais, e esposa e mãe do sol!


    Figura 5: Medusa, uma das Gorgonas, deusa da Ira total e deusa mãe por ser leonina.

    In some traditions she was a serpent goddess of the Libyan Amazons and represented female wisdom. In others she was an Anatolian Sun Goddess. Medusa is identical with the Crone or Destroyer aspect of the dark Egyptian goddess Nieth; she was also one member of the triple personae of the North African goddess An-Ath. When that goddess was imported by the Greeks as patroness of Athens, Medusa's fierce visage was embossed on Athena 's shield. That her wrath turned men to stone may be a folk memory of the theft of wise woman culture by the patriarchy.

    An allomorph of Kali, this image with her sword and lion guards the goddess temple at Corfu. -- page created by Tom Laudeman for JBL.  Copyright1996.

    Deméter, Artemisa e Atena eram assim variantes evolutivas da deusa triforme que foi Hecate e Diana Lucina. No caso das Gorgonas gregas pode subentender-se ter sido a deusa Artemisa, nas suas variantes mais telúricas e arcaicas, a deusa do panteão olímpico que escondia nos seus ritos secretos a tradição infernal da Deusa mãe. Porém, ao lado pacífico e maternal de deusa das mil mamas sobrepõem-se os aspectos agressivos das arcaicas deusas da caça em postura predadoras como era o caso de Kali.

    Ora, ao ver na Figura 6 uma representação de Medusa num frontão dum templo de Artemisa ficamos pasmados com a sua semelhança com representações de Kali. Claro que as Gorgonas eram Amazonas, ou seja as filhas da deusa mãe Tiamat que acompanhavam os exércitos de Kar. Como deusa do fogo Tiamat era afinal Ceto sem dúvida esposa de seu irmão Phorcys.

    Figura 6: Reconstituição[2] do frontão oeste do templo de Artemisa em Corfu.

    Sendo guerreiras e caçadoras eram divas ferozes e, porque, com a evolução cultural da história e da cultura humana, esta faceta da deusa mãe se tenha tornado pouco consentâneo com a maternidade, tais posturas guerreiras acabaram por parecer pouco femininas, quiçá caricatas e, assim, com um pouco de exagero por parte de sacerdotes rivais dos cultos telúricos e ancestrais da deusa mãe, as Gorgonas, que foram inicialmente belas, particularmente no caso de Medusa, acabaram por ser consideradas feiticeiras horrendas e maléficas.

    No capitulo sobre os deuses do fogo esta relação ambígua entre a deusa mãe de que Atena teria herdade a parte hefaística dos poderes do fogo e a faceta negativa das Gorgonas é referida como sendo suspeita de encobrir, de forma mítica, antigas rivalidades entre os micénicos da jónia e os cretenses, onde o cultos ofídios da deusa mãe eram preponderantes, e que as invasões dóricas só vieram agravar.

    Quem se espanta com a omnipresença de deusas das cobras nos achados cretenses na arqueologia cretense e Egeia anda distraído no que respeita à iconografia divina pré-clássica onde a presença de cobras sagradas é uma monótona constância mesmo entre os deuses olímpicos. De facto nem Zeus escapa a uma morfologia ofídia ele que terá sido «a ave-do-paraíso», a Fénix que deu origem ao mito ameríndio da «cobra emplumada» mas que no período clássico já tinha sido paternalisticamente sublimada e transformado numa águia! No entanto, de vez em quando Zeus metamorfoseava-se em Cisne, que com o seu colo reptilíneo era seguramente como o pelicano e o Benu Egípcio um símbolo arquétipo do sol alado, a serpente emplumada dos ameríndios!

     

    Ver: MEDUSA (***) & SR.ª DA SAUDE (***) & KALI (***)



    [1] Esta teimosia veio a redundar na virgindade perpétua da virgem Maria inicialmente proposta pelos cristãos ortodoxos.

    [2] Manipulação cibernética a partir de fotografias de reconstrução arqueológica do museu de Corfu e de desenho das mesmas ruínas de autor desconhecido.

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  • HERMES, O DEUS DAS ASAS DO VENTO E DAS BOTAS DE SETE LÉGUAS, por Artur Felisberto (arturjotaef@netcabo.pt)

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    PÉTASO DE HERMES.

    Figura 1: Evolução do pétaso de Hermes desde a fase de asas na cabeça até à situação de cabeça descoberta!

    Petasos, [petannumi] < πέτασος) «chapéu de abas largas», usado principalmente na Tessalia. Também é uma representação de Hermes.[1]

    «Pétala» (< Lat. petala, pl. de petalu < Gr. pétalon), s. f. (Bot.) cada uma das peças que constituem a coroa, nas plantas.

    Petannumi = espalhar = Petaô ó  Cf. Lat. pateo, OE. fæpm”sondar”.

    NB: A tónica de «pétala» indicia uma tónica idêntica em pétaso.

    Petalê = petalon = a leaf. Eudaimonias petalon => the Olympian wreath of wild olive. ó petalos = broad, flat..

    Tanto na semântica do «cara-puço» como na do pétaso de aba-larga parece estar contida a noção dum objecto de protecção, como a «toca» dos arcaicos tempos trogloditas, esparramado e extenso como seria a «capa» de capuz, que, originariamente seria como que uma manta que servia para cobrir a cabeça e o corpo, como a «toga» romana.

    Com o tempo o chapéu e o pétaso fixaram-se na semântica dos meios de protecção da cabeça que no guerreiro era o capacete mas que teria sido com mais propriedade semântica o «barrete» e o «garruço»!

    Ora, a verdade é que tanto os capacetes dos guerreiros arcaicos quanto os garruços se caracterizam por exagerarem o comprimento ao longo das orelhas. Este aspecto é particularmente notório no boné de orelhas nepalês, tão arcaico quanto o teriam sido as «coisas» de que estamos a falar! Como os sentidos naturais eram tudo o que os homens primitivos tinham para se orientarem na natureza não parece que seria muito fisiológico tapar as orelhas enquanto receptores do importante órgão da audição, mesmo em climas nada temperados como é o dos altos Himalaias, sabemos que, na prática, as longas abas auriculares de tecido boné de orelhas nepalês acabavam dobrada e presas no alto da cabeça, pelo que se suspeita de que estamos perante um objecto de vestuário com uma forma bizarra estilizada mais não sendo do que a sobrevivência dum arcaico boné de orelhas ritual similar ao pétaso!

    Quer isto dizer que chapéus e barretes de aba-larga eram reminiscências cerimoniais dos pétasos rituais dos cultos herméticos. Estes por sua vez seriam a evolução duma espécie de mascaras com asas na cabeça! De facto, ainda hoje a expressão popular «ter caco na cabeça» é ter juízo e, como vox populi vox dei, é quase seguro que «caco» significou o pensamento em tempos arcaicos, possivelmente em homenagem ao ainda mais arcaico deus do fogo e da luz do pensamento que foi Enki / Caco. Juiz supremo foi Hermes, sobretudo enquanto juiz dos mortos, ou seja, dos espíritos e, logo, senhor dos bons juízos e pensamentos correctos. Por outro lado, e nem por acaso:

    «Quico» = s. m. (pop.) chapéu pequeno e ridículo.

    Phitus = pai, progenitor > Phituô = semear, plantar, fazer vir ao mundo.

    Phituô = Porca, planta, gerar = phutas = phutlon = planta.

    De acordo com a lógica corrente da linguística são as «coisas» que «coisam» verbos e não, a inversa! Quer isto dizer que é pouco provável que pétaso derive do verbo grego Petannumi, e, pelo contrário, deste é que terá derivado de *peta-nnu, quiçá uma variante do peta-so.

    Na verdade, a semântica de pétaso relacionada com o verbo Petannumi com o significado de espalhar, reporta-nos imediatamente para os chapéus de «palha», para as «fitas» dos chapéus e para a relação primitiva das folhas de plantas e piteiras com a arte de empalhar, fazer cesto, saco e para o início da tecelagem.

    «Petasos» < πέτασος < *Pheta-shus < Phit-uô < phut-as < Kiki > «quico».

    «Peta» = • s. f. mentira;• machadinha nas costas do podão; • orelha do sacho;• lula.

    A este propósito seria interessante referir que, em muitos casos de evolução linguística mais refinados, existem indícios de que é possível conservar de forma encapotada a semântica original em expressões idiomáticas relacionadas com palavras cujo significado corrente aparenta já nada tem a ver com a origem. O grego já não manifestava conhecer o termo que teria dado origem ao étimo peta- mas é quase seguro que este sobreviveu na língua lusa! Além de significar mentira, «peta» parece ter a semântica do grego Petaô e petalos, “o spread out”, senão claramente “na machadinha nas costas (do podão), pelo menos na orelha (do sacho) e na lula”. Ora bem, existem pelo menos duas expressões idiomáticas com o significado de «peta» que envolvem a semântica do pétaso enquanto chapéu ritual de aba-larga!

    Enfiar o «barrete» a alguém = mentir, trapacear (com a perícia divinal, cândida e matreira, de Hermes!). «Chapelada» = grande número de listas que, a ocultas, se introduzem nas urnas, a favor de um candidato = trapacear alguém = dar uma abada ou uma banhada em alguém. Assim, aparece que andar a roubar incautos com um chapéu ou algo suficientemente generoso e abonado como uma banheira (ou um petalos) era uma das tarefas preferidas de Hermes.

     

    SOMBREIRO

    O reforço de prova de toda esta semântica, vamos encontrá-lo no termo grego petalon que nos vai dar indícios semânticos sobre a origem material do chapéu!

                                                                     > «guita».

                              Lat. vitta < Wita < Kita > phita > «fita».

    Grec. Petalê < Ki-tale-te < Ki-tal > phytal-ia = “latada ou parreiral de vinhedo” > Grec. petalos.

       ó Grec. phtalon < *Phytal(i)-an, lit. “folhas, ou fitas, no céu > parreiral > cobertura de folhas de oliveira > «pálio» > «sombreiro».

    => Grec. petalon = coroa de folhas de oliveira ou louro => cobertura da cabeça de fitas vegetais > chapéu de palha < chapéu de pano!

    > p(e)tilon > Grec. pteron = plumas ou «sombreiro».

    Ainda que a etimologia oficial faça derivar termos como «fita e guita» do latino «vitta» a verdade é que nos parece que «fita» teria mais facilmente derivado dum certo grego arcaico e «guita», com ressonância fonéticas bascas, poderia mesmo ser autóctone.

    O termo petalon permite-nos, antes de mais, concluir o que já sabíamos: que o termo «pétala» não deriva directamente do grego porque é um neologismo técnico construído artificialmente pelos botânicos modernos. Depois, suspeitamos que, mesmo no grego clássico, este termo era já a evolução de uma realidade arcaica caída em desuso.

    Figura 2: Nesta cena das vaidades de Afrodite aparece uma das suas damas de companhia com um petalon já em tudo idêntico às actuais «sombrinhas» de senhora, para o caso, sobretudo na sua estrutura em gomos de pano montados numa estrutura de suporte possivelmente em verga. A verdade é que deve ter sido a morfologia destes gomos que sugeriu a escolha, feita pelos botânicos, para o nome das «pétalas».

    Como Talia seria a «N.ª Sr.ª do monte», a semântica nuclear destes termos terá sido a que permaneceu em petalos: algo largo e alongado. Como seria também a mesma que Potnia Teron, Fauna & Flora então, era também deusa da vida selvagem das montanhas, das florestas e ramos verdes, semântica que permitiu passar de phitu às «palafitas» (< It. palafitta, paus plantados) e às «talófitas» (<Gr. thallós, ramo verde + phytón, planta) que, por ressonância, teria dado origem à conotação de Petalê com as folhas. A verdade é que:

    Enki ó Caco º Kitu > phitu- > phytu-

    Sendo assim, tal como o *phitalon teria sido um parreiral (ou uma qualquer forma de cobertura vegeta natural, agrícola ou habitacional) também o petalon teria sido uma qualquer forma de cobertura vegetal para a cabeça.

    Sendo toda esta semiologia própria de climas mediterrânicos, onde o sol do meio-dia de Verão transforma Horus num leão furioso e inspira a procura de sombra e protecção contra as insolações, a semântica do parreiral, ou do pátio, eventualmente apenas coberto por vegetação natural ou por toscas estruturas artificiais de ramos e folhas, faz sentido e explica a sobrevivência desta semântica no «pátio» que deixaria de ser alpendorada para ser um mero espaço interior aberto!

    «Pátio» < Lat. pateo  ógrec.Petaô ó OE. fæpm > “fathom”

    É bem possível que, entre a semântica da alta cobertura habitacional e a, da cabeça, tenha andado também a cobertura corporal.

    A semântica do «pálio» situa-se, aliás, a meio caminho entre ambos estes elos evolutivos virtuais, de que pharos seria a variante grega, sinónima da de peplos.

    Pharos = a large piece of cloth. commonly, (…) a wide cloak or mantle without sleeves. Peplos = any woven cloth used for a covering, (…) upper garment or mantle.

    «Palio» • (Lat. palliu, capa), s. m. sobrecéu portátil, com varas, que serve, nos cortejos ou nas procissões, para cobrir a pessoa que se festeja ou o sacerdote que leva o Santíssimo; antigo manto usado pelos Gregos.

                                                    > Grec. pheklê = Lat. faecula,

    Grec. Petalo(n) > petalo(s) < *Pheka-lu < Ki-Kar > pephlo(s) > Grec. peplos.                                    Lat. Palliu < Phar + lu < Kar > Grec. Pharos.

    Então, os antigos e arcaicos capotes de palha dos pastores transmontanos terão sido, até há bem pouco tempo, um fóssil vivo na cadeia evolutiva do vestuário. Quem sabe se o pantalon francês não tem origem nesta mesma cadeia etimologia?

    Pantalon = Étymol. et Hist. 1. 1583-84 Panthalon, nom d'un personnage de la commedia dell'arte (BRANTÔME, Des Dames ds OEuvres, éd. L. Lalanne, t.7, p.347); Empr. à l'ital. Pantalone, nom d'un personnage bouffon de la commedia dell'arte qui était vêtu d'un costume dont les chausses tombaient droites sur les pieds. En ital. ce nom fut d'abord un sobriquet appliqué aux Vénitiens (cf. début XVIIes., A. D'AUBIGNÉ, Confession du sieur de Sancy ds OEuvres, éd. Weber, p.636) parce que prénom très fréquent à Venise, St Pantaleone étant le patron de la ville.

    Já sem grande surpresa esta análise etimológica permite-nos, de passagem, suspeitar que na etimologia do «sombreiro» seja duvidoso que o português o tenha derivado inteiramente do latim.

       Lat. Umbella < Umb®ella < umbraila < Umbra-hula > umbra-Kul(a)

    > Lat. Umbrâculum                                 > Engl. Umbrella.

    «Sombreiro» < que dá «sombra» < ??? Lat. *sombrar, de *subumbrare < sub + umbrare (< Lat umbro) = sub (illa) umbra.

    É obvio que não é necessário ir rebuscar a etimologia da lusitana sombra a um verbo virtual que os prolixos latinistas tivessem ignorado. De fato, em bom português ainda hoje se diz preferencialmente: «estar à sombra» (º Lat. adumbro), e só de forma pouco natural alguém ficará sub ou debaixo da sombra de algo porque implicitamente tal ressoaria a pleonasmo (ainda que sejam sempre mais os que ficam na sombra!). Então, há que preferir que a sombra lusa não é mais do que o resultado do uso sistemático da forma coloquial «stare | su(b)-umbria» (por analogia com o Lat. adumbro) > su-umbra > «sombra» |.

    Figura 3: Baixo-relevo assírio de Ninive onde aparece um sombreiro estruturalmente igual aos actuais!

    History of the umbrella = Its origins are fuzzy, but it dates back to ancient times. Some say the umbrella originated in China. Others say it began as a modified fan for Egyptian and Babylonian nobles 3,400 years ago. In any case, the umbrella was originally for protection from the sun, not the rain, and were possibly inspired from the canopy of a tree, which would offer a cool shade

    from the heat of the day. Women carried them in ancient Greece and Rome ("umbra" means "shadow" in Latin). Roman women first began to oil the paper sunshades to waterproof them.

    Lat. umbella, ae, f. dim. [umbra] (a little shadow, i. e. meton.), a sunshade, parasol, umbrella, Mart. 14, 28 in lemm.; 11, 73, 6; Juv. 9, 50.

    Lat. umbrâculum, i, n. [umbra] (any thing that furnishes shade).

    No entanto, com tantas excepções às regras comuns da derivação a partir do baixo latim da lusa língua é de ficar de pé atrás quanto a teses linguísticas que pressupõem uma sistemática parolice por parte dos falantes lusitanos. Assim, é de começar a suspeitar que estas formas coloquiais não teriam tido a força de se imporem como norma se não fora a ressonância, por influência fónica, de termos idênticos autóctones. Senão vejamos: no falar popular da região de Foz-Côa «estar à lambra (< Esp. «la umbra»?) do fogo» era outrora quase o oposto de «estar à sombra do sol», o que significa que tempos houve em que clarão e sombra eram como que formas ou cores diversas da mesa entidade que velaria pelo «umbral» dos infernos!

    Umbria = Roman Goddess of shadows and secrecy.

    «Umbral» • (Cast. umbral < Lat. umerale), s. m. ombreira (de porta); • (poét.) a porta.

    A metáfora mais comum para estes fluxos ectoplasmásmicos era o «fumo». A etimologia do fumo derivava de *Kima, a deusa mãe primordial do fogo e das suas fantasias míticas e bem como das pragmáticas artes culinárias. Ora esta deusa andaria associada a outra, se é que não seriam a mesma, sob o nome *Ashma. A ombreira da porta seria assim uma das muitas metamorfoses de palavras surgidas por interferência conotativa, neste caso entre umbria e umeral, sendo difícil sem um profundo estudo linguístico saber se esta interferência ocorreu no latim ou nos falares autóctones romanizados já estamos no reino dos *Kimaver (= Taveret) / Cardeia e Hermes Propileu / Jano, deuses psicopompos e protectores das portas dos infernos.

     

    Ver: *KIMA = TERRA MÃE (***)

     

    Então, como *Ashma ó *Shamaz = «chama»

    Lat. Umbra < hum-wera < Ki | ó Kur | Ama-Wer > Primavera, a sombra verde e florida dos montes e dos campos.

                                              < * Shamavera > Esp. *sembra > «Sombra».

    Como a sombra não passa de mera e, por vezes, fantástica aparência, razão têm «nuestros hermanos» para dizerem que o que «sembra» é sempre aquilo que parece, como a sombra platónica é a imagem negativa das coisas ideais! E até aqui tudo estaria bem se não nos fosse informado que o sombreiro se chamava pteron, termo que significava também penas (= «plumas»):

    Grec. pteron, to, (petomai, ptesthai) mostly in pl., feathers,(…) fan or parasol.

             skiadeion (< skia) sunshade, parasol,

             tholia (Lacon. Salia > ? «Saia»), [< tholos = a round building with a conical roof, a vaulted chamber] conical hat with broad brim, or perh. Parasol.

    Se o sombreiro já tinha conotações explícitas com algo feito de penas, muitas mais teria o pétaso de Hermes, o deus dos eidolon, os espíritos dos mortos sem sepultura ou que não tinham pago o óbolo a Caronte.

    «Lumbrada» = • s. f. raios de luz. < alumbrada < alumbrar.

    «lume» • ( < Lat. lumen), s. m. fogo;

    «Alambre» • (Ár. al, o + âmbar), s. m. âmbar (> ambre); • (fig., pop.) pessoa esperta; • finória; • (Cast. alambre), fio de metal, arame.

    «Lambrequins» < Fr. L-ambre-quin, s. m. pl. conjunto de recortes, quer de tecido, quer de madeira ou folha, para adorno de cantoneira, pavilhão, dossel, beirado de telhado, etc; • (Heráld.) ornamento exterior do escudo.

    «Chama» < Lat. flamma, m. s. ó Lat. flamine, sinc. de filamen), s. m. antigo sacerdote romano que atava os cabelos com fios de lã (daí advindo o seu nome).

    «Chama» < Lat. Flam-ma, m. s. <???> Lat. Flâmine < furamen (magnum) < Kur-a-Min > Hermin(ius)

    O nome do furamen magnum, o grande orifício do osso occipital, é, seguramente uma metáfora da cratera dum vulcão, seguramente considerado deste a mais remota antiguidade como umbral dos infernos do Kur. A relação entre os picos vulcânicos e os cumes montanhosos seria óbvia ao ponto de ter dado nome lusitano aos montes Hermínios, que seriam também a serra da Estrela (de Alba), facto de cosmologia mítica que nos reporta para o disco solar entre os seios da Aurora. Então, começamos a suspeitar que o nome português da «chama» será uma espécie de aliteração entre o semita Shamaz e um nome mediterrânico virtual da luz do sol que seria *fluxama construído a partir do proto conceito virtual *ashma relativo aos espíritos das coisas invisíveis teofanizadas pelo fumo. Umbra seria então uma espécie de ectoplasma espiritual, um espectro visível duma coisa tão sobrenatural como era a luz natural, até há bem pouco tempo quase igual à luz mística!

    «Chama» < *Fluxama < | Phro < Kur | -Ashma

    ó Ashma-Ker < *Kimawer > Umbra.

    Lat. Flamma<*flumna < Fluamen ó *Fluxa Me-an ó Flumen > Lúmen.                                       > Phlumna > Lat. pluma

    Será que todo este raciocínio para chegar ao étimo -shu como tendo a semântica de pluma é vão? E obvio que se -shu tivesse sido, no grego clássico, um dos termo próximo de pluma já há muito que esta semântica tinha sido descoberta e não estaríamos agora a fazer figura de quem descobriu a pólvora seca! Como já se viu, é pteron que dentro das leis etimológicas do grego deriva de phtalon, e não o inverso! Quer isto dizer que o mais que provável é que a aquisição da semântica emplumada seja posterior à semântica vegetal que se descobriu antes e pode ter sido precisamente adquirida durante os rituais herméticos do pétaso de Hermes. Dito de outro modo, foi o pétaso de Hermes que emprestou as penas ao pteron que seria primitivamente um substituto ritual do pétaso! Claro que, sem mais elementos objectivos de prova, a explicação é frouxa mas a verdade é que faz sentido sobretudo sabendo que este termo foge completamente à etimologia de pluma, havendo fortes indícios de que esta teria sido muito mais arcaica pela revelação da sua componente infernal. De resto, parece que os gregos ainda teriam algumas reminiscências deste facto apesar de parecer que este, com suas múltiplas variantes flexionais, era o único étimo pte- dos gregos para pluma.

    Grec. Ortho-ploumos, on, (ó Lat. pluma) embroidered with feathers.

    Já quando se tratou de encontrar asas para voar o génio grego encontrou centenas de termos para o fazer, ainda que grande parte deles com a raiz pteros!

    Um deles, pule (pulai Aïdao = the gates of the nether world) permitiria perfeitamente criar a «pluma», que, como se verá, tem raízes em Plutão (ó Pluto ó Xu-tu).

    Psilax (B), akos, ho, epith. of Dionysus at Amyclae, Paus. 3.19.6; he explains it as winged (< from psilon < Dor. for ptilon ), which suggests that it has it.

    Psilax < Dor. Psilon < Ptilon

    ó Pliton < Pluton < Phlutan < kur-tan < Kur-Ki-An

    = Ki-Kur-An > Etrusc. Fufluns.

                            > Maia Kukulcan > Kukukan.

     

    CHAPÉU EMPLUMADO

    O chapéu de palha, derivado do capote de palha foi seguramente a transição do petalon para o pétaso.

    Grec. Phitu ó petalon ó petaô ó Lat. pateo

                                         > Grec. peta + shu > patasos.

    Figura 4: barrete emplumado de Hermes.

    Figura 5: Chapéu de aba-larga de caçador grego!

    De resto, Hermes quando não era representado com Petaço ritual era o único deus que usava chapéu, quase sempre de abas largas. Quer isto dizer que, pelo menos em tese, o chapéu civil evoluiu a partir do arcaico chapéu de abas largas, o pétaso, que era ele próprio o chapéu de Hermes e evolução dum arcaico chapéu ritual que não seria senão a forma de teatralizar as asas da cabeça de Hermes, que seriam uma metáfora para o conceito da inspiração divina transportada pelo mensageiro dos deuses, mais velozes do que o pensamento!

    Neste caso o cavalo do pensamento até pode ter sido Pégaso o que levanta a suspeita de esta figura mítica ter sido em tempos uma versão zoomórfica de Enki/Hermes. Neste caso o pétaso de Hermes seria a forma vestigial desse arcaica metamorfose de que o Centauro pode ter sido a forma intermédia. Ora, a verdade é que a etimologia do pétaso tem muito a ver com a de Pégaso. Senão vejamos a etimologia do chapéu.

       «Chapéu» < ant. Fr. chapel ó Fr. Chapeau.

                             Lat. capillu ó «capelo» • s. m. «capuz» de frades.

    < «capela» • capucha de pano < Lat. capella.

    «Carapuça» < Cast. caperuza < chapel-ucha.

    Quer assim dizer que o luso chapéu deriva do francês sem que nada na Lusitânia o tivesse antecedido? Obviamente que não, porque já se enfiava por cá há muito tempo o barrete, o capuz e a carapuça, antes dos galicismos, que era como quem diz, a boina basca ou o «garruço»[2].

    Tudo aponta para que a “coisa” que esteve na génese do chapéu sofreu ressonâncias com o termo latino para cabelo (capillu) bem como do termo latino capella, lit. pequena capa! A raiz cap- do termo original parece segura mas a estrutura do termo de que nasceu o «chapéu» pode ter sido esta:

                                  «Quico» ó kapha > «capa» > «apacete», lit. “equena capa”.  Lat. toga < «toca» < kauka < | Kaku-| Shu. => «cacusha» > «coisa»!!!

                                                     Kiki-ash < Phika-Chu > phita-su > grec. petaso.      «Chapéu» < Fr. chapeau < *capeot < *caphiush => «capuz».

     

    Ver: CHU (***)

     

    E assim nos vem à memória a história da «Branca Flor» onde havia um herói que trocava um cavalo tão veloz como o vento por uma montada mais veloz do que o pensamento.

    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c8/Poucet11.jpg

    Figura 6: O Pequeno Pulgar roubando as botas de sete léguas ao Ogro, gravura de Gustave Doré. O Ogro é uma variante de Dis Pater, o deus dos Infernos denominado também Orcus. O Pequeno Pulgar e o gato das botas seriam variantes populares de Hermes. Quanto às “botas de sete léguas” parece que seriam uma metáfora das botas dos mensageiros postais a cavalo que mudavam de montada a cada sete léguas.

    Se não é até parece ser uma metáfora duma rivalidade mítica entre os irmãos gémeos Enlil, senhor do vento, e Enki / Hermes, senhor das almas, dos espíritos e do pensamento! Este cavalo era Pégaso. Uma outra influência do mito das botas aladas de Hermes terá originado a história infantil do “gato das botas de sete léguas”, ambos metáforas de mensageiros!

    As asas do chapéu de Hermes são seguramente o equivalente da pena na cabeça de Chu e são uma metáfora óbvia das asas do pensamento e da insustentável leveza do ser aéreo que, enquanto pneuma e sopro de vida, era também metáfora do espírito, consubstanciado e actualizado no pensamento.

     

    PLUMAS E PENAS

    A «pena» lusitana, possivelmente celta na origem mas seguramente importado do latim permite a este propósito uma análise étmica cujo exercício nos revela um pouco dos processos de elaboração mítica que presidiu à formação das palavras.

    Pennula, ae, f. dim. [id.], a little wing (rare but class.): cum pulli pennulis uti possunt, Cic. N. D. 2. ó Penna + ula. < Penna = a feather, plume.

                «Pena» < Lat. penna < Peninus ó Poeninus ó Lat. Poena = a deusa do castigo penal < Pho-Ana, a deusa da luz celeste = Dea Coelestis (Tanit) <= Benu(na) ó Grec. ptênos (asas)

                < «Penha» < Lat. pinna < peninaó Lat. pinu > «pinho e pino».

    Penninus (Peninus or Poeninus; the latter orthog. on account of the false derivation from Poeni, because Hannibal marched over this mountain to Italy, Liv. 21, 38, 6 sqq; Plin. 3, 17, 21, § 123), a, um, adj. [from the Celtic Pen or Penn, summit, peak], of or belonging to the Pennine Alps (between the Valais and Upper Italy, the highest point of which is the Great St. Bernard), (…) VALLIS POENIN, the Valais, Inscr. Grut. 376, 6: DEO PENINO D. D., the local deity of the Pennine Alps, Inscr. Spon. Misc. Ant. p. 85, n. 30; called also, IVPPITER POENINVS, and simply, POENINVS, Inscr. Orell. 228 sq.([3])

    Pinikir < Pinen-kir < Phene-Kur < Wen-Kur

                 < Pino | Phini < Kian | -Kur, lit. “o monte cósmico primordial da aurora!”

    Pinikir = Elamite mother-goddess.

    Figura 7: Este desenho de vaso grego onde Hermes aparece três vezes tem apenas no meio uma forma duplamente alado o que deixa pressupor que de facto este deus só abria as asas das botas e do chapéu quando voava pelo céu!

    A fonética das «penas» acabou reforçada pela fonética das asas gregas que tinham em ptênos literalmente os pés dos senhores do céu que eram os anjos

    Grec. Pezo < *Peko > *pet > pte + Anu > ptenos = pés do Sr. (do Céu!)

                          pétaso < *pet-Chu.

    Grec. pédila (πέ-διλα) < *phethila < *phithala ?> «pétala»!

    Sendo assim, o pétaso seria literalmente o pé alado (as botas) do deus das tempestades que Hermes também terá sido enquanto *Kurmasho, ou seja, guerreiro selvagem “que combate nas montanhas”!

    His sandals, called pédila (πέ-διλα) by the Greeks and talaria by the Romans were made of palm and myrtle branches, but were described as beautiful, golden and immortal, made a sublime art, able to take the roads with the speed of wind. Originally they had no wings, but late in the artistic representations, they are depicted. In certain images, the wings spring directly from the ankles.

    Nesta acepção, Hermes seria marido de Atena Promacha.

    Claro que a relação com o púnico Poeni não terá sido tão descabida quanto isso porque, também este nome próprio relacionado com os fenícios teria estado relacionado com a “montanha cósmica primordial” relacionada com o pássaro Benu dos Egípcios e com a Fénix dos fenícios.

     

    Ver: FENIX (***) & FENICIA (***)

     

    O sentido subjacente a estes semantemas é obviamente o mitema da “montanha cósmica primordial” lá onde o deus menino foi dado à luz pela Deusa Mãe primordial. Este «deus menino» Protágono foi Fanes, Fauno ou Pan no mundo clássico e que no Egipto foi Benu.

    Que Fanes foi deus da luz, prova-o a mitologia órfica clássica.

    Este deus do Amor Primeiro era também um deus da fecundidade penetrante que presidiu à origem do mais obsceno dos verbos portugueses:

    «Foder» < Lat. fodeo (= lavrar) < *Pho-Deo, lit. «o deus da luz, Fanes ou *Phoeno, filho de Pena».

     

    Ver: OPS (***)

     

    De facto, Pena, a deusa das Penas latina, deve ter tido a sua origem numa época em que as crianças rebeldes eram condenadas a serem sacrificadas aos deuses tal como os velhos improdutivos eram levados para junto dos deuses no cume das montanhas. Das práticas de sacrifícios de crianças nos topos nevados dos montes restam reminiscências nos ritos de capacocha dos incas. O abandono de idoso no cume das montanhas era, até há bem pouco tempo, motivo de histórias na literatura infantil portuguesa. De qualquer modo a ambiguidade da homofonia entre «pena» de ave e «pena» de castigo e a dor acaba na deusa das Penas, que pela gravidade do seu papel, seria Mut, a Deusa Mãe primordial que, no tribunal de Osíris devorava a alma dos pecadores condenados. Esta Deusa Mãe do parto e da aurora foi também Taweret, a mãe do «deus menino» que foi também Min no Egipto, depois de ter sido Minos em Creta. Claro que a semântica da “montanha cósmica primordial” está subjacente também na etimologia das penhas ibéricas e do Pen ou Penn celta, tal como dos cónicos pinos e pinheiros.

     

    Ver: CERES / CENTAURO (***) & LUCIFER (***)

     

    Ora, este «deus menino» Protágono deve ter tido muitos e variados nomes, entre outros, o de Dionísio, Pluto, Chuto, Chu e muitos outros entretanto ignorados mas presentes na formação de muitas palavras latinas e de outras nacionalidades mediterrânicas, seguramente. Quer então dizer que não espanta que numas etimologias se encontre Minus e noutras Chu a presidirem à formação de palavras relacionadas com o elemento aéreo e com a leveza aérea das plumas. A relação dos picos montanhosos com o ar não derivaria seguramente apenas da “falta de ar” (dispneia) provocada pela rarefacção do ar das altas montanhas (como se o deus do ar dos cumes montanhosos roubasse o pneuma do “sopro vital” aos que dele se aproximavam) mas sobretudo da relação do ar com as tempestades e destas com a importância do deus “manda chuva” para as primeiras civilizações agrícolas.

    Pleumôn [later attic form of pneumôn.]

    Pois bem, a descoberta empiricamente intuitiva dos mecanismos respiratórios levou à criação do termo relativo à víscera pulmonar. O facto de o grego manter a forma ática pleumon, a par da forma comum pneumôn dá-nos lições importantíssimas sobre a forma discricionária como eram formadas as palavras antigas a partir de semantemas comuns.

    Se Pl-eumon = Pn-eumôn, então Pl º Pn, o que, de facto, só se compreende se Plu(to) e P(ha)n(es) fossem nome da mesa entidade, presente nos cumes montanhoso ou seja, uma variante do nome de Chu.

    Engl. Lunge ???  <=                   > Atic. Grec. Pleumon.

                                 > Phur-Maun > Lat. Pulmone > «Pulmão».

    *Kur + Ma-Anu >*Flu-Minu > Lat. Flumen. ó Lat. Fulminare

                                   > Culminus > Lat. culminare > «culminar».

                                                      > Pluminus > *Plumna > Lat. «Pluma»

                                   = «Pluma» < Lat. plûma < Plu-hem(a) < Kur-Kima?

                                   «Chumbo» < Lat plumbum < Plu-hem-wi.

                                      «Chuva» < Lat. pluvia < Plu-        wi-a

    A conotação subjacente a um gerador semântico como *Kur-Ma-Anu, supostamente tão genérico quanto arcaico, seria a de algo como o mana do Kur, ou seja, o poder (sagrado e supremo) dos infernos manifestado na montanha cósmica da aurora! A origem do nome inglês Lung para «pulmões» começa assim a manifestar a sua clareza:

    Engl. Lung < Old English lungen < Runa-Ken(o) < Uran(o)-Phan, lit. “a luz do céu diurno” < Hauran-Kino ó *Kurniano º *Kurmiano!

    Lungen, from Germanic related to Light  = the lungs of sheep, pigs, bullocks, etc., used as a food esp. for pets. Middle English, use of Light as a noun, so named because of their lightness. Old English lēoht, līht, līhtan, from Germani[4]

    Assim, nesta mesma linha semântica, Lung estaria relacionado com a luminosidade, não da superfície nacarada dos pulmões, mas do deus dos ventos que, enquanto “manda chuva” era também o deus dos relâmpagos e do céu diurno! De facto, usando a mitologia comparada podemos descobrir que termos aparentemente muito afastados sobe o ponto de vista fonético a acabam por manifestar uma estranha proximidade etimológica!

     

    Ver: MEGALITOS / OBELISCOS & PIRÂMIDES (***)

     

    Supõe-se que, por via popular, as consoantes duplas latina fl, cl, pl derivaram sempre para o luso «ch». É duvidoso que tenha sido sempre assim. Por exemplo: De pl > «ch» são poucas as derivações directas para português por via popular de termos latinos nas condições de conterem estas duplas consoantes e são muitas as excepções, tais como:

    Lat. plaga > «praga».

    Lat. plicare > pregar.

    Lat. placeo > placere > «prazer».

    Lat. plăgella > plagula ó phlagila > flagellu > «flagelo», etc. Etc.

    Ainda que por vezes a regra se cumpra, a explicação não deve estar na impossibilidade da língua lusa para conter o som das referidas consoantes duplas latinas, que bem suporta em palavras derivadas do latim por via erudita. No caso da «pluma» latina é quase segura que o étimo Plu- se reportava a Pluto ou Plutão, o deus dos infernos. Ora como este deus deve ter sido outrora tão gémeo de Júpiter que poderiam ter sido ambos a mesma entidade, ou seja,

    Sumer. Shutu < Chu > *Techuve ó Hitit. Teshup.

    ...deuses dos estados atmosféricos do ar, do vento e da chuva!

    Para terminar, a «pluma» latina seria uma metáfora do «fumo» (< phimu > hem) espiritual de Chu que lhe permitia subir no céu e voar nas tempestades como as nuvens e chover, como Zeus.

     

    Ver: HADES & O INFERNO (***) & ASHMA (***), NEPTUNO/ LAGOS E RIOS (***)

     

    Em conclusão, o pétaso começou quase seguramente como «juízo alado», transportado na cabeça do mensageiro dos deuses! Entretanto, sofreu ressonâncias da raiz egeia phito-, na medida em que os primeiros chapéus teriam sido feitos de folhas de piteiras, a acabou como chapéu alado! En Chu ficou reduzido à pena de ave, que Maat também usava sem que se saiba muito bem porquê, uma vez Maat não era a deusa da escrita, ainda que possivelmente já se usassem penas para escrever em papiros! Existem duas interpretações possíveis em simultâneo! Como Maat é muitas vezes uma deusa alada podem ser uma espécie de apêndices simbólicos remanescentes da natureza etérea destes deuses. Deste passado de alados deuses de transporte das almas Amon e Min conservavam ainda um alto capacete de pluma estilizadas.

    Chu < Isho º Phan + isho > Fanes > It. Penacchio > «penacho», que, nem por mero acaso era o símbolo emblemático de Chu!

     

    Ver: MAAT (***) & Chu (***)

    Ver: PARECENÇAS (***)& PÉGASO (***)

     

    Heródoto pensava que tinham sido os habitantes da cidade anatólica de Caria os primeiros a usar penas na cabaça mas estava seguramente a fazer confusão com os cretenses da civilização minóica. Penas e «penachos» usaram-nas os filisteus até que os clássicos as resolveram substituir por crinas de cavalo. Seria Pégaso um variante arcaico de Hermes?

    Por vezes as tradições obscuras e pouco conhecidas parecem esconder o mistério mais recôndito de verdades arcaicas.

    De acordo com uma declaração notada por Eustathius, Stesichorus “chamou as Queres pelo nome de Telquines” que Eustathius identificou com os Curetas de Creta que poderiam invocar rajadas de vento e se inebriariam com poções mágicas de ervas (nota em Harrison, p 171).

    Na verdade as Queres eram as deusas das cobras cretenses e seguramente uma variante vingativa e guerreira das Erínias e de Némesis e também deusa mãe Larana, mãe de Larano, deus da guerra e dos Lares, Larvas, Lémures e Penates.

     

    Ver: LARUNDA (***)

     

    Algunos autores romanos describen a los lemures como el nombre común para todos los espíritus de la muerte, y los dividen en dos clases: los lares, o almas benevolentes de la familia, que protegen la domus o casa, y las larvae, o inquietas y horribles almas de hombres malvados. Pero la más común idea era que los Lemures y las Larvae eran lo mismo. Se decía de ellas que vagaban por la noche y que atormentaban y asustaban a los vivos.

    Figura 8: O ker pessoal de um morto que seria encaminhado para o além por Hermes Psicopompo, o guia das “almas penadas”.

    Independentemente de saber os nomes que estes espíritos malignos ou demónios teriam noutras civilizações antigas que seguramente os teriam, importa dar conta que foram estes medos arcaicos dos romanos que permaneceram na mitologia popular portuguesa como “almas penadas” espírito de uma pessoa que morreu mas que por algum motivo relativo a morte violenta, território privado do destino das Queres!

    Isto aconteceria por vários motivos que o código penal tentaria esclarecer -- seja pela recusa da morte súbita (acidentes), por estar em busca de justiça (assassinatos), por não estarem preparadas para morrerem (suicídios), ou por não terem terminado a sua missão na Terra -- ainda vagam por aqui, cumprindo a sua pena entre este mundo e o outro em vez de padecerem as “penas eternas” do inferno ou gozarem as delícias do paraíso. Não importa saber se estas almas penadas eram aves agoirentas ou vampiros e lobisomens mas saber que enquanto puros espíritos voariam como as aves e por isso teriam «penas»!

    A relação das «penas» com a penalidade estaria precisamente na relação do pais da deusa das penas que era Xu, deus da leveza do ar e guerreiro emplumado, precisamente porque seria ave de rapina capaz de voar para o céu e segurar a sua filha Nut no ar! Ora, leve como uma penas deveria ser o coração do morto no tribunal de Osíris para poder subir ao céu e por uma pena se poderia perder a imortalidade o que “seria uma grande pena” tal como as “almas penadas” seriam almas perdidas por não ter “valido a pena” salva-las das “penas do inferno”!

    Outras, mais aventuradas seriam “almas penadas” de antepassados relacionadas com os penates latinos.

    Na mitologia romana, os penates eram os deuses do lar, adorados tanto pelos romanos quanto pelos etruscos. Os penates eram deuses responsáveis pelo bem-estar e pela prosperidade das famílias. O próprio nome penates vem da palavra penus (dispensa) penitus (íntimo). Isto por que os bens, a dispensa, da família lhes eram consagrados. Os chefes de família eram os sacerdotes dos penates de sua própria casa. Eles eram adorados no seio da família onde compartilhavam o altar da deusa Vesta, localizado no centro da casa.

    Penetrate = early 15c. (implied in penetrable), from L. penetratus, pp. of penetrare "to put or get into, enter into," related to penitus "within, inmost," penus "innermost part of a temple, store of food", penates "household gods." ó Penis = 1670s, perhaps from Fr. pénis or directly from L. penis "penis," earlier "tail" (cf. Eng. tail in both senses, the sexual one slang), from PIE *pes-/*pesos- "penis" (cf. Skt. pasas-, Gk. peos, posthe "penis," probably also O.E. fæsl "progeny, offspring," O.N. fösull, Ger. Fasel "young of animals, brood"). The proper plural is penes. The adj. is penial. In psychological writing, penis envy is attested from 1924.

    Tal como parece penetrar tento ressoa a introdução do pénis pela cópula numa conotação intuitiva e primitiva que imediatamente nos reporta para os deus fálicos dos pénis que os penates seriam como para a metáfora da penetração dos esposos nos interior dos lares latinos. Obviamente que entrar normal e naturalmente em casa não envolvia a força disruptiva que a penetração violenta determinaria pelo que parece lógico pensar que o termo penetração deve mais a conotação sexual e fálica com o pénis do que com o culto da virgem Vesta, dos lares dos penates

    Assim, é muito possível que as «penas» das aves derivem de forma retórica e metafórica do nome dos deuses penates e estes dum arcaico ou variante italiana do mesmo deus de nome Pénis que não seria senão Pan ou Fauno!

    «Penas» < L. penna < Penina < Penitus < Penus ó Pénis / Pan / Fauno.

    Por outro lado, o santuário dos lares romanos seriam o coração da casa que deveria ser leve de pecados como uma pena mas…ser o tesouro doméstico que permitiria resgatar as almas penadas com o óbulo com que se pagava a passagem dos mortos a Caronte para a viagem do além, bem como o preço de sangue com que se resgatariam familiares em desgraça ou condenados à morte ou a escravidão! E subitamente se explica a etimologia de termos estranhos como «penúria» < Lat. pen-uria = miséria extrema!

    Penny = O.E. pening, penig "penny," from P.Gmc. *panninggaz (cf. O.N. penningr, Swed. pänning, O. Fris. panning, M. Du. pennic, O.H.G. pfenning, Ger. Pfennig, not recorded in Gothic, where skatts is used instead), of unknown origin.

    Figura 9: Palácio da Pena em Sintra, entre «penhas, penedos e pinheiros».

    Na verdade, a miséria decorreu sempre das guerras, sobretudo perdidas e por isso geradoras de pen-uria, ou seja de elevados preços de sangue que deixariam as famílias na ruína com as dispensas vazias e os tesouros familiares exauridos.

    No entanto, se Xu explica a confusão entre as penas do tribunal de Osíris e as que faziam voar nas asas do vento os deuses das tempestades e das chuvas não explica a fonética das penas das aves nem, obviamente, a homografia do Palácio da Pena em Sintra, entre penhas e penedos, nem as localidades de Pinhel, entre pinhais e penedias.

    Em conclusão, a pena das canetas posterior aos calamus scriptoribus derivaria das penas latinas das aves mas estas terão evoluído a revelia da tradição indo-europeia de raiz pet- por uma relação com as almas penadas protegidas pelos penates domésticos.

    Pen = caneta (1) instrumento de escrever, " c.1300, de O. Fr. O.Fr. penne "quill pen, feather," from L. penna "pena, pluma" de *pet-na-, forma sufixa de báse *pet – correr depressa, voar" (veja petição). Da mesma base vem *pet-ra-, fonte do Skt. Pat-ram "asas, penas, o Gk. Pte-ron "asas".

    Pet-be era, na mitologia egípcia, o deus de vingança, adorado na área ao redor de Akhmin, no Egito central. O seu nome traduz-se como Alma do Céu que de forma tempestiva seria céu zangado. Porém, Petbe pode ser uma caldeia introduzida por trabalhadores imigrantes do levante, com sendo a corrupção da frase Pet-(Ba'al), significando Deus do céu. Muito cedo os cristãos compararam Petbe ao Deus grego Cronus.

    Fosse como fosse ficamos a saber que o céu, tanto em egípcio como em caldeu era Pete e que Pet-be seria afinal o nome do céu diurno e a alma de Xu, esposo de da deusa hipopótamo I-pet < Kiket, que não seria senão Nut, o céu nocturno. É interessante verificar que o nome do deus vivo crocodilo do Egipto era Petsuchos, com o significado de filho de Sobeco (Grec. Σοῦχος), seja porque Pet significava tanto céu como filho por ser Xu apenas isso, o “deus filho”.

    Assim sendo, a semântica das penas das asas dos indo-europeus era semita e relativa aos deuses do céu que para o poderem ser teriam que voar e ter asas e penas!



    [1] Petasos, [petannumi] a broad-brimmed felt hat, chiefly used in Thessaly. Also in representations of Hermes.

    [2] Provincianismo da região de Foz-Côa para carapuça, seguramente o verdadeiro nome da boina basca! Notar que «barrete» e «garruço» podem ser meras variantes do mesmo termo que, contrariamente à opinião oficial, deve ter origem basca!

    «Barrete» (< ? It. barretta, solidéu ?) < War-(u)r-et < Kar-ur-ash > Gar-r-ush > «garruço»!

    [3] Charlton T. Lewis, Charles Short, A Latin Dictionary.

    [4]"lights," Microsoft® Encarta® 99 Encyclopedia. The Concise® Oxford Dictionary, 9th Edition. (c) © Oxford University Press. All rights reserved.

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  • DAGON & OANES, por artur felisberto

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    De la narracion de Alejandro Polyhistor: "A la muerte de Ardates, le sucedio su hijo Xisuthrus y reino dieciocho saros. En su tiempo sucedio el Diluvio Universal, cuya historia se da de esta manera. A la deidad Kronus se le aparecio una vision y le aviso que el decimo quinto dia del mes Daesia habria una inundacion que destruiria a la humanidad y le mando poner por escrito una historia del principio, progreso y conclusion final de todas las cosas hasta el momento presente y de guardar esas narraciones a buen seguro en la Ciudad del Sol en Sippara y de construir un barco y llevar consigo en el a sus amigos y parentela y de meter a bordo todo lo necesario para sustentar la vida y llevar tambien toda clase de animales que volaran o que corretearan por el suelo y que se confiara a la profundidad. Habiendole preguntado a la deidad adonde tenia que ir, recibio esta contestacion: A los Dioses"

    La narracion de Abydenus: "Cuanto concierne a la sabiduria de los caldeos. Se dice que el primer rey de este pais fue Alorus, que promulgo un informe diciendo que estaba designado por Dios para ser el pastor del pueblo: reino diez saros. Se estima ahora que un saro tiene mil seiscientos años; un neros, seicientos y un sossus, sesenta. Despues de el, Alaparus reino tres saros; le sucedio Amil-larus, de la ciudad de Pantibiblion, que reino trece saros; en este tiempo, un semidemonio llamado Anne-dotus, muy parecido a Oannes, aparecio del mar por segunda vez. Despues de el reino Ammenon doce saros que era de la ciudad de Pantibiblon: luego Mega-larus, del mismo lugar, dieciocho saros; luego Daos, el pastor, goberno por espacio de diez saros - era de Pantibiblon - en su tiempo pasaron del mar al suelo cuatro personajes de doble forma, cuyos nombres fueron Euedocus, En-eugamus, En-euboulos y En-ementus. Despues de estas cosas estuvo Anodaphus, en el tiempo de Euedoreschus. Hubo luego otros reyes y el ultimo de todos Sisithrus (Xisuthrus). De modo que en total el numero ascendio a diez reyes y la duracion de sus reinados a 120 saros" (120 saros = fabulosa cifra de 192,000 años)."

    La narracion de Apollodorus: "Esta es la historia que Beroso nos ha transmitido: Nos dice que el primer rey fue Alorus de Babilonia, un caldeo: reino diez saros y despues Alaparus y Amelon que vino de Pantibiblon; luego Ammenon el Caldeo, en cuyo tiempo aparecio el Musarus Oannes, el Annedotus del Golfo Persico. (Pero Alejandro Polyhistor anticipando el acontecimiento ha dicho que aparecio en el primer año y Apollodorus dice que fue despues de cuarenta saros; Abydenus, sin embargo, hace aparecer el segundo Annedotus despues de ventiseis saros). Luego sucedio Megalarus, de la ciudad de Pantibiblon y reino dieciocho saros y tras el Daonus, el pastor, de Pantibiblon y reino diez saros; en su tiempo (dice el) aparecio de nuevo en el Golfo Persico, un cuarto Annedotus, que tenia la misma forma que los anteriores, la de un pez mezcada con la de un hombre. Luego Euedoreschus reino desde la ciudad de Pantibiblon por un periodo de dieciocho saros. En su epoca aparecio otro personaje cuyo nombre era Oadacon, del Golfo Persico, como el anterior, con la misma forma complicada, entre pez y hombre. (Todos estos, dice Apollodorus, relacionados particular y circunstancialmente con cualquier Oannes del que se hubiera informado. Respecto a estas apariciones, Abydenus no las cita). Luego reino Amenpdinus, un caldeo de Laranchae y el, siendo el octavo en el orden goberno diez saros. Luego reino Otiertes, un caldeo de Laranchae y goberno durante ocho saros. A la muerte de Otiartes, su hijo Xisuthrus, reino dieciocho saros. En su epoca sucedio el Diluvio Universal."

    Because he came to be regarded as a fish-god, Dagon has been identified with the semi-daemon Odacon, described by Berossus as “having the same complicated form between a fish and a man” as Oannes, the being who first instructed the Mesopotamians in the arts of civilisation.

    ‘Odacon’ is probably a Graecized corruption of Sumerian ‘Utukku’ rather than Semitic ‘Dagon’. The Utukku were categories of genii of both good and evil aspect, and there appears to have been a benign grouping of these called the ‘seven wise ones’; they wore fish robes, and carried water buckets and spriniders for the purpose of ritual purification. They gave rise to a class of exorcist priests, called Ashipu, who were similarly attired. These were the representatives of the god of wisdom and magic, known to the Sumerians as Enki; to the Babylonians as Ea; later introduced to the Greeks as Oannes, by Berossus.

    NB: 1º Odacon (Babylonian) The fifth Annedotus (Dagon or Oannes), a man-fish who appeared from the deeps of the ocean to teach humanity. In the Babylonian description of the instructors and teachers of early humankind, their fishlike form is connected with their origin in the waters of space -- spiritual beings taking human form and appearing out of the deeps of cosmic ether.

    2º The proper Sumerian form of the name is UDUG; Utukku is the Akkadian form. It is common to change /D/ to /t/ and /G/ to /k/ in converting Sumerian into Akkadian. [1]

    Oannes (Ὡάννης, Hovhannes em armênio) era o nome dado pelo escritor babilónico Beroso no terceiro século a. C a um ser mítico que ensinou a sabedoria à humanidade. (…) O nome "Oannes" foi uma vez suspeitado de ser derivado do antigo deus babilônico Ea, mas já se sabe que o nome é a forma grega do Uanna Babilônia (ou Uan) o nome usado para Adapa em textos da Biblioteca de Assurbanipal. Os textos assírios tentar ligar a palavra ao acadiano para um artesão ummanu mas este é apenas um trocadilho.[2]

    O relato de Berósis fala em outros seres fabulosos que vieram depois, todos com a mesma forma de “homens peixe”; o segundo, proveniente do golfo Persa, recebeu o nome sugestivo de Anedoto!

    R. Templ fornece uma tradução das palavras "moosur" e "annedot". Moosur significaria "nogento", e annedots - "alguém abominável (repugnante)". Assim, os seres que os babilônios adoravam como fundadores da sua civilização, seriam considerados como repulsivo e repugnante de acordo com o nosso entendimento. -- [3]

    «Musaranho» < Lat. musaraneu, rato peçonhento < mus, rato + araneu, tipo aranha.

    «Anedota» • (Gr. An-ék-dotos, an-, "não" + ek-, "fora" + didonai, "dado = "não publicado), s. f. narração sucinta de um facto jocoso; • particularidade engraçada, histórica ou lendária.

    É óbvio que se o significado de Musarus (“*moosur”) fosse “nojento e Annedotus (“annedot”) repulsivo os babilónios não os teriam adorado nem, considerado sábios, a não ser possivelmente com medo e em segredo. Por este caminho ficaríamos com a suspeita de que o rato «musaranho» derivaria deles o seu nome por ser peçonhento e que os latinos pensariam ter tal nome por comerem aranha e serem quase do tamanho delas mas que teriam tal nome desde os tempos sumérios que os latinos teriam encontrado na Anatólia. Mas pela mesma etimologia dos falsos cognatos poderíamos pensar que a etimologia dos “annedot” como sendo repelentes é «anedótica» pondo em dúvida a origem grega das historietas jocosas que já existirão também desde os tempos em que se começou a falar e escrever! Ou seja, é bem possível que as etimologias oficiais do «musaranho» e da «anedota» sejam meras adaptações posteriores por etimologia pseudo-erudita. Na verdade, Annedotus não é uma palavra acádia suspeitando-se por isso que seja uma corruptela helenista de uma termo caldeu  significando algo húmido e viscoso como a pele de peixe e o conceito grego An-ék-dotos de algo obscuro, secreto e inconfessável.

    Annedot-us (< An-Thaut-ush) eram literalmente filhos (espirituais e sacerdotes) do grande Sr. (An) Tote, deus sábio, assistente e secretário arquivista dos deuses, ou seja, detentor dos més e das tábuas da lei como Enki.

    Annush = Ea, Enki, filho de Anu + Sumer Dod = amante

    = Annus-dod > Annudodus > Annedotus < An-ék-dotos.

    Algum fundo de verdade terá esta etimologia que confundo o duvidoso “*moosur” de Musarus com o inglês moisture de humidade e Annedotus com algo que seria húmido, viscoso e difícil de segurar como a enguia é, e, enfim como todos os animais aquáticos, o que aponta para que os Annedotus fossem missionários vestidos de golfinho em homenagem ao deus dos nautas que era Dagon, facto que a tradição suméria confundiu com peixes…o que sempre foi considerado «anedótico» e ainda hoje parece ser, dada a resistência em considerar que Dagon filisteu seria um peixe como Tritão ou Nereu (e terá sido Neptuno / Posidon em tempos arcaicos).

    Evidentemente que os relatos em segunda mão de eruditos helenistas têm o inconveniente de serem deformados pelo prisma perceptivo do racionalismo da época. Mesmo o próprio Beroso teria feito uma filtragem helenística dos textos mais arcaicos das bibliotecas acádias que terá consultado em versões que também já seriam acádias, ou seja, em segunda cópia relativamente aos relatos sumérios. Estranha-se no entanto o que é evidente: a falta de correspondência dos relatos de Beroso com o que hoje se conhece da literatura sagrada suméria resultante da leitura directa das tabuletas que nos chegaram por escavações recentes em antigas cidades sumérias, acádias e assírias. De facto, os registos actuais a partir de fontes documentais dizem que o primeiro rei mítico sumério foi Alulim…parecido, mas diferente de Alorus.

    Voici une liste collectée à partir de différentes sources dressées au Ier millénaire av. J.-C. de l'ensemble des Sept Sages, que l'on pouvait appeler également "les Carpes brillantes, les Carpes de la mer, l'Heptade, les sept apkallu qui sont nés dans la Rivière, et qui sont les gardiens des plans du Ciel et de la Terre": *Uan(nadapa) / Adapa *Uan(ne)ugga *Enmedugga *Enmegalamma *Enmebulugga *Anenlilda *Utuabzu.

    On peut comparer cette liste avec celle du prêtre, astronome et "historien" babylonien Bérose dans son oeuvre Babylõniaká [« Histoire de Babylone »] (appelée également Chaldaika [« Histoire de la Chaldée »]), publiée entre 290 et 278 av. J.-C., pour le compte du roi macédonien-séleucide Antiochos Ier: *Oannès (Adapa), *Euedôkos, *Eneugamos, *Eneuboulos, *Anêmentos, *dakôn, *Anodaphos.

    Na verdade, a comparação não abona nada em relação a fidedignidade dos autores clássicos que já no que respeita às listas dos reis Egípcios tiveram falhas idênticas. A tabela dos sábios apkallu apenas coincide vagamente com as que os sumeriogramas revelaram sobre Adapa.

     

    ADAPA

    “It is now known that the name is the Greek form of the Babylonian Uanna (or Uan) a name used for Adapa in texts from the Library of Ashurbanipal.” - Source: K. van der Toorn, Bob Becking, Pieter Willem van der Horst: Dictionary of deities and demons in the Bible Edition 2, revised, B. Eerdmans Publishing, 1999

    “Adapa - son of Ea, priest in Eridu. Also known as Uan (Oannes), the first of the Seven Sages, who brought the arts and skills of civilization to mankind.” (p. 317. “Glossary of Deities…Adapa.” Stephanie Dalley. Myths From Mesopotamia: Creation, The Flood, Gilgamesh, And Others. New York & Oxford. Oxford University Press. 1991).

    Oannes era o mesmo apkallu do mito de Adapa sendo por isso tentador suspeitar que teria sido também Ada(pa)-M(u)-Usar(us), ou seja, Adapa, Adamu, Osíris, um culto novo de morte e ressurreição introduzido na suméria por missionação directa dos apkallus como iria acontecer na América central com Kuklan / Quetzal-Coal.

    Adapa (Uan, Oannes) ou Adamu filho de Ea (segundo Sayce)

    Para os sumérios e acádios Adapa foi o primeiro homem, muitas vezes identificado com Adão e foi um dos sete sábios que viveu em Eridu antes do grande dilúvio da lenda acádia, e que trouxe as artes da civilização a esta cidade (de Dilmun, de acordo com algumas versões).

    Estes sábios falavam diretamente com os deuses que lhes davam indicações precisas e o conhecimento de como organizar a civilização humana.

    Figura 1: Sacerdotes de Dagon vestidos de peixes num lago sagrado assírio.

    A história de Adapa refere que o deus Ea o criou dando-lhe plena autoridade sobre os outros seres na terra, mas não a eternidade.

    El mito de Adapa, cuenta que él cortó o rompió las alas de Ninlil o Sud (Viento del sur). Anu a causa de estó enfureció y mandó llamarle. Enki le aconseja ir vestido de luto, para que cuando los guardianes de la casa de Anu (las puertas del cielo), Dumuzi y Ningizzida le pregunten por su atuendo, Adapa dijera que era porque se extrañan a unos dioses en su tierra. Los guardianes le preguantarían ¿que deidades se extrañaban? el tenía que contestar Dumuzi y Ningizzida. Enki, sabía que esto caería bien a los porteros de la casa de Anu, por lo tanto hablarían favorablemente de Adapa a Anu

    Ea, o seu patrono, advertiu-o para pedir desculpas humildemente por suas acções, mas não para aceitar alimentos ou beber enquanto estivesse no céu, porque seria a comida da morte. Anu, impressionado pela sinceridade Adapa, em vez desta ofereceu-lhe comida da imortalidade. Mas Adapa, atendendo ao conselho de Ea, recusou-se, e, assim, perdeu a imortalidade.

    Podem ser atraído paralelos com a história do Génesis, onde Adão e Eva são expulsos do Jardim do Éden por Deus, depois que eles comeram da árvore do conhecimento do bem e do mal, perdendo assim a imortalidade.

    Adapa é frequentemente identificado como assessor do mítico primeiro rei (antediluviano) de Eridu, Alulim.

    Tal como o herói do dilúvio Atrahasis (provavel Noé), Adapa é considerado muito sábio e um convicto adorador do seu deus criador Ea (Enki).

    Além de suas funções consultivas, ele serviu como padre e exorcista, e após a sua morte tomou o seu lugar entre os sete sábios ou Apkallū. (Apkal, "sábio", vem do sumério Abgallu (Ab=água, Gal=grande, Lu=homem) em referência a Adapa, o primeiro sábio associado a água.)

     

    Ver: APKALLU (***)

     

    Assim sendo, e se algum senso comum pode ser encontrado nestas histórias contraditórias e em segunda mão sobre o começo da civilização suméria, um deles será que o primeiro apkallu deveria ter aparecido antes do primeiro rei local e seria Musarus Oannes, nome estranhamente parecido com o de Osíris e Ashur.

    Muhra: face que olha nas duas direcções, nome dos guardiões do Mundo Subterrâneo. = I/Ushmud, vizir de Enki.

    Musarus seria seguramente Muhra também chamado Ishmud e era vizir de Enki e guardião das portas do céu e do inferno como São Pedro.

    Muhra < Ma-ushar < Ma-Kur > Mythar > Mitra.

                                     > Mu-sarus < Ma-Usar => Assur ó Osíris.

    Figura 2: Representação arcaica pré dinástica de Ausar / Osíris como deus taurino e de fertilidade agrícola em estilo sumério.

    Ausar, a pre-dynastic Ntcher, introduced agriculture and state government to Kemet beginning the Dynastic era. Ausar was the very embodiment of both - agriculture and the state - that would provide the key to abundance of food and resource creating the foundation for the unification of smaller communities into larger ones ultimately resulting in the Kemetic state. Throughout Kemetic history, in the iconography, Ausar is depicted as food in its various manifestations - plants (grains > wheat > bread, and fruit) and animals (birds, cattle, and fish) - and is depicted as the embodiment of the state as the seated Ntcheru upon the throne.

    In his capacity Ausar is the foundation of the economy and commerce, having introducted the arts and sciences associated with both. Through migration and expansion, and following the directive of Ausar to share abundance, Kemetians took their knowledge of agriculture globally to Asia Minor [Sumer], India [Harrapan / Dravidian], the Americas [Olmec] where they founded agricultural settlements named in honor of Ausar.

    In part of the Sumerian society, in northern Mesopotamia [modern day Iraq], one of the major Sumerian agricultural centers established was the city of Ausar (Assur).

    In some other areas of Sumer/Mesopotamia the attributes of Ausar were adopted and adapted to the names of other Ntcher (called Dingir in Sumer) like Marduk, Enki, Dagan, Oannes, Asari and others. In Sumer / Mesopotamia, they practiced the 'way of life' learned from their ancestors in Kemet; for example, leadership took names after the Ntcher Ausar, and characteristics of the Ntcher were depicted in the iconography, and the 'word' of (i.e. the body of knowledge associated with) Ausar was canonized in the literature.

    We find his name spelled several ways - including, among others, Ausar, Assur, Asari, Asar, and Ashur. However, the origin of Ausars name has been shown to mean water (A), earth/land (Sar), and sun (Ri), each of the elements necessary to nurture and grow a seed to fruit (see Bottero pp. 94-95). Incidently, 'A' is a water-name of the Ntcher Nu, 'Sar' is an earth-name of the Ntcher Geb, and 'Ri' is the same sun-name as the Ntcher Ra, each of whom in one instance or other proclaim to be the father of Ausar. 'The Book of Coming Forth' is one source for learning of their relationship to Ausar. – Ntcher Ausar in Kemet and Sumer, Father of Agriculture and the State.

    Figura 3: Periplus of the Red Sea (Greek: Περίπλους τὴς Ἐρυθράς Θαλάσσης, Latin: Periplus Maris Erythraei) is a Greco-Roman periplus, written in Greek, describing navigation and trading opportunities from Roman Egyptian ports like Berenice along the coast of the Red Sea, and others along Northeast Africa and the Indian subcontinent.

    Este itinerário marítimo andaria a ser reconhecido desde o tempo em que Dionísio espalhou o culto de vinho por todo o mundo.

    Assim sendo, a Suméria teria sido civilizada depois do Egipto com a pequena diferença de que enquanto no Egipto o primeiro reino foi minóico porque o acesso de Creta ao delta do Nilo seria fácil, rápido e continuado, na Suméria o primeiro reino foi local e promovido à força de intensa missionação porque o acesso dos marinheiros minóicos contornando a Arábia seria difícil, demorado e por isso descontínuo.

    Seguindo o Periplus Maris Erythraei vamos encontrar no início a cidade de Mussel Harbour (Myos Hormos), a meio e na ponta do corno de África a cidade de Mosullum e no fim a cidade indiana Muziris.

    Mosullum < Moshul + anu > Mussel > Musher > Muzir + ish > Muziris.

    Le Périple de la mer Érythrée indique que les commerçants de la Grèce antique naviguaient à Bossasso, fournissant des notes sur l'emplacement stratégique et géographique de la zone actuelle Bosaso, qui était connu comme Moxylon dans l'Antiquité1.

    Bosaso était auparavant connu sous le nom de Bandar Qassim, un nom dérivé d'un commerçant somalien du même nom installé dans la région au cours du XIVe siècle.

    Cranganore est située à une trentaine de kilomètres au nord de Cochin sur la côte de Malabar.

    La ville de Muziris, bien connue dans l’Antiquité, est peut-être cette ville.

    C’est dans cette ville que l’apôtre Thomas est censé avoir débarqué en Inde pour évangéliser les populations locales. La tradition indique qu’il commença cette tâche par la communauté juive qui s’y trouvait.

    Aceitando que estes nomes greco-latinos seriam um registo de antiquíssimas tradições nada obsta a que os Musarus Oannes de Berosos não fossem sacerdotes missionários destas cidades significativamente no começo, a meio e no fim de um longo périplo que teria espalhado a civilização neolítica pelo mundo a partir do mediterrâneo. Como “mu” significava animal de transporte em sumério podemos postular que musarus seria literalmente o animal de transporte de Osíris, o deus civilizador.

    Zarathustra, in the 19th Fargard of the Vendîdâd, is assailed by Angra Mainyus (Ahriman), the Power of Darkness, and withstands the assaults. He then praises all the Powers of God; and, among these, he invokes "the Kara fish that lives beneath waters in the bottom of the deep sea". In the Pahlavi Bundahish, which embodies old traditions, it is said that "it was the first day when the tree, they call Gogard (Gaokerena), grew in the deep mud, within the wide-formed ocean, and it is necessary as a producer of the renovation of the universe, for they prepare its immortality therefrom. The evil spirit has formed therein a lizard as an opponent, so that it may injure the Hom (the Gogard tree); and, for keeping away that lizard, Ahura-mazda has created there ten Kara fish which at all times continually circle round the Hom, so that the head of one of those fish is continually towards the lizard. And, together with the lizard, those fish are spiritually fed, that is, no food is necessary for them; and, till the renovation of the universe, they remain in contention". In the Vendîdad, the word is "Karo Masyo". "Masyo", in the Avesta language, means fish; but the meaning of the word "Kara" has not been explained anywhere. (…)

    In a letter [Theosophist, Vol -2-, page 214] written by a learned Fellow of the Theosophical Society [F.T.S.], from the monastery of Soorb Ovaness (Armenia), the writer says that the Armenians, who, until the 4th and even the 7th centuries of the Christian era, were Parsees in religion, called themselves Haiks or descendants of King Haig. In the forgotten traditions of these people, we find that they claimed to have remained true to the teachings of Zoroaster. These they had accepted ever since Musarus Oannes or Annedotus — the Heaven or Sun-sent (the first Odacon And Daphos, the man-fish) — arising daily from the sea at sunrise to plunge back into it at sunset — taught them the good doctrine, their arts and civilisation. That was during the reign of Ammenon the Chaldean, 68 Sari or 244,800 years before the deluge. Since then (as demonstrated by the Assyriologists according to the cylinder records), several other Odacons had ascended from the sea, the last coming during the days of the Chaldean king, Ubara-Tutu — "the glow of sunset " — the last but one of the Antediluvian kings of Berosus. Each and all these aquarian teachers came from his habitat in lands unknown, ascending from the Persian Gulf. If we study the account given of the Annedotus by Apollodorus and then amplify it with the pre-christian traditions of Armenia, which say that he made them know the seeds of the earth, taught them to worship their mother Earth, and their father the sun, taught mankind the arts of agriculture — we shall not wonder at discovering that the Chaldean Oannes and Zoroaster are one in their reminiscences. The Chaldean Annedotus was called the "son of the Fish". It was the Hellenized name of their Zoroaster Annedotus, whom the Greeks called Oannes, that led the old Armenians more easily into accepting Christianity than it otherwise might.-- THE IRANIAN 0ANNES By N. D. K., F. T. S. From "The Theosophist", January, 1885.

    Parece assim que a tradição persa do mazdeísmo continuou a aceitar esta a antiquíssima tradição dos Oanes que os arménios aceitaram e parece ter-lhes facilitado a aceitação do baptismo cristão reinterpretando a tradição persa como sendo a referida por Beroso bem conhecida de Eusébio de Cesareia. O mais interessante nestas duas tradições é o facto de elas permitirem a ponte etimologia entre Musarus e Karo Masyo (ou peixe Kara).

    Mu-sarus < Ma-Usar Ξ Karo Masyo < Ma-Chu-Kar = Ma-Kur-Ash

    > Macara, vector animal de Varuna, o deus dos mares, varino e vareiro.

     

    Ver: MAKARA (***)

     

    De facto parece que o primeiro marinheiro que conseguiu aportar na Suméria teria chegado ali pela rota do Periplus Maris Erythraei com desvio pelo Golfo Pérsico e por isso quase náufrago e em muito mau estado.

    “Na Babilônia havia (nesta época) um grande contingente de povos de várias nações, que habitavam a Caldéia e viviam sem lei como as bestas do campo. No primeiro ano apareceu por lá, naquela parte do mar da Eritréia que margeia a Babilônia, um animal destituído de razão [temporariamente inconsciente ou desorientado], chamado Oannes, cujo corpo inteiro era como de um peixe, e sob a cabeça do peixe tinha outra cabeça, com pés também em baixo, semelhante aos de um homem, acrescidos ao rabo do peixe. A sua voz e o seu idioma também eram articulados e humanos, e uma representação de sua figura em baixo relevo foi preservada até hoje. “Este Ser passava o dia entre os homens; mas não aceitava nenhum alimento em sua companhia; e iniciou-os na escrita, nas ciências e em todas as artes.

    Obviamente que o relato aqui passa de lendário a mítico e confuso porque o que pode ter realmente acontecido foi que inicialmente este emissário dos primeiros reis egípcios chegaria com a sua canoa às cotas o que lhe daria o aspecto de peixe e confeccionava os seus próprias alimentos porque os indígenas locais não teriam ainda os ingredientes a que ele estava acostumado e transportaria consigo no seu barco maior. No máximo estamos perante uma confusão com o mito de Adapa em que este, a concelho do invejoso Enki, recusou os alimentos de Anu perdendo assim a oportunidade da imortalidade.

    Ensinou-os a construir cidades, fundar templos, estabelecer leis, e explicou-lhes os fundamentos do conhecimento geométrico. Mostrou-lhes também como distinguir as sementes da terra e como colher frutos; em suma, instruiu-os em tudo que pudesse suavizar-lhes os costumes e humanizar as suas vidas. Desde aquele tempo, nenhuma matéria foi acrescentada como melhoria às suas instruções. E quando o sol se punha, este Ser Oannes, retirava-se novamente para o mar e passava a noite nas suas profundezas, pois era anfíbio. Depois disto apareceram outros animais como Oannes.” - Berósis, de Fragmentos Antigos de Isaac Cory.

    O relato de Beroso manifestamente confunde relatos lendários com mitos relativos ao deus neolítico da agricultura que teria sido anfíbio, ambíguo e ambivalente porque era marinheiro e uma cobra-do-mar como Atum.

    Fish God = • Fish were originally worshiped as a symbol of Nimrod, the sun god, who after being killed, was reborn in his wife Semiramus' womb. Her womb was represented as "the waters of the great deep". Nimrod then became the fish-god being reborn in these "waters." - Oannes, the Babylonian fish-god was the return of Nimrod from the world of the dead. He is depicted as half-fish with the fish's head worn over his own.

    De facto, as lendas helenistas e rabínicas perderam quase todo o crédito como apêndices da história bíblica depois das recentes descobertas arqueológicas no próximo e médio oriente e com a decifração das escritas hieroglíficas das civilizações destas zonas do mundo do crescente fértil. Semiramis seria afinal uma corruptela do nome de uma rainha assíria Sammouramat do sec 9º a. C. Assim, outros vêem em Ninrode o protótipo de Nino, o fundador clássico da cidade de Nínive.

    Se a lenda judia começou nesta altura então Ninrod teria sido Nino, o fundador clássico da cidade de Nínive, como reza a lenda helenista transcrita na literatura clementina. No entanto o nome Nino seria uma variante de Nuno, que no Egipto era um deus primordial como Enki / Dagon / Oanes, o que justifica o cruzamento de lentas com mitos no mitema de Ninrod.

    Se da etimologia de Semiramis / Sammouramat (amada dos céus, ou o meu nome é alto) pouco se pode inferir para a incorporar numa tradição mítica suméria ou acádia já de Nimrud é quase seguro que seria a corruptela do nome de um deus mesopotâmico apropriado ou não por algum grande rei caldeu.

    En la mitología sumeria y acadia, Ninurta (Nin-Ur: Señor de la Tierra o Señor del Arado) era el dios de Nippur, también identificado como Ningirsu, Ninib o Ninip.

    Ninurta: Probably pronounced Nimrud and Enurta at times.

    A Collier’s Encyclopedia afirma: "Os peritos têm tentado, sem real êxito, identificar Ninrode com diversos reis, heróis, ou deidades antigas, dentre eles Merodaque [Marduque ou Marduc], um deus assírio-babilônico; Gilgamés [Gilgamesh], um herói babilônio que se tornou famoso como caçador; e Órion, um caçador da mitologia clássica".

    Na verdade, pouco mais se sabe sobre este governante do que aquilo que a Bíblia menciona…o que é de pouco crédito à luz da arqueologia moderna. Claro que deveria ser mais fácil identificar Ninrode com Ninurta do que com Marduque!

    Nin-urta < Nin-| Hur-tu-ha < Ker-tu-ka, filho de Ker / Kur.

                   > Nin- | urtha > urda > ruda | > Ninrode.

    E contra a flagrância óbvia dos factos nada haveria a argumentar se não fosse o peso tremendo dos preconceitos religiosos.

     

    Ver: NINURTA (***)

     

    Procurar reis lendários em lendas é pior emenda que o soneto. Se o Cuxe babilónico bíblico tiver de ser identificado com Quis (conforme alguns estudiosos supõem), então já teríamos um pouco mais de informações sobre o reino fundado por Ninrode se dos vinte e três reis que representaram a primeira dinastia mesopotâmica, e que governou pouco tempo depois do dilúvio algum tivesse nome parecido a Ninurta. O mais parecido seria Nangish-lishma que foi o terceiro rei da lista de reis sumérios sumério da Primeira Dinastia de Quis. Na vã tentativa de relacionar Ninrod com o que quer que seja de histórico seja na tradição judia seja árabe acabamos por não conseguir relaciona-lo com nada pelo que é fácil concluir que se trata de uma lenda judia seria uma mistura de lendas e mitos feitas no cadinho tão febril e mal informado quanto era o despeitado e vingativo mundo da cultura judia constantemente submetida às tramas das malhas que os impérios caldeus teciam.

    Según una versión de su leyenda, Semíramis fue hija de una diosa siria llamada Derceto, de rostro de mujer y cuerpo de pez, que la abandonó en el desierto para que pereciese. Unas palomas se cuidaron de alimentarla y un pastor llamado Sim as la recogió. Años después, fue la fundadora del reino babilónico.

    Cuando tuvo la edad suficiente se casó con Oannes, oficial de Nino y gobernador de Siria, a quien siguió en la campaña emprendida por aquel monarca.

    Assim a relação meramente circunstancial de Semíramis com Decerto e a mitologia de deuses peixe como Dagon acaba por reforçar a força que a mitologia dos Oanes terá tido no mundo antigo. Ninrod aparece na vida de Semíramis como conjectura teológica judia pela mera força dedutiva de este ser por lei bíblica o primeiro rei guerreiro da terra que teria sido na Babilónia onde Semíramis foi também a primeira rainha e Marduque o rei mítico fundador. Relações confusas e maldosas terão pretendido relacionar Marduque / Merodac / Moloc com o mito de Ninrod da blasfémia que foi a torre de Babel com a atribuição sub-reptícia da suspeita de que os cultos de Dagon / Oanes teriam estado envoltos em sacrifícios humanos o que não se nega porque tal seria de regra nos recuados tempos arcaicos da terrível deusa mãe artemisina e caçadora paleolítica Lamasso e que veio a ser a deusa *Laburna das cobras cretenses.

    Ella sabía que debía idear algo que pareciese un gran milagro, algo que llenaría al pueblo de estupor y que demostraría que Nimrod era realmente un dios Semiramis actuó rápidamente se acostó con unos de sus sacerdote y quedo en cinta. Le hizo creer a todo los babilónicos que el dios Nimrod se había reencarnado en ella. Nueve meses más tarde nace el niño y a este niño le ponen como nombre Tamuz ( en algunos otros escritos lo menciona como minrod). Nace un 25 de Diciembre del año 3005 AC. 25 de Diciembre era el día más corto del año en el hemisferio norte y señalaba el momento en que los días comenzaban de nuevo a alargarse. Al asociar a Nimrod con el dios Sol, Semiramis proclamó ese día como el cumpleaños del Sol. El árbol de hoja perenne, símbolo de la vida en medio de la muerte del invierno, empezó a relacionarse en esta celebración como símbolo del renacimiento de Nimrod. Esto era exactamente lo que la malvada mujer necesitaba para llevar a cabo su ambicioso plan. Ella dejó correr la voz de que el bebé no tenía un padre humano, sino, que le había sido dado el ser mediante un mágico haz de luz del gran dios sol. De la T de Tamuz es el origen de la cruz de la iglesia romana Con los tiempos en babilonia se levanto otro hombre por el partido opositor llamado Kansa el rey Kansa. Persiguió a Semiramis para matarla, he aquí el parentesco de Semiramis y María madre de Cristo. El rey Kansas persigue a Semiramis para matarla a ella y al niño, huye al desierto llega a un lugar de palmeras y ahí es asesinada con su niño. El rey Kansa le coloca una corona en la cabeza le pone al niño en el brazo izquierdo corta una palma y se la pone en la mano derecha, y dice esta es la gran diosa Semiramis. y asi es como nace la famosa figura de la virgen maria. – Alevosías anónimas da Wikipedia.

    Os Oanes seriam assim os heróis fundadores da cultura suméria que teriam sido adoptados pelos caldeus na forma dum mito cosmogénico de sete sábios fundadores que os gregos também tiveram.

    O culto destes deuses persistiu até ao tempo dos assírios na forma de ritos baptismais de exorcismo e purificação sagrada baptismal.

    Figura 4: Oanes entre Inana e Enki num tanque de água sagrada!

    This water basin, originally cut from a single basalt rock, was completely shattered when discovered. The water basin was located in one of the courtyards of the Temple of Ashur. The original fragments were utilised to reconstruct the water basin seen here. On the corners and in the centre of each side are depictions of water gods holding overflowing water jugs. Streams of water flow from the sky above, into the jug and downward to the earth below. Two priests wearing fish skins hold small buckets to purify the central figure of the water god. A cuneiform inscription, repeated several times, invokes the name of Sennacherib (704-681 BC). The interior of the basin is undecorated. Its location and decoration suggest that the water basin was used for cultic purification practices.

    De facto, Dagon Bel Pagrê, “Senhor das ofertas funéreas”, fora da Caldeia não estaria apenas relacionado com os cultos dos mortos mas seria como Enki deus mântico detentor e guardião dos més das artes e ciências. Os sacerdotes de Enki / Dagon, eram os apkallu que além de sábios e legisladores versados nos més do deus da sabedoria eram curandeiros, exorcistas…e baptista muito antes dos cristãos.

     

    LAMASSO

    Figura 5: A Neo-Assyrian apotropaic bronze plaque showing a sick person attended by two fish-apkallu and a row of evil, disease-causing demons.

    Na mitologia suméria, Pazuzu era o rei dos demónios do vento, filho do deus Hanbi. Ele também representava o vento sudoeste, que trazia as tempestades e a estiagem. (…)

    Pazuzu é frequentemente representado por uma criatura de corpo humano, mas com a cabeça de um leão ou cachorro, garras em vez de pés, dois pares de asas, cauda de escorpião e o corpo revestido de escamas. (…)

    Pazuzu era conhecido por trazer a estiagem e a fome nas estações secas e as pragas nas estações chuvosas. Apesar de ser considerado um demónio do mal, Pazuzu era invocado em amuletos para lutar contra a deusa maligna Lamasso, um demônio feminino que se alimentava das crianças recém-nascidas e que acreditava-se ser o responsável por prejudicar a mãe durante o parto.

    Na mitologia suméria, Hanbi ou Hanpa ou Hanbu era um deus infernal, senhor de todos os espíritos malignos e pai de Pazuzu.

    Obviamente que não poderia haver muitos reis dos infernos e parece evidente que este desconhecido deus caldeus Han-bi ou Han-pa ou Han-bu era Negral, marido de Ereshkigal, rainha da noite, que por sua vez seria Lamasso.

    Ora bem, a estrutura fonética de Lamasso / Tiamat apela para Artemisa também uma deusa curadora das lamas das caldas e fontes termais.

    Lamasso < La-tu-mash < Hartumes < Kartu-mês > Artemisa.

    Mesopotâmica Oração Incantation Contra Lamasso:

    Grande é a filha do Céu que tortura bebês

    Sua mão é uma rede, seu abraço é a morte

    Ela é cruel, violenta, irritada, predatória

    Uma corredora, ladra é filha do Céu

    Ela toca a barriga das mulheres em trabalho de parto

    Ela pega a criança das gestantes

    A filha do Céu é uma dos deuses, seus irmãos

    Com nenhum filho seu.

    Sua cabeça de leão

    Seu corpo é de um burro

    Ela ruge como um leão

    Ela uiva constantemente como um cão demónio.[4]

    Esta é uma imagem de proteção de Lamasso, uma divindade feminina da temível mundo subterrâneo, destinado a manter o mal na baía. Embora ela é geralmente descrita em obras modernas como um demónio, a escrita de seu nome em cuneiforme sugere que na Babilônia e na Assíria, ela foi considerada como uma deusa. Ao contrário da maioria dos demónios, que actuavam apenas ao comando dos deuses, Lamasso praticava o mal, aparentemente ao seu bel-prazer e por iniciativa própria. Há um encantamento cuneiforme no reverso para assustá-la embora.

    As principais vítimas de Lamasso eram crianças em gestação e recém-nascidos. Esgueirando-se para a casa de uma mulher grávida, ela tenta tocar a barriga da mulher sete vezes para matar o feto, ou então ela sequestra a criança impedindo o parto. Medidas mágicas contra Lamasso incluíam por ao peito uma cabeça de bronze de Pazuzu. Algumas destas placas mostram um homem acamado em vez de uma mulher grávida, de modo que elas parecem estar relacionadas com Lamasso como uma portadora de doença.

    Lamasso é descrito nos textos como tendo a cabeça de um leão, os dentes de um jumento, seios nus, um corpo peludo, mãos manchadas, os dedos longos e unhas, e as garras de uma ave. As placas também mostram sua amamentando um porquinho e um filhote enquanto ela segura cobras em suas mãos. Ela está em seu animal sagrado, o burro, que às vezes é mostrada num barco, navegando pelo submundo.[5]

    Artemisa era irmã de Apolo e seria temida pela sua relação infernal com as lavas vulcânicas e com os sacrifícios humanos. Por sua vez Hanbi ou Hanpa ou Hanbu é de fácil conotação com o deus lobo egípcio Anpu, também relacionado com os cultos dos mortos porque sendo um predador natural era um deus psicopompo.

    «Canibal» < Kani-Wir > Han-bi > Han-bu ó Han-pa > An-pu

                       > Hanibal > A-Bal-Anu > «Apolo».

    Em conclusão os Apkallu eram uma classe sacerdotal de exorcistas baptistas assírios que conheceriam profundamente os cultos curandeiro infernais da Virgem Mãe bem como tudo o que havia para saber sobre toda a mitologia, saber e religião do neolítico.

    Ja(nus + Tam)uz > Jasuz = > Jesus.

    Enki = Dagon = Janus = Mitra = Hermes.

    Mitra, tal como seguramente Dagon seriam uma variante de Tamuz, o arcaico deus precursor e inspirador da paixão de Jesus. De certo modo o sucesso do nome de Jesus estava já garantido uma vez que era a síntese fonética da semântica renovada dos cultos arcaicos e eternos de morte e ressurreição do sol pascal.

    Supõe-se que a mitra dos magos persas, herdada pelos bispos católicos, teria derivado destes cultos dedicados a Dagon o que levanta a suspeita de este e Mitra serem o mesmo ou terem andado associados em cultos místicos.

    Excluindo o reparo de que a mitra não é a apanágio do papa mas de todos os bispos, incluindo os anglicanos, ficamos a saber que o respeito que os católicos concedem à tradição, em paralelo com os textos sagrados, significa afinal aceitar como importantes não apenas a tradições próprias como também parte dos recursos rituais herdados tanto de mistérios esquecidos quanto de instituições religiosas que precederam a hierarquia católica.

    Figura 6: Dois sacerdotes de Dagon diante da árvore da vida eterna e sob os auspícios de Ashur, o disco solar alado, que seria a forma solar de Dagon.

    Ora, além dos rituais do pontificado romano pagão a Igreja católica herdou também tradições dos egípcios, sobretudo teóricas e especulativas e também dos caldeus e persas, sobretudo por via do mitraísmo que era a sua rival entre os cidadãos romanos. É certo que, afinal, parte desta tradição já havia sido incorporada pelos pagãos romanos, no caso específico do culto das chaves de S. Pedro, no culto de Cibele / Jano.

    Da mitologia cretense pré micénica pouco ou nada se conhece e é portanto estranha a seguinte referência ao nome de Yash-ash-alam como tendo sido o deus supremo dos minóicos quando tudo indicaria que fosse Dagon / Poseidon.

    The chief of the pantheon appears to have been the god Ya-sha-sha-lam, whose name in West Semitic means ``He Who Causes Well-Being.'' Nothing is known of his attributes, but six of the eighteen known Minoan cult objects -- stone libation tables and the like -- are dedicated to him. His worship may still survive, for the Mandeans, a small sect of southern Iraq, still revere a deity they call ``The Great Shishlam''; if so, he is the longest continuously worshiped god so far recorded. Devil

    Yashashalam < *Kiash | Asharami

    > Ishkur-ame => Kur-am-ish > Hermes.

                             > Kurami-Chu

    ó Kumari-Ku > Hit. Kumarwi.

    Ou então:

    Sacar / Shalem < Shachar/Shalim < ashkar/ashlim

    < Kaka Kar /Kaka Kar me > Ya sha sha lam

    > Shay(a) Shlam > Shishlam > Hislam > «Islam».

    Shachar 'Dawn' Shalim's twin and one of the first, if not only, pair of gracious gods, the children and cleavers of the sea. They were born of El and Athirat or her female companion. The new family builds a sanctuary in the desert and lives there for eight years. According to Isaiah 14:12, he is the father of Helel or Lucifer, the 'light-bringer', usually taken to mean the morning-star.

    De firma difusa e confusa Yash-ash-alam poderia ser um epíteto ritual de Dagon enquanto deus dos infernos do Kur relacionado com o culto saturnino da Deusa Mãe da aurora e seu filho Sakar / Osíris.

    Ora, como a história cretense se desvenda como um quebra-cabeças e a partir de indícios e de referências cruzadas somos obrigados a valorizar a referência seguinte:

    Figura 7: a pagan priest wearing a sun-fish, the head with open mouth worn as a mitre and the rest of the fish forming a cloak.

    Dagon of Tuttul is a Syrian version of Dagon, and the probable father of Nikkal-and-Ib. Ugarit's Dagon was the father of Baal and may have been identified with El. There were also temples to Dagon in Mari and Emar. To the Phoenicians, he was a god of wheat and the inventor of the plow. The Philistines adopted him as their own and depicted him with the upper torso of a man and the back half of a fish. (See also the Assyro-Babylonian Dagan and the Hittite Kumarbi).

    These are both illustrations of Dagon, which was the God of Babylon and Philistia and is mentioned several times in scripture in Judges 16:23, 1 Samuel 5:2-7, and 1 Chronicles 1:10. In Strong's Hebrew Dictionary, this is the definition for Dagon: 1712. Dagown, daw-gohn'; from H1709; the fish-god; Dagon, a Philistine deity: --Dagon.1712. Dagown, daw-gohn'; from H1709; the fish-god; Dagon, a Philistine deity: --Dagon.

    One of the titles of the Dragon is Lord of the Abyss. "The title Lord of the Abyss translated into Sumerian is 'Kutulu'. Kutu means 'Underworld' or 'Abyss' and Lu is Sumerian for 'Lord' or 'Person of importance'.... Indeed the ruler of the Abyss (kutu) in Sumeria was the Old Dragon Mumu-Tiamat".--- Parker Ryan "Necronomicon Info Source".

    Yet nowhere in any extant text is this title referred to. In fact, nowhere in any tablet is any god of the Mesopotamian pantheon referred to under the title 'man of...' Such a base descriptive was unheard of as a divine appellation."---- Adapa, "The Necronomicon and Ancient Sumer: Dubunking the Myth" There is disagreement whether "Kutulu" should be translated as "man of Kutha" or "Lord of the Abyss" as Parker Ryan maintains.

    Dagon de Tuttul ó Kutulu

    ó Cthulhu ??? < kutur < Ugarit. Kotar (Hosis).

    "Another race is the Deep Ones who are a type of amphibious creature resembling a mixture of a fish, a frog and man. The Deep Ones worship a god called Dagon. Dagon is a deity resembling a giant Deep One. Dagon and the Deep Ones seem to be Allied in some way with Cthulhu." "Arab myth mentions mysterious fish-men from the sea of Karkar. These fish-men are probably derivative of the myths related to the actual Near Eastern god Dagon. Dagon is a Philistine deity that appears as a giant fish-man. Dagon is a later version of the Babylonian Oannes." ---- Parker Ryan "Necronomicon Info Source".

    Figura 8: Dagon, Enki ou Apkalu?

    "At Nimroud, a gigantic image was found by Mr. Layard, representing him with the fish's head as a cap and the body of the fish depending over his shoulders, his legs those of a man, his left hand holding a richly decorated bag, and his right hand upraised as if in the act of presenting the mystic Assyrian fir-cone."

    -- (Baring Gould's Myths of the Middle Ages.)

    The name of Dagon, famous in the Bible as the god of the Philistines, also appears on Minoan tablets in the form Daguna. He also was a widespread Semitic deity; the myths of Ugarit call him the father of the fertility god Baal.[7]

    Anche in America i maya adoravano un essere anfibio che chiamavano "Uaana" che significa "colui che risiede nell'acqua". Si noti che personaggi mitici hanno nomi simili in civiltà che non sono mai venute a contatto tra loro. Anche i Filistei adoravano una creatura anfibia chiamata Dagon (o Odakon) che veniva raffigurata, assieme alla sua compagna Atar-ga-tis, con coda di pesce e corpo umano. (…) A Rodi, infine, troviamo i Telchini, divinità anfibie dotate di poteri magici, che Zeus scacciò dall'isola perché avevano osato "mutare" il clima.

    «Philistines» < Kyristinos < cristinos > «cretenses»Music.

    Summamus - Etruscan Storm God; he is responsible for lightening and thunderbolts.

    Summamus < Chu-Mamu, lit. o «macho da mãe vaca»

    ó *Ku(r)ma-mnus < Kur-Minus ó Hermes.

    Dagon < | Oda < Woda | -kon < Da-| guna ó Gua-tha |-| Ka-un < Ki-anu > Enki | = Enki, o deus Gua, das “aguas doces” e do monte Sião da aurora!

    Entre eles há que referir os estranhos ritos do deus Dagon, que pelos visto era comuns aos filisteus e de provável origem cretense e, portanto, comum aos povos marítimos do mediterrâneo oriental incluindo sírios e fenícios.

    Figura 9: Sacerdote caldeu de Dagon.

    A pagan priest wearing a sun-fish, the head with open mouth worn as a mitre and the rest of the fish forming a cloak. These are both illustrations of Dagon, which was the God of Babylon and Philistia and is mentioned several times in scripture.

    Now Janus, whose key the Pope usurped with that of his wife or mother Cybele, was also Dagon. Janus, the two-headed god, "who had lived in two worlds," was the Babylonian divinity as an incarnation of Noah. Dagon, the fish-god, represented that deity as a manifestation of the same patriarch who had lived so long in the waters of the deluge. As the Pope bears the key of Janus, so he wears the mitre of Dagon. The excavations of Nineveh have put this beyond all possibility of doubt. The Papal mitre is entirely different from the mitre of Aaron and the Jewish high priests. That mitre was a turban.

    The two-horned mitre, which the Pope wears, when he sits on the high altar at Rome and receives the adoration of the Cardinals, is the very mitre worn by Dagon, the fish-god of the Philistines and Babylonians.

    There were two ways in which Dagon was anciently represented. The one was when he was depicted as half-man half-fish; the upper part being entirely human, the under part ending in the tail of a fish. The other was, when, to use the words of Layard, "the head of the fish formed a mitre above that of the man, while its scaly, fan-like tail fell as a cloak behind, leaving the human limbs and feet exposed."[9]

    Tinia < Atum-nu > Atunis > Adónis ó Dionísio.

                                  > Authyn > Odin.

    Pois bem, existem indícios de que o deus supremo dos etruscos foi uma versão do nome de Enki, a forma reptilínea de Tinia, que seria adorado por todos os povos ribeirinhos do mediterrânico arcaico.

    Os minóicos conhecê-lo-iam por Daguna ou seja Ta-Gu-Na, os nórdicos por Votan / Odin. Se Dionísio nunca foi peixe andou ele próprio para ser comido por marinheiros que acabou por transformar em golfinhos e foi um intrépido nauta que andou a espalhar o culto da vinha por todo o mundo levando-a até à Índia.

    De resto, a tradição missionária de emissários divinos e agentes de civilização seria tão antiga como a civilização e remontaria no médio oriente aos mitos fundadores da cultura suméria mas também como se verá noutro capítulo à cultura chinesa.

     

    Ver: FUXI (***)

     

    Sul nome Oannes si sono fatte molte ipotesi: lo si é collegato col dio marino Ea (Ea-khan = Ea, il pesce), o addirittura con Joannes, Giovanni Battista, o Joanas, Giona.

    (???) Chi o cosa era veramente il misterioso essere. Una creatura fantastica e leggendaria cui attribuire l’improvvisa evoluzione della società umana, o, come affermano molti ufologi, un visitatore spaziale in missione sulla Terra? Di quest’ultima idea è lo studioso tedesco Ulrich Dopatka, che non fatica a vedere nel "corpo di pesce" il ricordo deformato di una tuta spaziale anfibia. (???) "Oannes", racconta Dopatka, "è un nome che in siriano antico significa "lo straniero". Il primo a parlare di Oannes è il patriarca biblico Enoch, "rapito in cielo da un vento impetuoso e portato in una Grande Casa di cristallo, alla presenza dei Figli dei Santi", gli Osannes o Osannini. Ecco come è descritto quello straordinario incontro antidiluviano, nella versione etiope del "Libro di Enoch" (II-I sec. a.C.). "I loro abiti erano bianchi e i loro volti trasparenti come cristallo", scrive Enoch.

    Estranho seria então que este importante mito não tivesse equivalente bíblico já que este relato judeu mais não era do que a súmula de todos os conhecimentos que um judeu do sec. V antes de Cristo deveria ter. Se é mais que suspeito que o nome de Enoque seja uma corruptela de Enki como Noé, natural seria que os Oanes criassem entre uns judeus um mito com similitudes como o de Jonas e possivelmente um movimento religioso como o de João baptista.

    Lc 11,29-32.: Como as multidões afluíssem em massa, começou a dizer: «Esta geração é uma geração perversa; pede um sinal, mas não lhe será dado sinal algum, a não ser o de Jonas.»

    The Greek word for fish is ichthys. Each letter would be taken and used as an acronym to stand for; Jesus Christ Son of God Savior. I thought that was pretty neat. Unger's Bible Dictionary states that, 'in Christian symbolism, the fish is of great significance. It is among the earliest art forms'; 'generally thought to be the symbol for Christ.' Unger comments that water baptism was in the mind of those who made the fish to be a symbol for Christ.

    Alexander Hislop tells us more about latos (the Egyptian fish god) and shows us that many gods whom we might not have associated with being a 'fish-god' were indeed known by that title: 'The name 'lat,' or the hidden one, had evidently been given, as well as Saturn, to the great Babylonian god. This is evident from the name of the fish Latus, which was worshipped along with the Egyptian Minerva, in the city of Latopolis in Egypt, now Esneh (WILKINSON), that fish Latus evidently just being another name for the fish-god Dagon. We have seen that Ichthys, or the Fish, was one of the names of Bacchus; and the Assyrian goddess Atergatis, with her son Ichthys is said to have been cast into the lake of Ascalon.' 'That the sun-god Apollo had been known under the name of Lat, may be inferred from the Greek name of his mother-wife Leto, or in Doric, Lato, which is just the feminine of Lat'.

    No Antigo Egipto, Esna recebia o nome de Iunyt ou Ta-senet; os gregos deram-lhe o nome de Latopolis, relacionado com o facto de ali se adorar uma «perca» (Lates niloticus). Este peixe era abundante nesta parte do Nilo na Antiguidade, figurando em várias esculturas da deusa Neit. Na zona ocidental da cidade existia mesmo um cemitério onde se enterrava o peixe sagrado.

    No centro de Esna, a cerca de duzentos metros do rio, encontra-se um templo dedicado ao deus Khnum, à deusa Neit e ao deus Heka, bem como a outras divindades menores. (…) Khnum era representado como um homem com cabeça de carneiro, por vezes tendo uma jarra ou coroa dupla sobre os cornos. O seu nome significa “o modelador”. Na cidade de Esna formava uma tríade com Satis e Neit. Estava também ligado à criação dos seres humanos onde também criou o ovo do qual saiu Ré, que por sua vez gerou os outros deuses.

    Lat(us) < Rat (> Ret > Ré) < Urat < Ur-ash => «guraz» (peixe).

    Em conclusão, o culto do deus peixe do Egipto que teria encarnado na «perca», mas poderia ter sido o peixe «Gu-raz» reporta-nos para Uraz, nome solar dum filho mortal de Enki que seria no Nilo, Khnum ó Chnum.

    Knum < Khnum < Khnemu ó Chnum < Xuan-mu, plural de Xu-Anu => Juan > Janu que era Culsans na Etrúria.

    Etrusc. Culsans < Kur-| sanu < Chenu(m) ó < Kur-Janu

    «S. João» < Jaohan(us) < Iaokanann ó Arab. Yahyâ.

    In effetti il nome di Ianus deriva da ianua, ovvero "porta", così come Culsans può essere connesso al nome di Culsu, divinità che in Etruria custodiva le porte. In entrambi i casi si tratta dunque di divinità che vengono rappresentate con un doppio volto, come doppi sono i lati di una porta.

    Figura 10: Jano, o deus das duas faces iguais capaz de ver tanto o passado como o futuro, ou seja um deus Vaticano dos vaticínios infalíveis de que o papa herdou o palácio e o poder.

    Figura 11: estatueta encontrada em Cortona, com dedicatória inscrita na coxa do deus etrusco das portas, Culsans.

         

    É óbvio que os dois lados das portas sugeriram ao pensamento mágico os deuses com cabeça no verso e reverso e também…que a impiedade racionalista dos etimologistas os faz derivar os nomes dos deuses ao contrário porque a mais elementar das lógicas será pensar que, mesmo que as coisas precedam os deuses, estes, enquanto criados à imagem e semelhança dos humanos seguem-lhe as manhas e os vícios mandando nomear as coisas de acordo com a vontade soberana dos deuses.

    Alpan, [ = Libens, Harmonia, Concordia] handmaid to TURAN [goddess of love]

    Ane [Janus] is God of Entries and Exits, Departures and Returns, Beginnings and Endings. He protects Initiative in any activity, and helps Communication of all kinds.

    Culsu & Alpan, Culsu The Infernal Demon Goddess of Gateways, is a Tutor Finium, and so terminates the Southwest Quadrant, which is known as Regiones Dirae [The Fearful Regions] = Turan = The Etruscan demoness who guards the entrance to the underworld. Her attributes are a torch and scissors.

    Como se dá conta, a determinada altura os mitos de diversas origens misturam-se e parecem baralhar-se quando apenas revelam verdades que deixaram de ser óbvias por mero conformismo com os ritos (a rotina da gestão das aparências dos cultos). O ser o etrusco Ane, o mesmo que Jano, quer pela proximidade fonética quer pelo que se sabe da mitologia de ambos parece um claro paralelismo, sobretudo se fizermos a analogia menos fonética com Hermes Propileu. Então, o Ane estrusco seria sobretudo o Oanes de Berosos.

    De seguida suspeitamos que Anu teria sido originalmente o próprio Enki, numa época em que a mitologia estaria reduzida ao culto da Virgem Mãe e do “deus menino”. Assim, o facto de termos restos de mitologias de que se perderem os catálogos oficiais permite-nos pelo menos esta sorte de não sermos contrariados por verdades oficiais quando se ousam especulações deste tipo que de forma continuada nos permite suspeitar também que o deus etrusco Alpan seria uma variante do “deus menino” Dionísio que afinal andou casado com a deusa taurina do Amor, a etrusca Turan, obviamente que numa época saturnina. Então, começamos a confirmar a suspeita encontrada noutros contextos de que a mitologia resultou da multiplicação dos artifícios humanos para explicar a multiplicação dos teónimos há medida em que se multiplicavam e complexificavam as coisas com o progresso cultural da civilização. Alpan é obviamente o hitita Telepino mas é também dele que deriva o nome do monte Albano e a etimologia albina da alpina brancura. Os trocadilhos começam a fazer sentido à medida que nos aproximamos da nascente da linguagem e do sentido das coisas pois ambos de implicam e determinam mutuamente pondo em causa o princípio estruturalista da imotivação original da fonética dos nomes.

    Etrusc. Culsu < Kul-Xu < *Kal-isha < Ish-kar > Ishtar / (H)eresh(kigal).

    Etrusc. Alpan < Kar-Pan < Kur-Kian < Enki-Kur.

    Se Enki-Kur é o teónimo que os sumeriologistas suspeitam como tendo sido o mais comum de Enki. A presença de um deus Culsans com semelhanças com o deus Jano latino permite deduzir que a mitologia clássica resultou dum formalismo artificial recente iniciado possivelmente com a reforma do Panteão hitita durante o reinado de Tudália IV. Quer isto dizer que Culsans & Culsu seriam um casal divino com a variante de Culsu / Turan & Alpan que permitiria também a variante Culsans / Ane.

    Quase de certeza que o nome da cidade de Cortona é de origem etrusca e teria sido Curtumna, variante primitiva da deusa da fortuna, uma das parcas responsáveis pelo corte do fio da vida no parto e na morte, como Culso.

    Então, já podemos começar a entender a relação desta deusa com eventuais cultos infernais funerários de morte e ressurreição. Culso seria deusa de Cortona por ter sido também Cartumina / Artemisa, ou simplesmente Kertu, terrível “deusas mãe das cobras cretenses” e Senhora dos sacrifícios humanos em Cartago. Assim se começa a entender que o deus de Cartago e dos fenícios a quem se sacrificariam criancinhas seria Moloque / Dagon.

    Culso < Kur-Xu > Kurtu < *Kertu

    > Kartu-Mina > Kurtumna > «Fortuna».

     

    Ir para: DAGON (***)

     

    The identification of Gannes with Ea is made reasonably clear in a fragment of Helladius, who describes “a man named Oe who came out of the Red Sea having a fish-like body but the head, feet and’ arms of a man, and who taught astronomy and letters. Some accounts say that he came out of a great egg whence his name, and that he was actually a man, but only seemed a fish because he was clothed in ‘the skin of a sea creature’.”

    The god Ea dwelled in the depths of the sweet-water abyss, the Apsu, “in the chamber of fates, the abode of destinies”. It has been suggested that his name means “House of the Water”, but this remains uncertain. He is depicted as a man holding a vase from which issue streams of water, as a merman, or as a goat with a fish’s tail. However, Ea is an earth deity as much as he is a water god; his Sumerian name Enki, means “Lord of the Earth”, or “Lord of the Place”. One hymn speaks of Enki as directing the plough and the yoke, and of making the grain grow; in this aspect especially, he has much in common with Dagon. – [10]

    Ones < Oannes < Huanish < *Kau®ani(sh) < Kauran = Chu-An >

    Juan > Jano > «Jonas», o patriarca que foi engolido pela baleia.

    Figura 12: Year: 1662, Scientist: Caspar Schott, Originally published in: Physica Curiosa

    Caspar (also known as Gaspar or Kaspar) Schott was a one-time student and long-time collaborator of the German Jesuit polymath Athanasius Kircher. Besides editing and defending Kircher's works, Schott published some of his own. This page from the second volume of his Physica Curiosa shows a motley assortment of sea monsters, including a fish resembling a monk (upper left), a marine monster looking suspiciously like a bishop (lower right), and two chimerical creatures with long, fishy tails. Similar depictions appeared in numerous works in the 16th and 17th centuries.

    Religious tensions of the time might have contributed to the strong resemblance between alleged monsters and clerical figures.

    A tradição do culto sumério dos missionários, sábios e fundadores da civilização, continuou na Caldeia, tanto na Babilónia como no Império Assírio até que os persas ali fizeram vingar o mazdeísmo. Por sinal, o deus supremo, Aura Mazda, também continuou a ser representado nesta religião pelo disco solar alado como Ashur.

    Figura 13: Sacerdotes de Oanes em cilindros assírios vestidos de peixe e cuja cabeça se assemelha de forma flagrante com a mitra dos bispos.

    Figura 14: Anzu / Enlil atrás de Dagon / Enki seriam os irmãos gémeos da trindade caldeia representados aqui em pose teatral junto da “árvore da vida” (ao lado da Mandrágora?), encimada pelo disco solar alado de Aura Mazda, diante de Anu.

    O cristianismo por vias ainda mal conhecidas terá herdado a tradição baptista dos caldeus por meio da relação dos essénios com a tradição caldeia dos sacerdotes exorcistas e terapeutas e os ritos dos sacerdotes vestidos com mitra de peixe.

    The Repulsive or Repellent Ones - a demon - the fish-men who the Babylonians said brought them civilization. The first and most famous was called Oannes or Oe, who was thought to have come from a 'great egg'. This one during the day stayed on the surface among people, but for all the night he had to go into the sea. He, with other similar beings called Annedotus, is the creator of the Babylonian civilization (Berosso). Later Oannes will become the Fish-God for the Philistines. --- Dogon - Nommo - Amphibious Gods.htm

     

     

     

    Figura 15: From Konrad Gessner’s “Historiae animalium”, (German edition): Sea monk, sea bishop, mermaid, merman and hydra.

    Da mesma maneira sub-reptícia e infiltrada no submundo da cultura popular a tradição dos homens peixe e dos peixes sacerdotes continuou degenerando em estranhas crenças medievais misturadas com o medo ancestral dos monstros marinhos que guardariam dos incautos as rotas e locais que os cretenses e fenícios queriam manter no seu domínio.

    Of course, mermaids and other fantastical sea creatures have a long and colourful history. (Mermaids are more popular that their male counterparts, likely because the marine is largely a masculine domain – it would certainly require a good number of months at sea and some pretty heartfelt longings for a glimpse of a dugong or a manatee to resemble Daryl Hannah in a fishtail suit…) There are too many legends to attempt to list them here, the nautical cousins of Melusina are present in most cultures. Atargatis, Derketo and Triton; sirens, oceanids, nereids, syrenka, undines, selkies, ruslakas and merrows, ningyo, sirena and siyokoy; no sea or ocean is without them.

    The ‘sea-bishop’ (or ‘bishop-fish’) is a creature described in Conrad Gesner’s Historiae Animalium (vol. IV, Zurich, 1558). Gesner reported two monsters being retrieved from the sea – one, the ‘Wassermünch’ (water- or sea-monk) found in Norway ‘in our time’, which looked like a monk (‘ein Meerwunder einem München geleych’); the other, a ‘sea-bishop’ found in Poland in 1531, ‘episcopi habitu’. Gesner, whose ambitious project included unicorns (in all fairness, he put in a rhinoceros too), satyrs and sea monsters, nevertheless remained critical of Jenny Hanivers, proclaiming them to be fakes manufactured to fool the gullible. He pinpointed Venice as a centre of production.

     

    Ver: MONSTROS MARINHOS (***)

     



    [1] Dagon Rising, 3. Dagon: The Material Basis, by STARRY WISDOM.

    [2] Oannes (Ὡάννης, Hovhannes in Armenian) was the name given by the Babylonian writer Berossus in the 3rd century BCE to a mythical being who taught mankind wisdom. (…).

    The name "Oannes" was once conjectured to be derived from that of the ancient Babylonian god Ea, but it is now known that the name is the Greek form of the Babylonian Uanna (or Uan) a name used for Adapa in texts from the Library of Ashurbanipal. The Assyrian texts attempt to connect the word to the Akkadian for a craftsman ummanu but this is merely a pun. – Wikipedia.

    [3] R. Templ gaves the translation of the words "moosur" and "annedot". Moosur means "nasty thing", and annedots - "somebody abominable (loathsome)". Thus, beings to which babylonians worshipped as founders of their civilisation, were considered in our understanding as repulsive and loathsome. http://www.dopotopa.com/lang1/annedots.html

    [4] Mesopotamian Incantation Prayer Against Lamashtu:

    Great is the daughter of Heaven who tortures babies

    Her hand is a net, her embrace is death

    She is cruel, raging, angry, predatory

    A runner, a thief is the daughter of Heaven

    She touches the bellies of women in labor

    She pulls out the pregnant women’s baby

    The daughter of Heaven is one of the Gods, her brothers

    With no child of her own.

    Her head is a lion’s head

    Her body is a donkey’s body

    She roars like a lion

    She constantly howls like a demon-dog.

    [5] This is a protective image of Lamashtu, a fearsome female divinity of the underworld, intended to keep evil at bay. Although she is usually described in modern works as a demon, the writing of her name in cuneiform suggests that in Babylonia and Assyria she was regarded as a kind of goddess. Unlike the majority of demons, who acted only on the commands of the gods, Lamashtu practised evil apparently for its own sake and on her own initiative. There is a cuneiform incantation on the reverse to frighten her away.

    Lamashtu's principal victims were unborn and new-born babies. Slipping into the house of a pregnant woman, she tries to touch the woman's stomach seven times to kill the unborn baby, or she kidnaps the child. Magical measures against Lamashtu included wearing a bronze head of Pazuzu. Some of these plaques show a bedridden man rather than a pregnant woman, so they seem to relate to Lamashtu as a bringer of disease.

    Lamashtu is described in texts as having the head of a lion, the teeth of a donkey, naked breasts, a hairy body, stained hands, long fingers and finger nails, and the talons of a bird. Plaques also show her suckling a piglet and a whelp while she holds snakes in her hands. She stands on her sacred animal, the donkey, which is sometimes shown in a boat, riding through the underworld.

    Devil Copyright (c) 1996 P.F. Collier, A Division of Newfield Publications, Inc. Cyrus H. Gordon, MINOAN CIVILIZATION, Colliers Encyclopedia CD-ROM, 28 Feb 1996.

    [7] Copyright (c) 1996 P.F. Collier, A Division of Newfield Publications, Inc. Cyrus H. Gordon, MINOAN CIVILIZATION, Colliers Encyclopedia CD-ROM, 28 Feb 1996.

    Music Parece assim que os cretenses além de terem sido os primeiros cretinos foram também os primeiros a ter direito ao nome de cristãos! Ver Kerta (***)

    [9] The Sovereign Pontiff The Two Babylons, Alexander Hislop.

    [10] Dagon Rising, 3. Dagon: The Material Basis, by STARRY WISDOM.

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  • EOS III, A NOITE QUE DEVORA OS MORTOS OCIDENTAIS PARA PARIR OS VIVOS DO ORIENTE.

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    EOS III, A NOITE QUE DEVORA OS MORTOS OCIDENTAIS PARA PARIR OS VIVOS DO ORIENTE.

    Por Artur José Felisberto[1]

    Figura 32: Eos, qual Pietá, segura o corpo morto do filho Memnão. Assinado por Douris (pintor) e Calliadès (ceramista). Restauro cibernético do autor.

    Algo que não será fácil de provar no tribunal do senso comum da opinião religiosa será o de que Eos, a Pietá e todas as Mater Dolorosas, como a virgem de Macarena são variantes dum culto matriarcal muito arcaico envolvendo sacrifícios humanos que se mantiveram até aos tempos modernos nas culturas ameríndias no novo mundo e no velho na cultura fenícia e cartaginesa.

    E expressão mais actual da sobrevivência destes cultos arcaicos e tenebrosos, tão dolorosos e sanguinários quanto selváticos e pungentes é sem dúvida a deusa hindu Kali.

    Assim terão sido também as deusas mães egeias que se transformaram na impiedosa e vingativa Artemisa, de que Atena da égide gorgónia era mera variante fonética, e que terão tido outras formas ainda mais arcaicas como as Erínias, as Parcas, as Graias, as Gorgónias, e particularmente as sinistras aves agoirentas que foram as Sirenes, as Esfinges e as Harpias, que, de enviesada passagem pelos conflitos do matriarcado, deram vida a monstruosas quimeras, grifos e dragões…e à Fénix.

     

    Ver: KALI (***) & N.ª Sr.ª DAS DORES (***)

    *LABURTU, A DEUSA MÃE LUNAR DA VIDA E DA MORTE (***)

     

    Ora, pela sua particular relação com a Aurora, e logo com Eos, a Fénix e a Esfinge poderão explicar parte do culto ninfomaníaco pederásticos de Eos como mera sobrevivência de arcaicos cultos de sacrifícios humanos das mais belas crianças adolescentes à deusa mãe.

    Figura 38: Édipo e a Esfinge.

    «Esfinge» < Lat. sphinge < Gr. Spi(n)gx < Ish-Phenix, “filha da Fénix”.

    Figura 34: Uma Esfinge, análoga a uma Hárpia, «devoradora» de efebos para poder ser a “transportadora das (suas) almas”, ou metáfora do transporte para o céu dos guerreiros “mortos em combate”!

     

    Ver: ESFINGE, OU A DEUSA MÃE LEONINA (***) & FÉNIX (***)

     

    Figura 35: Red figure cup, Malibu, Getty Mus. 85.AE.377, Beazley Archive Database no. 31618. Kleomelos Painter, about 500 B.C. Sphinx carries a Theban youth over the sea.

    (…) Accounting For The Theme’s Vast Popularity: A Parable For The Death Of The Young? The popularity of the theme has also been explained from its presumable use as a parable for the death of the young; unexpected and violent like the sudden epiphany of the goddess who seeks to abduct them (IslerKerenyi in Bloesch 1982, 62 no. 30; Thimme 1975, no. 43). Her appearance in the morning marks the time of the ekphora and the beginning of a new life after death.

    (…)  However, the evidence that ascribes to Eos any funerary associations is quite late. Secondly, the essence of the goddess is certainly associated with light, life and hope rather than darkness, death and grief.

    (…) There is even less evidence to support a view of Eos as a death daemon. In a number of representations Eos appears with a kerykeion,xliii by conflation with Iris (or Nike) or holding out a tainia or garland, in the manner that Nike does, acclaiming the victorious. This attitude is also reminiscent of offering love presents in courting scenes (…). The resemblance is so clear that some scholars have denied the identification with Eos; apart from Eos’ kerykeion and the offered tainia, however, all other features in these scenes are closely related to Eos´ rapes of the hunter and the schoolboy. xlvii Since Eos, Nike and Iris all enjoy great popularity in the fifth century a mutual infiltration of attributes in their iconographies is perfectly understandable (so also Schauenburg, 1974, 96).

    Figura 36: Chalcedony. A sphinx seizes a warrior youth who fights back; (…). London 1933.10-15.1.

    Figura 37: Chalcedony scaraboid. A griffin seizes a naked youth. By the Semon Master. Boston 23, 578, LHG no. 29.

    (…) First, her comparability with the Sphinx may reveal a view of Eos as a dangerous creature, being the model of a woman in desire, a woman expressing her sexuality and taking the initiative. The Sphinx has wellestablished sepulchral associations (Vermeule 1979, 171) and is herself depicted pursuing, abducting (figure 29), ʺdominatingʺ, or attacking (when she finds resistance) the youths of Thebes. ). -- Eos And The Youth: A Case Of Inverted Roles In Rape* Anthi Dipla.

    Obviamente que a mitologia clássica olímpica já pouco ou nada tinha a ver com as mitologias arcaica ainda persistente no Egipto Antigo e que veio até hoje no politeísmo hindu da Índia. Supostamente assim teria sido a mitologia cretense e micénica de que pouco ou nada sabemos ao certo.

    No entanto são cada vez mais evidentes as estranhas sobrevivências das mitologias arcaicas que as estranhezas dos mitos clássicos nos obrigam a procurar.

    De qualquer modo a esfinge de Tebas seria uma variante do culto da Fénix, óbvia quimera guardiã das portas da aurora, trazida pelo rei Cadmo da Fenícia, cultura oriental onde os sacrifícios de crianças e adolescentes sobreviveram até ao fim da época antiga.

    A suposta ninfomania pederástica de Eos pode muito bem ser uma arcaica sobrevivência de cultos de sacrifícios humanos de crianças e adolescentes a arcaicas deusas mães possivelmente resultantes numa primeira evidência em resultado de precipitados e desastrosos votos de mães neolíticas aflitas em trabalhos de parto incertos e complicados. Assim, a afirmação de que “existe ainda menos evidências para apoiar uma visão do Eos como um demónio de morte” pode ser uma afirmação tão precipitada como a própria deusa Eos era.

    (…) An Erotic Pursuit With The Traditional Roles Inverted. As we have seen, the literary sources always explain Eos’ abduction of youths by her excited desire. Our scenes, moreover, have an emphatic erotic character; a comparison with scenes of erotic pursuit of women (or men) by men, gods and heroes, reveals striking similarities and illustrates the probable intention of vase painters to invert the standard roles in malefemale sexual interaction.

     (…) In many instances the actual combination of Eos’ pursuits on the same vase with scenes of erotic pursuit by Zeus or Poseidon and Theseus give the impression of a parallelism based on their shared erotic character. lxii This is particularly obvious on a stamnos by the Copenhagen Painter in Rouen, combining Zeus pursuing Aigina with Eos pursuing “Kephalos”.

    (…) Conclusion; A Woman’s Untamed Bestiality Can Be Lethal. Let us consider how many paradoxes an inversion of the situation, as outlined above, actually involves. Here the woman takes the initiative and pursues the man, whose pronounced resistance, at times violent, seems designed to spotlight her own persistence. Besides her sex, the age factor makes this rape even more unthinkable and places it well into the realm of irrational: a mature woman after an ephebe, a future citizen, portrayed in basic engagements of pre civil life, hunting and education. He is brutally removed from this environment, just as a woman is normally prematurely removed from the circle of her friends and childish games, by a mature man. As we noted above, the inconsistency and confusion in naming Eos´ victims indicates that their identity is only auxiliary to the point that the vase painter is trying to make.

     (…) In any case, in these representations Eos is promoted as a model of what a woman should not be in the interest of the essentially male social system. It is a matter of wild nature against social order threatening the future of the polis that the ephebes represent. The resistance of Eos’ victims that has no match in fierceness in any other pursuit seems to be proportionate to the amount of danger this peculiar pursuit actually involves. Female sexuality out of social control is fearsome (Cohen 1991, 1405). -- Eos And The Youth: A Case Of Inverted Roles In Rape* Anthi Dipla.

    O “princípio das causas actuais” é um raciocínio metodológico válido para a análise de fenómenos passados determinísticos e objectivos sendo duvidosos os resultados obtidos na análise de fenómenos sociais do passado relativos a fenómenos subjectivos de justificação aleatória como são as crenças e os preconceitos sociais. Por definição um preconceito subsiste como explicação falhada da realidade enquanto não for aceite um conceito mais adequado não fazendo por isso muito sentido explicar as meias explicações do passado à luz das evidências presentes que podem vir a revelar-se futuros preconceitos.

    Figura 39: Cadmo supostamente teria morto o dragão de Tebas para aceder à fonte sagrada mas afinal terá sido mera lenda do início do patriarcado porque o culto matriarcal teria persistido por aqueles lados na forma de um culto artemisino à esfinge de Tebas.

    Afirmar que Eos “é promovida como um modelo (de bestialidade indomável) do que uma mulher não deve ser no interesse do sistema social essencialmente masculino” além de envolver um preconceito modernista (em linguagem marxista e feminista) implica a petição de princípios de um raciocínio circular redundante e contraditório que pode desaguar em conclusões paradoxais no caso dos mitos de raptos praticados por deuses masculinos que são proporcionalmente ainda mais frequentes e muito mais variados. Por outro lado, como a “inconsistência e a confusão na nomeação das vítimas de Eos” que se nota nos pintores de vasos gregos é paralela com as variantes contraditórias dos próprios mitos pouco ou nada poderemos concluir por esta via externa meramente circunstancial.

    Afirmar que “a intenção provável dos pintores de vasos seria a de inverter o padrão dos papéis da interacção sexual macho-fêmea” ainda faz menos sentido num universo mítico onde as deusas da caça eram eternas Virgens como Diana / Artemisa e Atena / Minerva / Belona eram deusas da guerra e das suas artes de estratégia e tácticas de artimanha tanto ou mais aguerridas que Ares e Marte.

    Obviamente que o helenismo dos pintores de vasos gregos levava-os a lidar com materiais arcaicos que eram sobrevivências fósseis do matriarcado cretense mas no caso específico da ninfomania pederástica de Eos é duvidoso que isso tivesse algum objectivo didáctico específico de tipo patriarcal porque este seria incompatível com o seu “enfático carácter erótico”. Como o patriarcado extremo (como o judaico e sobretudo o islâmico) denega a sexualidade feminina seria absurdo sequer pensar que uma deusa como Eos pudesse num contexto de patriarcado, puro e duro, ser compelida a raptar efebos, mesmo emborcada, por pura excitação sexual.

    Em conclusão, o tratamento que os pintores davam ao tema dos raptos de Eos seria um puro exercício de erotismo mitológico, perfeitamente compatível com o politeísmo helenístico, porque lidando os artistas com materiais arcaicos do matriarcado cretense que já não compreendiam só lhe poderiam dar um tratamento que tinha por máximo respeito possível a sua contextualização num ambiente de erotismo caricato fora de qualquer contexto sagrado ou ritual. Na verdade, Eos era uma deusa secundária de tipo alegórico usada na retórica astronómica e sem qualquer culto popular estabelecido. Se bem que a equivalente latina de Eos fosse a Aurora com quem partilhava parte da mitologia, em Roma era uma outra deusa da madrugada, Mater Matuta, que tinha templo no Fórum Boário e uma festividade própria, a Matralia, mas não por ser a deusa da aurora mas apenas por ser uma deusa mãe do parto, do mar e dos portos, e uma das mais importantes do complexo e longo grupo das divindades do nascimento e infância a que os romanos, muito mais práticos e patriarcais que os gregos, davam muita relevância…pelo menos desde a crise de natalidade fundacional que os teria levado ao rapto das sabinas.

     

    APOLO & MÁRSIAS

    Assim, a ninfomania pederástica de Eos seria um dos muitos equívocos da mitologia clássica resultantes de tradições arcaicas e tenebrosas que mais valia esquecer do que recordar e que por uma processo de esquecimento histriónico acabaram subvertidos em caprichosos mitos caricatos como o de Apolo & Mársias.

    Mársias tornou-se um músico (tocador de aulos) tão perfeito que desafiou Apolo a uma competição, onde o vencedor teria direito de punir o perdedor. Apolo ganhou e teve que escalpelar Mársias. O deus arrependeu-se depois, e quis "homenagear" o seu concorrente fazendo do sangue do sátiro nascer o rio Mársias. A lenda era um conto para convencer as pessoas de que a cultura grega, representada pela lira de Apolo, seria superior à asiática representada pela flauta de Mársias.

    As interpretações pós modernas dos mitos antigos por vezes acabam por ser pior emenda do que o soneto. Na verdade o conflito cultural entre a Ásia e a Grécia começou com as Invasões Médias no sec. V a. C. e acabou com a conquista do império persa por Alexandre o Grande no sec. IV a. C. Por esta interpretação do mito de Mársias ser demasiado circunstancial surgiu outra de tipo hegeliano em que o concurso de Apolo & Marsias seria o símbolo do um eterno conflito entre os aspectos apolíneos e dionisíacos da natureza humana.

    Na verdade o mito Apolo & Marsias só pode ter subsistido porque terá sido progressiva e continuadamente substituído por diversas versões que o iam tornando mais simpático ou útil para algum projecto político mais ou menos obscuro das cidades estado que faziam mais uso da propaganda política que era a mitologia helenista. No entanto, nenhuma das versões esconde o constrangimento da vingança despropositada de Apolo que para manter o estatuto de superioridade olímpica não terá olhado a meios sendo mesmo suspeito de ter usado de batota quando já tinha a vantagem de ter as musas do seu lado.

    Figura 40: Apollo with a knife is about to flay Marsyas, who is tied to a tree. From Elite des monuments céramographiques : matériaux pour l'histoire des religions et des moeurs de l'antiquité. (Paris : Leleux, 1844-1861) Lenormant, Charles (1802-1859), Author.

    Hay varias versiones del concurso. Según algunas Marsias tocó mejor que Apolo, pero éste puso la lira boca abajo y tocó la misma melodía. Marsias no pudo hacer lo mismo con su flauta, por lo que perdió. Según otra versión Marsias fue derrotado cuando Apolo acompañó con su voz el sonido de la lira. Marsias protestó, arguyendo que el concurso era de habilidad tocando un instrumento y no con la voz, pero Apolo replicó que Marsias soplaba en su flauta, lo que era casi lo mismo. Las Musas estuvieron de acuerdo con Apolo, otorgándole la victoria.

    Pseudo-Hyginus, Fabulae 191: "Midas, Mygdonian king, son of the Mother goddess from Timolus was taken as judge at the time when Apollo contested with Marsyas, or Pan, on the pipes. When Timolus gave the victory to Apollo, Midas said it should rather have been given to Marsyas. Then Apollo angrily said to Midas: ‘You will have ears to match the mind you have in judging,’ and with these words he caused him to have ass's ears."

    O mito do “ouro do rei Midas” sugere um personagem que teria acabado por aprender com Dionísio e à custa da própria infelicidade a sabedoria de “amar mais a luz da vida do que o brilho lustroso do ouro” o que noutro contexto seria suficiente para fazer dele um juiz imparcial que nem Apolo poderia contestar. Por isso não sabemos se “as orelhas de burro” não serão antes de mais uma das muitas indirectas dos pensadores helenista contra a ingenuidade dos crentes, neste caso sobretudo contra algumas filosofias miserabilistas como a de Diógenes e que acabaria por ser um dos preconceitos mais comuns contra a caridade cristã satirizada na calúnia de que como todos os judeus amariam secretamente uma cabeça de burro.

    No entanto o mito de Apolo & Marsias é tão pouco apolíneo quanto é muto disparatado e por isso suspeito de andar de há muito mal contado por apelar para práticas penais arcaicas, selvagens e canibalescas de que os gregos helenistas nem seriam capazes de suspeitar. No entanto, a justiça penal cretense seria famosa desde o tempo de Minos por ser terrível e aterradora, implacável e impiedosa, matreira e manhosa como seria toda a estratégia fundamental do matriarcado cretense para manter a coesão social nos limites duma ilha como Creta que tinha por principal defesa a inconstância do mar e a da sua talassocracia sem limites definidos.

    Marsias seria afinal uma vítima ao “deus esfolado”, o deus da penalidade suprema que teria sido outrora o próprio Apolo, obviamente que nos tempos arcaicos em que era a Piton de Delfos idêntico ao deus azeteca Xipe-Totec.

    Xipe-Totec era considerado o deus da fertilidade para os astecas. Era o deus da vegetação primaveril, da Primavera eterna, dos vegetais. Significa "nosso senhor esfolado", coberto com a pele de uma vítima de sacrifício, que simbolizava a vegetação que cada ano cobre a terra.

    Este “deus esfolado” aparece na cela da mula de Palden Lhamo "a Deusa Gloriosa", protectora irada, envolta em chamas, cavalgando furiosa sobre um mar de sangue. A sobrevivente helénica destes cultos arcaicos matriarcais a quem teriam sido oferecidos sacrifícios humanos na época heróica era Artemisa de que sobreviviam na época clássica pelo menos dois cultos com indisfarçadas reminiscências de sacrifícios de crianças e adolescentes um ateniense em honra de Artemisa Brauronia e outro espartano em honra de Artemisa Ortia e que se verá serem formas inegáveis de culto a uma deusa mãe do Parto e da Aurora.

     

    ARTEMISA BRAURONIA

    E como “quem procura sempre alcança” descobrimos que em mês equivalente às festividades do solstício da primavera dos cultos pascais e de passagem de outros locais do mundo mitológico havia no calendário ático o mês Mouni-kion em que se celebravam na localidade perto de Atenas, Brauron / Vravrona, as festas em honra de Artemisa Brauronia.

    Braurón (griego antiguo Βραυρών, griego moderno Βραυρώνα, Vravrona) fue una de las localidades más antiguas del Ática, ya que en el santuario consagrado a Ártemis Brauronia se han hallado restos arqueológicos que datan del Heládico Medio.

    Según la tradición local, fue en Braurón donde se reunió la flota griega para la expedición de Troya, y donde Ifigenia fue sacrificada.

    Según algunas versiones, éste así lo hizo, pero la mayoría afirma que Artemisa la sustituyó en el último momento por una corza o una cierva y la transportó a Táurica, en Crimea, donde la convirtió en su sacerdotisa y tenía la misión de sacrificar a los extranjeros como ofrendas a la diosa.

    En el santuario se enseñaba la tumba de Ifigenia. La tumba tenía el aspecto de una gruta. El culto a Ifigenia estaba ligado al de Hécate: a ésta se le ofrecía la ropa de las mujeres que morían durante el parto; Ifigenia recibía la de aquellas mujeres que habían tenido un parto feliz.

    El edificio más grande del santuario era la «stoa de las Arktoi» o «sala de las osas», cuya planta tenía forma de Π, tal vez a consecuencia de una reducción del plano inicial. Contaba con un total de 9 habitaciones y albergaba 99 camas de madera. Delante de las habitaciones se han hallado numerosas estatuas de niñas y niños de diez a doce años de edad.

    Atenas decidió que sus mujeres jóvenes, antes de su pubertad, deberían pasar por estos ritos de iniciación, llamados «arktéia». Asistían a las festividades de las «Brauronias», que se celebraban cada cuatro años.

    Algunos autores dicen que las braurouias tenian por objeto el consagrar a Diana las muchachas, que se presentaban con vestidos blancos y cuya ceremonia tenía el nombre de orsina porque se llamaban en latín ursce las muchachas que se consagraban a Diana antes de casarse. Las jóvenes permanecían al servicio de la diosa hasta la edad del matrimonio. A esta fiesta asistían las niñas desde cinco hasta diez años.

    Alrededor del altar, situado delante del templo, se desarrollaban las danzas rituales de las mujeres jóvenes, como lo muestran las figuras de una crátera del siglo V a. C.

    Las mujeres atenienses se dirigían al templo para celebrar una fiesta, de carácter estrictamente femenino, en el curso de la cual, las niñas de entre 5 y 10 años vistiendo túnicas color azafrán imitaban los gestos de oseznos para apaciguar a la diosa tras la plaga que envió cuando se mató una osa consagrada a la divinidad, unas jóvenes, a quienes se denominaba osas, imitaban de dicho animal.

    Figura 41: a dança das crianças ursas durante as braurónias.

    Durante la celebración de ella un coro de hombres cantaba un libro de la Ilíada de Homero. Una espada desnuda aplicada ligeramente sobre la cabeza de una víctima humana hacia salir algunas gotas de sangre y esta ceremonia, junto con una cabra que se inmolaba, era el sacrificio de esta fiesta.

    Diana (aka Artemis) was the virgin goddess of the wild places - killer as well as protectress of furry things, protectress of girls evolving from virgin to mother - and killer of women in childbirth. At her temple at Brauron on the east coast of Attica (Vravrona) - and probably also at her sanctuary on the Acropolis in Athens - young pubescent girls from all over Attica took part in the strange ritual of "being a bear" - precise details are unclear, but there's some evidence that they played at being men for part of the time - there are "dining-rooms" at Brauron (andrones) and vases have been found showing girls taking part in athletics. At the end of their time as a bear, they'd dedicate their toys to Artemis, and return home to wait marriage. -- Diana and Actaeon. Classics Pages written and designed by Andrew Wilson.

    Brauron < Vravrona < Werawr-Ana > (An) *Ura-Ura > Auraura > Aurora!

    Começando por dar conta de que Bra-ur-ón / Vra-vr-ona tem a mesma etimologia da Aurora latina ficamos já a suspeitar que Artemisa e Eos teriam sido meras variantes do mesmo culto arcaico de Deusas Mães da Aurora e do Parto.

    Βρα-δύς = lento. Βρώ-μη = alimento. Βρο-χή = chuva.

    Βρο-ντ-ή = trovão. Βρό-μιος = dionisíaco < sonoro, ruidoso.

    De facto, o nome da localidade do santuário de Brauron não tem relação alguma com a raiz Βρ- do grego clássico. Quanto muito, encontramos nela a marcha lento dos plantígrados que acabou bear / ber / «fera» e o longo ruído de fundo de «bradar aos céus» relacionado com os trovões olímpicos dos deuses “manda chuvas” e senhores das tempestades fertilizadoras da Terra e que seriam os filhos da Deusa Mãe que quotidianamente os paria nas altas montanhas da Aurora para aos devorar ao por do sol no abismo do mar do país dos ocidentais.

    Que Artemisa Brauronia fosse uma «ursa» como a Lua também não é de espantar porque é precisamente a relação de Artemisa com este animal totémico que nos permite fazer a ponte com a equivalente espartana, Artemisa Orítia.

    Os homens primitivos olhavam o urso como um grande antepassado ancestral, uma grande avó com quem partilhavam, mais ou menos competitivamente, o uso das cavernas, primeiro como cavernícolas depois como locais de culto dos mortos e dos partos. Uma das razões terá sido por causa da particular ferocidade das «ursas» quando estão grávidas ou a amamentar as crias.

    Na cidade de Berna na Suíça foram encontradas em várias grutas ossos humanos e ursídeos bem, como suportes de altares, datados de cerca de 70.000 A. C. que indiciavam funções sagradas daqueles lugares levando os paleontólogos à convicção de que o “Culto da Ursa” foi o mais antigo no continente europeu.

    Antigamente, na Suíça e na Gália, celebrava-se Dea Artio, a deusa da caça e senhora dos ursos, representada como uma mulher ursa ou cercada de ursos. Na Espanha, ela era chamada de Arco, tendo as mesmas características de Ártemis.

    Comemorações das equivalentes eslavas de Diana: Devana na Eslovênia, Dziewona na Polônia e Diiwica na Servia. Sempre representadas como deusas da caça, elas surgiam correndo pelas florestas, vestidas com peles e acompanhadas por cães.

    Desde os tempos neolíticos, a Deusa tem sido associada aos animais, seja assumindo suas formas, seja tendo-os como acompanhantes ou símbolos. Em sua forma de Mãe Ursa, a Deusa é associada aos nascimentos e à protecção dos récem-nascidos. A raiz da palavra "urso" (bear) e "dar à luz" (to bear) é a mesma nas línguas anglo-saxãs.

    Nos países eslavos, a avó colocava o recém-nascido sobre uma pele de urso e, na Lituânia, a parturiente era chamada de "meska" (ursa).

    , Pese embora a escassa ou nula iconografia grega a respeito “Grande Deusa Mãe Ursa”, ainda que prolixa noutros assuntos, a antiguidade e perenidade destes cultos seria tal que em Creta, cujas grutas são o berço dos deuses ocidentais, ainda hoje se venera a Virgem Mãe Ursa.

    A única sobrevivência iconográfica do culto da Deusa Mãe Ursa deve ser a cabeça da Medusa.

    Figura 33: Cabeça altamente estilizada de Medusa, uma gorgónia que mais não seria do que uma das muitas deusas mães cretenses devoradora de sacrifícios cruentos animais e humanos e de que as ménades seriam uma das sobrevivências clássicas. Entre os hindus existem representações idênticas de Kali, variante negra da Deusa Mãe, Durga. Ora, *Ma-Durga reporta-nos para Matuta e para a «Madrugada». No Egipto Taveret era a deusa clemente do parto mas tinha a mesma forma reptilina de Amit, a Devorador do coração dos mortos no país dos ocidentais, o Amenti, oposto do ponto da aurora que a deusa Taveret do parto afinal representava.

    «Ursa» < Lat. Ursce < hurishca < Kurkika > Harki-teia > Grec. ark-teia

    => Orí-tia.                                                                          > Artio => Arco.

    Arconi: Demonio de los bosques ibéricos que, en forma de un enorme oso, atacaba a los cazadores.

    Na Grécia clássica o urso já seria raro ou extinto pelo que o que teria existido em Atenas ou seria importado de regiões mais a norte ou o mito já seria uma referência a uma espécie em vias de extinção.

    Porém, o que é mais espantoso é o facto de se acreditar que teria sido no santuário de Braurónia que “Ifigenia foi sacrificada” a Artemisa supostamente para aplacar a Virgem de um sacrilégio de caça cometido por Agamenão.

    Artemisa terá punido Agamenão depois de este ter matado um cervo num bosque consagrado a Artemisa reforçando o sacrilégio gabando-se de que era melhor caçador do que a deusa. Quando se dirigia para Tróia para participar na Guerra de Tróia, os navios de Agamenão ficaram subitamente imóveis em Áulis porque Artemisa parou os ventos. O Calcas profetisou num oráculo que a única forma de apaziguar Artemisa seria sacrificar Ifigénia, filha de Agamenão.

    Tal como no esfolamento de Marsias é o despropósito do crime e a desproporção do castigo o que mais chocaria os helenistas que se apresaram a inventar que Artemisa se teria apiedado de Ifigénia e num passe de mágica de “deus ex machina” Eurípedes na tragédia “Ifigénia em Aulis” substituiu-a por uma corsa levando-a para Tauris na Crimeia onde a colocou como sacerdotisa de um culto amazónico. Obviamente que este recurso operático de Eurípedes para fazer desaparecer Efigénia de cena sem muito dano moral resulta em “gato escondido com rabo de fora” porque se não tivesse havido morte efectiva de Efigénia não teria havido também motivos para a sequela da tragédia “Ifigénia em Tauris” porque Orestes não teria cometido matricídio para vingar a morte do pai Agamenão, morto pela esposa Clitenemnestra que por sua fez teria pretendido vingar a morte da filha Ifigénia no sacrifício de Aulis. Por outro lado, o facto de Ifigénia se ter metamorfoseado na deusa Hecate apenas prova que morreu no sacrifísio à deusa Artemisa e se terá transformado de facto num fantasma!

    Claro que esta vingança não seria mero pretexto para se livrar do marido Agamenão porque estes não lhe faltavam: tinha sido casada em primeiras núpcias com Tântalo II, filho de Tiestes, que foi assassinado por Agamenão para a desposar e com ela reinar, seguramente com a conivência do sogro que consegui impedir que seus filhos e irmão de Clitenemnestra vigassem o cunhado. No entanto, o único pretexto ético que acalmaria as Erínias teria que ser uma “vingança de sangue”, ou seja a sua filha, porque o primeiro marido não era sequer seu parente.

    Um aspecto que mais se realça na lenda de Clitenemnestra & Agamenão pelo lado retórico é a ressonância minóica dos nomes o que as para uma época micénica ainda eivada de cultura minóica.

     

    ORÍ-TIA / ARTEMIS ORTHIA

    En el origen, el culto de Ortia fue el de una religión preantropomórfica y preolímpica. Las inscripciones mencionan simplemente «Ortia» (u otras variantes como Ortria) como el poeta lírico Alcman (Partenias, I, v. 61), que la llama Aotis («la de la aurora», v. 87).

    Assim, não deixa de ser espantoso que os mitos mais comuns de raptos de deuses alados sejam os de uma Deusa Mãe e o seu filho, de Eos & de Bóreas que inicialmente seria Zéfiro. Mas como este vento era identificado como uma brisa ou um vento mais suave enquanto Bóreas era quase sempre imprevisível e furioso como o setentrional acabou sendo este que seria chamado a fazer parte dos mitos do rapto de Orí-tia, que se não era a sua mãe…era uma sua irmã gémea!

    Diamastigosis = Vou dar outra prova de que o Orthia na Lacedemônia é a imagem de madeira de origem estrangeira. Em primeiro lugar, Astrabacus e Alopecus, filhos de Irbus, filho de Amphisthenes, filho de Amphicles, filho de Agis, quando encontraram a imagem logo enlouqueceram. Em segundo lugar, os espartanos de Limnacia, os Cinosuros, e o povo de Mesoa e Pitane, embora sacrificassem a Artemisa, acabavam a brigar, o que levava também ao derramamento de sangue, e muitos foram mortos no altar e o resto acabava por morreu de doença traumática.

    Ali um oráculo lhes foi entregue que deveriam manchar o altar com sangue humano. Assim costumavam sacrificar aquele sobre quem caia a sorte, mas Licurgo mudou o costume para o da flagelação (diamastigosis) dos efebos, e assim desta forma o altar continuou a ser manchado com sangue humano. Por eles está a sacerdotisa, segurando a imagem de madeira. Agora ele é pequeno e leve, mas se alguma vez o flagelante poupar o chicote por causa da beleza de um rapaz ou de seu alto grau de nobresa, em seguida, de uma só vez a sacerdotisa encontra uma imagem que se torna tão pesada que mal a podem levár. Ela coloca a culpa sobre os flagelantes, e diz que é sua culpa deles que a imagem está sendo pesado demais. Assim, a imagem mantém sua predilecção por sangue humano desde os sacrifícios na terra dos Táuricos. Eles lhe chamam não só Orthia, mas também Lygodesma (Λυγοδέσμα – Salgueiro – verdasca de salgueiro), porque foi encontrado numa mata de salgueiros, e a envolvência dos salgueiros fez com que a imagem ficasse de pé” (Pausânias – Pausanias, Descrição da Grécia III, 16, 9-11).[2]

    O preconceito xenófobo como argumento neste discurso de Pausânias seria confrangedor se usássemos o argumento das causas actuais mas era mais aceitável para um grego clássico atribuir a uma contaminação estrangeira a persistência de hábitos indecoroso no seu presente do que faze-los derivar de uma natural evolução do seu passado tenebroso só porque esse passado ainda seria presente em povos geograficamente mais distantes e mais atrasados na história.

    De qualquer modo o ritual da diamastigosis enquanto substituição de sacrifícios humanos por sacrifícios rituais de flagelação pública com verdascas de salgueiro (lygodesma) apenas comprova a evolução de costumes relativos ao auto sacrifício humano que persistiu na idade média nas procissões dos flagelantes e ainda se mantém nos rituais islâmicos do Ashura, a mais importante e sagrada do calendário islâmico xiita, e nas promessas de peregrinações a pé a santuários marianos e voltas de joelhos arrastados em torno de capelas da Virgem Maria.

    Assim, o apela da Virgem ao auto sacrifício é tão arcaico quanto o rigor, a tristeza e a miséria da vida humana na terra. O apela da Virgem Maria ao auto sacrifício é tão arcaico quanto o rigor, a tristeza e a miséria da vida terrena.

    A este respeito Nossa Senhora de Fátima é o arquétipo mais recente do arcaico anseio de todas as mães à pureza virginal tão branca como a estrela da Alva, que as protegesse das dores e dos riscos do parto.

    Mais tarde escreveu Lúcia: ''após Ter rezado o nosso terço, brincávamos e, de repente, um vento forte abalou uma árvore e, em cima dela, apareceu uma luz igual à brancura da neve".

    Aproximando-se de nós, essa luz transformou-se num jovem muito bonito, irradiando luz. Começou a falar: "Não tenham medo, sou o Anjo da Paz: rezem comigo."

    13 de Maio de 1917: Os pastorinhos estavam brincando, quando de repente viram um relâmpago como uma tempestade; pensando na chuva, decidiram ir para casa com o seu rebanho. Quando estavam descendo o morro, um novo relâmpago, mais brilhante que o primeiro, veio perto de uma pequena azinheira e apareceu uma jovem Senhora, vestida de branco.

    Figura 42: Nossa Senhora de Fátima, Senhora do Rosário, Imaculado Coração de Maria.

    Seja como for, a Nossa Senhora de Fátima é sobretudo um milagre de fé no poder arcaico da Nossa Senhora (Potnia) da Aurora, de túnica de açafrão, anunciada pelo arcanjo S. Gabriel que seria “um vento forte” como Bóreas, filho de Eos.

    A coroa de estrelas de Nossa Senhora de Fátima decorre de outras tradições marianas e é obviamente um antiquíssimo símbolo de Istar.

    A relação de Nossa Senhora de Fátima com o milagre anunciado da “dança do sol” daquela que é a “Santa Mãe de Deus, Santa Virgem das virgens (…), Arca da aliança, Porta do céu, Estrela da manhã”, só pode se a consagração de uma arcaica tradição nunca interrompida da humanidade com a Deusa Mãe…pelo menos desde há 70 mil anos.

    O sangrento e rubro Coração Imaculado de Maria é um apelo subliminar ao auto-sacrifício humano e uma relação semântica com Eos Êrigeneia.

    O contexto bucólico e primaveril do 13 de Maio entre pastorinhos apela para a saxónica Easter cercadas de crianças e de flores de primavera. O facto de a Nossa Senhora de Fátima ser a Senhora do Rosário confirma a relação desta Virgem Mãe com a “Coroa de Rosas” da Aurora de Eos Rhododaktulos e o colar de pérolas brancas como gotas de orvalho da Senhora do Rocio.

    Eos [Êôs or Heôs], Goddess of the Dawn, known as Aurora to the Romans, who is called Potnia [= Mistress], Khrusothronos [=Golden-throned], Saffron [= yellow] Robed, Rhododaktulos [Rosy-fingered], Êrigeneia [Early-born] and the Dawn-Maiden.

    Peri-Êôs < Pher-Heôs, «a que transporta o fogo de Zeus < Kia-ush»

    < Peri Êous + An = An | Pher Hêous < Ker-Kihus

    < An kur kika => Afrodite!

    Aurora < Kaurakara > Hercalla, esposa do rei dos reis, o sol

    e ainda Pótnia, esposa de Enki/Poseidon!

    Khrusothronos, “o trono dourado” de Isis < Kikaurku Thauranus

    < Kiphurka Kauranus, o “fogo sexual” da «cobra»

    que se sentava num trono dourado pela luz do sol

    ao lado dos chifres dos altares do Touro Celeste!

    Saffron < Kaki Kuran “a deusa que cozinha o açafrão, o bolbo de cor solar”?

    > Iscur-an => Ishtar.

    Rhododaktulos < Rhotha Thaki-turus < Urka-Kaki-Kuro.

    Rhodo | dak(i)-tulos > Dathillus > Esp. dedilhos ó «dedos»

                                                        < Lat. digitus > «dedito» > «dedo».

    Eos também se chamava Peri-Êôs em grego.


    Rhododaktulos era literalmente a que tem rodas com raios de fogo resplandecendo como dedos flamejantes, conceito mítico que nos levanta o véu da origem do termo grego dáctilos, para dedos! Que esta correlação metafórica nada tem de inverosímil originalidade provam-no os relevos em que Akenaton adora o sol cujos raios são figuradamente mãos divinas, naturalmente com dedos de fogo!

    De facto, o estudo da etimologia da Deusa da aurora dos dedos cor-de-rosa permite-nos descobrir que a etimologia dos «dedos» portuguesa deve ter sido autóctone, primeiro porque os dedos castelhanos teriam sido de origem antiga helenística e os latinos dígitos seriam entendidos pelos lusitanos como um diminutivo que os castelhanos já usavam e que os portugueses decidiram deixar de usar como diminutivo, deixando de os pensar como *dedilhos ou deditos mas apenas como «dedos».

    Êrigeneia, a nascida antes do tempo, a que gera apressadamente os raios de luz do amanhecer antes nascer do sol e que são como que os filhos de Eros, o Rei-Sol, ou simplesmente um inesperado “diabo escondido com o rabo à mostra” a sussurrar que Eritónio era filho da aurora, ou seja que, como se referiu antes, Eos enquanto Aurora Palantia é a própria Palas Atena e uma aurora Valenciana!

    Êrigeneia < hary < kary (> Kali) | genia.

    Harina < «Carina» < Karhy + Ana < Kar-Ki-Ana.

    Assim, existe a forte suspeita de esta deusa mãe primordial ter sido uma epifania muito arcaica de Ishtar/Inana, filha da deusa mãe e do fogo primordial, com quem aliás partilha semelhanças etimológicas! Ishtar <= Ashtaur, é literalmente a “vaca sagrada” do fogo celeste!

    De facto, Arina, a deusa do céu dos Hatis, deriva de Harina!

    Como seria esposa de Enki, que entre os hititas era Ayas (< Ea) fica assim explicada a conexão entre a acádica Ishtar/Aya e Aurora/Eos. O que se passava é que, sendo esposa do sol era ela própria uma rainha do céu hitita.

    Tla-huiz-cal-pan-te-cuh-tli = Tel ashis Kar Pante coka til < Kur-ish-Kar-Kiantu-Kaki-Kur –Senhor do Amanhecer da Religião Asteca = Ishkur o Rei sol, do seio da terra mãe de todos (o deuses) em fogo se levanta!

    Por esta e outras mais circunstanciais razões parece que a língua azeteca deve ser tida como a língua arcaica de Creta do linear-a que por ser fortemente aglutinante os egípcios macaquearam numa expressão médica de esconjuro mágico de bárbaro silabário!

    http://philartcollection.files.wordpress.com/2012/01/guido-reni-aurora-affresco-del-palazzo-roma-1615-1618.jpg

    Figura 43: “L’Aurora” di Guido Reni, Soffitto affrescato, Casinò Rospiglioso, Palazzo Pallavicini, Roma (1613-1614).

     

    Ver: DEUSES DA AURORA (***) & IO (***)



    [2] I will give other evidence that the Orthia in Lacedaemon is the wooden image from the foreigners. Firstly, Astrabacus and Alopecus, sons of Irbus, son of Amphisthenes, son of Amphicles, son of Agis, when they found the image straightway became insane. Secondly, the Spartan Limnatians, the Cynosurians, and the people of Mesoa and Pitane, while sacrificing to Artemis, fell to quarrelling, which led also to bloodshed; many were killed at the altar and the rest died of disease.

        Where at an oracle was delivered to them, that they should stain the altar with human blood. He used to be sacrificed upon whomsoever the lot fell, but Lycurgus changed the custom to a scourging of the ephebos, and so in this way the altar is stained with human blood. By them stands the priestess, holding the wooden image. Now it is small and light, but if ever the scourgers spare the lash because of a lad's beauty or high rank, then at once the priestess finds the image grow so heavy that she can hardly carry it. She lays the blame on the scourgers, and says that it is their fault that she is being weighed down. So the image ever since the sacrifices in the Tauric land keeps its fondness for human blood. They call it not only Orthia, but also Lygodesma (Λυγοδέσμα - Willow-bound), because it was found in a thicket of willows, and the encircling willow made the image stand upright." (Description of Greece III, 16, 9–11).

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  • EOS I, A DEUSA DO PARTO E DE TODAS AS DORES

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    EOS I, A DEUSA DO PARTO E DE TODAS AS DORES

    Por Artur José Felisberto[1]

    Em homenagem à minha saudosa mãe, Clotilde Amélia Ribeiro, falecida com 84 anos em Agosto de 2012.

    Figura 1: Eos < Heos, trasladando o filho morto na guerra de Tróia.

    Eos (em grego Êôs, “aurora”) era a deusa grega que personificava o amanhecer. Filha de Hipérion e Téa, era irmã da deusa Selene e de Hélios. Normalmente citada como “de longos cabelos louros e dedos de cor de rosa” estava encarregada de abrir o dia numa carruagem puxada por cavalos alados, tingindo o céu com seus róseos dedos. - Wikipédia, a enciclopédia livre.

    O politeísmo decorreu fundamentalmente da necessidade cultural de colmatar equívocos linguísticos provocados pela variedade de tradições míticas, nem sempre concordantes e raramente coerentes, porque veiculadas por línguas e dialectos diferentes, numa fase da história em que as culturas dependiam exclusivamente, ou quase, da oralidade a que apenas a fragilidade da memória colectiva dava suporte.

    De facto, a memória colectiva era o maior bem institucional dos antigos, baseada num processo zeloso e ciumento de transmissão de saberes, desde logo no seio dos “segredos de cozinha” das primitivas comunidades de mulheres. Depois, ainda nos alvores da pastorícia e do início da caça controlada deu-se o alvoroço ideológico do patriarcado provocado pelas primeiras descobertas empíricas do papel do macho na fecundidade das fêmeas, pretexto para os primeiros ritos secretos de iniciação sexual masculina a partir dos quais se terá iniciado o movimento que demandaria aos processos de socialização formal da espécie humana e de que a institucionalização das religiões terá sido um dos primeiros instrumentos.

    Figura 2: Hélios, Eos e Hesperos!

    EOSTRE

    Uma deusa que espantosamente parece ter literalmente a mesma raiz etimológica de Eos é nórdica EOS-TRE.

    Eostre, Ēostre, Ostara ou Ostera é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora”.

    Dos seus cultos pagãos originaram-se festivais (Easter, em inglês e Ostern em alemão) que foram absorvidos e misturados nas comemorações judaico-cristãs da Páscoa.

    E dizemos: parece, porque é um facto fora de qualquer dúvida de que o nome da deusa germânica Eostre só aparecer referida pelo abade medieval Bede para justificar o nome pagão inglês do mês de Abril e das festas da Páscoa.

    April = c.1300, aueril, from O. Fr. avril (11c.), from L. (mensis) Aprilis "(month) of Venus," second month of the ancient Roman calendar, dedicated to the goddess Venus and perhaps based on Apru, an Etruscan borrowing of Gk. Aphrodite. In English in Latin form from mid-12c. Replaced O.E. Eastermonað, which was similarly named for a fertility goddess. Re-spelled in Middle English on Latin model (apprile first attested late 14c.).

    «Abril» < O. Fr. Avril < L. (mensis) Aprilis < Apru-lia < Haphru

    < Ka-Pher + Kiki => Gk. Aphrodite, literalmente a deusa que transporta

    o Ka da vida…à Natureza com a Primavera.

    Eos-tur-monath, qui nunc Paschalis mensis interpretatur, quondam a Dea illorum quæ Eos-tre vocabatur, et cui in illo festa celebrabant nomen habuit:

    Obviamente que discutir se existiu ou não uma deusa com este nome no panteão nórdico à data do triunfo do cristianismo se não é uma pura perda de tempo é sobretudo uma discussão académica menor sobretudo porque também muito pouco se sabe sobre as mitologias arcaicas ocidentais. De resto, já mesmo na Grécia clássica Eos era uma titânide arcaica sem culto popular próprio. O que deveria espantar todos os teóricos deste tema é o facto de esta deusa supostamente inventada por Bede ser quase literalmente a deus grega Eos.

    Some debate has occurred over whether or not the goddess was an invention of Bede's, particularly in the 19th century prior and prior to more widespread reconstructions of the Proto-Indo-European dawn goddess. Writing in the late 19th century, Charles J. Billson notes that scholars prior to his writing were divided about the existence of Bede's account of Ēostre, stating that "among authorities who have no doubt as to her existence are W. Grimm, Wackernagel, Sinrock [sic], and Wolf. On the other hand, Weinhold rejects the idea on philological grounds, and so do Heinrich Leo and Hermann Oesre. Kuhn says, 'The Anglo-Saxon Eostre looks like an invention of Bede;' and Mannhardt also dismisses her as an etymological dea ex machina."

    Claro que usar a probidade intelectual de Bede como argumento de peso nesta questão é pouco porque além de émulo de Eusébio, reputado falsário da história eclesiástica, o Venerável Bede quis imita-lo na sua Historia ecclesiastica gentis Anglorum onde lhe são reconhecidos enviesamentos fundamentais e várias omissões.

    De qualquer modo não está fora de questão de que tenha existido no mês da Primavera um culto germânico a deuses de morte e ressurreição pascal que em tempos arcaicos seriam comuns com deuses equivalentes gregos da Aurora e dos ventos herdados da civilização egeia, micénica e minóica. O que se duvida é que o nome desta deusa fosse quase decalcado do nome da grega Eos, como o Venerável Bede refere.

    Shaw, no entanto, observa que "muito desse debate, no entanto, foi realizado na ignorância de uma peça-chave da prova, uma vez que não foi descoberto até 1958. Esta prova é feita por mais de 150 Romano-Germânico inscrições votivas às divindades nomeadas a matrona Áustria-henea, encontrado perto Morken-Harff e datável de cerca de 150-250 AD ".

    Shaw, however, notes that "much of this debate, however, was conducted in ignorance of a key piece of evidence, as it was not discovered until 1958. This evidence is furnished by over 150 Romano-Germanic votive inscriptions to deities named the matron Austriahenea, found near Morken-Harff and datable to around 150-250 AD".

    Her name comes from an Indo-European root "aus-," meaning "to shine," from which also come Eos and Aurora, the Greek and Roman names of the dawn goddess; also in Greek, Aurios was Aurora as the Goddess of the Morrow (Her name may derive from an earlier "*Ausrion," meaning morning). [2]

    Grimm notes that in the Old Norse Prose Edda book Gylfaginning, a male being by the name of Austri is attested, who Grimm describes as a "spirit of light."

    Grimm comments that a female version would have been *Austra, yet that the High German and Saxon peoples seem to have only formed Ostarâ and Eástre, feminine, and not Ostaro and Eástra, masculine.

    Na mitologia nórdica, Nor-ðri, Su-ðri, Aus-tri e Ves-tri ("Norte, Sul, Leste e Oeste") foram mencionados na Prosa Edda como quatro anões presidindo aos quatro pontos cardeais e juntos eles sustentavam o céu criado com o crânio do gigante primigánito Ymir.

    A raiz –aus do adjectivo «austral» presente nos nomes da Áustria e da Austrália, deriva em latim do nome do vento suão, quente e abafadiço, o Austro. Obviamente que antes de se transformar no vento do sul teria sido um filho de Eos, como as Auras, Eosfer / Eoster, ou Zéfiro.

    Aura, Greek goddess of Breezes. Daughter of Eos, goddess of the dawn, and sister to the four winds.

    Não se nega que Eas-ter possa derivar Eos-ter mas a verdade é que esta pode ser bem mais virtual do que a semita Ester, bem conhecida dos que têm alguma cultura bíblica! Juntar Eos e Aurora no mesmo saco etimológico duma tal Eas-ter anglo-saxónica ausente de todas as prolixas nomenclaturas sobre mitologia celta e nórdica, sem sequer passar por Istar é já suspeito de alguma cegueira ou parcialidade cultural.

    -- Eoster is another name for the Spring Equinox, which occurs on March 21 each year. It is named after the Greek goddes of dawn, Eos. It occurs at a time when the light and the dark are balanced. -- D.J. Conway's "Celtic Magic".

    -- Easter is from the Anglo-Saxon Oestre or Eoster and the German Ostern. Ostara was an Anglo-Saxon goddess of spring. She was called "goddess of the morning light," or "goddess of the return of the sun." The fourth month of the year, corresponding to our April, was dedicated to her worship, and was called Eosturmonath. The worship of Ostara was derived from that of Baal, Ashtaroth, Ishtar, Astarte, Tammuz, etc.[3]

    -- The word "Easter" was derived from "Ishtar" the ancient pagan goddess of the Babylonian and Assyrian cultures, also known to the Phoenicians as "Astarte" - one of the titles of Beltis the queen of heaven - the wife of the sungod Baal. Both "Ishtar" and "Astarte" are pronounced the same as "Easter" today.[4]

    Figura 3: Eos conduzindo os carros do sol.

    Estamos a verificar mais outro equívoco sobre a cada vez mais mítica “língua indo-europeia”, e por isso mesmo, fonte de equívocos cada vez menos desculpáveis.

    Claro que a etimologia de Eoster não vem da raiz indo-europeia "aus-", significando iluminar, luzir, brilhar, mas, pelo contrário, todos os termos deste tipo é que virão do nome da mais antiga “estrela da manhã” que foi Istar.

    Se *Ausrion foi o nome da aurora numa pertença proto linguagem indo-europeia qualquer, então haveria que fazer a derivação deste nome já que só muito dificilmente poderia ser imaginado como um termo imotivado, de geração espontânea, naturalista ou onomatopaico!

    Mas, *Ausrion tem a desvantagem de ter apenas uma labial, como «Ester» e o Aurios Grego, pelo que nunca explicaria a bi-labialidade aliterativa do nome latino da Aurora. Que Eos teria sido Inana, a deusa da fertilidade prova-o o facto de ter andado também metida com Erra/Ares, como Afrodite. Mas...Erra/Ares era Kar, o Sol, pelo que seguramente Eos e Afrodite eram em tempos idos a mesma entidade divina, joguetes maternais nas mãos do deus menino que era Eros. De facto, o sol na abóbada celeste não passa de uma criança que passa a vida a nascer sem nunca chegar a crescer de vez!

    Na mitologia eslava, Zoria (alternativamente: Zaria, Zvezda, Zwezda) são as três deusas (mas, às vezes duas) guardiãs da Aurora.

    A estrela d'alva é Zorya Utren-nyaya (também Zvezda Danica, Zvezda Dennitsa, Zwezda Dnieca, Zora). Ela abre os portões divinos para a carruagem do sol pela manhã. Ela é descrita como uma guerreira completamente armada e corajosa.

    A Estrela de Noite é Zorya Vecher-nyaya (também Vecernja Zvezda, Zvezda Vechernaya, Zwezda Wieczorniaia, Zwezda Wieczernica, Zarja). Ela fecha os portões de céu ao cair da noite quando o sol regressa casa.

    A Estrela de Meia-noite é Zorya Polunoch-naya (também Zwezda Polnoca). Algumas lendas omitem este Zorya, enquanto deixando só as Auroras da Manhã e da Noite.[5]

    Esta moda das deusas triplas já se parece com uma certa impertinência cabalística de comentaristas neo gnósticos porque, afinal, a triplicidade astral em que se junta o sol com a lua e a aurora corresponderia mais a uma “divina trindade familiar” composta pelo “deus pai”, o sol, a “Deusa Mãe”, a lua e a “deusa filha”, a “estrela da manhã”!

    Figura 4: Nut, a Deus mãe dos deuses do Egipto senhora do céu nocturno estrelado.

    Pelo contrário, a “Estrela d´Alva” era o planeta Vénus que por mais brilhante que qualquer outra estrela vista no céu aparecia ao por do sol como “Estrela da Tarde” e que por ser sempre a mesma foi conhecida pelos pastores da Serra da Estrela como sua ou seja “Estrela do Pastor”.

    No entanto não deixa de ser interessante que na mitologia eslava a estrela da aurora seja Danica, nome com a mesma estrutura fonética de TanitDevil e que poderia ser um genitivo de Diana ou meramente Te-Anat. De qualquer modo, saber que existe uma mitologia que identifica a deusa da aurora com a mãe de todas as coisas celeste que foi a Noite, Nix / Nut, que quotidianamente paria o sol que devorava ao fim do dia permite-nos ajustar a lógica mítica de Eos e explicar parte dos seus amores equívocos. De facto são conhecidos os assédios sexuais de Anat.

    Por outro lado, Vecher é quase literalmente Véspera ou Hesper e Polunoca não tem equivalente na mitologia greco-romana e seria possivelmente uma referência À estrela Polar.

    Por Eostre ser uma deusa um tanto obscura, muito do que se sabia sobre ela foi perdido através dos tempos…ou vice-versa. Ainda assim, dizem as lendas que Eostre tinha uma especial afeição por crianças. Onde quer que ela fosse, elas a seguiam e a deusa adorava cantar e entretê-las com suas magias.

    Figura 5: Afrodite sobrevoando o mar em cima de uma cisne e acompanhada por crianças esvoaçantes, os Erotes, como Eostre!

    Este aspecto do mito de Eos-tre reporta-nos por o óbvio paralelismo com a ninfomania pederástica de Eos mas de passagem permite-nos suspeitar que seria esta mesma tradição que levou os gregos a representarem Afrodite acompanhada de divinas crianças, os Erotes, que ainda que considerados filhos desta antiga Deusa Mãe nem sempre parecem como tal, seja por serem alados seja por aparecerem sobretudo como paus-de-cabeleira em contextos afectados pela frivolidade dos amores venais.

    Um dia, Eostre estava sentada em um jardim com suas tão amadas crianças, quando um amável pássaro voou sobre elas e pousou na mão da Deusa. Ao dizer algumas palavras mágicas, o pássaro se transformou no animal favorito de Eostre, uma lebre. Isto maravilhou as crianças. Com o passar dos meses, elas repararam que a lebre não estava feliz com a transformação, porque não mais podia cantar nem voar.

    As crianças pediram a Eostre que revertesse o encantamento. Ela tentou de todas as formas, mas não conseguiu desfazer o encanto. A magia já estava feita e nada poderia revertê-la.

    Figura 6: Eástre (1909) by Jacques Reich.

    Eostre decidiu esperar até que o inverno passasse, pois nesta época seu poder diminuía. Quem sabe quando a Primavera retornasse e ela fosse de novo restituída de seus poderes plenamente pudesse ao menos dar alguns momentos de alegria à lebre, transformando-a novamente em pássaro, nem que fosse por alguns momentos.

    A lebre assim permaneceu até que então a Primavera chegou.

    Nessa época os poderes de Eostre estavam em seu apogeu e ela pôde transformar a lebre em um pássaro novamente, durante algum tempo. Agradecido, o pássaro botou ovos em homenagem a Eostre. Em celebração à sua liberdade e às crianças, que tinham pedido a Eostre que lhe concedesse sua forma original, o pássaro, transformado em lebre novamente, pintou os ovos e os distribuiu pelo mundo.

    Na primavera, lebres e ovos coloridos eram os símbolos da fertilidade e renovação à ela associados.

    Na mitologia grega as lebres (ou os coelhos) não aparecem explicitamente como símbolos de fertilidade mas aparece em cenas de sagrada prostituição presididas por Afrodite e são reconhecidos símbolos de fortuna e boa sorte entre os hitistas. Pois bem: na ausência de outras evidências de Eostre fazer parte do panteão nórdico há autores que identificam esta deusa com Friga, esposa de Odin.

    Alguns historiadores dizem que ela é meramente uma das várias formas de Frigg (esposa de Odin), ou que seu nome seria um epíteto para representar Frigg em seu aspecto jovem e primaveril. Outros pesquisadores a associam à Astarte (Deusa Fenícia) e Ishtar (deusa Babilônica), devido às similaridades em seus respectivos festivais da Primavera.

    Porém, antes de depararmos com a evidência de que se trataria de uma variante nórdica da bem conhecida Ishtar / Astarte ficamos surpresos ao verificar que já entre os nórdicos havia a tendência para separar a Deusa Mãe do amor no matrimónio e das artes domésticas a cargo de uma Afrodite Urânia / Hera como Friga de uma antiga e arcaica deusa mãe da fertilidade matriarcal de toda a natureza e por isso mais próxima do amor venal de Afrodite Pandemos, deusa da sensualidade, da beleza, da luxúria, da música e das flores como Freia…ou como Eos? Na verdade as duas facetas de Afrodite só foram separadas na mesma deusa pelos filósofos porque os poetas míticos sempre conheceram apenas Afrodite Pandemos e Eos poderia perfeitamente passar por um seu arcaico avatar astrológico se esta não tivesse sido vítima das impiedades democráticas dos poetas atenienses que transformaram o seu telúrico amor matriarcal por crianças bem-nascidas numa anedota de ninfomania pederástica.

    I, 4, 4. Poséidon, entre-temps, avait fait construire par Héphaïstos un refuge souterrain pour Oenopion. Eos tomba amoureuse d'Orion; elle l'enleva et l'amena à Délos: c'était la vengeance d'Aphrodite, qui obligeait Eos à être éternellement amoureuse, parce qu'elle avait osé coucher avec Arès. -- La Bibliothèque d'Apollodore.

    Pensando bem seria pouco provável que o destino de uma deusa titánide astral como era Eos pudesse ser alterado por uma crónide olímpica como Afrodite, que só tinha entre os homens o poder de “mulher fatal” com a ajuda das setas infalíveis e inevitáveis de Eros, sem a ajuda e autorização de Zeus que aliás era incapaz de afrontar a poderosa deusa primordial Ananque, a mãe das Moiras que teciam as malhas do destino dos deuses e dos homens.

    Portanto, se Eos poderia ser uma variante de Afrodite também Eoster poderia ser um nome alternativo germânico para Freia já que esta chorava lágrimas de ouro (como a Senhora do Rocio na Andaluzia) por seu marido Odr, o deus responsável por conduzir como Eósforo / Fósforo, o carro do sol.

    Odr < Authre < *Au(s)-ter ó Eos-pher.

    Eos, ou Eos-ter ou Ester seria uma mera variante de Istar, a deusa caldeia da prostituição sagrada que veio a ter Afrodite como principal representante helénica. Inevitavelmente, as comunidades autóctones da Hélade que, em épocas posteriores à revolução patriarcal do panteão olímpico, mantiveram a memória e a tradição do culto de Eos acabaram por entrar em conflito mitológico com os sacerdotes de Afrodite de que o mito de Eos é, afinal o eco do inevitável compromisso mítico a que teve que se chegar, na justa medida em que terá sido impossível fundir o culto de Eos local, possivelmente originário da costa ocidental da Anatólia ou de Creta, com o novo culto olímpico de Afrodite.

    Na verdade, já na Suméria a deusa da específica Aurora estava directamente ligada ao nascimento do sol estando com ele casada, como se suspeita ter sido o caso de todas as deusas mães primordiais, esposas do próprio filho.

    Aya (or Aja) in Akkadian mythology was a mother goddess, consort of the sun god Shamash. She developed from the Sumerian goddess Šherida, consort of Utu.

    Šherida is one of the oldest Mesopotamian gods, attested in inscriptions from pre-Sargonic times, her name (as "Aya") was a popular personal name during the Ur III period (21st-20th century BCE), making her among the oldest Semitic deities known in the region.

    Aya is Akkadian for "dawn", and by the Akkadian period she was firmly associated with the rising sun, and with sexual love and youth. The Babylonian's sometimes referred to her as kallatu (the bride), and as such she was known as the wife of Shamash. (…)

    By at latest the Neo-Babylonian period (and possibly much earlier), Shamash and Aya were associated with a practice known as Hasadu, which is loosely translated as a "sacred marriage."

    Aua, ou Aja, é uma Deusa Mãe acádia da aurora, mulher de Chamaz, o deus do sol, equivalente da suméria Sherida, a «querida» mulher de Utu, também conhecida por «noiva»…e «nora».

    Funcionalmente Aja seria Eos, a deusa grega das erecções matinais e da aurora, mas pelo lado sumério seria uma variante da deusa Mãe da Noite, ou Sherida.

    Sendo assim, Eos / Eoster seriam equivalentes de Aja / Ker(i)tu ó Ker-tu / Sherida / Istar. Claro que, enquanto mãe do sol, que paria com a aurora religiosa e quotidianamente como a egípcia Nut, Eos seria, como a assíria Aia, a esposa do sol, depois de ter sido sua extremosa mãe e aia permanente e imprescindível.

    «Aia» = • s. f. dama de companhia; • senhora encarregada da educação doméstica de um príncipe ou de crianças nobres. Sumer. Ia = (epíteto da) mãe de Marduque.

    «Aia» é uma palavra lusa sem etimologia conhecida pelo que nada obsta a que seja uma adaptação local do nome da deusa assíria às funções de uma segunda mãe do príncipe real. Ia, esposa de Ea e mão de Marduque, pode ter sido mãe de Aia.

    O facto de Hesta / Vesta, deusas castas da santidade do lar, serem aparentemente de moralidade oposta à da ninfomaníaca e pedófila devoradora de jovens que era Eos só demonstra que a deriva dos nomes permite que as palavras possam adquirir sentidos opostos, obviamente que por via das vicissitudes dos cultos dos deuses que tutelavam os seus nomes. De qualquer modo, com Hesta / Vesta estamos nos terrenos dos deuses do fogo e com Eos nos da luz da lua cheia, Febe.

    Figura 7: Eos, seguida por um golfinho, considerado um animal solar por se supor que dançava e acasalava ao pôr-do-sol!

    Febe ou Foibe (grego Φοίβη, transliteração "Phoibê", tradução "brilhante, profética") era conhecida como "a mais bela entre as Titânides". Talvez a primeira deusa da Lua que os gregos conheceram, Febe é confundida com a sua sobrinha Selene (filha de Hipérion e Téia), e também com suas netas Ártemis e Hécate. Febe é a deusa da lua, relacionada com as noites de lua cheia. Seu nome quer dizer "brilhante", nome que foi emprestado ao seu neto Apolo, chamado de Febo.

    Aia, Eos e Hesta / Vesta podem não ter tido exactamente a mesma origem etimológica mas Eos terá mantido na Grécia a mesma ressonância fonética de Aia por ter tido a mesma função semântica que a latina Aurora não manteve.

                                                    > *Wi-ast > Vesta / Hesta.

    Eos < Êôs < Heôs < *Ki-auch ó Ki-ka < Kiha > Hiha > Ia.

     Febe < Foibê < Pho-iw + et < Kauhica ó Ka-kika > Hahiha

    > Acha > Aja > Aia.

    Ushás (‘amanecer’ en idioma sánscrito) es una diosa védica y consecuentemente también hinduista. (…) El término sánscrito proviene de la lengua indoeuropea *hv(2)ausos, que dio origen al vocablo griego Eos, al latín Aurora, el lituano ausz-ra y antiguo alto germánico ôs-tan.

    Uraš o Urash, na mitologia suméria, foi uma deusa ctónica (veja ctónico) e uma das consortes de Anu.

    Ishat is a Phoenician Goddess of Fire (Her name simply means "Fire"), called "the Bitch of the Gods". She is mentioned in the Epic of Ba'al as one of the enemies of the God who is destroyed by Anat, the Warrior Goddess.

    Fazer derivar a Aurora latina do mais que hipotético *hv(2)ausos é mais inaudível que inefável!

    No entanto, como não seria tudo muito mais fácil dando conta que Ushás se parece muito mais em todos os planos com Urash, a esposa do Rei-Sol, o semita deus Chamaz, do que com *hv(2)ausos!!!

    Ushás < Ush-Ash ó Ur-Ash > Uraz

                                   > Ish-ash > Ishat.

    Figura 8: Eos e Eos-fer, o tocheiro divino!

    De facto, com um pouco mais de respeito pelas deidades alheias e menos fé na mitologia positivista indo-europeia ter-se-ia tropeçado em Arruru, a grande Deusa Mãe da Caldeia como *Ki-aush era, a mais que provável origem etimológica da latina Aurora.

    Aruru: A name for the Great Mother goddess in Babylonian mythology. She created people. See Belet-ili, Mami, Ningal, Ninhursag, Ninmah, Nintu.

    Eos < -Aus < Hahus < *Kakush (> Caco) > Phaus > -Phos.

    Zeus < Thius > Dyaus > «Dia» = Hemera.

    Phos, como Febo, enquanto significando “luz e brilho celestiais” virão quanto muito do nome do mesmo étimo do “deus menino” *Kakiko, filho de Kiki e/ou de Kako, o deus do fogo que deu origem ao nome de Zeus!

    É evidente que Eos, a deusa das erecções matinais, tem semântica suficiente para ser, como Ishat, uma prostituta dos deuses sem deixar de ser esposa de Anu. Neste papel teria sido a cananeia Anat e a egípcia Nut. Afinal sendo esposa do “Sr. dos Céu seria” a mais fogosa das deusas tendo o poder matriarcal e a eterna e divina disponibilidade de ser também amante de todos os deuses!

    Ora, este novo culto, enquanto triunfo decisivo do patriarcado, impunha uma deusa do amor venal inteiramente separado da antiga “prostituição sagrada” que Eos ainda parecia misturar e que os mitólogos helenistas teimavam separa numa Afrodite Pandemos / Urania.

    Figura 9: Eos, tão alada e sensual como Istar, precedida de Phosfero, a aura que precede os dias.

     

    VITÓRIA, ÍRIS OU AURORA

    Já no caso da trilogia, que junta a Aurora / Eos, com o período diurno, Hemera, e depois com o período nocturno, Nix, o facto de serem três deidades femininas presidindo ao períodos de tempo sucessivos dum mesmo ciclo diário poderemos aceitar que, sendo a existência um acontecimento desde sempre entendido como efémero porque a festa da vida “não dura mais de três dias”, estamos perante uma analogia ideal para a metáfora das três idades da vida da mulher.

    Ora, se tudo acaba com as trevas mortais da noite de Nix é com a vitória desta na forma de Nikê que tudo também recomeça, neste ciclo mítico do “eterno retorno” dos amanhãs que em todos os dias cantam o sol para todos!

    Figura 10: Apolo, a vitoriosa Nikê ou Eos a aurora triunfal, e Zeus, o seu amantíssimo pai, numa cena de gigantomaquia.

    Noutros contextos até se pode descobrir que as deusas cananeias Anat, Ashera e Ashtoret seriam desdobramentos politeístas tardios de Inana/Istar o que permite suspeitar que Atena, a equivalente helénica de Anat, foi mais afrodisíaca do que transparece do mito clássico!

    Figura 11: Vitoria.

    Vitória era, na mitologia romana, a personificação / deusa da vitória. Corresponde à deusa grega Nice (em grego Νίκη, Níkē ou Niké – "Vitória").

    Diferentemente da deusa Nicete, Victoria exercia um papel fundamental e um grande culto subsistiu por centenas de anos e quando a estátua foi retirada em 382 d. C. houve revoltas em Roma.

    A adoração era muito comum entre os generais que a agradeciam pela vitória nas guerras.

    Nikê < Niket < Nut > Niwet < *Enki-at <=

    *An-kiki > Anish > Nix.

                   > Anat = Atena.

    ... pelo que Nix foi Atena e Nikê é Istar, filha de Enki e da Virgem Mãe primordial, Anat/Atena.

    Ora, entre Atena e Nikê não existe apenas uma cumplicidade linguística porque de facto são, senão a mesma deidade, pelo menos divindades do mesmo campo mitológico, quanto mais não seja porque aparece na mão direita de Atena Partenos.

    A cumplicidade é também funcional porque sendo Atena Areja a guerreira esforçada (Atena Ergane) é desta que depende o nascimento da Vitória.

    Figura 12: O carro da Aurora. Reparar que esta deusa romana é aqui representada acompanhada da Vitória como Atena & Nikê.

    Tratando-se de uma deusa Virgem Mãe mais esforçada nas lides guerreiras do que nas amorosas, já dores de mais ela teve que ter para parir Eritónio pelo que só resta concluir que Nikê e Atena eram heterónimos da mesma deidade! Pois bem, a existência do epíteto Athena Zôstêria, feita do hullupu de Inana, a deusa dos troncos de árvore com que se fazem as fogueiras que iluminam a noite e antecipam a aurora!

    Atena Zôstêria (= a «trave» mestra = madeiro) Nikê => Victoria!

    Zôstêria < Kau-Ashteria < Ki-Ish-Tar => Ishtar-ki => tarwe > «trave».

    Sax. Oestre or Eos-ter < Hoster < Zôstêria > Zauasteria < Kiki-tauria

    > Wica-Taura > Victoria (do dia sobre a noite).

    Eos seria então uma mera elipse de Eoster, que já era, por sua vez, uma variante fonética de Istar.

    As the New Day, Eos accompanies Her brother Helios, the Sun, throughout the day, riding or walking ahead of His chariot. Therefore She is identified with daylight and is called:

    Hêmera (< Ki me Ura < Ki me kara => Artemisa),

    Titô (< Titon < *Kikian > Thi Phan > Divan => Diana ou, muito mais provavelmente, dea Venus) and

    Hêlia (< Heria > Hera).

    She is Queen of Day. At dusk She accompanies the Sun to the west, where She is called Hespera (> «véspera».

    O interessante na força mítica da triplicidade é que ela obrigava a reducionismos que minimizavam aspectos que já então seriam óbvios como é o caso de à Aurora se não contrapor uma deusa do «crepúsculo» nem a Lua nova ser percebida como uma efectiva fase da lua! No entanto, Anat / Atena eram Virgens Mães nocturnas como o mocho e Artemisa / Diana eram deusas mães lunares.

    Istar < Eoster < Haustra < *Kiash Pher, lit. Vesta,

    “a que transporta o facho de fogo”! > Hespera > «véspera»!

    É certo que Hespera era a deusa do fim do dia. Esta deusa exausta, da luz do lampião e da candeia do fim da tarde vespertina, que passou o dia a percorrer a «esfera» celeste, bem poderia ter sido a esposa do «crepúsculo» e reporta-nos para uma espécie de pequenos (= -ulu) deuses da aurora, ou pelo menos para um deus secundário adjuvante dos deuses da manhã!

    «Esfera» < Lat. sphaera < Gr. sphaîra < *Iscur-kia > Ki-ashphera > Hespera.

    «Crepúsculo» < Lat. crepusculu < Ker-phish-ulu < Pher-Ki-Chu-lu

    > *Sacurisculu <= *Kiash Pher-lu=> *Herper-lu.

     

    Ver: DEUSES DO FOGO (***) & ATENA PARTENOS (***)

     

    Figura 13: Eos, Nokê ou a Vitória aproximando-se de Aquiles aproximando-se do corpo triste de Aquiles (ou de um qualquer outro herói) para o levar em apoteose póstuma.

    Quanto a Hemera não deixa de ser espantosa a sua aparência na teogonia de Hesíodo na medida em que o seu carácter primordial nos deixa a suspeita de que se tratará do nome duma divindade muito arcaica! Na verdade a tentação de fazer casar esta Hemera diurna com um *Hemero nocturno, obviamente análogo funcional e fonético de Hermes (Psicopompo), levar-nos-ia a postular que são fortes as possibilidades de Hemera ser uma variante do nome de Artemisa e todos estes resultarem de variantes do nome dos Lamahsu, os arcaicos gémeos primordiais!

    Yet again, as Goddesses, Eos, Hêmera and Nyx [= Dawn, Day, Night] are the Maiden, Mother and Crone. [7]

    The Greek goddess Hemera was one of the Protogenoi, i.e. a primordial deity. She represented the personification of the day/daylight. She was one of the daughters of Erebus and Nyx and, as such, the sister of Aether (the Atmosphere), whom she later married.

    Her Roman name was Dies (Day). Pseudo-Hyginus says she was a daughter of Chaos and a sister of Nox (Night), not her daughter.

    Later she was identified with Eos, and Pausanias describes images of Eos, but he mistakenly identifies her as Hemera. Philostratus mentions the statue of Memnon, in Aethiopia, which would greet Hemera, his mother, in the morning, and would mourn her departure in the evening. In fact, Memnon was the son of Eos, so Philostratus thought the two goddesses were one and the same.

    O conceito mítico da “diva tripla” confirma, nestes casos, a relação esfíngica dos tempos da mulher com as Horas (< koras, as donzelas de Ker ou de Hera), que começaram por ser a deusas das estações do ano para acabaram como pedaços do dia onde Eos / Aurora (ou º Afrodite Uraniana) das erecções matinais; Hemera / Hera / Artemisa do meio-dia leonino e aristocrata; e Nyx (< Anu ish º Afrodite Pandemos) do amor comum e repousante de todos os mortais!

     

    Ver: TRIDIVAS (***) & KER (***) & GEMEOS (***)

     

    Nesta série correlativa Hera não ocupa a posição de «rainha dos deuses», que lhe é formalmente atribuída pela tradição clássica, mas apenas a de deusa dos exércitos decorrente o étimo *her- também herdado por Ares. O rasto desta passagem etmimológica permanece no nome da deusa Ker que é seguramente uma antepassada de Hera, de Íris, das Erínias e das Harpias.

    Na verdade a esposa que se levanta antes do rei sol só pode ser uma rainha. Como estamos possivelmente no terreno da mitologia Hitita onde Arina era a deusa solar e rainha dos céus dos Hattis, a Aurora seria então a imperatriz, “rainha das rainhas”! Eos, sendo uma titânide correspondia a uma geração divina muito mais arcaica e deveria ser muito mais poderosa, pelo menos em respeito, do que Afrodite, a menos que fossem a mesma entidade de diferente proveniência, pelo que o mito que se segue é suspeito de ser falso ou tendencioso!

    Aurora < Haur-Haura < Kur-Kur > Ker-kar > *Hercalla / Omfala.

    Tender-hearted Eos is always eager for young mortal lovers; this is a punishment inflicted on Her by Aphrodite for having slept with Ares. Like Aphrodite, She brings love to mortals, but is not so easily placated as the Goddess of Love. So also Dawn brings a renewal of erotic passions and the morning erection. Music

    Na verdade, o mito encobre mal a verdade que faria de Eos, possível constrição de Eoster / Istar, e Afrodite variantes descendentes da mesma entidade lunar que era a deusa suméria Inana, filha e esposa do Sol. Ora, sendo um dos nomes do sol Kar, dele derivou o nome Wer / Bel dos deuses da guerra.

    Então, Íris, como Hebe, seria uma variante casta de Eos que em vez de ninfomaníaca foi uma vez assediada pelos sátiros.

    Figura 14: IRIS AND HERA ATTACKED BY SATYRS. By Brygos. The messenger-goddess, Iris, carrying her herald's staff (ktrykeion) and a roll, is seized by two satyrs. The scene takes place in a precinct of Dionysos, as is seen by the ivy-crowned altar on which one of the satyrs leaps. Behind the altar stands the god Dionysos himself; he bears a faun's skin knotted over his cloak and holds a sceptre in one hand, in the other his characteristic two-handled wine-cup, the kantharos. Behind him, an attendant satyr springs forward to help his fellows.

    Iris < Yris < Uris < Auris > Auras ó Aurora.

    O “arco-iris” antes de ser o arco da aliança de Deus com os homens anunciada pelos anjos mensageiros (deuses alados) foi um símbolo do fim das trovoadas primaveris que fecundavam a terra e portanto um arco festivo multicolor do prazer fecundo e do gozo criativo das deusas mães da aura e do pôr-do-sol.

     



    [2] Eoster, Mysteries of the Resurrected Child (c) 1996, John Opsopaus.

    [3] © 1998 Brent Pennell Webdesigns. Updated August 5, 1999..

    [4] © 1998 Brent Pennell Webdesigns. Updated August 5, 1999..

    [5] In Slavic mythology, the Zorya (alternately: Zarya, Zvezda, Zwezda) are the three (sometimes two) guardian goddesses, known as the Auroras. 

    The Morning Star is Zorya Utrennyaya (also Zvezda Danica, Zvezda Dennitsa, Zwezda Dnieca, Zora). She opens the heavenly gates for the chariot of the sun in the morning. She is depicted as a fully armed and courageous warrior.

    The Evening Star is Zorya Vechernyaya (also Vecernja Zvezda, Zvezda Vechernaya, Zwezda Wieczoniaia, Zwezda Wieczernica, Zarja). She closes the gates of heaven each night as the sun returns home. 

    The Midnight Star is Zorya Polunochnaya (also Zwezda Polnoca). Some legends omit this Zorya, leaving only the Morning and Evening Auroras.

    Devil A famosa Tianita do rapé de Loulé.

    [7] Biblioteca Arcana page.

    MusicOra bem, um dos termos mais sugestivos do calão português e o que se refere à erecção como «tesão».

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  • LABARU, O MITO FUNDADOR E A LEGITIMAÇÃO POLÍTICA, por arturjotaef@netcabo.pt

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    LABARU, O MITO FUNDADOR E A LEGITIMAÇÃO POLÍTICA,

    por arturjotaef@netcabo.pt

     

    Figura 1: Em 1644, na primeira impressão das Chronica del Rey Dom Ioam I de boa memoria de Fernão Lopes (em conjunto com a Tomada de Ceuta, de Zurara), foi estampada na folha de rosto uma gravura que reproduzia a dos Tropheos lusitanos.

    Nessa estrutura, um novo elemento (não presente nas crônicas quinhentistas) era o sonho de Afonso Henriques. -- Luís Filipe Silvério Lima, Imagens e figuras de um rei sonhador.

    No centro do detalhe, acima do campo de batalha, o príncipe, vestido com sua armadura, está ajoelhado, olhando para a cruz no céu, que o ilumina com raios. Atrás dela, uma capela, a ermida na qual o Ermitão tocou o sino.

    Na virada do século XVI para o XVII, constituiu-se a forma final da narrativa do Milagre de Ourique, considerado o marco de fundação do reino desde o século XV. A partir do Juramento de Afonso Henriques, prova documental forjada para legitimar o Milagre, estabeleceu-se uma narrativa especular de augúrios, visões, previsões, que anunciavam ao mesmo tempo em que confirmavam a aparição de Cristo no céu do Campo de Ourique e a eleição do povo português.

    Como se não bastasse de mistura profética de sonhos e vaticínios de ermitãos a lenda vai ser aumentada ao sabor dos desejos da monarquia restauracionista o que prova que este mito, como o dos lusíadas só apareceu no sec. XVII.

    A ideia de milagre ligado a esta batalha surge pela primeira vez no século XIV, muito depois da batalha. Ourique serve, a partir daí, de argumento político para justificar a independência do Reino de Portugal: a intervenção pessoal de Deus era a prova da existência de um Portugal independente por vontade divina e, portanto, eterna.

    A primeira imagem do milagre de Ourique está na "Genealogia do Infante D. Fernando" (1530-1534), encomenda do infante para o iluminador flamengo Simão Bening, em cima dos desenhos de António de Holanda.

    Na verdade, foi com a Primeyra Parte da Chronica de Cister (1603), do alcobacense Bernardo de Brito, que se desenvolveu completamente pela primeira vez o carácter, ao mesmo tempo, missionário e imperial dado na eleição e de estabelecimento e manutenção do reino do Milagre, o que poderia ser considerado um terceiro – e definitivo – momento na construção da legenda.

    “A lenda conta que um pouco antes da batalha, D. Afonso Henriques foi visitado por um velho homem que o rei já tinha visto em sonhos e que lhe fez uma revelação profética de vitória.”

    Assim: “Contou-lhe ainda que "sem dúvida Ele pôs sobre vós e sobre a vossa geração os olhos da Sua Misericórdia, até à décima sexta descendência, na qual se diminuirá a sucessão. Mas nela, assim diminuída, Ele tornará a pôr os olhos e verá." O rei deveria ainda, na noite seguinte, sair do acampamento sozinho logo que ouvisse a sineta da ermida onde o velho vivia, o que aconteceu. O rei foi surpreendido por um raio de luz que progressivamente iluminou tudo em seu redor, deixando-o distinguir aos poucos o Sinal da Cruz e Jesus Cristo crucificado” que terá dito In hoc signo vinces, (com este sinal vencerás).

    Contudo, esse pormenor foi interposto mais tarde na narrativa, sendo quase que literalmente decalcado da narrativa da Batalha da Ponte Mílvio, opondo Maxêncio a Constantino o Grande, segundo a qual Deus teria aparecido a este último dizendo IN HOC SIGNO VINCES. Isto significa apenas que os cronicões alcobacenses e coimbrões pelo menos liam a história Eclesiástica do bispo troca-tintas, Eusébio de Cesaréia.

    Mas também afinal o célebre “in hoc signo vinces” de Costantino não passa de “una pia leggenda cristiana, tramandata prima dall'apologista cristiano Lattanzio e poi dal vescovo Eusebio di Cesare”.

    É formado a partir das letras gregas Chi e Ró, iniciais de Χρ-ιστός (“Cristo”, em grego).

    Figura 2: O lábaro de Constantino.

    Figura 3 Ptolemeus III, 247 - 222 BCE

    Note that the this alleged Christian symbol was originally a pagan emblem “known in antiquity”. What that means is that the reference to Plato’s Timaeus in the next paragraph reveals that the ChiRho, or Labarum, was a well known pagan symbol … nearly 400 years before the “Christian” era!

    Embora as representações modernas do sinal chi-rho sejam duas linhas que se cruzam em ângulos de noventa graus, os primeiros sinais da cruz do lábaro eram num ângulo mais fechado e mais vividamente representante do chi formado pelo cruzamento da elíptica solar com o equador celeste. Esta imagem é muito familiar no Timeu de Platão, onde é explicado que as duas bandas que formam a alma do mundo (anima mundi) se cruzam com a letra chi. Quanto à descrição de Platão sobre o Lábaro no Timeu, Justino Mártir, o apologista cristão escrevendo no segundo século, encontrou uma prefiguração da Cruz, e um testemunho precoce pode ser a frase na Didaqué, "sinal de extensão no céu" (semeion ekpetaseōsen ouranō).[1]

    Portanto, quem trouxe o antigo símbolo astrológico pagão para o cristianismo não foi Constantino mas erudito Justino Mártir.

    Figura 4: Cristograma na igreja românica de Santa Maria de Coll, Vall de Boí, Espanha.

    Neste símbolo o P representaria seguramente o pólo Norte e o S cifrado a constelação cobra e possivelmente o pólo sul celeste.

    "However, the symbol was in use long before Christianity, and X (Chi) probably stood for Great Fire or Sun, and P (Rho) probably stood for Pater or Patah (Father). The word labarum (labarum) yields everlasting Father Sun." (…) A etimologia da palavra antes de ser usada por Constantino não é clara.

    De acordo com Lactâncio, Constantino sonhou com este emblema e uma voz dizendo “Com este sinal vencerás” (In hoc signo vinces).

    Ao acordar ordenou aos seus soldados que pusessem o emblema nos seus escudos; nesse mesmo dia lutaram contra as tropas de Magêncio e ganharam a Batalha da Ponte Mílvia (312), fora de Roma.

    The history of the cross and crucifix can be traced back to the time of Constantine. Before this time, the fish was the most common symbol of Christianity. It was innocuous to the casual viewer, it represented the life giving qualities of the Messiah, and even its Greek name was associated through the Greek Isopsephia technique in giving further meaning to each letter of the Greek word for fish. ΙΧΘΥΣ or using the Latin alphabet ICTUS, which served as an acronym for Ἰησοῦς Χριστός, Θεοῦ Υἱός, Σωτήρ or Jesus Christ, God Son, Savior. Early Christians would use making the symbol of the fish as secret handshakes are used today. If a Christian wanted to know if the person they were speaking to was also a Christian they would draw an arc with their foot on the ground, if the other person was a Christian they too would draw an arc with their foot. What could be seen from the air was a fish. After the fish was seen by both, the one who drew the first line would casually erase it as proof that this was not an accident. Early scratching from the first century of Christianity clearly show the use of ΙΧΘΥΣ as proof that Isopsephia consisted of the first initial of each word. In fact this phrase became so important to early Christianity that they encoded into a wheel with 8 spokes by overlaying the letters on top of each other. Many have called the eight spoke wheel, the Wheel of Life. – The Beast in the Mirror, A journey to find the Antichrist By Theodore Three Bears.

    Com um pouco de sorte, ficamos a saber que, afinal o que Constantino queria dizer seria apenas isto: “com a ajuda dos bravos mercenários cantábricos seria certa a sua vitória”. Os cristãos, que já eram maioritários na corrente ariana do exército romano, fizeram o resto ao repararem que afinal, o cantabru tinha a óbvia aparência dum X. O resto seria pura e oportuna imaginação criadora dos soldados cristãos em torno do nome grego de Cristo! O cristograma ou crisma só terá aparecido depois já que o que andava associado ao ictios era apenas uma “roda da fortuna” cabalística.

    De acordo com a Historia ecclesiae (“História da Igreja”), o Imperador teve a visão na Gália a caminho de Roma, muito antes da batalha com Magêncio: a expressão como é dada foi “εν τούτω νίκα” – literalmente, “Nisto, vence!”.

    Figura 5: Cuve de sarcophage VI siècle. Décoré d'un chrisme et de pampres de vigne. Il aurait, selon la tradition, contenu le corps de Drausin, évêque de Soissons, mort v. 680.

    Numa posterior memória hagiográfica do Imperador que Eusébio escreveu depois da morte de Constantino (“Na Vida de Constantino” 337-339), a visão miraculosa viera quando os exércitos rivais se encontraram na Ponte Mílvia. Nesta versão posterior, o Imperador ponderara a questão lógica de infortúnios que caem sobre exércitos que invocam a ajuda de diversos deuses diferentes, e decidiu procurar ajuda divina na batalha que se avizinhava no Único Deus.

    El origen del nombre y del diseño lo encontramos en la teoría defendida por diversos autores de una posible relación entre la génesis del labarum y el estandarte militar denominado cantabrum, con la consiguiente identificación de ambos como una misma cosa; y a la supuesta relación que el Codex Theodosianus establece entre el labarum y los cantabrarii, colegio de soldados romanos encargados de portar el cántabrum. Su significado etimológico, el que habla, hace referencia a su uso como estandarte utilizado para enviar órdenes o señales a la tropa durante la batalla.”

     (…) Los relatos de Tertuliano y Minucio Felix no estabelecen relación, dejando únicamente clara la veneración que las tropas romanas hacían de sus cruces, cubiertas por las telas de los cantabra y vexilia. Según estas teorías, el cantabrum es el estandarte que Constantino I el Grande tras su conversión al cristianismo transforma en el labarum al incluir el crismón, anagrama que representa a Cristo, consistente en las grafías mayúsculas en griego de las dos primeras letras de su nombre, una "X" sobre la que se superpone una "P".

     

    LÁBARO

    Imagen:Labaro cantabro.svg

    Figura 6: Estela cántabra de Barros com o labaru.

    Figura 7: Lábaru cántabru.

    Aparentemente o Lábaro Cantábrico passa despercebido na etimologia labiríntica do machado duplo. No entanto a relação simbólica com uma estela funerária de Cantábria é flagrante!

    Quando as etimologias correntes são discutíveis outras podem legitimamente ser propostas. A verdade é que o “lábaro cantábrico” não será senão uma variante cantábrica do lauburu Basco.

    Assim, a relação entre o labris e o machado duplo é meramente formal porquanto relacionada com os cultos astrais de Deusa Mãe.

    Labr(is) ó Eskadic. Labaru < *Ra-War < Har-Kar

    < Kur-Kur, “Os montes da aurora”!

    El Lábaro cántabro o Lábaru cántabru es el nombre que recibe la interpretación moderna de un antiguo estandarte militar conocido por los romanos como cantabrum. Este consiste en un pendón de tela de color púrpura sobre el cual está bordado un círculo rodeado de una decoración geométrica con cuatro crecientes lunares enfrentados dos a dos.

    Obviamente que os eruditos oficiais se têm enganado a respeito da origem do nome e significado do labaru cantábrico por terem reparado apenas no mais óbvio.

    (…) El lábaro (< latín. labarum-i < griego lábaron) era un estandarte que usaban los emperadores romanos. – Wikipedia.

    (…) Aunque la etimología del término es discutida, se suele aceptar que proviene de laureum (laurel), aunque otros lo asocian al término céltico llafar (hablar).

    Imagen:Lauburu.svg 

    Figura 8: El lauburu.

    Asimismo el antropónimo Labaro ya existía entre los antiguos cántabros, habiendo sido recogido en lápidas funerarias.

    También conocido como cruz vasca, es uno de los símbolos recientes (siglos XVI al XVIII) y más representativos actualmente de la cultura vasca, aunque su uso en estelas funerarias vasconas se remonte a los primeros siglos de la Edad Media (VII-VIII). – Wikipedia.

    Mari (mári), Ma®ia (mái-a) o Ama-Lur (áma = madre; lur = tierra) era la diosa suprema de la antigua religión vasca, su símbolo cósmico era el sol, y su representación gráfica, el disco solar llamado lauburu (laubúru, o tetrasquel). -- La Historia del Euskara.

    El lauburu es el nombre que recibe en euskera la cruz Sauvástica de brazos curvilíneos. Este símbolo se encuentra también muy frecuentemente entre las representaciones artísticas de otros pueblos europeos, como celtas y germanos, así como en dibujos y tallas visigóticas. Asimismo, pueden verse lauburus grabados en hórreos asturianos y gallegos (como por ejemplo en Grullos, Quirós y Piornedo), siendo denominados en este caso simplemente "tetrasqueles"

     

    CRUZ CELTA

    Figura 9: Variantes estilísticas da cruz celta que espontaneamente revelam a evolução significante deste símbolo do nacionalismo católico irlandês desde as suas origens nos quatro crescentes lunares do tetrasquel cantábrico atravez da lenda do trevo de quatro folhas.

    Quando os eruditos não investigam, não sabem e como não sofrem com a Natureza do horror ao vácuo preferem confessar uma cínica e duvidosa ignorância misturada com supostas etimologia discutíveis a largarem mão do preconceito dos falsos cognatos. É evidente que o tetrasquel celta é uma herança famoira megalítica dos tempos arcaicos anteriores à gigantomaquia da idade do bronze em que a cultura ocidental era toda uma dos gelos nórdicos às pradarias do Sara.

    Por isso se suspeita que o laubaru basco fosse uma variante do trevo de quatro folhas da Irlanda que terá tanto a ver com S. Patrício como a “cruz celta”.

    Mas os eruditos católicos são peritos em tornear as questões delicadas:

    Esencialmente no es sino una cruz cristiana con el significado que le es propio. La finalidad del anillo, sin embargo, continúa siendo un misterio en torno al cual se ha especulado mucho. (…)

    Una leyenda popular en Irlanda afirma que la cruz "celta" fue introducida por San Patricio u otro santo irlandés durante la evangelización de los paganos de la isla, pero no subsiste ninguna cruz procedente de esa temprana época.

        

    Nomes alternativos da Suástica: "Cruz torta", "Cruz Gamada" (ou "em ganchos")

    Alemão: Haken-kreuz; Dinamarquês: hage-kors; Neerlandês: haken-kruis; Esperanto: hoko-kruco; Estoniano: haa-krist; Finlandês: há-karisti; Húngaro: horog-kereszt; Islandês: haka-kross; Italiano: croce uncinata; Norueguês: hake-kors; Romeno: Cruce în-câr-ligată; Sérvio: kukasti krst; Sueco: hak-kors;

    Além destas, algumas outras expressões são também utilizadas, tais como:

    "Roda do sol", no dialeto alemão "Sonnenrad";

    "Quatro pernas", em grego; Τέσσερα πόδια.

    "Martelos de Thor", em associação como o mito nórdico do deus do trovão; "cruz do trovão", no lituano, etc.

    De forma quase infantil e redundante está a querer dizer-se que a cruz celta é apenas uma variante estilística da cruz cristã atirando-se com a sua singularidade para as costas largas de S. Patrício sem indagar sequer como pode este santo ter transformado um improvável trevo de quatro folhas numa calvário de pedra intrincadamente lavrada.

    Depois, com o maior descaramento do mundo confessa-se o crime do plágio em nome da maior glória de Cristo para por fim banalizar a situação com o recurso a um deus ex maquina racionalista retira-se qualquer mérito ao à tradição do paganismo.

    Acredita-se piamente que São Patrício usou o “trevo de três folhas” para explicar de forma trivial aos pagãos da Irlanda o invulgar mistério da Santíssima Trindade e, no entanto, é o trevo de quatro folhas que se procura no dia de São Patrício como sinal de boa sorte e…símbolo do dia de S. Patrício! É evidente que o “trevo de quatro folhas” é o alter-ego da cruz celta e a sobrevivência oculta do laubaru basco da arcaica tradição paleolítica.

    Figura 10: S. Patrício num ícone bizantino onde o trevo tem quase a forma de cruz latina comprovando que a lenda do “trevo de quatro folhas” mais não é do que uma forma de ocultar pela confusão do trivial o estranho símbolo solar da cruz celta.

    También se dice que San Patricio unió el símbolo cristiano a una representación circular del sol o de la luna, vinculando así el significado de la cruz a la espiritualidad pagana a fin de transmitir mejor su mensaje. Otros consideran más probable un origen en cruces con coronas de hojas o flores en torno a su intersección.

    La explicación aceptada por la mayoría de historiadores, sin embargo, resulta más prosaica: el anillo habría sido inicialmente un mero recurso de los escultores para asegurar la estabilidad de las cruces, convirtiéndose luego en un elemento decorativo.

    El término "lauburu" procede de las palabras vascas lau = "cuatro" y buru = "cabeza", por lo que su significado sería "cuatro cabezas".

    Otras fuentes sugieren la procedencia latina del término. Así, este sería una adaptación popular del vocablo latino labarum, de donde también procedería la denominación de la estela cántabra de origen celta llamada lábaro. No obstante, el Padre Fidel Fita piensa que la relación es la inversa, siendo labarum una adaptación de tiempos de Octavio Augusto de la palabra vasca.

    Na verdade lau significa em basco “quatro” e cabeça é mesmo…burua.

    Assim sendo, o labris só seria na aparência um machado duplo porque teria sido ritualmente um machado quadruplo e então uma suástica em formação!

    Evidentemente que a evolução linguística nem sequer é assim tão simplória! Obviamente que temos que aceitar que lau / la terão que conter o sentido de uma tétrade.

    «Um» < Uno < Anu

    «Dois» < Duo < Diwo < Kiwe, a deus mãe!

    «Três» < Lat. três < Ter-cio < Tarish ó Ishtar, a filha da deusa mãe!

    «Quatro» < lat. quattor < Ku(a)-taur ó Gre. Te-tra < Te-Taur, lit, deus Touro = Mino-Tauro < Tauro < Ta-Uro > Ulo > Euscad. lau > minoic. *la.

    Claro que a «cabeça» é coisa mais complicada mas também se chega lá!

    «Cabeça» < Lat. capitiu < Kaphitu < Kaphtor = Creta < Ker < Kur

    (> cabeço do monte > «crâneo») > Wur-ua > *b(u)rus > -bris.

    Mais do que um machado duplo seria um machado de quatro pontas, ou picos de monte, variante formal do mesmo símbolo solar / lunar. Seja como for a figura 1 deste trabalho parece reconhecer este óbice ao apresenta um machado de quatro gumes que é simplesmente a duplicação do machado duplo!

    No entanto devemos reconhecer que nem as gregas nem a suástica que perece derivar desta se encontravam sistematizadas na pintura de vasos minóica.

    Mas as estilizações que decorriam de aspectos astrológicos relacionados mitologicamente com o labaru cantábrico e com a suástica parecem já estar presentes.

    Figura 11: Padrões decorativos da cerâmica minóica.

    O machado duplo cretense terá sido então uma mera coincidência formal entre uma forma particular de “machado duplo” de bronze e um antigo símbolo cosmológico da criação do mundo tal como ainda é registada pelos bascos, o ultimo bastião do arcaísmo mítico na Europa. Este símbolo seria afinal formado pelos dois crescentes lunares opostos um ao outro.

    Na verdade, para alguns etimologistas a origem do nome do labaru seria, por definição, antiga porque de origem síria.

    «Lábaro» < Lat. labaru s. m. estandarte dos exércitos do império romano

    <? Assir. labaru = duradoiro, velho, antigo. Longevidade, duradouro.

    Assir. baramu = Gravar; selar; multicor; colorido.

    No entanto, labaru significava em acádio e assírio velho e antigo e apenas o termo assírio baramu teria algo a ver com estandarte. Se algo nesta teoria está certo então teremos que admitir que ouve confusão entre um estandarte, gravado e colorido, (baramu) de antiga tradição (labaru). No entanto, esta etimologia esbarra com o facto de ser também chamado cantábrico e, neste caso, algo de origem assíria só poderia ter sido para ali levado pelos fenícios durante as guerras púnicas. No entanto o mais provável é que sempre ali tivesse estado e fizesse parte de uma arcaica mitologia relacionada com a poderosa deusa mãe, senhora da Vida e da Morte, que entre os egeus era Ker como era Kali na Índia.

    Assim se explica que o labaru basco apareça em estelas funerárias e tivesse andado em estandartes de guerreiros temíveis que mais do que a promessa de vida pela mão da Vitória, transportavam a Morte.

     

    O KHANDA DO SIQUISMO

    Referências a divindades antigas nas religiões vivas e modernas constituem autênticas manifestações fósseis dentro de sistemas religiosos que a si mesmos se julgam acima de qualquer suspeita de paganismo ou primitivismo religioso. Algumas são tão flagrantes que não podem ser resultado de mero acaso no jogo da evolução semântica.

    Religião montesina dos gurus. Esta religião apareceu numa tentativa para manter a identidade cultural hindi debaixo da pressão da “invasão” do monoteísmo islâmico pela mão armada do império mongol. Situados a meio do caminho entre adoradores de Vixnu e o islamismo mantiveram dos aspectos metafísicos e rituais e aproximaram-se da tendência monoteísta veiculada pelos maometanos passando a acreditar num deus único que não sendo Vixnu foi escolhido como sendo Sat Guru o «Verdadeiro Mestre».

    Um guru hindu é um mestre como o eram os rabis judeus. Mas nada obstaria que a mestria em causa fosse transcendentalisada como aconteceu com Cristo que passou a Divino Mestre. Sendo assim, o epíteto de Vixnu Sat Guru constitui aparentemente uma escolha dentro da razoabilidade da lógica do pensamento religioso. Porém, estas escolhas raramente são resultado de mero acaso. Sabemos que guru significa mestre mas Sat significaria mesmo “verdadeiro”, no sentido de único e autêntico?

    Quando se diz que o sânscrito bodisatva significa “existência iluminada” e o iluminado é Buda (< buddha) então é porque satva é sinónimo de «existência», mas nada obstaria a que  um qualquer raciocínio filosófico elementar estabelecesse que existência => realidade => verdade. Porém, no plano da etimologia se é verdade que sa ti ua < Satyva > satva, onde va- é apenas um infixo de relação, é porque estamos na pista da possibilidade de Sat (< Sati < Sha ki < Ka-ki) ser o mesmo étimo de Sa-turno e significar literalmente “protecção do espírito vital (ka) da terra (Ki)” no sentido de fertilidade e salubridade natural, vindo apenas a obter significados ontológicos do tipo da “verdade e existência do Ser” numa evolução mais tardia do sânscrito.

    As traduções destes termos são sempre aproximadas e mais relativas ao contexto do que a uma conotação semântica. Fosse porque o fosse já ou fosse-o por tardia homofonia o certo é que o nome de Sat Guru escolhido para o Vixnu como emblema da nova doutrina já existia como nome de Deus algures no subconsciente cultural do subcontinente indiano.

    De facto Sat Guru < Sat Kur an > Saturno > Kaurano.

    Kaurano era general nos meios indo-europeus e pode ter passado a mestre de armas entre os arianos que motivaram o hinduismo. Kaurano > kuru (an) > Guru. Que estes piedosos adoradores de Saturno eram admiradores do lado positivo da guerra santa prova-o a sua história agitada e violenta patente nos sues símbolos.

    Figura 32: O Khanda é o símbolo do khalsa. O punhal de gume duplo ao centro simboliza a crença num Deus único assim como a protecção da comunidade da opressão. As duas espadas representam o poder espiritual e temporal.

    Porém, este símbolo encobre uma realidade mais subtil referente a uma verdade religiosa muito mais arcaica.

    As duas espadas podem ser uma variante do “machado duplo” que era o símbolo da deusa mãe que em Creta se chamou labris (o que deu origem a pensar que o termo «labirinto» daqui derivara mas, o mais natural seria ter sido este que derivou dali).

     

    Figura 29: martelo de Tor, estilização tardia do machado duplo semi-lunar da deusa mãe ictifalizado por sugestões estéticas patriarcais conotadas com o pictograma do feixe de relâmpagos de Zeus.

    Ukonvasara é o martelo mágico do deus de trovão finlandês Ukko, e era semelhante ao Mjolnir de Thor. Com o Ukonvasara, Ukko criou o raio. Os pagãos finlandeses levavam o martelos-pendentes no pescoço para serem protegidos por Ukko. Ukko também usou um machado e uma espada.[2] Na mitologia escandinava, Mjolnir (também comumente spelt Mjollner, Mjølnir, Mjølner, ou Mjölner) (pronunciation:[ Mjolnər de IPA]) é o martelo de Thor, o deus de raio, trovão, vento, e chuva.[3]

    O poder da deusa mãe das cobras cretenses deve ter sido o protótipo de todas a formas organizadas de culto e de poder neolítico pré-clássico na porção do mondo oriental onde iriam perdurar culturas que teriam sido antigamente colonizadas pelos cretenses. Obviamente que nesta cultura estariam também envolvidos possíveis culturas insulares idênticas mais ou menos autóctones e autónomas, como seriam as das ilhas de Chipre, Malta, Sicília, Córsega, baleares e Canárias.

    O facto de se quase impossível estabelecer um elo de ligação claro indubitável e indiscutível entre as culturas ameríndias e as do médio oriente reside no facto de se ter perdido o elo de ligação que deveria existir também entre as culturas ocidentais continentais do druidismo celta e da cultura nórdica, seguramente mais recente do que se pensa, possivelmente apenas da época dos povos do mar. Já a cultura druídica seria mais arcaica, estaria ainda fortemente ligada a cretense por via ibérica e gaulesa e faria parte com a cultura etrusca dum núcleo de núcleos de cultura cretense dispersos pelo ocidente onde se deveriam incluir os lusitanos de Ofiusa, os minhotos, e os famoiros irlandeses.

    DRUIDS and ETRUSCAN PRIESTS

    Little has been said of the similarities that existed between the Druidic and Etruscan priesthoods.

    Here follows two accounts made by Romans chronicling the roles played by Druids and Etruscan priests in warfare:

    The first being an account by Livy (book vii,17) of a fourth century battle between the Romans and the combined forces of the Etruscan Tarquinians and Faliscans:

    "The Romans were at first defeated, the Roman soldiers having been terrified by the sight of the priests advancing like furies, brandishing snakes and lighted torches. The soldiers retreated in disorder to their trenches;"

    Tacitus describes an almost identical scene taking place when the Romans invade Celtic Briton:

    "Drawn up on the Seashore was a dense mass of armed warriors.- Among them bearing flaming torches, ran women with funereal robes and disheveled hair like furies, and all around stood Druids, raising their hands to heaven and calling down dreadful curses." -- Copyright 1996 by H. T. Bryer.

    A comparação de arcaicos rituais de Guerra ainda presentes entre os etruscos da época mais antiga da história de Roma e entre a de Roma à época da invasão das ilha britânica só prova que a cultura que os romanos iam encontrando a ocidente sempre que apareciam como campeões do helenismo não era senão a cultura arcaica perdida da pré-historia Egeia Anatólica. Não podemos garantir se estes comportamentos druídicos da coligação dos tarqeuínios com os faliscanos não seria sobretudo uma manifestação destes últimos.

    Faliscanos < Phalis-kian ó Phale-rius > Falerios <

                         «Filistinos» < Pheles-etes < Ceretites < Cretenses.

     

    Ver: DRUIDAS (***)

     

    Estas culturas ocidentais, por causa do corte brusco do cordão umbilical com a cultura mátria de Creta na época da expulsão do vulcão de Santorini, teriam ficado entregues a si mesmas, paradas no tempo e incapazes de evoluir senão numa espécie de lenta autofagia por repetição rotineira da mesma tradição ritual e mágica de que o culto das cobras seria o motivo dominante. Assim sendo, a mitologia clássica das Fúrias latinas e da Erínias gregas seriam meras sobrevivências incompreendidas destes velhos cultos cretenses de julgamentos populares, de apelos frenéticos à vingança colectiva e à guerra em espectáculos aterradores de que o culto das cobras cretenses seriam os mais temíveis na medida em que o medo e o respeito dos cultos da terrível Deusa Mãe das cobras cretenses, idêntico ao da hindu Kali, varia na razão directa do medo que os povos mediterrânicos teriam pela mordedura traiçoeira das víboras e das cobras venenosas.

    Ir para => LABARTU (***)

     



    [1] Though modern representations of the chi-rho sign represent the two lines crossing at ninety degree angles, the early signs of the labarum cross at an angle that is more vividly representative of the chi formed by the solar ecliptic path and the celestial equator. This image is most familiar in Plato's Timaeus, where it is explained that the two bands that form the world soul (anima mundi) cross each other like the letter chi. Regarding Plato's description of the Labarum in Timaeus, Justin Martyr, the Christian apologist writing in the second century, found a prefiguration of the Cross, and an early testimony may be the phrase in Didache, "sign of extension in heaven" (sēmeion ekpetaseōsen ouranō).

    [2] Ukonvasara is the magical hammer of the Finnish thunder god Ukko, and was similar to Thor's Mjolnir. With Ukonvasara, Ukko created lightning. Pagan Finns carried hammer-pendants on their necks to be protected by Ukko. Ukko also used an axe and sword.

    [3] In Norse mythology, Mjolnir (also commonly spelt Mjollner, Mjølnir, Mjølner, or Mjölner) (IPA pronunciation:[Mjolnər]) is the hammer of Thor, the god of lightning, thunder, wind, and rain.

  • DAGON II, O DEUS PEIXE DO GRÃO, por arturjotaef@netcabo.pt

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    H. Schmökel asserted in 1928 that Dagon was never originally a fish-god, but once he became an important god of those maritime Canaanites, the Phoenicians, the folk-etymological connection with dâg would have ineluctably affected his iconography.

    Suspeita-se da existência de uma conjura negativapor razões ocultas de fé duvidosa que no limite apenas evitaria fazer remontar a mitra episcopal ao culto de Dagon e no imediato começaria a explicar muitos mistérios construídos em torno deste deus apenas para se contornar a ideia monstruoso e indigna de um deus supremo Sírio do deserto e dos filisteus ser consorte de Decerto, a deusa sereia. Ora, flagrantemente o Dugão ou Dugongo é um mamífero malaio em forma de peixe.

    Figura 1: Dugão / Dugongo

    < (Mal. duyong, m. s.), s. m. cetáceo do Oceano Índico, dotado de forma extravagante e ao qual o vulgo chama homem-peixe.

    É o menor membro da ordem Sirenia, uma ordem de mamíferos marinhos que inclui igualmente o peixe-boi ou vaca marinha.

    Etimologia = Em ugarítico, a raiz dgn também significa grão: em hebraico dāgān, Samaritano dīgan, é uma palavra arcaica para grão.

    O autor fenício Sanchuniathon diz também que Dagon significa siton, que é a palavra grega para grão. Sanchuniathon explica ainda: "E Dagon, depois de descobrir o grão e o arado, foi chamado Zeus Arotrios." A palavra arotrios significa "lavrador", "relativas à agricultura" (conferir ἄροτρον "arado").

    Talvez esteja relacionada com o hebraico médio e o aramaica judaica a palavra dgn ʾ "ser escarchado" ou ao árabe dagn (دجن) 'chuva-(nuvem)'.[1]

    Por mais que se investigue, o baixo perfil de Dagon parece, por enquanto, um facto incontornável que impede uma caracterização precisa deste deus para dele inferir alguns aspectos etimológicos que lhe são comummente atribuídos na cultura semita quer relacionado com a etimologia do peixe em hebraico e acádio, quer do grão em hebreu e da chuva em árabe.

     = Da-Ka = peixe > Daga => Português «(d)ar-gana»

    = espinha de peixe.

    cuneiform DA.HU damušen = um pássaro.

    O deus sumério com atributo mais próximos dos peixes, da chuva, da fertilidade agrícola expressa no cereal e senhor dos pássaros foi Enki.

    Figura 2: Selo sumério onde Enki aparece como Senhor das “águas doces”, dos peixes e do pássaro.

    Assim sendo, a presunção de H. Schmökel, em Der Gott Dagan (Borna-Leipzig) de 1928 de que “Dagon não era originalmente um deus-peixe, mas que, o facto de ser ter tornado dum deus importante dos cananeus marítimas, os fenícios, a conexão etimológica popular com dag-, teria inevitavelmente afectado a sua iconografia”, parece tão arbitrária como tantas outras sobretudo por incluir no seu raciocínio o anacronismo da etimologia popular que seria estranha ao tempo cultural dos filisteus e depois dos fenícios que tratavam as questões divinas com muito mais respeito e menos leviandade popular do que a pressuposta por H. Schmökel.

    Claro que é irrelevante para já partir do postulado de que Dagon não seria um deus peixe na sua origem até porque H. Schmökel não adianta muito sofre qual seria esta. No entanto o simples facto de se aceitar que Dagon foi de facto iconograficamente um peixe já é meio caminho andado para se postular em alternativa essa hipótese o que retira à afirmação de que “Dagon não era originalmente um deus-peixe” toda a carga dogmática que os que citam H. Schmökel lhe querem dar.

    Na verdade, como já se viu antes, Dagon não parece ser de origem Suméria nem Caldeia onde o seu culto aparece como importação tardia sobretudo relacionado com o culto dos mortos.

    The god Dagon first appears in records about 2500 BC. He is mentioned occasionally in early Sumerian texts, but only becomes prominent in later inscriptions as a powerful and warlike protector. In an Assyrian poem, Dagon appears as a judge of the dead. A late Babylonian text makes him the underworld prison warder of the seven children of the god Emmesharra.

    A relação Síria, Fenicia e Filisteia de Dagon também não é menos vaga quanto a origem, mitologia e ritual não indo muito além da informação, sempre duvidosa quando em segunda mão e ainda para mais vinda do maior falsário da história que foi Eusébio de Cesareia.

    Philo of Byblos must be considered the first 'etymologist' of Dagan and as such has also been the most fortunate and the one with the most followers right up to the present day. Philo is cited in the Preparatio evangelica by Eusebius of Caesarea as the translator of a Greek text written in Phoenician by a certain Sanchuniaton, a writer who, according to Philo, lived before the war of Troy. In this work, Philo describes Dagon as the grain, the discoverer of grain and ploughing. In this way Dagan takes on an agrarian character, as a god closely connected with agriculture and, as a result, with the fertility of the land. Even though Philo of Byblos does not make an explicit comment it is quite clear that he relates the name of the god with west Semitic dgn 'grain'. This has been the etymology that most scholars have accepted. -- [2]

    Mas Ouranus, sucedendo ao reino de seu pai, contraiu casamento com sua irmã Ge, e teve dela quatro filhos, Ilus, que é chamado de Cronus e Betylus e Dagon, o que significa siton (grão / cereal) e Atlas. (...)

    E Cronos que assim superau Ouranus em batalha, retirou-lhe o reino e lhe sucedeu no poder imperial. Na batalha foi tomada uma concubina bem-amada de Ouranus que estava grávida, e Cronos concedeu-a em casamento a Dagom, e, enquanto ela estava com ele, deu à luz a criança que ela havia concebido por Ouranus, que se chamou Demarous. (...)

    E Dagon, depois que ele descobriu o pão de cereal, e o arado, foi chamado Zeus Arotrius. - A teologia dos fenícios: a partir de Sanchoniathon.[3]

    Σιτίον = grão, cereal > Σῖτος, ac. σῖτον= grão.

    A edição de 1911 da Encyclopædia Britannica refere que o Sanconíaton “pertence mais à lenda do que à história” ainda que boa parte, destes escritos, tenha sido corroborada pelos textos mitológicos escavados desde 1929 nas ruínas de Ugarit, na Síria.

    A relação síria e cananeia de Dagon com o cereal devem resultar mais como efeito do que enquanto causa etimológica. Dagon seria como Enki (de que seria mera variante linguística) um deus de fertilidade agrícola e por isso tarde ou cedo relacionável com o cereal.

    De facto também Enki aparece na suméria relacionado com os mitos do cereal, curiosamente por intermédio de uma sobrinha filha de seu irmão gémeo Enlil, a poderosa deusa Ashnan.

    Ashnan: Deusa dos grãos de cereais, como Ceres. Era filha de Enlil. Ela foi designada para as terras férteis da Suméria por Enki. Ela é a mais poderosa divindade, por dar sustento às pessoas, e aparece muitas vezes tendo como cônjuge Shakkan.[4]

    Sumer. Ĝanun = armazém = (Índ.) «Bagançal».

    Da-gan = Deus de cereal? <=? > Sumer. ezinu = grão, cereal.

    Os caldeus que terão tido conhecimento tardio e importado de Dagon nunca o relacionam com o cereal pelo que é legítima a suspeita de que os fenícios, pelo menos os do Sanconíaton terão confundido, com o tempo ou nalguma parte da correlação da sua mitologia com a grega, Enki com Dagon ou, o que ainda é mais provável terão recebido ambos os deuses por vias diferentes mas com funções mitológicas sobreponíveis.

    Ashnan < Ash-| < Ninana > Inana | > Asnanu > eshninu =?> ezinu.

    Não deixa de ser suspeita e curiosa da relação do termo sumério para armazém, seguramente de cereal, Ĝanun com Dagon e com o termo «ba-gan- çal» de origem indiana. Então, se a relação de Enki e Dagon com o cereal era arcaica e comum fatalmente alguém acabaria por usar o nome de Dagon para significar cereal.

    Σιτίον (= grão, cereal) < Ki-Ki-Anu > Kitano > «Caetano» ó Dagon.

    Assim e na falta de certezas sobre a origem de Dagon, o mesmo princípio do preconceito cultural como base de raciocínio se pode virar contra dogma de H. Schmökel especulando que foi a cultura continental semidesértica da Síria que fez desaparecer ao lado pisciforme de Dagon mantendo o aspecto de deus de fertilidade agrícola que gerou a raiz ugarítica para o grão e de deus manda chuva de que se gerou a raiz árabe para chuva.

    Chronologically, the next suggestion for an etymological explanation of biblical Dagon dates to the IV-V century CE, when, first Saint Jerome and then certain mediaeval exegetes related the name of the god with Hebrew dāg 'fish', and as a result described Dagon as having the profile of a fish-god. "This proposal has had few followers among modern researchers who connect him instead with the Odacon of Berossus.

    The third etymology that has been proposed is the most modern; in this case it relates Dagan with Arabic dagana 'to be cloudy, rainy'. In this way Dagan acquires the profile of a weather-god, in connection with Addu-Baal, the weather-god par excellence and the son of Dagan. -- [5]

    A seguir a S. Jerónimo foi a vez do judeu Rashi ter reparado que era a própria bíblia que insinuava que Dagon tinha o corpo de peixe.

    No século XI, comentarista bíblico judeu Rashi escreve sobre uma tradição bíblica de que o nome de Dagon está relacionado com o hebraico dāg/dâg 'fish' e que Dagon era imaginado na forma de um peixe (…).

    No século XIII David Kimhi interpretou a frase estranha de 1 Samuel 5, 2-7 que " só Dagon lhe restava" para significar que "apenas a forma de um peixe restou", acrescentando: "Diz-se que Dagon, do seu umbigo para baixo, tinha a forma de um peixe (daí seu nome, Dagon), e do seu umbigo para cima, a forma de um homem, como se diz, as suas duas mãos estavam cortadas.Devil

    Young's Literal Translation (YLT)

    4 And they rise early in the morning on the morrow, and lo, Dagon is fallen on its face to the earth, before the ark of Jehovah, and the head of Dagon, and the two palms of its hands are cut off at the threshold, only the fishy part hath been left to him.

    Today's New International Version (TNIV)

    4 But the following morning when they rose, there was Dagon, fallen on his face on the ground before the ark of the Lord! His head and hands had been broken off and were lying on the threshold; only his body remained.

    4 Mas, na manhã seguinte, quando se levantaram de madrugada, lá estava Dagom caído, rosto em terra, diante da arca do Senhor! Sua cabeça e mãos tinham sido quebradas e estavam sobre a soleira; só o seu corpo ficou no lugar.

    A forma de peixe pode ser considerado como um símbolo fálico, como visto na história do egípcio grão deus Osíris, cujo pénis foi comido por (confundida com) os peixes no Nilo depois que ele foi atacado pelo animal tifónico Set. Da mesma forma, no conto que descreve a origem das constelações, Capricornius, o deus grego da natureza Pan tornou-se um peixe da cintura para baixo quando saltou para o Nilo depois de ser sido atacado por Typhon.

    Vários estudiosos do século 19, como Julius Wellhausen e Robertson William Smith, acreditam que a tradição deve ter sido validada a partir da eventual ocorrência de serias como motivo decorativo encontrado na arte assíria e fenícia, incluindo moedas de Ashdod e Arvad.[7]

     

    DAGON DRACO

    A ambivalência de deus neolítico da agricultura de Dagon versus deus anfíbio permite postural as seguintes variantes do seu nome:

    «Dragão» < D®a-Kon < Dagon > Dag®on > Deus Grano.

    Embora seja comum a tentação de relacionar o termo Dagon com Dragon, já que a mera sincope do «erre» poderia permitir derivar este daquele termo, a verdade é que várias outras fontes insistem no carácter particular do termo dagon que costumam correlacionar com um termo semita para “semente de trigo”. Aliás, sendo o dragão um animal marítimo e simbólico de Enki faria sentido que fosse adorado como animal totémico de Creta!

    Dito de outro modo, o mais provável é que Draco ó Dracon seja uma variante derivada de Dagon dentro de toda a normalidade das regras linguísticas correntes.

    The German Drache, the Italian Dragone, and the French Dragon, was Δράκων with the Greeks — indeed this has been the universal title in the transcribed forms of the word. Classic writers, astronomers, and the people have known it thus, although Eratosthenes and Hipparchos called it Ὄφις, p203and in the Latin Tables, as with some of the poets, it occasionally appeared, with the other starry snakes, as Anguis, Coluber, Python, and Serpens.

    (…) It is said that at one time the Egyptians called Draco Tanem, not unlike the Hebrew Tannīm, or Aramaic Tannīn, and perhaps of the same signification and derived from them.

    (…) Bayer cited from Turkish maps Etanin, and from others Aben, Taben, and Etabin; Riccioli, Abeen vel Taeben; Postellus, Daban; Chilmead, Alanin; and Schickard, Attanino. Al Shujāʽ, the Snake, also was applied to Draco by the Arabians, as it was to Hydra; and Al Ḥayyah, the Snake, appeared for it, though more common for our Serpens, with which word it was synonymous. (…)

    Babylonian records allude to some constellation near the pole as a Snail drawn along on the tail of a Dragon that may have been our constellation; while among the inscriptions we find Si-r, a Snake, but to which of the sky serpents this applied is uncertain. And some see here the dragon Tia-mat, overcome by the kneeling sun-god Izhdubar or Gizdhubar, our Hercules, whose foot is upon it. Rawlinson, however, said that Draco represented Hea or Hoa, the third god in the Assyrian triad, also known as Kim-mut. (…)

    This appears on a Babylonian cylinder seal of about 2150 B.C. Still earlier in Akkadia it seems to have been known as the Bull of Light, its double title, Te Te, referring to its two groups, the Hyades and Pleiades, which in every age have been of so much interest to mankind; and a cylinder has Gut‑an‑na, the Heavenly Bull, mentioned in connection with rain, so recalling the rainy Hyades. -- Star Names Their Lore and Meaning by Richard Hinckley Allen

    Sayce says that the great astrological and astronomical work compiled for the first Sargon, king of Agade, or Akkad, devoted much attention to this star, then marking the pole [Polaris marks the Pole nowadays], as Tir-An-na, "the Life of Heaven"; Dayan Same, "the Judge of Heaven"; and Dayan Sidi, "the Favorable Judge", — all representing the god Caga Gilgati, whose name it also bore. Dayan Esiru, "the Prospering Judge", or "the Crown of Heaven", and Dayan Shisha, "the Judge Directing", as having the highest seat amongst the heavenly host [when it was the Pole star].

    Dajalu / dajali s.; chief inspector; wr. syll. and LU.GAL.DIN.

    *Dajalu (fem. dujalitu) adj.; gatuna; só fem. verif.; Uma feiticeira que anda pelas ruas, que entra nas casas da-u-a-li-tum sha bireti (e) anda nos becos.

    Dajanu (dijanu, fem. dajante, dijante) s.; judge; from OAkk., OA on; Ass. da’anu, di-ia-ia-nu RA 29 96:12 (MB), dijante in MB personal names. Di-ku5 judge; judging (cf. ki di-ku5) < DI.TAR = wr. di-kud "judge"; dīnu Akk. dīnu dânu.

    Dayan Esiru = Coroa de céu < Esiru = peixe

    Dayan Same = Juiz de céu

    Dayan Shisha = Juiz (mais alto, Draco)

    Dayan Sidi = Juiz (favorável).

    About 2750 B.C. it was less than 10' from the exact pole. (Allen). "Thuban (Hebrew), the subtle. Some 4,620 years ago it was the Polar Star. I was drawn to this name "all representing the god Caga Gilgati," I hate to say it but for me. In China it was Yu Choo, the Right-hand Pivot; the space towards ι being Chung Ho Mun.

    Star stones - Draconis, Mesopotamian Caga Gilgati E-dul-Kug

    Kag-a Gil-ga-ti

    Kag [< cuneiform KAka (kag2) BOCA] wr. ka "declamam" Akk. pû

    Gil/b, gilim/b → gi16(l/b) = gi16(l/b), gil/b, gilim/b to lie across, bar, block, obstruct (Civil, AV Biggs 24 reads gilimb) => Gil [TREASURE] (50x: ED IIIb, Old Akkadian, Ur III) wr. gil "treasure"

    Ga = milk; suckling (as attribute of animals)

    Ti [UNMNG] (38x: ED IIIb) wr. gešti "unmng".< Tu = vida!

    Kag-a Gil-ga-ti seria um epíteto de Draco enquanto senhor do Kur, que significaria literalmente “Boca de água e reservatório de leite vivo” o que o correlaciona literalmente com Enki, como seria de esperar enquanto dragão de Marduque e deus Capricórnio.

    Saber que a constelação do Dragão era a estrela do Pólo Norte há cinco mil anos é o mesmo que dizer que esta constelação foi adorada por povos de marinheiros que lhe terão dado o nome. Os povos continentais que a receberam preferiram dar-lhe epítetos menos marinho como “Touro do céu” que em cretense seria *Kurano, literalmente o Sr. do Kur ou «Tirano», epíteto de Enki, e por isso acabou Tir-An-na, lido com algum esforço como “vida do céu”!

    The Greek word δράκων, drakon (genitive drakontos, δράκοντος) "serpent, giant seafish", which is believed to have come from an earlier stem drak-, a stem of derkesthai, "to see clearly," from Proto-Indo-European derk- "to see" or "the one with the (deadly) glance."

    Obviamente que para se ir de drak- a derk- não são necessários saltos mortais mas há que ter fortes motivos para tantas trocas!!! Se isto não é etimologia a martelo então o que serão os falsos cognatos!

    É que, pelo meio do salto aparece dark que em Inglês significa «escuro» sendo por isso difícil "to see clearly" nesta etimologia pseudo erudita mais arrevesada ainda do que a popular, porque nem história mítica ou lendária tem para a explicar!

    Voltando ao dragão é óbvia que estamos perante duas realidades: o termo específico que parece um exclusivo helénico e o mitema que parece universal! Na verdade, o suposto Proto-Indo-Europeu derk- não tem qualquer suporte porque mesmo o termos nórdicos actuais são empréstimos tardios do nome Latino da constelação respectiva!

    In Persia Draco was Azhdeha-, the Man-eating Serpent, occasionally transcribed Hashteher; and, in very early Hindu worship, Shi-shu-mara, the Alligator, or Porpoise, which also has been identified with our Delphinus. (…)

    Se, em Persa, Draco era Azhdeha, que em Hindu é Shi-shu-mara, é difícil saber de que cartola draconiana se retirou o coelho Proto-Indo-European derk-. Começa a parecer óbvio que foi do verbo grego derkesthai, “to see clearly” que derivou a semântica do olhar lancinante e hipnótico da serpente que constitui grande parte do conteúdo deste mitema. Na verdade é essa a semântica que se depreende do grego como sendo a sua raiz mais primitiva:

    "Ȧλαοῖσι καὶ δεδορκόσι" A.Eu.322 (lyr.); "δεδορκότ" S.El.66: freq. com neut...Adj, δεινόν, σμερδαλέον δ, olhar terrível, Il.3.342, 22,95, etc. "δεινὰ..ὀφθαλμοῖς δρακεῖν"A.Eu.34;"δ φόνια"Ar.Ra.1337 (lyr.):c…acc…cogn, πῦρ ὀφθαλμοῖσι δεδορκώς piscando fogo dos olhos, Od.19.446; "Ἄρη δεδορκότων" A.Th.53, mas "σκότον δεδ" cego, E.Ph.377.

    II. De luz, flash, brilho, como o olho, δέδορκεν φάος, φέγγος, Id.N.3.84, 9,41; δεδορκὸς βλέπειν ser de olhar afiado, Chrysipp.Stoic.3.198; "τὸ σφοδρὸν καὶ δεδορκός" Plu.2.15b...(Cf. Skt dadárśa 'vi', dr[snull]tas 'vista';... Prop não apenas de vista, mas de visão afiada, cf A.Supp.409, S.Aj.85.-Poeta e depois Prosa.) -- Henry George Liddell. Robert Scott. A Greek-English Lexicon.

    Como o núcleo semântico do nome de Dagon era –Gon e como Da parece derivar de Gi < Ki que quando selvagem poderia ser Kur (que aliás era um dos epítetos de Dagon) podemos postular que Dagon poderia ser também Dragon.

    Precisamente por assim ter sido é que foi Dagon colocado pelos cretenses no papel da Constelação de Drago como chefe inspector dos pontos cardeais e juiz do Pólo Norte, seguramente por já ser Juiz dos mortos, possivelmente na variante de Sar-pe-don.

    Este papel passou para o assírio como termo genérico comum de inspecção (Dajalu) e juízo (Dajanu)!

    The sanctuary of Dagan at Tuttul is very well documented from the Sargonic period and during the whole of the second millennium. The most logical conclusion, then, is to think that 'the Lord of Tuttul' is Dagan, and thus, in the light of the documentation from Ebla, Dagan was worshipped at Ebla under this local dedication. The presence of a divine statue of the goddess Ša(l)aš, as the consort of dBE in Tuttul (EB:T 18), is further proof for identifying 'The Lord of Tuttul' with Dagan, since in later tradition(s),

    Dagan has Salas as a consort. This goddess is documented in three other texts from Ebla, but in these cases connected with the god Wada'an(u) and with Karramu, which, according to A. ARCHI, is a town to the northeast of Ebla, beyond the Euphrates Valley. It is a different matter to consider that all the occurrences of dBE followed by a geographical name are different local manifestations of Dagan, as PETTINATO does. -- Music.

    Parece que em árabe wada'na significa “tão longo” ou seja, para uma primeira aproximação a este inesperado deus Wada'an(u) poderíamos aceitar que teria uma conotação de “eternidade”, tal como Da-ga teria de “omnipresença” (Daga em gótico era dia, a divina presença de “Deum de Deo, lumen de lúmine”) de Dagan, a “totalidade” explícita no deus Pan!

    Ora, podemos postular um equação com permuta de sílabas tal que permita estabelecer uma relação etimológica entre Wada'an(u) e Dagon o que levaria a uma quasi certeza de ser este deus uma mera variante de Dagon em dialecto local de Karramu.

    Odin < Votan < Wodan < Wada'an(u) < Wa-| Da-Anu < *Kathano.

                          => Wōđanaz / Wōđinaz > Dinash > Dion(ísio)|

    «Catano»< *Kathano > Thakan > Dagon ó *Gu-dan.

    Wōđanaz or Wōđinaz is the reconstructed Proto-Germanic name of a god of Germanic paganism, known as Óðinn in Norse mythology, Wo-den in Old English, Wodan or Wotan in Old High German and Godan in Lombardic.

    Lir (or Llyr) was God of the Sea, like his son, Mana-wydan (Manannan). According to the Welsh, he was chief of the gods. Bar-inthus = (Welsh, Anglo-Celtic) A charioteer to the residents of the Otherworld who was once probably a sea or sun God.

    Llyr < Lir < Lil + (Manann)an = Lil-an = An-Lil > Enlil

    ≡ Bar-inthu(s) < War | Kaur < Kur | - | Entu < Enki | = Kur-Enki.

    Obviamente que Mana-wydan, o filho de Enki-Kur-Lil seria o minóico *Gu-dan que foi Odin entre os nórdicos e Dionísio no mar Egeu, supostamente o marinheiro bêbado que levou a agricultura por toda a parte para cultivar cereais para cerveja ou vinhedos para o vinho.

    É óbvio que só não vê quem não quer que sendo Wada'an(u) casado com Salas, a «reputada» mulher de Dagon, só podemos aceitar que qualquer equação etimológica que consiga relacionar ambos os teónimos como sendo de origem comum com um hipotético *Kathano, deus do comando[9] (ou do «catano»!)

    Terá existido um deus com nome *Kathano? Obviamente que é muito provável que sim tal como é seguro que Caetano não será um falso cognato deste por derivar do nome de S. Caetano, nome italiano Gaetano di Thiene que por mais estranho que pareça é um falso cognato da congregação dos teatinos por derivar esta não do nome deste santo, ao que parece, mas do nome de Chieti, em latim Teate do grego Θηγεατη, sede episcopal de Gian Pietro Carafa (depois papa Paolo IV) co-fundador da ordem. No entanto, como o nome da ordem deve ter andado nas bocas do mundo da época é mais do que verosímil que tenha recebido influências ressonantes do nome de Thiene, uma comuna italiana da região de Vêneto de onde era S. Caetano, porque de facto o nome latino Chieti já pouco ressoaria a teatino. Tudo isto para exemplificar que as ondas de evolução etimológica têm fluxos e refluxos, interferências e ressonâncias que condicionam a evolução das línguas de acordo com vicissitudes aleatórias da história.

    *Kathano > «Catano» ó Caetano < Ga-et-ano < JE-TA-NA < Hit. Istano

    Ki-at-ano > *KI-TA-NO > *Kathano < QE-TU-NE.

    J-T-N

    JE-TA-NA

    word
    HT We 1020g

    K-T-N-S-J-S

    KI-TA-NA-SI-JA-SE (see KI-TA-NI-TE, ]RA-KI-TA-NA-SI[; cf. TA-NI-KA)

    word formed from a hypothetical placename? *KI-TA-NO? (but compare Linear B ki-ta-no, alum (or pistaccio)
    PE Zb 3

    Q-T-N

    QIf-TU-NE (cf. QE-TU-NE)

    heading
    HT 87.1-2 (precedes MA-KA-RI-TE); HT 7b.1; HT 117b.1 (heading to third list)

    No linear-b micénico parece não ser possível identificar o deus Dagon mas encontramos kitano com o possível significado de «pistacho» o que parece pouco consentâneo com a ideia aceite de que este fruto seco seria originário da Pérsia com introdução recente na Ásia Menor pelo que seria uma noz ou uma avelã.

    The earliest records of pistachio in English are around roughly year 1400, with the spellings "pistace" and "pistacia". The word pistachio comes from medieval Italian pistacchio, which is from classical Latin pistacium, which is from ancient Greek pistákion and pistáke-, which is generally believed to be from Middle Persian, although unattested in Middle Persian. Later in Persian, the word is attested in Persian as pista. As mentioned, the tree came to the ancient Greeks from Western Asias. Pistachio is a desert plant, and is highly tolerant of saline soil.

    Assim, com a mesma circunspecção com que se aceita que «catana» seja de origem japoneza se dá conta que em linear-b pa-ka-na é uma “pequena” espada. Ora se não é seguro relacionar este termo nem com Pan nem com Dagan podemos relacionar com ambos outro objeto micénico, pa-ta-jo que, ao significar aljava ou setas, seria derivado do adereço reconhecido a Dagon e a suas esposas, as deusas caçadoras, Artemis / Atena / Diana, o que faz deste deus um avatar arcaico de Apolo. Como pa-te é pai em linear-b pa-ta-jo poderia derivar de *pa-te-ta-jo com o significado de “pai *Tajo” que seria o nome nuclear deste deus uma fez que o sufixo –na / -an é um genérico terminal (também muitas vezes inicial) de Senhor, grande e divino, de que derivou o -«ão» portugês.

     

    Ver: CARALLIUM / CATANO & CAETANO (***)

     

    At Ebla (Tell Mardikh, 55km south-west of Aleppo on the edge of the Syrian Desert), the royal archives have revealed that Dagan was the head of a pantheon of some 500 deities. He is referred to as Be-dingir-dingir: ‘Lord of the Gods’ and Bekalam: ‘Lord of the Land’, and along with his consort - identified simply as Belatu: ‘Lady’ - he ruled over the temple complex called émul: ‘House of the Star’. One entire quarter of Ebla and one of its gates bore his name, and the first month of the year was dedicated to him.

    There are references to Dagan as being: Lord of Bulanu; Lord of Tuttul; Lord of Irim; Lord of Ma-Ne; Lord of Zarad; Lord of Uguash; Lord of Siwad and Lord of Sipishu. Also, Dagan is called ti-lu ma-tim: ‘the Dew of the Land’ and as Be ka-na-na, he may already have been known as the ‘Lord of Canaan’. – [10]

    Early Semitic (Ebla and Mari) 2600 - 2200 b.c.e. I month = Za-'a-tum

    IX. MA x GANAtenu-sag

    New Ebla 2600 - 2200 b.c.e. = I month = Ishara

    IX. UD.DU (= E)

    Lagas/Girsu 2350 b.c.e. IX. ezem-munu-gu-nanse

    OB Mari Calendar. c. 1800 b.c.e. VIII. Dagan. THE BABYLONIAN RITUAL CALENDAR,

    http://www.angelfire.com/tx/tintirbabylon/caledarintro.html

    Porque é que Be ka-na-na haveria ser o Sr. de Canaan ou de Caná e não de qualquer outro lugar com nome idêntico como os houve e há até no Lesoto por onde antigos marinheiros e exploradores sumérios poderão ter andado? Quem é que garante que arqueologica e historicamente Canaan já teria este nome no tempo do reino de Ebla, 2600 – 2200 anos a. C?

    Curiosamente ou nem tanto, a esposa de Dagon, Shala, terá dado nome ao termo dujalitu, enquanto remanescente do sacerdócio feminino cretenses que depois da queda do império minóico ficou reduzida ao papel de Medusa do “mau olhado” e de velha bruxa má e reles como Labartu, que entra nas casas saída dos becos labirínticos da sagrada prostituição para ler a sina e esconjurar o mal de inveja!

    De facto parece que Sathar, o deus ugarítico da aurora, foi equivalente do judaico Satan, exactamente de acordo com as mesmas regras linguísticas referidas antes e que se repetem no nome do deus etrusco Tajo / Targeto, aliás semanticamente conotado com todos estes.

    No entanto, e até provas mais concludentes, é possível pensar que, embora a confusão draconeana do nome do deus Dagon tenha sido provavelmente um facto desde a sua origem, a verdade é que também nada se opõe, no plano étmico, ao facto de ter nascido como Daguna.

    Daguna < Thakuna < Kakuanu / Kakina.

    Porém, sendo este deus reptilíneo um deus das tempestades seria também um deus do fogo do céu que começou como deus do fogo e acabou como réptil marinho sem ter perdido a sua ligação simbólica com o fogo que vomitava como espuma venenosa, vulcânicas sulfarolas de acido sulfúrico!

    O dragão que voa como o fumo das explosões piroclástica e que vomita fogo seria uma bela metáfora para um vulcão. Hoje sabemos quanto mal os vulcões fizeram à civilização minóica mas estes possivelmente por temerem tal o adoravam como deus da civilização.

    Então, começa a ser virtualmente possível a passagem de Da-con para Dra-con como formas evolutivas variantes do mesmo nome porque usadas concomitantemente com ligeiras variações de sentido e de contexto.

    Oannes was a repulsive amphibius being who came from space in an egg shaped vehicle. The fragments of text that survive are a Babylonian retelling of a much more ancient Sumerian tale. Six thousand years ago or so, the Vela supernova was an awe inspiring sight from the earth. It was then, according to legend, that powerful beings or "Watchers" came from the sky, taught humans the arts of civilization, then made them their slaves.

    According to Robert Temple in his Sirius Mystery, astronomical knowledge imparted by the Oannes is preserved by the tribal Dogon people today.

    Kur-kiano > Vulcano < Velchenos

                       > Thauracon > D®acon.

     

    Ver: VELCHANO (***)

     

    The Dogon are an ethnic group located mainly in the administrative districts of Bandiagara and Douentza in Mali, West Africa. (…) Because of these inexact and incomplete sources, there are a number of different versions of the Dogon's origin myths as well as differing accounts of how they got from their ancestral homelands to the Bandiagara region.

    The people call themselves 'Dogon' or 'Dogom', but in the older literature they are most often called 'Habe', a Fulbe word meaning 'stranger' or 'pagan'.

    (…) The religious beliefs of the Dogon are enormously complex and knowledge of them varies greatly within Dogon society. Dogon religion is defined primarily through the worship of the ancestors and the spirits whom they encountered as they slowly migrated from their obscure ancestral homelands to the Bandiagara cliffs. There are three principal cults among the Dogon; the Awa, Lebe and Binu. The Awa is a cult of the dead, whose purpose is to reorder the spiritual forces disturbed by the death of Nommo, a mythological ancestor of great importance to the Dogon. (…) According to Dogon beliefs, the god Lebe visits the hogons every night in the form of a serpent and licks their skins in order to purify them and infuse them with life force. The hogons are responsible for guarding the purity of the soil and therefore officiate at many agricultural ceremonies.

    According to Dogon mythology, Nommo was the first living being created by Amma, the sky god and creator of the universe. He soon multiplied to become six pairs of twins.[11] One twin rebelled against the order established by Amma, thereby destabilizing the universe. In order to purify the cosmos and restore its order, Amma sacrificed another of the Nommo, whose body was cut up and scattered throughout the universe.

    This distribution of the parts of the Nommo's body is seen as the source for the proliferation of Binu shrines throughout the Dogon region. The Dogon say that their astronomical knowledge was given to them by the Nommo. The Dogon elder, Ogotemelli, describes them variously as having the upper part as a man and the lower portion as snake; or as having a ram's head with serpent body.

    Amma pode ser uma evolução de Amom(-Ra) ou uma confusão da mitologia matriarcal de Ama com Anu. Já Nommo poderia ser uma corruptela dum dos heterónimos de Enki, Nudimmud, quiçá na forma minóica *Atum-Nu.

    Atum < At-Umino > Nomiu > Nommo.

    (A)nu-dim-mud > Nau(d)immu(d) > Momimo > Nommo.

    Dím = formar, criar, construir. Mud = sangue; criar, gerar, antepassado.

    No entanto, o mais provável é que Nommo seja um nome frase feito a partir de Anu do mesmo tipo do nome Nu-dim-mud, no sentido do Sr. que cria a partir do sangue (única forma de superar a redundância da semântica criativa), o que possivelmente justifica a mitologia arcaica dos sacrifícios cruentos!

     

    Ver: ATUM (***) & O VATICANO, A MITRA E OS BISPOS (***)

     

    DAGON & TAGES

    En la mitología griega los telquines (en idioma griego Τελχινες, ‘difamador’) eran nueve hermanos, mitad marinos, mitad terrestres, con cabeza de perro, la parte inferior del cuerpo en forma de cola de pez o de serpiente y los dedos de las manos palmeados. Eran conocidos como niños-peces hijos de Ponto y de Talasa, y fueron, junto con sus hermanos, los primeros habitantes de la isla de Rodas, que entonces se llamaba Τελχινίς Telquinis en su honor.

    Tel-Kin-es => Telephino > Delfim.

    «Tacão» < *Taka-on < *Taka-lon > *Tahalon > Esp. talone.

    «Calcar» < Lat. calcare > Lat. calcan-eu < Tal-Kan ó *Taka-lon

    ó Aztec. Talocan > Tlaloc-an.

    (…) This is certain, but the rule of three does not always have to function. In the ancient city of Ekalte (modern Tell Munbāqa) located in the Middle Euphrates region, a few kilometers north of Emar, a small number of documents of the middle age have been found in which, in the onomasticon, the best documented deity is Dagan (also with the spelling dKur, as in neighbouring Emar). In spite of that, the local deity of the city is Bahlaka (dàba-ah-la-kâ). This is a good example to refute ARCHI's arguments, Dagan is the principal deity of the Middle Euphrates region, but does not have to be the head of the various 'local pantheons' of the cities of the region. Dagan could be the 'Lord of Ganana' but there is nothing to substantiate this.-- THE GOD DAGAN IN BRONZE AGE SYRIA, BY LLUÍS FELIU.

    In Palestine itself there is clear evidence of the presence of Dagon before the coming of the Philistines. A certain Dagan-takala contributed two letters to the Tell el-Amarna correspondence. - [12]

    *Telkino / Telepino seria assim o nome do altíssimo Enki da ilha de Rodes e quase que seguramente uma variante do gigante Talos de Creta onde aí poderia ter sido também *Taka-lon.

    Tarchies < Tariches < Taurish-ish < Kaurishos ó

                    > Ta®ches > Tages.

    Sendo o deus *Telkino / Telepino / Dagon um peixe não teria pés e precisaria de um *Taka-lon / *Tahalon, ou seja, um pedestal calcanhar para se segurar!

    O nome Dagon-Takala seria então uma redundância.

    Em Creta a variante delfínea de *Takaluna poderia ter derivado na variante Bah-Laka da cidade de Emar…e na variante lacunar Ta-Laka de que derivou o nome do mar grego, Ta-Lassa.

    Now strange though it may seem, there is a possibility that the Philistines brought with them from their western home a god whose name was similar to Dagon.

    Figura 4: Tages Boy, Oracle, Voice of the Gods. Appeared from ploughed field and 2 snakes for legs.

    We have not found any trace of him in or around Crete: the decipherment of the Minoan tablets may possibly tell us something about this in the future. But the Etruscans, kinsmen of the Philistines, had a myth of a certain Tages, who appeared suddenly from the earth in the guise of a boy, and who, as they related, was their instructor in the arts of soothsaying. This took place 'when an Etruscan named Tarchon was ploughing near Tarquinii'—names which immediately recall the Tarkhu, Tarkon-demos, and similar names of Asia Minor. Festus (sub voce) describes Tages as a 'genii filius, nepos Iouis'.

    As the Etruscans rejected the letter D Tages is closely comparable to a name beginning with Dag-; and indeed the -es termination is probably not part of the Etruscan name, but a nominative termination added by the foreign writers who have reported the story. If the Philistines brought such a deity with them in their Syrian home, they might well have identified him with the god Dagon, whom they found there before them. -- The Philistines, by R.A.S. Macalister, [1913], at sacred-texts.com.

     

    Ver: TALASSA (***) & POTOS (***)

     

    Análises de furos no vale (do Erotas) indicam que no Plioceno foi um lago. De acordo com os autores antigos, era pantanoso em tempos clássicos, mas a terra exposta cultivável era muito fértil. Então, como agora, era principalmente usado para árvores de fruto, especialmente azeitona. [[13]]

    The Ethnic names are Eth. Λάκων, Λακεδαιμόνιος, Lat. Laco or Eth. Lacon--nis, Eth. Lacedaemonius; fem. Eth. Λάκαινα, Λακωνίς, Eth. Laconis. Adj. Λακωνικός. These names are applied to the whole free population of Laconia, both to the Spartan citizens and to the Perioeci, spoken of below (for authorities, see Clinton, F. H. vol. ii. pp. 405, 406). They are usually derived from a mythical hero, Lacon or Lacedaemon; but some modern writers think that the root LAC is connected with λάκος, λάκκος, lacus, lacuna, and was given originally to the central district from its being deeply sunk between mountains. (Curtius, Peloponnesos, vol. ii. p. 309.) -- [14]

    Uma antiga região da Grécia que teria sido parte importante da civilização minóica que os dóricos vieram reclamar, por razões que se suspeita decorrerem de relações dinásticas com os Hititas da Anatólia, foi a Lacónia que deve seguramente o nome à variante lacunar de Dagon.

    No vale da Lacónia corria o deus rio Erotas que se supunha nascer no monte Tagetos que afinal seria Tage, uma variante fonética de Dagon.

    Mount Taÿgetus (Ταΰγετον, the common forms; Τα̈́γετος, Lucian, Icarom. 19; τὰ Ταΰγετα, Polyaen. 7.49; Taÿgeta, Verg. G. 2.487: the first half of this word is said by Hesychius to signify great). This mountain is the loftiest in Peloponnesus, and extends in an almost unbroken line for the space of 70 miles from Leondari in Arcadia to C. Matapan.

    (…) Its principal summit was called Taletum (Ταλετόν) in antiquity: it was sacred to the Sun, and horses and other victims were here sacrificed to this god. (Paus. 3.20.4.) It is now called S. Elias, to whose chapel on the summit an annual pilgrimage is made in the middle of the summer. Its height has been ascertained by the French Commission to be 2409 metres, or 7902 English feet. -- [15]

    A esperteza saloia com que os cristãos ortodoxos transformaram o culto solar de Hélios no de S. Elias é espantosa na sua ingenuidade e ignorância beata.

    E é então que importa referir o nome do maior rio português e o segundo maior ibérico, o Tejo.

    "A Tago de antiga estirpe, de grande beleza

    E famoso por corajosos feitos, pregou-o ele em alto poste,

    E, esquecido dos deuses e dos homens, em triunfo passeou

    Pelos povos contristados o corpo de seu rei em exéquias

    A Tago que recebera o nome de aurífera fonte.

    Ululando o choram pelas margens e cavernas as ninfas ibéricas".

    ------------- Sílio Itálico.

    Obviamente que esta etimologia recente não faz sentido tanto mais que os romanos a teriam deixado cair se assim fora.

    Tagus era nome arcaico do rio que banha Lisboa e possivelmente já seria originalmente Te-Gu, literalmente o deus Gu que faz parte do nome te muitos rios e cursos de água ibéricos e…transatlânticos ameríndios. Gu era também o touro bravo sumério do gado de Gerião e por isso não seria semanticamente muito diverso do rio Douro que seria o touro do céu do “deus menino” dos campinos do Ribatejo que veio a ser Dionísio que deu também nome ao Dão e a todos os cursos de água em Dan- ou Don-. Pois bem, o mesmo deus menino com pés serpentinos como os rios era o Tage etrusco.

    Pois bem, *Te-Gu-Anu, literalmente o “deus touro do céu”, seria nem mais nem menos do que Dagon. E muito possível que a variante sem o determinante divino Te- fosse Enki, Jano, e por isso terá dado em Portugal origem aos topónimos comuns S. Geão e S. João.

    Taletum ó Ταλετόν < Tale-Tan, lit. Talos / Telus, a cobra (do céu)!

    < *Tala-Kan < Tara-Kan < Kur-Ki-Na.

    Figura 5: Ancient Coins. Greek. Calabria, Tarentum (c.272-235 BC), Silver Stater, naked boy rider right, crowning horse, ΛEΩN below , rev Taras astride dolphin left, holding trident and bunch of grapes, AV monogram to right, lion passant left below dolphin,...

    Embora seja na iconografia arcaica que mais se encontram deuses tifónicos, serpentinos e draconianos como se suspeita ter sido Dagon, em Creta não encontramos este deus peixe porque seria muito simplesmente o símbolo nacional de Creta minóica, o Golfinho.

    Gr. kólpos > Lat. colpu (=seio) «golfo» ó «Golfinho» < *Guel-phinus

    Ζευς Βελχανος / Ζευς Γελχανος > Gelchanos > G(u)-El-Phian.

    < Lat. delphinu < Gr. delphís, m. s ó Delphian / Hit. Telebinus.

      Te / Le-Phino > The-le-phin > Delfim.

    Tho / Li-Cheno

    Apa / Li-Wanas => Apolo.

      Be / Li-Kano ó Phelikan.

      Te / L(e)-Quines

    Na mitologia grega os telquines eram demônios marinhos, filhos de Pontos com Tálassa.

    Em algumas versões do mito de Poseidon, foram eles os criadores do Tridente do Deus do Mar, e não os Ciclopes. Mas quando começaram a utilizar magia negra, foram lançados ao Tártaro por Zeus. 

    Em outros Mitos, há relatos de que eram imunes a magia mesmo de Hecate. Hália, irmã dos telquines, foi amada por Poseidon, com quem teve seis filhos homens e uma filha, Rode, que deu nome à ilha de Rodes.

    Todas estas entidades parecem ser formas compósitas do nome do deus solar *Tala-Kan = Talo + Kino, o deus da montanha primordial que daria *Tarwino > Taurino. Dito de outro modo, Dagon seria um Touro em terra e Golfinho no mar. A variante compósita terá dado origem ao hipocampo alado que os fenícios adoravam com o sinal de Marnas.

    Figura 6: Moedas Fenícias com o Dragão dos mares, o Hipocampo.

    *Tala-Kan > Taliskino < Ishkurkino => Iskur

                       > Te-liwino > Deus Regino ó Dragon.

    De *Tala-Kan que teria derivado a semântica de «lago e laguna» …e dos deuses ameríndios Tla-loc e Chac.

    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e1/Tarentum.jpg

    Figura 7: Moeda calabresa de Tarento onde a relação do hipocampo com um domador de golfinhos é bem explícita.

     



    [1] Etymology: In Ugaritic, the root dgn also means grain: in Hebrew dāgān, Samaritan dīgan, is an archaic word for grain.

    The Phoenician author Sanchuniathon also says Dagon means siton, that being the Greek word for grain. Sanchuniathon further explains: "And Dagon, after he discovered grain and the plough, was called Zeus Arotrios." The word arotrios means "ploughman", "pertaining to agriculture" (confer ἄροτρον "plow").

    It is perhaps related to the Middle Hebrew and Jewish Aramaic word dgnʾ 'be cut open' or to Arabic dagn (دجن) 'rain-(cloud)'.

    [2] THE GOD DAGAN IN BRONZE AGE SYRIA, BY LLUÍS FELIU.

    [3] But Ouranus, succeeding to the kingdom of his father, contracted a marriage with his sister Ge, and had by her four sons, Ilus who is called Cronus, and Betylus, and Dagon, which signifies Siton (Bread-corn,) and Atlas.(…)

    And Cronus having thus overcome Ouranus in battle, drove him from his kingdom, and succeeded him in the imperial power. In the battle was taken a well-beloved concubine of Ouranus who was pregnant; and Cronus bestowed her in marriage upon Dagon, and, whilst she was with him, she was delivered of the child which she had conceived by Ouranus, and called his name Demarous. (…)

    And Dagon, after he had found out bread-corn, and the plough, was called Zeus Arotrius. – The theology of the phœnicians: from Sanchoniathon.

    [4] Ashnan: Godess of cereal grain, like Ceres. A daughter of Enlil. She was assigned to the fertile land of Sumer by Enki. She is the most powerful deity, supporting the people, and is often paired with Shakkan.

    [5] THE GOD DAGAN IN BRONZE AGE SYRIA, BY LLUÍS FELIU.

    Devil In the eleventh century, Jewish bible commentator Rashi writes of a Biblical tradition that the name Dāgôn is related to Hebrew dāg/dâg 'fish' and that Dagon was imagined in the shape of a fish(…). In the thirteenth century David Kimhi interpreted the odd sentence in 1 Samuel 5.2–7 that "only Dagon was left to him" to mean "only the form of a fish was left", adding: "It is said that Dagon, from his navel down, had the form of a fish (whence his name, Dagon), and from his navel up, the form of a man, as it is said, his two hands were cut off."

    [7] The fish form may be considered as a phallic symbol as seen in the story of the Egyptian grain god Osiris, whose penis was eaten by (conflated with) fish in the Nile after he was attacked by the Typhonic beast Set. Likewise, in the tale depicting the origin of the constellation Capricornus, the Greek god of nature Pan became a fish from the waist down when he jumped into the same river after being attacked by Typhon.

    Various 19th century scholars, such as Julius Wellhausen and William Robertson Smith, believed the tradition to have been validated from the occasional occurrence of a merman motif found in Assyrian and Phoenician art, including coins from Ashdod and Arvad.

    Music THE GOD DAGAN IN BRONZE AGE SYRIA, BY LLUÍS FELIU.

    [9] De que a expressão em gíria, do «camando»!, será a corruptela intencional ou em crioulo?

    [10] Dagon Rising, 3. Dagon: The Material Basis, by STARRY WISDOM.

    [11] Ilação típica de investigadores confusos que vêm filmes de ficção científica a esmo!

    [12] The Philistines, by R.A.S. Macalister.

    [13] Analysis of bore holes in the valley indicate that in the Pliocene it was a lake. In classical times, according to the ancient authors, it was swampy, but the cultivatable land exposed was very fertile. Then, as now, it was used mainly for fruit trees, especially olive.

    [14] Dictionary of Greek and Roman Geography, illustrated by numerous engravings on wood. William Smith, LLD. London.

    [15] Dictionary of Greek and Roman Geography, illustrated by numerous engravings on wood. William Smith, LLD. London.

  • *LABURTU, A DEUSA MÃE LUNAR DA VIDA E DA MORTE, por arturjotaef@netcabo.pt

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    *LABURTU, A DEUSA MÃE LUNAR DA VIDA E DA MORTE,

    por arturjotaef@netcabo.pt

    Figura 1: Bha-dra-kali, circa 1675 Painting; Made in: India, Himachal Pradesh, Basohli, now placed in LACMA Museum(M.72.53.7).

    Se na ilha minóica de Creta não sabemos se o nome da deusa do “machado duplo” era Brito-Martis ou Potnia Teron, *Kertu ou Hera, na índia sabemos que a sua equivalente era Bha-dra-Kali = Maha-Kali-Mata, que ficou registada por usar algo cortante entre a faca de obsidiana de Taveret e o “machado duplo” das deusas cretenses, a cimitarra de gume semilunar.

    Bhadrakali é a forma terrível e feroz da mãe deusa Durga, também conhecido como o gentil Kali, é geralmente uma forma auspiciosa da deusa Kali.

    Consorte de Vira-bhadra, que foi ele próprio nascido da ira de Rudra. De acordo com a Vayu Purana e o Mahabharata ela surgiu pela ira de Devi, quando Daksha insultou Shiva, durante o grande Ashvamedha Yagna (sacrifício do cavalo).

    Bhadra-Kali (ou Maha-Kali-Mata) era principal divindade da Kakatiya reino hindu de Warangal (Oragallu ou Ekashilanagaram), que governou a maior parte de Andhra Pradesh durante esse tempo. Rituais e sacrifícios de animais (e humanos, segundo algumas opiniões) em grande escala eram realizados para invocar as bênçãos da Deusa Bhadrakali antes dos Kakatiyas partirem para a guerra.[1]

    Figura 2: Bhadra-Kali. A forma da cimitarra em golfinho ainda apela mais para a mãe das cobras cretenses.

    Bhadra-Kali era seguramente uma das formas arcaica das deusas mães caçadoras de animais e homens como Artemisa, sedentas de sacrifícios e a quem eram votados também sacrifícios humanos particularmente crianças seguramente em relação com a elevada fecundidade e mortalidade infantil primitiva.

    Ó deusa negra, vossas promessas não são jamais vãs, vós cujo nome favorito é Koun-Khali (a devoradora de homens), vós que bebeis sem cessar o sangue dos demónios e dos mortais.

    No hinduísmo, Bhadra é uma deusa da caça e um dos servos de Shiva[2].

    Goddess Bhadrakali

    Bhadra-Kali seria literalmente apenas a variante artemisina da Deusa Mãe.

    Figura 3: Bhadrakali vestida como deudsa mãe das cobras, sobre o cadáver de Daksha

    Figura 4: Bhadrakali adored by Two Bhairavas

    De facto, na Grécia é Atemisa a deusa que partilha mais aspectos arcaicos com as gorgónias particularmente no templo de Corfu logo a seguir de Atenas que carrega na sua égide a cabeça de Medusa, a rainha das Gorgonias.

    Figura 5: A fúria sanguinária de Kali em cima do corpo de Shiva.

    É óbvio que esta deusa hindu é a reminiscência fóssil das terríveis deusas mães arcaicas das cobras cretenses que eram recordadas pelos gregos olímpicos na forma de gorgónias e com as funções punitivas das Fúrias e Erínias. O “machado duplo” encontra semelhanças na cimitarra de dupla concavidade…ou no tridente.

    Aqui ela é descrita como tendo nascido a partir da testa da deusa Durga durante uma de suas batalhas com as forças do mal. Como diz a lenda, na batalha, Kali estava tão envolvido na matança que ela se empolgou e começou a destruir tudo à sua volta. Para detê-la, o Senhor Shiva deitou-se debaixo de seus pés. Chocado com essa visão, Kali mostrou a língua em espanto, e pôs fim à sua fúria homicida.[3]

    É duvidoso que a explicação teológica do aspecto furioso de Kali seja tão simples como os hindus modernos a apresentam. Porém, sejam estas quais forem a fúria de Kali seria apenas a expressão arcaica natural do lado mortal e maléfico das forças brutas e destruidoras da Natureza e da Deusa Mãe da vida e da morte que os azetecas retrataram ainda melhor na sua deusa mãe das cobras, Cuatlicoa ó Kali-Kuta > Calcutá.´

    Porém, Kali reporta-nos para a questão universal da Deusa Mãe. Quase todas as civilizações referem a possibilidade da existência de aspectos negros e negativos da Deusa Mãe, afinal na mesma linha dos imprevisíveis ataques de fúria de qualquer mãe de prol numerosa e de magros recursos, como seria o caso frequente das sociedades primitivas. Esta faceta tântrica da deusa mãe não é outra senão a mesma de Kali a Deusa Mãe negra dos Hindus.

    É que a mitologia hindu revela a este respeito um paralelismo fantástico com a mitologia antiga, particularmente a grega.

    Bhadra- | Kali ó Vira- - | bhadra => Kali ó Wira

    => Kali-Kyra < Kar-i-Kura < Kur-u-Kur-a < Kur-Kur

    ó Kurukulla (Devi) ó hind. Kali.

     

    Ver. KALI (***)

     

    Possivelmente o termo genérico hindu Bhadra para caça teria algo a ver com o culto arcaico destas deusas das cobras mas é seguramente a referência de que Bhadra-Kali era consorte de Vira-bhadra, ambos nascidos da ira de Rudra (Shiva) que nos coloca na pista da entidade que procuramos para tutelar o labirinto. Sendo bhadra um genérico comum para caça cuja etimologia não nos interessa agora, ficamos com a suspeita de que Vira-bhadra seria Viracocha, ou seja uma das variantes do “deus menino” e que por isso o mito hindu já andaria como se suspeitou já muito mal contado porque Rudra seria nem mais nem menos o núcleo mítico que procuramos na complexa mitologia hindu para nos esclarecer as entidades que presidiam ao labirinto.

    Figura 6: O deus multifacetado das forças sombrias da natureza.

    Rudra est la deuxième facette de Shiva, appelé parfois Shiva-Shankar, la face sombre de Shiva; Dieu des animaux, de la mort, des orages.

    Dieu hurleur effrayant et dieu des tempêtes. Il représente le côté le plus  mystérieux du grand dieu, il n'intervient que dans certaines incarnations (avatars de Krishna) pour rappeler à Shiva qu'il n'y a pas de dualité en lui (puisque Shiva est une conscience pure) lorsque l'être aimé est perdu: on pourrait dire que Rudra est Shiva sans sa Shakti.

    Rudra é na mitologia hindu o deus da tempestade e dos trovões, dos tremores de terra e da caça. Um dos loka (palavra em sânscrito que significa mundo, morada, lugar ou plano de existência) de Shiva.

    Figura 7: Corpus of the Minoan and Mycenaean Seals.

    O “deus menino”, além de Minotauro era também o touro solar de Ra, que por isso seria também *Gu-Ra ou ghora (< Kaura, o "terrivel")! As lides taurinas do Minotauro no labirinto seriam afinal touradas sagradas que já suspeitávamos e conhecíamos de selos cretenses.

    Kali aparece por primera vez en el Rig Vedá, no como diosa, sino como una de las siete lenguas de Agni, el dios hindú del fuego. Sin embargo, la personalidad de Kali aparece en la diosa Ra-tri (la noche), que se considera el prototipo de Durga y de Kali.

    En la literatura del período Sangam de los Tamil, aparece una diosa sanguinaria llamada Kot-tra-vai. Como Kali, es brutal e inspira miedo en la gente por sus crueles prácticas. Es probable que la fusión entre Ratri y la Kottravai indígena produzca a diosas temibles del hinduismo medieval, entre ellas Kali, que es la más prominente.

    Rudra ó Ra-Tri < Ra-| Tyr < Kur > Wer > Raver | > Labur.

    Obviamente que os nomes das esposas do deus das tempestades seriam muitos e variados segundo as manifestações atmosféricas que se iam salientando. Pidraja, Aretsaja e Talaja, eram filhas de Baal, o deus fenício da tempestade, mencionada na Epopeia de Baal, e uma das "noivas perfeitas". Aretsaja poderia ter tido uma antecessora cretense Caretija que bem poderia ter acabado como Cardeia, esposa do latino Jano. Aretsaja poderia ser a assíria Ardat-Lili.

    Andraste, também conhecida como Andrasta ou Andred, foi, de acordo Andate, mencionada mais tarde pela mesma fonte e descrita como "nome para a Vitória": i.e., a deusa Vitória. Thayer declara que ela pode estar relacionada à Andarta também. A deusa Vitória está relacionada à Nice, Belona, Magna Mater (Grande mãe), Cibele e Vacuna — deusas que frequentemente são retratadas sobre carruagens.

    «Andrade» < Andred < Andrasta < Andraste < An-thar-te > Andarta

                                                            < An Kar Ki-Ki > Anfitrite/ Afrodite.

    Andarte < Adarte > Ardat => Ardat-Lili

    Ora, é nesta pesquisa em que tropeçamos em Ardat-Lili que vamos encontrar a deusa assíria Labartu.

    Figura 8: Ardat-Lili / Labartu?

    The Lilitu, the Akkadian Ardat-Lili and the Assyrian La-bar-tu like Lilith, were figures of disease and uncleanliness. Ardat is derived from "ardatu", a title of prostitutes and young unmarried women, meaning "maiden". One magical text tells of how Ardat Lili had come to "seize" a sick man.

    Other texts mention Lamashtu as the hand of Inanna / Ishtar in place of Lilitu and Ardat lili.

    Labartu seria um arcaico nome de Ereshkigal, também chamada Ardatu / Asherdu, que foi Cardeia na Itália, esposa de Jano / Enki e Derceto, a deusa sereia dos cretenses.

    Pois bem, moedas de Tenedos apresentam-nos a dupla face janiforme de Jano / Cardeia e noutra, o “machado duplo”.

                                   => P. Gmc. *hardu-

    Ardatu < Hard-atu < Wardatu < Karda-tu > Cardeja > Cardeia.

    Asherdu < *Ash-Her-tu > The + *Ash-Her-tu > Thecerto > Derceto?

    Figura 9: TROAS, Tenedos. After 189 BC. Obv:- Janiform head of a laureate male and diademed female Rev:- Labrys; monogram and grape bunch to left, Demeter to right; all within laurel wreath.

    Não é mera coincidência o facto de a etimologia tradicional se cruzar frequentemente com supostos falsos cognatos derivados da mitologia. Na verdade é quase seguro que foi a mitologia que gerou por via erudita a maioria das formas linguísticas mesmo as mais populares. De facto, é fácil de ver que a decadência aristocrática democratiza os costumes e que o que já fui muito erudito e hoje vulgaridade popular.

    Hard (adj.) = O.E. heard "solid, firm, not soft," also "severe, rigorous, cruel," from P.Gmc. *hardu- (cf. O.S., Du. hard, O.N. harðr "hard," O.H.G. harto "extremely, very," Ger. hart, Goth. hardus "hard"), from PIE *kortu-, (cf. Gk. kratos "strength," kratys "strong"), from root *kar-/*ker- "hard."

    Assim, a raiz PIE *kortu- estaria relacionada com Kertu, a filha de Deméter que veio a ser Core e *kar-/*ker-, a raiz mais geral do que é árduo e difícil como era a morte negra da nocturna deusa mãe Ker, variante arcaica de Deméter como Medusa terá sido de Artemisa.

    Lamashtu ou Dimme (na mitologia suméria) era um demónio feminino, uma deusa maligna que ameaçava as mulheres durante o parto e se alimentava da carne e do sangue dos recém-nascidos após sequestrá-los enquanto estavam sendo amamentados. Era filha do rei dos deuses Anu e Ninhursag. Era casada com Pazuzu que era invocado para enfrentar Lamashtu e proteger o parto.

    Sendo a demonologia caldeia uma variante explicativa das doenças e do mal social enquanto aspectos negativos para o homem da vontade divina, natural será que tenha sido referidos na literatura com particular reverência ao ponto de os nomes originais da divindade aparecerem encriptados. Estas mitologias estariam relacionadas com os cultos infernais em que seriam sacrificados humanos em tempos arcaicos e / ou em tempos difíceis e conturbados.

    Assim sendo Dimme não seria senão a face negra de Damkina, esposa de Enki-Kur na forma obscura e infernal de Anzu / Kingu / Pazuzu / Nergal.

    Grec. Dame (= Demeter) < Dimme < Da-Min-a < Damhina < Damkina.

    Este lado negro da deusa mãe persistiu até aos tempos modernos no culto das virgens negras, esteve latente no culto de gorgónico de Artemisa a quem foram feitos sacrifícios humanos na guerra de Tróia, na égide da cabeça de medusa de Atena e sobretudo em Ker, a deusa da morte negra, e no lado terrífico de Taveret / Ammut. Sendo La-bar-tu um dos nomes desta deidade a quem eram devidos sacrifícios humanos ou, em sua substituição, de bois, que seriam sacrificados com facas rituais, natural seria que o seu nome lhe ficasse colado como o sangue sagrado que lhe escorria nas veias.

    Sabemos da existência do metaplasmo anatólico T/ L suposto no nome do rei hitita Ta-barna / La-barna. A propósito da análise do termo labirinto ficou-se com a convicção de que o nome nuclear seria War(a)na que seriam variantes Ta-barna / La-barna.

    Metaplasmo de contexto idêntico seria a variante do nome da deusa mãe La-bar-tu / *Ta-bar-tu. Obviamente que *Ta-bar-tu seria no Egipto Taveret que era oficialmente conhecida como “deusa da faca” supostamente por cortar o cordão umbilical mas seguramente também por ser outrora a senhora dos sacrifícios humanos particularmente de crianças e por isso a senhora que cortava os fios da vida.

    Another series of tablets described Labartu, or hag-demon, a sort of female devil who delighted in attacking children, gave directions for making a figure of Labartu and incantations to be repeated over it. It seemed that the magician and physician worked together in Assyria, because medical men constantly employed incantations to drive out demons, and incantations were often associated with prescriptions. This same sort of medical magic is found amongst the American Indians and other primitive peoples. –

    http://www.themystica.com/mystica/articles/s/semitic_occultism.html.

    The Labartu, to whom we have referred, was a female who haunted mountains and marshes; like the fairies and hags of Europe, she stole or afflicted children, who accordingly had to wear charms round their necks for protection. Seven of these supernatural beings were reputed to be daughters of Anu, the sky god. (…)

    Like the Ancient Egyptians, the Babylonians also had their kindly spirits who brought luck and the various enjoyments of life. A good "labartu" might attend on a human being like a household fairy of India or Europe: a friendly "shedu" could protect a household against the attacks of fierce demons and human enemies. -- Myths of Babylonia and Assyria, by Donald A. MacKenzie.

    É fácil de ver que La-bar-tu seria uma variante degradada de Tavaret dos tempos arcaicos dos sacrifícios humanos que a idade da escrita suméria já ignorava. Ainda assim, labartu continuava a ser uma bruxa má que atormentava e roubava crianças, porque afinal o desaparecimento de crianças é um mal muito antigo não apenas para sacrifícios humanos quanto para pedofilia. Sabemos de facto da arcaica tradição cretense do rapto de jovens para pederastia iniciática.

    La-bar-tu seria então também uma deusa cretense das «cobras e lagartos», das «labaredas» dos infernos, do “machado duplo” que ficaria sendo o seu símbolo no país dos ocidentais que a talassocracia minóica era na Ibéria.

     

    Ver: FACA (***)

     

    «Lagarto» < *la-cartu ó Lat. la-certu = «sáurio» (< kaurio)

    = «sardão» (< Kar-Kian)

    «labareda» < *Labaretu < La-bar-tu < La-Ker-tu.

                                            > Lat. *la-bel-lu > «labéu»,

    = desonra da prostituição sagrada a que presidia Labartu?

    Zeus Labra-Undos, lit. O deus da “lavoura Abundante”???

    < *Lawyr, machado das lides tauromáquicas cretenses??.

     

    Ver: AMORCA (***)

     

    Figura 10: Tumulo cretense de Hagia Trigia. Notar as cercaduras em «esses» ondulados deste túmulo que assim estabelecem a continuidade da tradição deste tema já presente na arte neolítica templar de Malta e que ficarão para sempre como as volutas entrelaçadas da nossa arte do ferro, tipicamente mediterrânica. Os motivos dos crisântemos passaram quase intocáveis para a pérsia e chegaram ao longínquo Japão onde se tornaram símbolo solar nacional! A cena central será analisada de seguida. De qualquer modo, fosse qual fosse o sentimento místico que motivou esta cercadura serpentina, só podemos constatar que se trata duma estilização a tal ponto esteticamente elaborada que do seu significado original pouco mais podemos que conjecturar que se trataria duma referência às vagas de cobras entrelaçada do mar primordial da Deusa Mãe mítica esta, típica dum povo orgulhoso da sua vocação marítima. Uma coisa é certa, a iconografia cretense contrata com outras da mesma época, particularmente egípcias, pela sua exuberância estética em detrimento do conteúdo mitológico ou seja, revelam uma paixão pela vida e um gosto pelo devaneio da “arte pela arte” que vamos reencontrar nos etruscos e que será sempre um pendor latente da arte europeia.

    Pela sua profusão ritual na iconografia cretense o “machado duplo” seria mais um símbolo do poder da Deusa Mãe dos cretenses do que um instrumento de guerra que só seria usado pelas suas sacerdotisas em situações de emergência ou como elemento sacrificial na hecatombes que acompanhariam os festivais do Minotauro nos ritos pascais de iniciação em hora da Deusa Mãe que veio a ser Deméter (< Kima-Taur)!

    Em desespero total, Orfeu se tornou amargo. Recusava-se a olhar para qualquer outra mulher, não querendo lembrar-se da perda de sua amada. Posteriormente deu origem ao Orfismo, uma espécie de serviço de aconselhamento; ele ajudava muito os outros com seus conselhos, mas não conseguia resolver seus próprios problemas, até que um dia, furiosas por terem sido desprezadas, um grupo de mulheres selvagens chamadas Mênades caíram sobre ele, frenéticas, atirando dardos. Os dardos de nada valiam contra a música do lirista, mas elas, abafando sua música com gritos, conseguiram atingi-lo e o mataram. Depois despedaçaram seu corpo e jogaram sua cabeça cortada no rio Hebro, e ela flutuou, ainda cantando, "Eurídice! Eurídice!"

    Figura 11: A morte de Orfeu.

    Chorando, as nove musas reuniram seus pedaços e os enterraram no monte Olimpo. Dizem que, desde então, os rouxinóis das proximidades cantaram mais docemente que os outros. Pois Orfeu, na morte, se uniu à sua amada Eurídice.

    O autor do vaso grego desenhado por Eduard Gerhard retrata uma das ménades que mataram Orfeu empunhando uma machado duplo que teria servido para o seu posterior espostejamento. Esta reminiscência sugere também que as ménades seriam sacerdotisas frenéticas de Dionísio como os coribantes de Cibel.

    Figura 12: Lenais, (em grego antigo: Λήναια), Leneias ou Lêneas eram um festival anual com competição dramática, mas um dos festivais menores de Atenas e Jônia na Grécia antiga. As Leneanas ocorriam (em Atenas), no mês de Gamelion, que corresponde aproximadamente a Janeiro. A festa era em honra de Dionísio Lenaio. Lenaia provavelmente vem de lenai, outro nome para as mênades, as sacerdotisas de Dionísio.

    Estas teriam sido outrora as sacerdotisas de Delfos que Apolo / Orfeu destronou pelo que o mito da morte de Orfeu pode bem ser um eco da defesa feroz que estas sacerdotisas de tradição matriarcal terão feito aquando da introdução do panteão olímpico durante as invasões dóricas.

    De facto o nome Men-ades sugere que seriam sacerdotisas do deus Minos, o Minotauro, e por isso senhoras do machado duplo e logo labru-ates. Por isso é que os sacerdotes de Delfos se chamavam labríades (λαβρυάδες), facto que passou despercebido a Plutarco quando especulou sobre a etimologia do labirinto. O machado duplo seria acima de tudo um instrumento de trabalho agrícola útil sobretudo para roçar mato e preparar os matagais em terrenos de cultivo. Daí que como veio a ser a “foice e o martelo” um símbolo do trabalho entre os comunistas seria o machado duplo ou *labaru seria também um símbolo do trabalho árduo.

    It should be noted that the priests at Delphi were called Labryades (λαβρυάδες).

    Labur- seria assim também o nome dos 12 trabalhos de iniciação que incluiriam façanhas de caça e de mortes sacrificiais de prisioneiros de guerra e de animais de grande porte, como touros e javalis, e o nome técnico do “machado duplo” pode mesmo ter sido o que os gregos conservaram, peleco e ter tido a variante sagar(is). Com o tempo o nome dos trabalhos rituais que implicavam o uso do sagrado “machado duplo” passou para este, sobretudo quando adquiriu a poderosa força do ferro e do aço.

    Assim, o mais plausível é considerar que o labirinto era mesmo o lugar onde as sacerdotisas da deusa mãe *Laburtu realizavam os seus «trabalhos» e bruxedos, labur, que mais não eram do que os grandes e secretos «trabalhos» de iniciação que culminavam com a morte pascal e dionisíaca do Minotauro. Estas sacerdotisas cretenses seriam afinal as ménades.

    Dionísio | Lenaio < *Le-Min + eu ó Le- | Min + ates > menades |

    > lemnias > lenaias.

    *Le-Min < Remin < Kermino (> Hermes) = Min-Ker > Minotauro.

    Porém, por mais voltas que se dê à etimologia acaba sempre por se ir ter à deusa mãe da dupla montanha da aurora que por ter sido Tavaret era também a deusa da faca e do machado duplo e tinha também o nome de *Laburtu.

    Existem fortes probabilidades de que Labarto fosse afinal uma variante arcaica de Ereshkigal / Perséfona / Prosérpina / Libera que entre os latinos era irmã e esposa de Liber Pater, Dionísio / Baco e teria os nomes de Libera ou Liberta que acabou como variante adjectiva tardia e alegórica da Liberdade (libertas) e da liberalidade imperial, Liber-al-itas.

    *Laburtu < La-War-Tu > *Labur-te > Lybarta > Libera ó Liber-ta.

    Libera es una diosa de la fertilidad en la Religión de la antigua Roma. Sus origenes se desconocen, aunque se cree que pudo haber sido una diosa de la fertilidad de los arcaicos o pre-romanos de Magna Grecia. Su nombre en latín es el femenino de Liber, (libre, o en un contexto de culto, La libre). (…)

    Le nom de Libera fut employé pour désigner la seconde divinité féminine de la triade Éleusinienne, lorsque cette triade fut transportée à Rome, sur l'ordre des livres Sibyllins, au début de la République. Libera fut alors assimilée à la déesse grecque Korè - Perséphone: elle entra ainsi d'abord dans le cycle proprement éleusinien, puis plus tard dans le thiase dionysiaque.

    Apesar de se considerar que a deusa Libertas foi uma deusa alegórica de introdução tardia depois da segunda guerra púnica para comemorar as liberdades públicas sabe-se que era uma deusa antiga com muitas outras virtudes seguramente semelhantes às das deusas ctónicas como Libera / Korè – Perséphone, e por isso mais próxima de outra deusa alegórica da liberalidades imperiais, Liberalitas. No entanto, todas estas qualidades decorriam do estatuto de divindades ctónicas da fertilidade agrícolas, de deusas da Fartura e Fortuna cornucópia

    Libertas a deusa romana da liberdade, era representada em muitas moedas romanas como uma figura feminina com um píleo (uma tampa de feltro, usado por escravos quando foram libertados), uma coroa de louros e uma lança.

    http://davy.potdevin.free.fr/Site/pics/gods/libertas-big.gif

    Figura 13: Libertas Publica.

    Figura 14: Liberalitas

    Liberalitas - "liberalidade" é representada por uma mulher segurando uma cornucópia, ou distribuição de dinheiro com o outro.[4]

    Libitina / Lutina. The Roman goddess of corpses and the funeral, her name often being a synonym for death itself. In her temple all the necessary equipment for burials were kept. Here, people could rent these attributes as well as grave diggers. Later she was equated with Proserpina.

    Libitina < Libi®tina < Urki | Thiana

    > (Ki) Ur Tina > Rutina > Lutina.

    Na verdade, o estatuto de deus de Salvador e de libertação já era intrínseco ao papel de Liber Pater / Baco / Dionísio, seguramente pela sensação de liberdade e libertação dos desejos e instintos decorrente do inebriamento etílico.

    Eleuthereus (Eleu-ther-eus), a surname of Dionysus, which he derived either from Eleuther, or the Boeotian town of Eleutherae; but it may also be regarded as equivalent to the Latin Liber, and thus describes Dionysus as the deliverer of man from care and sorrow. (Paus. i. 20. § 2, 38. § 8; Plut Quaest. Rom. 101.) The form Eleutherius is certainly used in the sense of the deliverer, and occurs also as the surname of Zeus. (Plut Sylmpos. vii. in fin.; Pind Ol. xii. 1; Strab. ix. p. 412; Tacit Ann. xv. 64.)

    Eleu-ther-(eus) < E-re-u-ti-ja ó *Er-eu-Her < Re-Wer

    > Ry-Wer > Liber.

    Eleuter reporta-nos para Ilítia (Εἰλείθυια) a deusa que libertava o deus menino do cavernoso e labiríntico canal do parto da Deusa mãe cretense. Neste sentido um dos mais laboriosos, árduos e dolorosos trabalhos iniciáticos dos labirintos cretenses seriam o mesmo dos hipogeus malteses, ou seja, a iniciação das mulheres no “trabalho do parto” como metáfora cósmica do parto solar diário e equinocial. Sendo assim, suspeita-se que o grito pascal do “Aleluia, Aleluia” seria uma exclamação litúrgica arcaica com o significado “liberto, liberto!” no sentido de “deus menino” solar liberto e nascido com a deusa mãe cretense Ilítia, Illite ou *Laburtu.

     

    Ver: ILÍTIA (***)

     

    CLITEMNESTRA

    Figura 15: Clite-m(i)n-estra “sacrificando” Cassandra com o “machado duplo”.

    Detienne defende que as mulheres eram não só normalmente excluídas do ato sacrificial central (o homicídio da vítima), como também de participar na partilha da carne da vítima.A entrega da vítima sacrificial às mulheres e o consumo de carne por elas é visto como uma excepção. As mulheres teriam acesso a partilha unicamente por intermédio de seus maridos, mediadores entre elas e os pedaços de carne compartilhados do animal.

    -- CLITEMNESTRA: MACHADO OU ESPADA? Talita Nunes Silva.

    No fim da guerra de Tróia Cassandra passou de princesa a escrava e concubina do rei Agaménon e foi, por isso assassinada junto a um altar por Clitmnestra depois de esta ter morto o marido infiel.

    A situação descrita neste tondo grego corresponde a uma realidade que segundo Detienne já não seria comum na Grécia clássica porque se ainda haveria sacerdotisas estas já não eram sacrificantes. Esta tradição teria sido introduzida pelos dórios patriarcais. No entanto, parece que à época da guerra de Tróia ainda prevalecia a tradição do sacerdócio feminino sacrificial.

    Pelo menos assim aprece ter sido o caso de Clite-m(i)n-estra, que, não por mero acaso, tinha um nome de ressonâncias minóicas. De facto o nome da esposa de Agaménon seria literalmente a sacerdotisa minóica ou ménade (minestra) de Clito, a deusa mãe de Creta, segundo o mito da Altlântida de Platão.

    Figura 16: Clitmnestra assassinando o marido Agamémnon com um machado que, para respeitar a tradição sacerdotal das rainhas micénicas, deveria ter sido duplo.

    Ao saber que Argos é vitoriosa, Clitemnestra oferece aos deuses rituais de agradecimento. No entanto, seu júbilo pela queda da pólis inimiga e pelo regresso de Agamêmnon oculta um sinistro motivo: o desejo de vingar a morte de sua filha Ifigênia sacrificada pelo próprio pai. Para cumprir tais desígnios assassinos, Ésquilo utiliza-se de um ritual (Bouphonia, sacrifício do boi) integrante da Dipolíeia, festa ateniense em honra a Zeus Políeos, como modelo dos actos sanguinolentos que se desenvolverão através da acção de Clitemnestra.

     (…) As referências de Ésquilo a arma usada por Clitemnestra são vagas. No v.1149 da peça Agamêmnon, ao prever sua morte, Cassandra anuncia que os cortes que a aguardam serão provenientes de bigúmea (anfêkei, de dois gumes, duplo cortante) arma. CLITEMNESTRA: MACHADO OU ESPADA? Talita Nunes Silva.

     

     



    [1] Bhadrakali is the fearful and ferocious form of the mother goddess Durga, also known as the gentle Kali, is generally an auspicious form of the goddess Kali. Consort of Vira-bhadra, who was himself born of the wrath of Rudra. According to Vayu Purana and the Mahabharata she came into being by Devi’s wrath, when Daksha insulted Shiva, during the great Ashvamedha Yagna (Horse-sacrifice).

    Bhadrakali (or Maha-Kali-Mata) was the principal deity of the Hindu Kakatiya kingdom of Warangal (Oragallu or Ekashilanagaram) that ruled most of Andhra Pradesh during that time. Rituals and animal (and human, by some accounts) sacrifices on a massive scale were performed to invoke the blessings of Goddess Bhadrakali before the Kakatiyas went off to battle.

    [2] In Hinduism, Bhadra is a goddess of the hunt and one of Shiva's servants.

    [3] Here she is depicted as having born from the brow of Goddess Durga during one of her battles with the evil forces. As the legend goes, in the battle, Kali was so much involved in the killing spree that she got carried away and began destroying everything in sight. To stop her, Lord Shiva threw himself under her feet. Shocked at this sight, Kali stuck out her tongue in astonishment, and put an end to her homicidal rampage.

    [4] Libertas The Roman goddess of freedom, was depicted on many Roman coins as a female figure with a pileus (a felt cap, worn by slaves when they were set free), a wreath of laurels and a spear.

    Liberalitas - "freely" Liberalitas is signified by a woman holding a cornucopia, or distributingmoney with the other.

  • OS LABIRINTOS DA HISTÓRIA E DA VIDA (actualizado em 05/08/2012), por arturjotaef@netcabo.pt

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    LAPI RO HUNT

    A primeira etimologia da palavra “labirinto”, do Egípcio “lapi ro hunt”, significa “templo à entrada do lago" e faz referência a um imponente labirinto situado no sul do Cairo, próximo ao Lago Moeris que atualmente leva o nome de Birqkat Qarun (O estanque de Coré). -- Por Editor VOPUS

    Figura 1: Hawara sitemap by R. Lepsius.

    A teoria de que o labirinto deriva do antigo *lapi-ro-hunt não passa disto mesmo: uma teoria pois que anda de página em página pelo ciberespaço, quase exclusivamente em línguas latinas, ora como teoria ora como certeza mas sem referência a fontes nem a estudos que suportem como se não se soubesse que foi inventada pelo alemão Brugsch no seu livro “Egipto sob os Faraós”.

    Consultando o autor alemão Brugsch no seu livro “Egipto sob os Faraós” verificamos:

    O nome do Moeris, que os autores gregos deram a este lago - um nome em que pensaram que poderiam reconhecer o nome de um rei - foi obtido a partir de expressões egípcias, Men ou Mi-uer, o que significa qualquer tipo de bacia ou lago. O nome árabe Faium, dada à província do antigo lago Moeris é explicado pelo nome antigo Pha-joom, ou seja, "país do lago." (...)

    A provincial, que antigamente continha o Lago Moreis, não teve a sorte de ser frequentemente mencionada nos textos gravados nas paredes dos santuários egípcios. Eles a odiavam, bem como aos seus habitantes, por causa da adoração com que estes honraram o deus Sobeco, a divindade tutelar da região, e o crocodilo, seu animal sagrado. Este último é para os adoradores de Osíris, uma das formas do deus Set, o Satã da mitologia egípcia, o que pode muito bem explicar a circunstância singular que, na lista dos nomos, a província do Lago Moeris é eliminada como hostil a Osíris. Assim é que não sabemos nada do labirinto, ou da pirâmide, ou das cidades, nem dos cultos da zona do lago.

    Esta carência foi felizmente preenchida com a descoberta de um papiro que diz respeito à geografia do Lago Moeris, embora, em certo sentido, esteja muito longe de uma instrução geográfica. O manuscrito, actualmente preservado no Museu de Boolak, representa o plano da bacia, com o seu canal. Em torno da bacia do autor do desenho marcou um certo número de cidades e santuários, acompanhado de textos explicativos, que contêm informações muito precioso para o conhecimento dos vários lugares, e o culto das divindades nas margens da bacia. Graças a estas indicações, estamos habilitados para verificar claramente os diferentes nomes do lago. É chamado às vezes She, ou seja, “a bacia ou lago”, por vezes, She-UER, “o grande lago da bacia”, às vezes Mi-uer (Moeris), “ O grande lago”. A partir do um nome mais universal, She, o país foi chamado de Ta-She, “a terra do lago”, do qual a palavra copta-árabe Faum é uma tradução precisa. Outra denominação do lago, incluindo os túmulos, é o seguinte: Hunt, “a represa”, uma expressão comum, que foi utilizada na lista de nomes para a grande bacia por trás de cada distrito. O lugar em que o canal, vindo do Nilo, entrou para o vale da grande cadeia de montanhas do Faum, foi chamado Ape-Tash, ou seja, o desfiladeiro do país do lago. Aqui ficava a abertura da eclusa do canal – Ra-hunt or La-hunt, palavra a partir do qual vem certamente o nome do moderno lugar Ellahun, com o artigo el Arab antes de Lahoont. A mesma palavra, sem dúvida, está escondida na denominação grega do labirinto, que pela boca dos egípcios teria sido pronunciada Rape-ro-hunt, or Lape-ro-hunt, isto é, “o templo da eclusa de controlo de cheias da represa”. - A HISTÓRIA DO EGITO EM faraós, por Henry Brusch-Bey, traduzido do alemão pelo falecido Henry Danby SEYMOUR.[1]

    Ellahun is a place with a very small population in the state/region of Al Fayyum, Egypt. Cities, towns and places near Ellahun include Lahun, Al Lahun, Minshat Khalbus and Hawwarat `Adlan.The closest major cities include El Faiyum, Gizeh, Cairo and Suez.

    Se já é difícil e de resultados foneticamente duvidosos traduzir o antigo egípcio para línguas modernas, porque além da complexidade e variantes na forma de transcrever os sons, além do mais, os egípcios tiveram a tradição que legaram aos semitas de não transcreverem as vogais, então passar de hipóteses em línguas modernas para depois as traduzir para uma suposta língua egípcia que em grande parte se desconhece como realidade com substância sonora é quase um salto no escuro!

    De facto, as incertezas na tradução fonética redundam em variantes fonéticas que não são inteiramente explicáveis pela natural diversidade de dialectos e regionalismo e que só podem resultar da pouca eficácia do sistema ideográfico da escrita hieroglífica. De resto, parece que o «lê» inicial do labirinto nem fazia parte do alfabeto do antigo Egipto.

    Depois nem sequer se tem bem a certeza do significado de que se parte porque ora se refere lago, ora tanque, ora mar ora apenas Meris, o grande lago…(como o mar) termo que terá dado nome ao mar das língua latinas.

    Templo = Hwt-nTr, r-pr; => Au(t)ntre? Antro? palácio = pr-aA, uarkh-t, peru-maau, ma, maa, neteru peru, neter he-t, repa (< reper), hai-t, hau, hi-t.

    Ao lado = r-a, r-gs.

    Mar = WAD-wr < Guadur; merit, lum ( applied to Lake Moreis): Efiom, "mar", em copta.

    Lago = Sha = khent, a-akh, a-tur, antch-t, sunu, SU-ten, sek, shenu, shti-t, gesh-t, Tchau, tchetku.

    Pesquisas em dicionários sobre o antigo egípcio não dão grandes resultados.

    Esta teoria apenas baseada no nome da localidade insignificante que é hoje Ellahun tem sido posta totalmente em causa pelas mais recentes referências em cerca de 62 papiros entre 292 a. C e 141 d. C onde a aldeia Hw.t-wr.t / Αὑῆρις (= grande templo) é atestada 119 vezes e onde o nome egípcio Hw.t wr.t corresponde a gregos Αὑῆριςin em vários documentos bilíngues.

    Hawara is situated 90 km south of modern Cairo, at the entrance to the depression of the Faiyum oasis. The Egyptian name Hw.t-wr.t, “great temple”, refers to the labyrinth. The location is marked with the pyramid of Amenemhet III, the last great king of the 12th dynasty (about 1855-1808 Before Common Era). The pyramid he built at Hawara is believed to post-date the so called “Black Pyramid” built by the same ruler at Dahshur. It is this pyramid that is believed to have been Amenemhet’s final resting place. In common with the Middle Kingdom pyramids constructed after Amenemhet II, it was built of mudbrick round a core of limestone passages and burial chambers, and faced with limestone. Most of the facing stone was later pillaged for use in other buildings (a fate common to almost all of Egypt’s pyramids) and today the pyramid is little more than an eroded, vaguely pyramidal mountain of mud brick. (…)

    According to Manetho’s Aegyptiaca, preserved in an epitome of the early 3rd century CE, the Labyrinth was the tomb of king Lachares. For Diodorus Siculus (1st century BCE) the enormous collective tomb of the twelve kings was built by Mendes, alias Marros. Following a different tradition he reports that king Menas built a square pyramid and the labyrinth. Strabo, who visited Egypt in 25-24 BCE, gives an accurate topographical description, locating the labyrinth and the pyramid in a trapezium shaped area. He also mentions a nearby village. (…

    The village Hw.t-wr.t/Αὑῆρις (= great temple) is attested 119 times in 62 documents between 292 BC and 141 CE. The concentration of documents in the 1st century BCE is due to the Hawara undertakers archives. The Egyptian labyrinth (Λαβύρινθος) appears 18 times in 16 papyri between 258 BCE and the reign of Hadrian (117-138 CE). All texts but one are Ptolemaic. Though the names Hw.t-wr.t/Αὑῆρις and Λαβύρινθος disappear early from our records, archaeological finds show that the site was continuously occupied up to the 7th century CE. The Egyptian name Hw.t-wr.t corresponds to Greek Αὑῆριςin several bilingual documents, e.g. P. Hawara Lüdd. III (233 BCE), P. Ashm. I 14 and 15 (72/71 BCE) and P.Ashm. I 16 (69/68 BCE). The aspiration at the beginning of the word shows in the phi in ῾Αγουήρεως τῆς ῾Ηρακ[λείδου μερίδος] (where ῾Αγουήρεως stands for Αὑῆρις) in SB XIV 11303. Greek ἁ for Egyptian -- Mataha Expedition,Hawara 2008, NRIAG - Ghent University/Kunst-Zicht, A project funded by Louis De Cordier.

    Diz-se deste labirinto “Αὑῆριςin / Havaricino” que era a maior proeza dos egípcios ao invés das pirâmides. É obra do Faraó Amenenhat III da XI Dinastia. O historiador grego Heródoto que o viu no século V a.C. diz dele:

    "Quiseram também unir esforços para legar à posteridade um monumento digno de admiração. Fizeram, assim, construir um labirinto pouco acima do lago Méris, bem próximo à cidade dos Crocodilos. Tive oportunidade de ver essa obra e achei-a notável sob todos os aspectos. Nenhuma das construções, nenhum dos edifícios dos Gregos se lhe pode comparar, quer no que se refere ao trabalho, quer ao custo. Os templos de Éfeso e de Samos despertam, sem dúvida, admiração; as pirâmides são obras arrojadas e grandiosas, podendo, cada uma em particular, sofrer cortejo com as maiores construções da Grécia; mas o labirinto supera as próprias pirâmides. Compõe-se de doze pátios cobertos, cujas portas são contíguas e situadas frente a frente, seis ao norte e seis ao sul. Uma mesma cintura de muralhas envolve-as pelo lado de fora. O labirinto está construído em secções duplas, sendo mil e quinhentas subterrâneas e mil e quinhentas na superfície — três mil ao todo. Visitei algumas destas últimas, podendo, pois, delas falar com segurança. Quanto às subterrâneas, reproduzo apenas o que sobre elas me disseram. Os Egípcios que a elas montam guarda não permitem que se as vejam, por servirem de catacumbas aos crocodilos sagrados e aos reis aos quais se deve essa obra monumental. Os compartimentos de cima, que tive oportunidade de visitar, estão ligados entre si por amplas passagens e corredores que levam através dos vários pátios igualmente amplos e bem traçados. O teto de todas essas dependências é de pedra, bem como os muros, decorados todos com figuras em baixo-relevo. Em torno de cada pátio vêem-se colunatas de pedra branca simetricamente dispostas. No ângulo em que termina o labirinto ergue-se uma pirâmide de cinquenta braças de altura, na qual se acham esculpidas figuras amplificadas de animais de várias espécies.

    Figura 2: Maquete da reconstrução virtual do labirinto *havaricino.

    Manetho Aegyptiaca (2, frag. 34) (3rd century BCE): Short fragment from his list of Egyptian kings. “Fourth King. Lamares, eight years. He built the Labyrinth in the Arsinoite Nome as a tomb for himself.”

    Diodorus Siculus (1st century BCE): Two passages in his history, Book I 61.1-2 and 66.3-6. “When the king died the government was recovered by Egyptians and they appointed a native king Mendes, whom some call Mares. Although he was responsible for no military achievements whatsoever, he did build himself what is called the Labyrinth as a tomb, an edifice which is wonderful not so much for its size as for the inimitable skill with which it was build; for once in, it is impossible to find one’s way out again without difficulty, unless one lights upon a guide who is perfectly acquainted with it. It is even said by some that Daedalus crossed over to Egypt and, in wonder at the skill shown in the building, built for Minos, King of Crete, a labyrinth like that in Egypt, in which, so the tales goes, the creature called the Minotaur was kept. Be that as it may, the Cretan Labyrinth has completely disappeared, either through the destruction wrought by some ruler or through the ravages of time; but the Egyptian Labyrinth remains absolutely perfect in its entire construction down to my time.”

    A informação de que “o Labirinto de Creta desapareceu completamente, seja através da destruição causada por algum governante ou através dos estragos do tempo, mas o labirinto egípcio continua a ser absolutamente perfeito em toda a sua construção até ao meu tempo” parece confirmar o estilo fantasioso da Vida de Apolónio de Tiana de Filóstrato que diz: "(Apolonio de Tiana) navegou para Cnossos, onde um labirinto é mostrado, o que, acredito, conteve uma vez o Minotauro".[2] Filóstrato não confirma que o Labirinto de Cnossos existisse mas apenas que acreditava que Apolónio o tivera visto. Mas como a vida de Apolónio de Tiana está repleta de fantasias milagreiras nem esta plausibilidade parece credível.

    Strabo (ca. 64 BCE - CE 19): (…) the name of the man buried there was Imandes. The reason for making the courts so many is said to be the fact that it was customary for all nomes to gather there according to rank with their own priests and priestesses, for the purpose of sacrifice, divine-offering, and judgement on the most important matters.”

    Pliny the Elder (CE 23-79): One passage in his Natural History, Book 36, 84-89 “Let us speak also of labyrinths, quite the most extraordinary works on which men have spent their money, but not, as may be thought, figments of the imagination. There still exists even now in Egypt in the Heracleopolite Nome the one which was built first, according to tradition 3,600 years ago by king Petesuchis or Tithois, though Herodotus ascribes the whole work to Twelve Kings and Psammetichus, the latest of them. Various reasons are given for building it. Demoteles claims that it was the palace of Moteris, Lyceas the tomb of Moeris, but the majority of writers take the view that it was build as a temple to the Sun, and this is generally accepted. At any rate, that Daedalus used this as the model for the Labyrinth which he built in Crete is beyond doubt, (…)

    Pomponius Mela (1st century CE): One passage in his chorographia, Book I, 9, 56. “The building of Psammetich, the Labyrinth, includes within the circuit of one unbroken wall 1000 houses and 12 palaces, and is built of marble as well as being roofed with the same material. (…)

    É tal a variedade de nomes de faraós referidos pelas diversas fontes como tendo sido os autores do labirinto egípcio que qualquer teoria etimológica baseada neles perde a maior parte do crédito se não tiver mais nenhum suporte.

    Escusado será dizer que o principal argumento contra a tese do alemão Brugsch é sobretudo o facto de nem *lapi-ro-hunt, nem algo parecido, aparecer em qualquer documento conhecido no local.

    Seja como for a maioria dos autores anglo-saxões nunca deram grande crédito a esta teoria alemã a arriscam mesmo propor outras.

    Labyrinthus (λαβύρινθος). This is by some set down as the corruption of an Egyptian word meaning “the building at the entrance of a reservoir” (Brugsch, Egypt under the Pharaohs), by others derived from a king Lamaris or Labaris (whose name, however, should perhaps be Maris or Moeris), (…) -- A Dictionary of Greek and Roman Antiquities. William Smith, LLD. William Wayte. G. E. Marindin. Albemarle

    Claro que a estranha teoria etimologia de o labirinto derivar de uma corruptela do nome do faraó Lamaris por Labaris é pior emenda que o soneto.

    The famous Labyrinth at Hawara which amazed Herodotus so much, and is described by Diodorus, Strabo, and Pliny, was a great funerary temple erected by Amenemhat III (Lamaris) in front of his pyramid at Hawara. Shining white stone, probably quartzite and alabaster, was largely used in its construction, probably for facing blocks, and this caused Pliny to describe its walls as of Parian marble. This fact, and the great number of its halls and corridors, caused the Greeks to compare it with the famous labyrinth of Minos at Knossos in Crete, and also, led no doubt by the king's name "Lamaris", to transfer to it the Cretan appellation of "labyrinth".

    * Diodorus (i. 51, 52) transferred the name of the lake to the king, influenced no doubt by the fact that the prenomen of Amenemhat in, Ne-maat-Ra (correctly given by Manetho as "Lamaris"), had been misread as "Maa(t)-n-Ra," and hellenized as "Merres" by Manetho, and " Marros" by Diodorus. -- The Ancient History of the Near East from the Earliest Times to the Balle of Salamis.

    Se parece incontestado que Lamaris seria uma corruptela de Ne-maat-ra que era um epíteto de Amenemhat III helenizado por Maneto para Merres e por Diodoro para Marros também parece evidente que é foneticamente difícil ir de Lamaris a Labaris e, de facto, a arqueologia também não acompanha esta tese labiríntica. O próprio nome do Lago Faium foi outrora Moreis menos por causa do sobrenome Ne-maat-Ra de Amenemhat III mas sobretudo por ser lago tão grande como um mar, Mi-uer.

    O interessante na teoria do alemão Brugsch de que o labirinto seria a transcrição literal do egípcio *lapi-ro-hunt tem pelo menos um mérito do que “si no e vero e bem trovato” com a vantagem de nos reportar para a forte evidência de que a cultura egípcia no seu tradicionalismo conservador revela de forma inesperada uma forte ligação com as velhas culturas mediterrânicas neolíticas de quem herdou ou com quem partilhou as origens culturais e parte do génio linguístico.

    Sabendo o quanto discutíveis são as leituras dos hieróglifos egípcios aceita-se, como sendo uma das leituras possíveis deste termo, a de um “templo (em sentido espacial) na garganta do mar” o que indiciaria um local de culto a Dagon, sobretudo depois de sabermos que este deus sobreviveu até muito tarde nas culturas sírias e caldaicas como deus dos mortos.

     

    Ver: DAGON I (***)

     

    Mas a conotação fonética que o étimo *lapi-ro veio ter em latim com labor, oris, não deve ser despicienda enquanto «labor-ioso», intricado meandro iniciático dos “doses trabalhos (zodiacais) de Hércules”, de Teseu…ou todo e qualquer trabalho místico iniciático ou alquímico.

    Outro aspecto que ressalta da correlação do labirinto com o equivalente egípcio descrito por Heródoto é precisamente o facto de Plínio o Velho ter referido como “sendo geralmente aceite que este foi construído como um templo do Sol”.

    Pliny the Elder (CE 23-79): Various reasons are given for building it. Demoteles claims that it was the palace of Moteris, Lyceas the tomb of Moeris, but the majority of writers take the view that it was build as a temple to the Sun, and this is generally accepted. At any rate, that Daedalus used this as the model for the Labyrinth which he built in Crete is beyond doubt, (…)

    Na verdade, a teoria da etimologia *lapi-ro-hunt passa pela raiz *lapir- que seria a transcrição fonética para o grego do termo egípcio para templo.

    Templo = Hwt-nTr => Au(t)ntre? Antro, r-pr; pr-aA, uarkh-t, peru-maau, ma, maa, neteru peru, neter he-t, repa (< reper), hai-t, hau, hi-t.

    *Lapir- < rapir < r-pr < peru / repa < re-per < Re-Pher

    = O que transporta Re, o sol

    O único argumento que pareceria apontar a tese da origem egípcia do termo «labirinto» seria o facto de o termo gregos labyrinthos ter aparecido pela primeira vez em Heródoto nascido no século V a. C. (485?–420 a.C.) em Halicarnasso.

    Λαβύρινθος = A. labirinto ou dédalo, um grande edifício constituído por salas numerosas, ligadas por corredores intrincados e tortuosos: no Egito, Hdt.2.148.

    Mas também é verdade que nenhum dos autores clássicos que fala do labirinto egípcio lhe dá o nome próprio de labyrinthos ou sequer sugere que tenha tido nome parecido. Pelo contrário, todos descrevem o edifício como sendo de arquitectura propositadamente confusa e intricada capaz de fazer perder qualquer intruso o que seria uma herança arcaica da arquitectura defensiva neolíticas de origem cretense e anatólica antes do aparecimento das cidades amuralhadas da idade do bronze. Ora, esta natureza labiríntica do edifício parece ser a razão única de ser do termo labyrinthos regularmente correlacionada desde Diodoro de Siculo com equivalente cretense que ora é dado como modelo ora como cópia deste.

    Se o nome do labirinto egípcio não era autóctone compreende-se mal que não apareça em grego antes de Heródoto o ter descrito no Egipto.

    Na verdade, Homero não fala do labirinto nem sequer de Teseu.

    Na Ilíada, Homero diz-nos no final do canto XVIII que Hefesto fabricou para o herói da Ilíada as melhores armas e no famoso “Escudo de Aquiles”…

    Coreia ali gravou, qual na ampla Cnossos

    Fez Dédalo à pulcrícoma Ariadna.

    Moços e virgens palma a palma enlaçam.

    A terra pulsam: tênue linha as veste,

    Veste-os guapo tecido azeitonado;

    Elas flóreas grinaldas, eles trazem

    Áureos alfanjes em talins de prata.

    -- Ilíada de Homero, Tradução de Manoel Odorico Mendes (1799-1864).

    De facto não há referências escritas ao labirinto de Teseu anteriores ao século 3º a. C., sendo a mais antiga de Calímaco. As referências a Teseu e Ariadne são também escassas.

    Prócris e Fedra vi, de Minos sábio

    Ariadna filha, que Teseu de Creta

    Para Atenas levava culta e fértil;

    Mas de caminho lha embargou Diana,

    De Baco a instâncias, na circúnflua Dia

    Mera e Climene, Erifile odiosa,

    Que traiu seu marido à força de ouro. (…)

    Gostoso a muitos vira, e contemplara

    Pirítoo e Teseu, divina prole;

    Mas com harto ruído infinda chusma

    Ávida concorrendo, enfim de medo

    Que do imo a soberana me enviasse

    A Gorgônia horrendíssima cabeça.

    Homer, Odyssey 11. 320 ff (trans. Shewring) (Greek epic C8th B.C.): "Ariadne, that daughter of subtle Minos whom Theseus bore off from Krete (Crete) towards the hill of sacred Athens; yet he had no joy of her, since, before that could be, she was slain by Artemis in the isle of Dia [Naxos] because of the witness of Dionysos."

    Hesiod, Theogony 947 ff (trans. Evelyn-White) (Greek epic C8th or C7th B.C.): "And golden-haired (khrysokomes) Dionysos made blonde-haired Ariadne, the daughter of Minos, his buxom wife: and [Zeus] the son of Kronos made her deathless and unageing for him."

    As lendas de Teseu & Minotauro parecem ficções mal contadas por políticos que sentiram necessidade de mudar a casaca quando Creta caiu em desgraça com a catástrofe de Santorini, porque são fortes os indícios de que Atenas seria uma colónia aliada de Creta e a deusa Atena seria a Medusa de que recebe a força na égide e muitas vezes guarda no escudo, a deusa mãe das cobras cretenses e por isso uma das gorgónias.

    Figura 3: KNOSI[ON] Minotaur running r., head facing with r. hand lowered and l. raised holding unidentified object. Rev. Labyrinth in the shape of counter-clockwise swastika with floral pattern in the centre; sunk squares in the four corners.

    A relação do touro com o labirinto é mais do que meramente circunstancial que terá tido, nem por mero acaso, um mito sobejamente conhecido de aparecimento tardio criado pelos atenienses a modos que de mito fundador da democracia ática em contraponto com a oligarquia espartana.

     

    Ver: MINOTAURO (***)

     

    Mas Filócoro escreve que os de Cândia não confessam isso, antes dizem que êsse Labirinto era uma cadeia na qual não havia outro mal senão o de que não podiam dali sair os que ali eram encerrados; e que Minos, em memória de seu filho Andrógeo, instituíra festas e jogos de prendas, onde êle dava aos que obtinham a vitória êsses meninos Atenienses, os quais entretanto eram cuidadosamente guardados dentro da cadeia do Labirinto, sendo que, nos primeiros jogos, um dos capitães do rei, nomeado Tauro, que mais crédito tinha junto ao senhor, ganhou o prémio. Êsse Tauro foi homem revêsso e desgracioso de natura, que tratou muito dura e soberbamente êsses meninos de Atenas; e, quanto a ser isso verdadeiro, o próprio filósofo Aristóteles, falando da coisa pública dos Botieus, mostra não estimar que Minos tivesse jamais feito morrer as crianças Atenienses, antes diz que elas envelheceram em Cândia, ganhando a vida em servir pobremente. (…) Mas nisso pode-se ver quanto é perigoso incorrer na malevolência de uma cidade que sabe parlamentar e onde as letras e a eloquência florescem, pois desde esse tempo Minos tem sido sempre difamado e injuriado pelos teatros de Atenas, e de nada lhe serviu o testemunho de Hesíodo, ao chamar-lhe digníssimo rei, nem a recomendação de Homero, que o nomeia familiar amigo de Júpiter, porque os poetas trágicos ganharam não obstante o extremo oposto: e do catafalco onde se jogavam suas tragédias expandiram sempre diversas palavras injuriosas e ataques difamatórios contra êle, como contra um homem que teria sido cruel e inumano, embora comumente se considere que Minos seja o rei que estabeleceu as leis e Radamanto o juiz e conservador que as faz observar. -- Plutarco AS VIDAS DOS HOMENS ILUSTRES GREGOS E ROMANOS, TESEU, Baseado na versão francesa de Amyot. Tradução de Aristides Lobo. Fonte: Edameris. [3]

    A tese de que o labirinto seria uma simples prisão há-de parecer-nos “pior emenda do que o soneto” porque entre pena de morte e prisão perpétua venha “o diabo que escolha” mas de facto os povos civilizados sempre entenderam esta ultima como sendo mais humana que aquela e então muito mais ainda do que a prisão temporária mas não do que a condenação à escravidão infantil na cidade de Creta de Heracliã / Cândia.

    Os Botieus eram atenienses de origem e descendentes, segundo Aristóteles, daquelas crianças que os Atenienses tinham enviado, como tributo, a Minos, em Creta. Estas crianças cresceram nesta ilha ganhando a vida com o trabalho de suas mãos. Os Cretenses, querendo cumprir um voto, enviaram a Delfos o melhor de seus cidadãos, aos quais se juntaram os descendentes destes Atenienses. Como não podiam viver neste lugar, foram para a Itália, e se estabeleceram nas cercanias do Iapígio; passaram em seguida para a Trácia, onde tomaram o nome de Botieus. Daí que em um sacrifício solene suas jovens cantavam o refrão: Vamos a Atenas.

    O percurso descrito por Aristóteles para as crianças atenienses enviadas a Minos e que acabaram como Boiteus perto de Potideia parece ser a dos próprios cretenses ao longo das cotas da periferia do mar mediterrânico antes das grandes migrações dos povos do mar.

     

    Ver: POSEIDON / POTIDEA (***)

     

    E assim se começa a entender que as invasões dóricas não tenham mudado quase nada ao fundo cultural certo-micénico da Grécia nomeadamente em Creta onde estes invasores com quase tudo se identificaram ao ponto de se terem acreditado como correspondendo ao regresso dos heráclidas, à sua terra de origem no centro de Creta que seria a ainda hoje conhecida província de Heraclião.

    Hércules seria afinal o nome do percurso do sol diurno na abóbada celeste desde a montanha oriental do Alvor à do ocaso.

    «Labirinto» < Lat. labyrintu < Gr. labyrintho < La-Pir-Into < La-Wur-into

    < Ra-Kur < Ura-Kur < kur-kur, a dupla montanha da Aurora ou as duas colunas de Hércules que suportam o mundo!

    «Lavra» < la-wur ó sha-pher > «Safra».

    (…) but it is more probably an older form of the word λαύρα, “a passage.” This older form became stereotyped as the proper name for a building with a maze of such passages, while the later form, λαῦραι, is particularly applied to the passages of a mine. Accordingly the labyrinth was a large and complicated subterranean building, with numerous chambers and intricate passages, like those of a mine. Hence the cavern near Nauplia was called a labyrinth (Strabo viii. p.369). And all the structures to which the ancients apply the name labyrinth are described as entirely or partially under ground. -- A Dictionary of Greek and Roman Antiquities. William Smith, LLD. William Wayte. G. E. Marindin. Albemarle.

    Quanto ao termo λαύρα (= beco, pista, passajem) é quase seguro ser mais um derivado dos cultos labirínticos grotescos dos cretenses do que a raiz do termos grego λαβύρινθος. Poderá ser uma coincidência mas nos tempos da Segunda Grande guerra havia numa aldeia do Alto Douro uma mina de Volfrâmio que o povo designava por «Mina da Lavra» situada numa zona de amendoal e terra de semeadura e por isso regularmente lavrada o que pareceria dar nome lavradio a essa mina de Volfrâmio.

    «Lavra» • (Gr. mod. laúra), o trabalho de extracção dos metais.

    Segundo a engenharia brasileira de minas, os bens minerais podem ser considerados como “frutos da terra” que não dão duas «safras» e por isso, ao conjunto de operações bem coordenadas para aproveitamento máximo do material da jazida é denominado «lavra». Os gramáticos defensores dos preciosismos da língua entendem que se trata de dois falsos cognatos porque têm etimologia distinta.

    «Lavra» < lavrar a terra < Lat. laborare ó Gr. mod. laúra, claustro

    > «lavra» (brasileirismo) terreno de mineração.

    Como pode a «lavra» ser um brasileirismo se apareceu em Portugal no Alto douro concelho de Fóz-Côa em meados do século XX?

    A relação entre o acto de lavrar a terra e a prospecção mineral é intuitiva e tem ecos nas fábulas de busca de tesouros.

    Um camponês tinha chegado ao fim de sua vida. Como queria que os filhos soubessem o que era cuidar da terra, chamou-os e lhes disse:

    - Meus filhos, chegou a minha hora. Quanto a vocês, nada lhes faltará se procurarem o que escondi nas minhas vinhas.

    Os filhos pensaram que ele estivesse falando de algum tesouro. Uma vez o pai morto, eles cavaram todo terreno, mas em vão. Nada de tesouro, mas a vinha bem lavrada deu-lhes uva em abundância.

    Moral: O tesouro é o trabalho. -- Fábulas de Esopo.

    Segundo Ziraldo Alves Pinto a palavra é “lavra e pá. A primeira é ouro, é pedra preciosa, é mina: lavra. A segunda é o instrumento, a ferramenta: pá. A palavra é, pois, mina e ferramenta ao mesmo tempo, pa-lavra!”

    "O pedido de concessão para uma mina com uma certa dimensão deve ser acompanhado de dois elementos fundamentais: Estudo de Impacto Ambiental e o Plano de Mina, incluindo, este último, o plano de lavra, o plano de recuperação paisagística, o estudo de viabilidade económica e o plano de gestão de resíduos. Todos estes documentos têm de ser aprovados pelas entidades competentes", explica Luís Martins, da DGEG. – Correio da Manhã, A nova corrida ao ouro, 14 Agosto 2011.

    A mina do Lousal encerrou os trabalhos em 31 de Maio de 1988 após menos de cem anos de laboração. (…) Com efeito, a mineração moderna e contemporânea começa a sua actividade muito antes do trabalho de lavra - na prospecção geológica que também ela deixa marcas. A Geologia é por isso outra área científica presente na Arqueologia e na Museologia mineiras. -- A arqueologia mineira: Território interdisciplinar, Alfredo Tinoco

    Brasileirismo ou não o termo “lavra de minas” está de novo por cá…possivelmente porque sempre por esteve por aqui e de onde foi desde muito cedo em busca do “ouro do Brasil” território em que, por isso mesmo se desenvolveu muito mais do que em Portugal onde acabou meio esquecido.

    Λαύρα = «galeria», um beco, travessa, passagem, Lat. angiportus (= uma rua estreita), Od, Hdt:.. um esgoto de drenagem, a par, Ar. Λαύρειον = montanha no S. da Ática, famosa pelas suas minas de prata de, Hdt., Thuc.

    «Mina» < Cast. mina < Gaul. *meina, metal bruto < Meinus > Minos.

    Como se vê não seria preciso ir ao grego moderno para encontrar a suposta etimologia da lavra de «minas», foneticamente derivada do nome de Minos, o deus touro e por isso Minotauro, porque já existia no grego clássico onde uma montanha cheia de minhas de prata era um *lourerião. E ficaria assim explicado o nome do «loureiro» se não fora dafne em grego (grec. δάφνη ó lafne?) pressupondo que as coroas fundidas na “montanha das minas de prata”, λαύρειον, seriam metaforicamente assim chamadas e assim ficando em latim quando foram substituídas por coroas de loureiro (lat. Laurus) fosse por carestia de prata, fosse por súbito aumento de jogos e vencedores! Obviamente que nem tudo fica registado nos livros e a maioria deste acabam perdidos pelo que se pode postular que a maior parte dos filões etimológicos são insondáveis como fluxos de rios subterrâneos!

    No entanto, por vezes ficam aqui e acolá palavras soltas como fósseis vivos que nos permitem estabelecer elos de ligação perdidos entre fluxos etimológicos.

    «Galeria» < M. Lat. galeria < γαλλερίας ??? < Gka + Grec. laureia < λαύρα

    M. Gr. ορυχείο γκαλερί = galeria de minas <= γαλλερίας ???

    «Galé» < M. Gr. γαλέα / galéa = antiga embarcação de vela e remos que tinha por principal ser um posto avançado ("apóstolo", "mensageiro") da frota bizantina para triagem e inspecções. < γαλεός = cação ó < γαλερός = alegre, de espírito elevado ó γαλήνη = mar calmo > γαλέρας > It. Galera < «galera» > «galião».

    «Galilé»                           ó Lat. Galilaea < L. Galilaea < Gk. Galilaia

    < Heb. Haggalil, lit. distrito.

    Gallery = c.1500, from M.Fr. galerie "a long portico" (14c.), from M.L. galeria, of uncertain origin, perhaps an alteration of galilea "church porch," which is probably from L. Galilaea "Galilee," the northernmost region of Palestine (see Galilee); church porches sometimes were so called from being at the far end of the church.

    «Galilé» é uma construção arquitectónica (em galeria) na entrada de um templo.

    Já vimos que a “lavra de minas” abre «galerias» subterrâneas estreitas e labirínticas, seguramente idênticas às das cavernas naturais que em Creta foram espaços de culto desde a pré-história e que por isso terão estado na origem do nome do labirinto. A lavra foi trabalho “violento e furioso” de cava e escava com enxadas e sachos, seguramente de «seixo» inicialmente tal como os machados de mão de que o machado duplo cretense seria mera variante ritual.

    Mas as minas mais comuns seriam talhadas em grutas calcárias.

    «Caveira» < Caavaira < B. Lat. *Calavaria >

    Lat. Calvaria, < *Kala-pher-ika, lit. “(os montes da aurora) que transportam Kar / Kal, o sol” < Kar-kur-isha, lit “o Srª que transporta (“o deus menino”) dos infernos do Kur”! Para Kur, montanha º Kian, “monte da aurora”

                       ó Kar-an-yan > Kauran-Kian => Grec. Kranion.

    Heb. Golgotha < Kaulkau®ta

    The word Calvary (Lat. Calvaria) means "a skull". Calvaria and the Gr. Kranion are equivalents for the original Golgotha. The ingenious conjecture that Golgotha may be a contraction for Gol Goatha and may accordingly have signified "mount of execution", and been related to Goatha in Jer., xxi, 39, has found scarcely any supporters. The diminutive monticulus (little mount) was coupled with the name A.D. 333 by the "Pilgrim of Bordeaux".

    A etimologia permite-nos suspeitar que o culto dos crânios esteve sempre relacionado com a semântica dos cultos da aurora tendo sempre feito parte, como no caso dos Bucrânios, dos ritos sagrados dos cultos de morte e ressurreição da mitologia arcaica precisamente praticada nas grutas calcárias de Creta onde se situariam os labirintos primitivos. Assim, termos como «calcário», «crânio», «caveira»; «calva»; «calvário» acabaram por se encontrar nos mesmos percursos iniciáticos mais ou menos laboriosos e penosos como o trabalho nas galerias das minas lavradas no calcário liso e glabro como os crânios dos antepassados ai enterrados.

    «Galeria» < Lat. galeria < Grec. Ge + Laura > *Kalaura

    > *calavaria > Lat. calvaria (> Cat. Calavera > Esp. des-calavrar

    > Es-calavrar = ferir na cabeça) > Lat. Calva > Lat. calvu.

    ó «Glabro» < •  Lat. glabru, adj. que não tem pêlos; • «calvo»

    A relação fonética do touro com os «curros» dos infernos por onde percorrem os difíceis e apertados trabalhos do sol durante a noite é óbvia quer por Talo, supostamente um deus solar, quer por bull, touro em inglês.

    «Bull» = O. E. bula "a bull, a steer," or O. N. boli "bull," both from P. Gmc. *bullon- (cf. M. Du. bulle, Ger. Bulle), perhaps from a Germanic verbal stem meaning "to roar," which survives in some German dialects and perhaps in the first element of boulder (q.v.). The other possibility is that it is from PIE *bhln-, from root *bhel- (2) "to blow, inflate, swell"

    É patente a falta de segurança da teoria do PIE a respeito da etimologia das línguas ocidentais.

    No entanto, a relação do touro como “animal de transporte solar” é tão evidente como os “cornos do altar” de origem cretenses e a mitra tricorne dos deuses sumérios. Mas esta relação de transporte solar com a fonética do bull inglês aparece em termos tão comuns como a «bola» < Lat. bulla > «bolha»…e tão eruditos como o «discóbolo» e sem grande estranheza mantêm no latino am-bul-are o significado de andar.

    «Bull» < O. E. bula < wura < ka-ur > tha-ur > Talo.

    Ka-bul <                                            <? Ka-Kur > Sakur > Saturno.

    Horeus, Horites ou Horim (חרי) eram um povo mencionado na Torá que habitava em cavernas ao redor do Monte Seir. Eles foram identificados com referências egípcias à Khar (formalmente traduzido como Harri), que diz respeito a uma região do sul de Canaã. Apesar de ampla influência dos hurritas, um povo mais ao norte, estes não eram provavelmente os mesmos que os horeus.

    Os touros hititas que seguravam o céu eram Seri & Hurri e carregavam às costas o deus das tempestades, Teshub, ou o seu carro ou ainda como, neste caso, o “disco solar alado” num andor. Notar de passagem a interessante interferência etimológica:

    Jesus (Salvador) < Geshua (Salvador = libertador) < Teshub

    > Tesuwa > Teseu (libertador)

    Figura 4: Relief Depicting Gilgamesh Between Two Bull-Men Supporting a Winged Sun Disk, Fr. Tell-Halaf, Syria.

    Viviam nas cidades abandonadas que destruíam com os tremores de terra. Não seriam, como se supões o dia e a noite mas a Aurora e o Sol-posto.

    Na verdade, só assim se compreende a etimologia do «serão» que os latinos terão trocado pela aurora.

    «Serão» < Lat. *seranu < serum, tarde, ou sera noitinha

    < Hit. Seri? Neste caso Seri seria o touro do sol-posto e não o dia.

     

    Ver: OS DEUSES DO SOL-POSTO (***) /

    OS DISCOBOLOS SOLARES ALADOS (***)

     

    «Horeus» < «Horites» < «Hurritas» < Khurrites < Kur-rit < Kur

    > Hurri, os «curros» cavernosos dos infernos onde habitavam os Horeus e também os hurritas e todos os povos pré históricos nos alvores do neolítico.

    Gugalana (lit. "O grande touro do céu" < sumer. gu "touro", gal "grande", an "céu",-a "de") era o Grande Touro do Céu. Foi o deus da constelação do Touro, um dos doze signos do zodíaco, constelação que no Hemisfério Norte marcava desde 3.200 a. C. o Equinócio da Primavera e o começo das actividades agrícolas com o Festival de Akitu (á-ki-ti-še-gur10-ku5, = semeadura da cevada) do Ano Novo, um dia muito importante para a religião Mesopotâmica. O Touro marcou o ponto de vernal (equinócio) da primavera do Calcolítico à Idade do Bronze inicial (a "Era de Touro"), de cerca de 4000 a. C. a 1700 a. C. Como a cada 2150 anos em média se altera a posição das constelações que o sol tem como fundo formando assim as chamadas eras astrológicas, a precessão dos equinócios mudou para a actual em Áries. Assim, por volta de 1700 a. C. o Touro desapareceu deslumbrado pelo sol e a "morte" de Gugalanna, representa o estranho desaparecimento desta constelação. Gugalana foi o primeiro marido da deusa Ereshkigal, a deusa do Reino da Morte, um lugar triste e desprovido de luz, que Inanna criou para punir os pecados de Gilgamesh em ter rejeitado o seu assédio sexual. Gugalanna foi enviado pelos deuses pela morte de Humbaba, guardião da "floresta de cedros" que ambos desflorestaram. Gugalanna, cujos pés fazia a terra tremer, foi desmembrado por Gilgamesh e Enkidu. Inanna, do alto das paredes da cidade de Eresh, viu em baixo Enkidu apanhando as ancas do boi e lançá-laa ao alto contra a deusa ameaçando que faria o mesmo com ela. Por causa deste sacrilégio Enkidu acabará por morrer.

    Touro era em sumério Gu, o deus que veio da península ibérica era o deus Gaudí do gado de Gerião e de que derivou o nome de Gu-gal-ana.

     

    Ver: GUANCHES (***)

     

    LABURINTO

    Assim a segunda etimologia do labirinto provém de labrys nome cário para machado e que seria supostamente nome do machado duplo cretense.

    Figura 5: Palácio labiríntico de Cnossos.

    O Palácio de Cnossos não é senão isso mesmo. De fato, Evans forçou a identificação através da noção de que a extraordinária quantidade de câmaras e corredores que compõem o Palácio faz dele uma estrutura labiríntica.

    Porém, tecnicamente, o Palácio não é um labirinto – até porque não foi o próprio Evans quem forçou a hipótese. A primeira referência a um labirinto é de origem egípcia e aparece no século 5º quando Heródoto descreve o labirinto egípcio.

    A ligação entre essa estrutura e Creta foi feito nos séculos seguintes por Diodoro e Plínio, que afirmaram que Dédalo havia aprendido a planta do labirinto no Egipto. De fato, alguns pesquisadores postulam que a própria palavra "labirinto" se originou de Lapi-ro-hun-t, ou "Templo na boca do Mar" - que é egípcio.

    (...) Embora o foco principal para tornar Cnosso num labirinto tenha sido a quantidade de salas dentro do palácio, alguns observaram que as vias de acesso para Cnosso tem várias curvas - não há uma linha recta que se aproxime do Palácio. Isso é mais importante do que pode parecer à primeira vista. Dizia-se que os espíritos seriam incapazes de caminhar em linha recta, como tal, as curvas - como as para se entrar Cnossos - garantiriam que os espíritos não podiam entrar ou sair de tais construções. Tendo em conta que os palácios de Creta estariam provavelmente ligados a um culto dos mortos, esta já é uma observação importante a fazer[4]. - A busca para o labirinto de Creta, Philip Coppens.

    Se tecnicamente o palácio de Cnossos não é um labirinto por ser apenas um palácio então até mesmo este último conceito pode ser posto em causa na estrutura de Cnosos que era a reunião intrincada de mais de 1000 aposentos que se interligavam, alguns dos quais serviam como lojas de artesãos e centros de processamento de alimentos (como mel azeite e vinho).

    Figura 6: Desenho reconstruído Catal Huyuk a cidade mais antiga do mundo.

    Servia tanto como armazém central quanto como centro religioso e administrativo o que faria desta estrutura mais uma grande cidadela conventual neolítica como Catal Huyuk, no sul da Anatólia, do que um palácio no sentido moderno do termo. Por outro lado, se pouco se sabe sobre a etimologia do termo labirinto ainda menos se sabe sobre o que ele era tecnicamente pelo que será difícil decidir à partida se o palácio de Cnossos seria ou não um labirinto porque estruturalmente não será menos do que o suposto Lapi-ro-hun-t egípcio. A ideia de que os labirintos seriam sobretudo locais de expiação e aprisionamento das almas exige pouco de estrutural e nada terá a ver com os conceitos elaborados de geometrias ou matemáticas labirínticas mas é seguramente um dos lados da semântica do labirinto que torna este conceito mais difícil de encontrar.

    Λαῦρος = λάβρος, furioso, turbulento.

    Λάβρ-αξ = Labrax lúpus, um peixe do mar voraz, talvez o robalo.

    Λάβρ-ος = Hom. de vento, chuva, rio; furioso, turbulento. Adv. ansiosamente, avidamente.

    Λαβρ-όσυτος = correndo furiosamente.

    Λαβρο-σύνη, Dor. λαβρό-να, ἡ, (λάβρος) A. violência, ganância, AP6.305 (Leon.), Opp.H.5.366: também em pl, ib.2.130.. 2. falando grosso, Tryph.423 (pl.).

    Λαβρ-εύομαι = falar precipitadamente, vangloriar-se.

    Λαβρο-ποσία, ἡ, A. beber sofregamente, Hip

    piatr.8.

    Λαβρ-όομαι, = A. apressar violentamente, χεῦμα. λαβρωθὲν σκότῳ selvagem e escuro, Lyc.705.

    Λαβρ-ώνιος, ὁ, A. copo de grande largura, Men. 503, Diph.80.1: - também λαβρωνία, ἡ, Eust.1066.3; λαβρώνιον, τό, Men.24.4, Hsch. (.λαβρό bacalhau), cf. λαβρόνιον.

    -- Perseus Digital Library

    Da análise da maioria dos termos gregos em λάβρ- deduz-se uma raiz semântica de actividade violenta e apressada, particularmente relacionada com o acto de comer, beber e falar sofregamente e que inicialmente estaria relacionada em Homero com a turbulência dos deuses dos ventos e das águas, senhores “«manda chuvas” de grandes copos de água, λαβρ-ώνιος, (lat. labru = bacia) e que acabaria por definir a avidez «lambareira» do «lambão», pessoa rude, grosseira e labr-ega, a comer, beber e falar.

    «La-mbão» < «lambarão» < «lambareiro» < «lamber» < Lat. lambere

    «La-brego» < *B. Lat. labresco < Lat. labor + escu > Lat. labruscu, silvestre.

    Então teríamos:

    Λάβρ- ó Pt. Labr- < Lat. labor < La-Wer ó La(ma)-Wer > Lat. lambere.

                                    > «lavrar».

    Comparando a raiz λάβρ- com as vias etimológicas dos termos foneticamente mais correlativos portugueses fica-se com a impressão de «labrego» é o termo mais directamente relacionado com esta raiz mas que só fica com a plenitude da sua semântica se aceitarmos que «lambão» aparece como característica epitética de «labrego» o que nos deixa abertos para a possibilidade de ambos os termos lusitanos terem tido um passado arcaico comum com o termo grego, possivelmente de origem minóica. Notar que as características essenciais da avidez do «labrego» a comer, beber e falar nos reportam todas para as gárgulas de que deriva a «garganta» enquanto local anatómico de passagem alimentar apertado pelo cruzamento da laringe com a faringe, semântica que já aparece no postulado de *lapi-ro-hunt, enquanto “templo na garganta do mar” que estava lá como templo labiríntico de homenagem aos apertos da passagem sol pelas «galerias» do submundo que eram as cavernas, particularmente as cretenses acreditadas com sendo as entranhas míticas da Deusa Mãe terra por onde o sol descia ao por do sol para ser parido nas frotas felizes do céu que eram a vagina da Aurora.

    Labyr(s) < *Lawyr < Urawir < Ura-| Wer < Ker, “guerreira de Ker(tu)?”

    (< Ra-pher, lit. “o rafeiro” que transporta o sol, Ra” (J!?)

    < Huraphiro, «o que transporta Horus, o sol»!)

    < Kur-Phur[5].< *Kur-Kur, a N.ª Sr.ª da dupla montanha

    < *Urki-Urki, os crescentes lunares (enquanto fases serpentinas da lua)

    => Kur-a-kyris, «a guerreira do crescente lunar do duplo machado».

    > *Kur-a-kur-ish, lit. «Hércules, o filho dos doze laborioso meses do ano lunar de *Kur-Kur, a Deusa Mãe da “dupla montanha” > por ter a forma de dupla «corcova», > e trabalhar com foices com lâminas com a forma de duas “meias luas”

    => «machado duplo» > Haura-Wur-(ish) => Labyr(s).

    We observe a particular enthusiasm among West Europeans about the sources of their civilization. Each new discovery has led them to find a yet earlier date for their point of departure in history. Nowadays we see attempts being made to move this point of departure from Mesopotamia to the Neolithic Anatolia. In the early nineteenth century Western cultural roots were considered to be found in Greece, and Greece only, but as the important influence of Minoan Crete over the Aegean basin became better understood, the claim was later made that it was the Minoans who formed the basis of Western civilization.

    However, the Minoan civilization in Crete, one of the most remarkable cultures of antiquity, was created by Anatolians. Between 2200 and 1750 Bc, which was the middle Minoan period, the first palaces were built, and numerous advances in technology and the arts were achieved. An early hieroglyphic writing came into use in the eastern basin of the Mediterranean.

    Figura 7: Em Creta as mulheres eram as sacerdotisas supremas, de acordo com a tradição maltesa (expressa na decoração do altar da direita) das deusas mães do parto.

    Between 1750 and 1580 BC towns razed by an earth-quake were rebuilt. Colonnades appeared, as did the art of fresco-painting and a new writing, Linear A. Minoan colonies were formed on nearby islands, and trading posts were maintained on distant Cyprus and at old Ugarit on the coast of Syria. The sacred symbols of the bull and the double axe (of Anatolian origin) were extensively revered in the Aegean during this period. -- Diese Web Seiten wurden vom Türkischen Generalkonsulat Mainz erstellt

    = Ta Hera ó Tha Kyrie | < Ka kuara > *Kaphura | Hurawur-Inthu | <

    < Kurawur < Kakur | Antu = Kakur Kakurantu = Cobra das cobras da deusa Mãe, Rituais ofídicos no Antro subterrâneo das cobras sagradas!

    O facto de se terem encontrado vários destes machados nos palácios minoicos não prova mais do que isso, ou seja, que o nome labrys deste machado está relacionado com o mito do “Labirinto de Creta“.

    «Labirinto» < Laburinto < Laburinmto

    < Ra-Wer-min-tu < *Kur-Kur-| Min-tu < Ma-U(n)to.

    I have summoned the ghosts of my ancestors to real and visible appearence on the tops of temples built to reach the stars, and built to touch the nethermost cavities of HADES. I have wrestled with the Black Magician, AZAG-THOTH, in vain, and fled to the Earth by calling upon INANNA and her brother MARDUK, Lord of the double-headed AXE. -- The Necronomicon.

    | Marduk < Martu-(ki) < Ma-urtu | + Anu = Ma-Anu-urtu > Mean-tura

    => Minotauro

    Se Marduque era um deus do machado duplo, tal como Dolicheno, é porque este machado era utilizado nos cultos taurinos da Deusa Mãe nas festas de morte e ressurreição do seu filho Minotauro! Marduque, o touro do sol, Uto, seria assim uma variante do Minotauro e outra forma de Tamuz.

    Ora, o labirinto de Creta era provavelmente um «curro» onde se procedia às sagradas fainas e faenas do Minotauro.

    Figura 8 : «Ta Hiera Laburinthou»Devil

    «Faina» < Esp. Faena < • Cast. fahema < Lat. facienda, coisas que devem ser feitass), s. f. toda a espécie de serviço em que se emprega a guarnição de qualquer navio; • (por ext.) lida; azáfama. > Faena = lide de touros.

    Figura 9: Carian Satraps, Pixadaros, c. 340 - 335 B.C. Head of Apollo facing slightly right; reverse ΠΙΞΩ∆ΑΡΟΥ, Zeus Labraundos standing right holding scepter and double-axe.

    Ora bem, basta pensar que os touros de morte eram abatidos com estes machados em honra das festividades da Deusa Mãe para ficar explicado o mistério da relação fonética do nome Labrys do “machado duplo” com o nome do labirinto visto terem ambos em comum uma relação com os cultos da *Kafura, a cobra fêmea dos cultos da deusa mãe! Por outro lado não nos podemos esquecer que existiu sempre uma relação muito forte entre os poderosos deuses sumérios, urritas a hititas e o touro.

    Em conclusão, existe semântica suficiente no nome do “machado duplo” para suspeitar que Labyr(s) & labor têm a mesma conotação de árduo trabalho da terra!

    Assim, o conceito do “duplo machado” deve derivar do conceito formal muito mais arcaicos da “montanha dupla” da deusa mãe do parto, Kur-Kur, de que iria derivar o nome do campeão taurino da deusa mãe Hera, Hércules.

    Se quem descobriu algures num arcaico falar mediterrânico o termo Labrys, para este tipo de machado tivesse reparado que o termo latino lavor/laboris não soa de modo muito deferente e poderia explicar porque é que o machado, enquanto instrumento muito arcaico de trabalho, poderia ser um dos elos étmicos desta relação semântica que, se nos faz dar uma parte da razão a quem chamou à atenção para a relação entre o labirinto de Creta e o machado duplo, nos impede de lha dar inteiramente porque afinal o que deu o nome ao machado foi o seu uso sagrado e frequente no palácio labiríntico onde se abatiam os touros sacrificiais nos ritos «Ta Hiera Laburinthou» da deusa mãe das cobras cretenses e não a inversa.

     

    Ver: MINOTAURO (***) & TAMUZ (***) & HÉRCULES (***)

     

    Figura 12: Pormenores do túmulo de Hágya Trigia. Potinijas diante das duas colunas dos duplos machados rituais de «sacrifícios humanos» ou taurinos? A figura anterior aponta para que fossem touros malhados, os sacrificados mas seria sempre assim? O mito de Teseu corresponde a um relato de vencedores atenienses o que não deixa de ser suspeito dado o mau hábito dos vencedores tecerem lenda desumanas sobre os seus antecessores vencidos!

    A propósito da língua de Creta pré micénica a fórmula usada pelos médicos egípcios para curarem habitantes de Creta era a seguinte:

    «Saantakapapiuaia-aiamaantarakukara»

    ó | Santa < Sha Anta < kapha phiwaja < Ki/Antu-Kaka-Kikaka, lit. «a trindade original da Grande Deusa Terra, Ki/Antu, seu esposo deus do fogo, Kaka, e o deus menino Kikaka».

    ó | Ajama antaura Kukura < (K)akima-Ankura-Kikura, lit. a deusa mãe Kima, seu esposo Enki/Kauran e a cobra solar, a *Kuphura.

    Será mera coincidência, um grande logro de manipulação etimológica ou a descoberta da mais arcaica das ladainhas em nome da deusa mãe!

    Afinal esta fórmula, tida pelos antigos egípcios que a recolheram como uma acumulação bárbara de sílabas, seria magicamente eficaz por corresponder a manifestação da fé cretense na Deusa das cobras, numa língua cuja fonética não seria muito afastada daquela que viria a ser considerada como micénica no linera-b.

    Figura 10: Corpus of the Minoan and Mycenaean Seals: CMS-XI-052-1.

    Então, será bem possível que o linear-b revele um micénico que era tanto proto-grego como o terá sido já a língua ainda não decifrada do linear-a, ou seja a arcaica linguagem autóctone das costas péri mediterrânico! Por outro lado, fica a saber-se que, como seria de esperar, à época do início da história, a proto-linguagem já não era a língua falada tanto em Creta como na Suméria mas ainda estava muito próxima destes primeiros falares da época histórica.

    Por outro lado, confirma-se que à época do linear-a em Creta o “machado duplo” já não era usado para sacrificar touros e seria por isso um mero símbolo do poder da Deusa Mãe.

     

    Ver: EXCALIBUR (***) & LABRIS (***) & FACA SAGRADA (***)

     

    DABURINTO

    Pasiteoi meri AMPHORA 1

    Daburinthojo potnia meri AMPHORA 1

    Pansi theoi’i meli AMPHIPHOREUS 1

    Daburinthoio Potniai meli AMPHIPHOREUS 1

    “A tutti gli dèi, un’anfora di miele.

    Alla Signora della procreazione, un’anfora di miele.”

    Il termine daburinthojo, sembrerebbe il Labirinto (l/d, N infisso), ma rivelato attraverso le varianze della forma, attraverso *taFuliNtas(ja) vi possiamo leggere con sicurezza il tirs. thu-F-l-thas < *thuWule(N)thas ‘del sesso femminile’, gr. thelútes, -etos. -- Angelo DI MÁRIO, ISCRIZIONI TIRSENE E VELSINIE (etrusche) A CONFRONTO.

    There are some instances of variation between dentals (including n) and liquids (l, r ), and between liquids. These variations are incidental. We find: 1. d, t, q, n/l; 2. d, n/r and also 3. l/r

    1. Exx. (Fur. 387f.). d/l: a.blaroj/bdaroi/ (330 n. 27); da/fnh / la/fnh; 'Odusseu/j / 'Olusseu/j. Cf. Myc. gen. dapu2ritoj /daburinthojo / - labu/rinqoj; kala/minqa / Myc. kadamita. [d/l and the fact that Mycenaean has signs for la , le , li etc., which Lejeune explained by assuming a specific, unusual sound d, might point to a dental fricative, .] q/l: qa/pta / la/tta; n/l: ni/tron / li/tron.

    2. d/r: si/bda / xi/mbrai. n/r: blh~cnon / blh~cron.

    3. l/r: a’zhri/j / a’zhli\j, kri/banoj / kli/banoj, krw~max / klw~max. -- R.S.P. BEEKES, PRE-GREEK. A LANGUAGE RECONSTRUCTED

    Até prova em contrário a teoria de que a frase em linear-b micénico “dapu2ritoj potnia meri” significaria uma referência à senhora do labirinto tem quase a mesma plausibilidade duvidosa da teoria alemã do *la-piro-hinto egípcio. Na verdade, se as “variação entre dentais (incluindo a N) e líquidas (l, r) (…) são incidentais…então são tão raras quanto o são os acidentes por exemplo ortográficos. Seja em micénico ou noutra língua qualquer a regra mais geral é a de os falantes raramente confundirem consoantes de grupos diferentes e só se deve postular etimologia baseadas em saltos fonéticos entre grupos muito afastados depois de ponderadas todas as outras hipóteses e apenas perante provas contextuais adequadas. As labiais e as nasais podem ensurdecer (lenição) mas raramente permutam com outras consoantes e a tendência evolutiva é para que as palavras se simplifiquem perdendo sons e não o inverso pressuposto na passagem da-pur-ito-jo ó labu/rinqoj.

    Por exemplo o salto mortal em metaplasmo entre a dental «t» e a labial «l» nas supostas variantes do nome Tabarna / Labarna são talvez uma das principais razões pela qual é discutível que tenha sido sempre nome próprio e não um mero epíteto com variantes fonética e semanticamente próximas.

    O prestígio de Labarna fez com que o seu nome se tornasse um título ostentado pelo Grande Rei dos Hatti, como aconteceu com o de César entre os romanos. O consenso entre os estudiosos, no entanto, consideram que Labarna é, na verdade, um epíteto relacionado com o adjectivo luvita “tapar”, que significa poderoso, pelo que o seu significado seria o “Senhor poderoso” ou Rei e governante. Isto implica que Labarna seria, desde início, um epíteto real antes de se tornar num nome pessoal. Dada a falta de referências contemporâneas e o fato de que seu neto e sucessor Hattusil também carregar o mesmo título, foi proposto que Labarna I e aquele fossem o mesmo monarca que mais tarde os historiadores hititas confundiram. A já mencionada variante do nome, Tabarna, aparece também nos textos hititas, hurritas e acádios. – Wikipédia.[7]

    “Se soubessem o que custa mandar, preferiam obedecer toda a vida”, já dizia Salazar e os hititas concordariam que para se suportar o fardo da governação teria que se ser forte e poderoso como os deuses alados de transporte solar.

    A que transporta o Ka, vida, do Sr. (sol)

    < C/K/Cha-

    -Wer < Kur-

    Na >

    «caverna»

    A De(a mãe) que transporta o Sr. (sol)

    < D/Th/Ta-

     

    -Wer < Kur-

    Na >

    «taberna»

     

    < Ga(u)/J-

    -Wer < Kur-

    Na >

    «governo»

    Zeus Labranio

    < La/RA

    -Wer < Kur-

    Na >

    «laborão»

    «Inverno»

    < Nin-

    -Wer < Kur-

    Na >

    «Inferno»

    A análise das combinações possíveis em volta do nome hitita / hurrita Tabarna permitem algumas conclusões interessantes que nos reportam para deuses dos infernos que viviam nas estreitas «cavernas» labirínticas às costas dos quais teria que passar o sol durante a noite facto hercúleo que os tornaria só por isso poderosíssimos senhores de bom juízo e melhor «governo». Claro que se pode postular que o nome de César teria remotamente etimologia semelhante por *Kai-Kar mas acontece que sobre a existência política de Júlio César não existem dúvidas como as muitas que existem a respeito de Tabarna / Labarna I. Se aceitarmos então que Labarna seria mero epíteto real então a possibilidade de este título ser ora tabarna ora labarna parecem aceitáveis sem o postulado de serem meras variantes fonéticas do mesmo termo porque seriam apenas sinónimos foneticamente muito semelhantes.

    Pois bem, o estranho metaplasmo Tabarna / Labarna deixa-nos a convicção de que o nome nuclear teria sido War(a)na, paralelo do nome do deus hindu Varuna, de que derivou o latino virus e o luso «varão», que teriam variantes Ta-barna / La-barna conforme o contexto determinante usado: ta (< tea) ou la (< ra < urash).

    El término Anax es una palabra del griego antiguo para el término "rey". Este es uno de los dos títulos griegos que tradicionalmente se traducen de esta forma, el otro es basileo βασιλεύς, que se traduce como soberano. Anax se traduce más acertadamente como "Rey Supremo".

    La palabra anax deriva de wanakt-' (ϜΑΝΑΞ, ϜΑΝΑΚΤΟΣ), y aparece en griego micénico, escrito en Lineal B como wa-na-ka.

    O micénico Wanax seria então um derivado deste antigo conceito anatólico War-ana no caso nominativo < genitivo. Já o termo Anax, pode ter resultado da lenição de Wanaka mas não necessariamente porque pode e deve ter tido origem mais arcaica no nome do anatólico e sumério Anu, deus do céu, de que deriva o nome judeu da cristianíssima dupla Anaz & Caifás. Ora, Kar significava transportar em sumério, conceito paralelo à raiz –pher seguramente derivada dos conceitos de transporte solar para o Kur. O hitita Bar- derivaria de War < Wer (< Ker) > Ber > Bel.

    Wer: Also Mer, Ber, and Iwer, a storm-god, Humbaba's patron god, identified with Amurru and with Adad. One of his cult centers was Afis, 45 km. SW of Aleppo.

    Micen. Wanax < wa®-na-ka (> ϜΑΝΑΞ) < War-na(u)-ash.

    O mesmo estranho metaplasmo Mer, Ber / Mel, Bel obriga-nos a suspeitar que o termo nuclear tenha sido o nome da deusa Mãe ora como Virgem Maria, Mer, Mel de Ma-ur, a mãe selvagem tão terrível como a Medusa / Artemisa do mar primordial ou tão doce como Melissa ou a deusa assíria do amor Mulita, ora como deusa mãe das cobras cretenses da vida e da morte, Ker, a mãe de Kertu (Deméter mãe de Corê).

     

    Ver: SUÁSTICA, A RODA SOLAR (***)

        & SUÁSTICA, A CÓPULA SEXUAL (***)

     

    Da-pur-ito-jo potnia pode perfeitamente significar “senhora mãe do coreto”, o tolos labiríntico onde o coros de Ariadne dançava a «coreia».

     

     

     

    TOLOS

    In Greece, the vaulted tholoi are a monumental Late Bronze Age development. Their origin is a matter of considerable debate: were they inspired by the tholoi of Crete which were first used in the Early Minoan period or were they a natural development of tumulus burials dating to the Middle Bronze Age? In concept, they are similar to the much more numerous Mycenaean chamber tombs which seem to have emerged at about the same time. Both have chamber, doorway stomion and entrance passage dromos but tholoi are largely built while chamber tombs are rock-cut.

    Finalmente, tholos designa principalmente a un templo de estilo clásico, generalmente griego, de planta circular rodeado de una columnata. El más conocido es el tholos de Delfos.

    Seguramente que os factos arqueológicos mais as opiniões dos escólios reforçam a ideia de que o Tolos clássico seria uma evolução formalmente diversificada de um espaço arquitectónica que estranhamente teria tido uma enorme tenacidade de nome e na forma circular e que teria estado na origem ligado a cultos de morte e ressurreição solar surgidos a partir das grutas labirínticas cretenses onde haveria sempre um espaço circular para dançar em ritos iniciáticos de passagem (pascais).

    É a explicação mais simples neste caso não parece ser a mais óbvia porque para que o tolos clássico fosse uma construção funerária seria de tipo fundacional e logo política pelo que alusões aos heróis ali enterrados teria deixado rasto na vasta literatura clássica nomeadamente nos escólios como ficou célebre o mausoléu de Helicarnasso. A

    Lo cierto es que el Tholos destaca sobre el resto de construcciones, tanto por su forma peculiar como por su monumentalidad. En realidad es una construcción bastante atípica, aunque durante el Siglo IV a.c. se construyeron en Grecia varios recintos sagrados de planta circular, conocidos con el nombre de Thóloi.

    Entre ellos son famosos los de Epidauro, Olimpia y Delfos, siendo éste último sin duda el más conocido. Su función no es del todo conocida, en ninguno de los tres casos y parece claro que no se trataba de templos, aunque tenían una función religiosa que algunos relacionan con el culto dedicado a los espíritus del inframundo, los que se conocen como divinidades ctónicas.

    Figura 13: Reconstrução do Tolos de Delfos.

    Una explicación más simple lo relacionaría con una construcción de tipo funerario, lo que se relacionaría con la propia forma de tholos, equivalente a la tipología de las tumbas de época micénica, y también a la utilización en la cella del capitel de orden corintio, que en base a la leyenda de su origen, se suele relacionar con cultos funerarios.

    Recordemos en este sentido que la tradición atribuye el invento del capitel corintio a Calímaco, que había visto como las hojas de acanto envolvían una cesta de ofrendas sobre la tumba de una joven, que se elevaba con la fuerza de la planta.

    relação passada com mausoléus parece inegável mas começa a ser cada vez mais provável que o uso das construções megalíticas antigas como túmulos individuais ou colectivos seria secundária e quando exclusiva, como, se calhar, as pirâmides egípcias nunca o foram, seria uma mais que provável distorção da sua vocação original polivalente ainda inegável nas estruturas megalíticas de Malta, que incluiriam também e sobretudo locais de parto nas culturas matriarcais mediterrânicas conhecidas desde Malta a Chipre a orientes e da Sicília às Baleares a ocidente. Também começa a ser claro que Creta não tem destas estruturas porque especulativamente todas as estruturas megalíticas seriam mais ou menos derivadas ou inspiradas pelas grutas labirínticas de Creta.

    «Tolos» < Tholos < Taulas baleares > Talos, o deus cretense do sol

     

    Ver: TALOS (***) & TALASSA (***) & TALABRIGA (***)

     

    Assim sendo parece poder concluir-se que os Tolos clássicos seriam locais de cultos ctónicos relacionados com a iniciação guerreira particularmente «coretos» onde se dançava a «coreia» labiríntica de que os «coretos» minhotos seriam uma réplica temporária e em ponto pequeno.

    Nicolas Howarth, an Oxford University geographer, said: ‘Going into the Labyrinthos Caves at Gortyn it’s easy to feel this is a dark and dangerous place where it is easy to get lost. ‘Evans’s hypothesis that the palace of Knossos is also the Labyrinth must be treated skeptically. The fact that this idea prevails so strongly in the popular imagination seems more to do with our romantic yearning to believe in the stories of the past, coupled with the power of Evans’s personality and privileged position.’ -- Maze of underground caves could be the original site of the Labyrinth.

    Figura 14: Planta do Labirinto de Gortina de 1821.

    O padrão mais arcaico e troglodita do labirinto de Creta seria possivelmente a «gruta» de Gortina e não o palácio de Knosos como se tem pensado. No entanto, este palácio teria sido desenhado de acordo com o padrão das grutas cretenses e seria, por isso, defensivamente tão labiríntico como era o labirinto de Havara e foram as cidadelas neolíticas antes da invenção das muralhas da idade do bronze.

    En el mito celta el laberinto llegó a significar la tumba regia (Diosa Blanca, p. 105); y que así sucedía también entre los griegos primitivos lo indica su definición en el Etymologicum Magnum como «una cueva montañesa» y por Eustacio (Sobre la Odisea de Homero xi p.1688) como «una cueva subterránea». El etrusco Lars Porsena hizo un laberinto para su propia tumba (Varrón, citado por Plinio: Historia natural xxxvi.91-3), y había laberintos en las cuevas «ciclópeas», es decir, pre-helenas, de las cercanías de Nauplia (Estrabón: viii.6.2), en Samos (Plinio: Historia natural xxxiv.83) y en Lemnos (Plinio: Historia natural xxxvi. 90). Salir del laberinto es, por tanto, reencarnarse. -- Robert Graves.

    Dédalo não terá construído nada especificamente como Homero o atesta porque a realidade a que alude seria natural ou seja, um dos espaços das grutas de Gortina que seriam miticamente o Kur como local onde Zeus nasceu enquanto Phanes, a montanha no meio do mar primordial.

    In hindsight, it seems that the term labyrinth was applied to two distinct structures. One was a design, unicursal and concentric, while the other was a structure. Both, however, were linked with the spirits of the deceased, and it is likely that some confusion arose over time, leading to the current problems in identifying the “real” Cretan labyrinth. However, if the Palace of Knossos was indeed the residence of the infamous Minotaur, than its cell is still to be discovered, or identified. Until that moment in time, speculation and discussion will continue. -- The quest for the Cretan labyrinth, Philip Coppens.

    Gortina < Gortuna < Kaurtumna < Ker | < Kur| tu- Min.

    O labirinto de Creta teria tido outros nomes que justifiquem o facto de ter apenas aparecido como labirinto com Heródoto?

    Seguramente que sim desde logo «gruta», «caverna», “cafurnas dos infernos”, e seguramente que um dos mais usados terá sido “meandro”.

    La palabra meandro proviene del griego (Μαίανδρος), nombre de un río de Anatolia hoy llamado Büyük Menderes. Parece ser que el Meandro asombró siempre a los griegos por su forma de avanzar serpenteando. Así el nombre propio se hizo nombre común: el meandro de un río. “Su curso es tan extremadamente sinuoso que todo lo sinuoso es llamado meándrico”. -- Estrabón

     

    Ver: IXIÃO / ESCAMANDRO (***)

     

    Outro seria um mero adjectivo derivado do nome de Dédalo tal como o sugerido por Homero que neste caso não seria senão um grande e cerimonioso salão de baile apropriado para as danças de roda labirínticas das festas eléusicas ou dionisíacas.

    A relação do labirinto como espaço coreografado para danças orgiásticas claudicantes parece incontornável e relacionada a uma tradição que teria sido tão universal quanto arcaica.

    4- A dança do labirinto. O labirinto nem sempre assumiu o sentido de prisão na Grécia. Verifica-se, por intermédio de diversos relatos, a presença de uma dança na ilha de Delos. A narrativa mítica nos conta que Teseu, depois de sua vitória sobre o Minotauro, fez uma escala nesta ilha. Após oferecer um sacrifício e consagrar uma estátua a Afrodite, Teseu fez uma dança com os jovens que ele havia libertado da morte. Ao que se sabe, essa dança é, até hoje, conhecida pelos délios. Alguns autores descrevem a dança como sendo formada por uma fileira de jovens que se seguram uns aos outros nos punhos, formando uma corrente. Cada uma das pontas do grupo representa Teseu e Ariadne. As extremidades da corrente desenham movimentos ondulados, formando espirais, em sentidos alternados, para a esquerda e para a direita, para dentro e para fora. No final, as duas pontas se unem, representando a união entre os pares complementares, inicio-fim.

    Segundo pesquisas do historiador das religiões, Mircea Eliade (1988), todas as danças eram, originariamente, sagradas e seu modelo advinha de uma revelação. Devido a essa origem extra-humana e seus movimentos repetitivos as danças promoviam uma reactualização de um tempo sagrado.

    Através dos movimentos reproduzidos, era possível incorporar o homem ao animal. Como exemplo, Eliade (1988:43) cita as danças armadas de Atena e a dança do labirinto de Teseu.

    Esse género de dança também é chamado de dança do grou ou da cegonha. Ave pernalta, migradora, a cegonha passa o Inverno no sul da África e na Índia e o verso na Europa Central. -- O labirinto da hipermídia, Por Lucia Leão.

     

    Ver: SUASTICA II, CÓPULA SEXUAL (***) & DÉDALO (***)

     

    LABIRINTO

    Figura 15: Labirinto da catedral de Chartes.

    A terceira origem etimológica do labirinto alude a Isidoro de Sevilha que, na Idade Média, onde apareceram labirintos nas catedrais, o deriva de “labor” (trabalho) e “Intus” (interior ou lugar fechado).

    Esta etimologia é uma típica forma de etimologia folclórica das que “si no é vero e ben trovato” sobretudo quando estão de acordo com grande parte da tradição semântica.

    A mais antiga representação de um labirinto foi encontrada num túmulo da Sibéria que data do Paleolítico: é um labirinto de sete circunvoluções, rodeado por quatro espirais duplas, todas gravadas em um pedaço de marfim de mamute.

    Há também labirintos do período neolítico, no Danúbio, perto do Mar Egeu, na Savoia, na Irlanda, na Sardenha, em Portugal, na Itália (Val Camonina, há 4000 anos), em Malta ou Ainda em Belgrado, em figurinhas que datam de há 7000 anos. (...)

    Tamanha frequência de labirintos sugere que os povos primitivos tenham sentido a imperiosa necessidade de esboçarem os primeiros mapas que os orientassem em locais sagrados labirínticos como seriam as cavernas de iniciação primitiva.

    Além da lenda do Minotauro, o labirinto como símbolo de uma longa e difícil jornada de iniciação, é conhecido por muitas civilizações antigas, para que se possa falar de arquétipo universal: o homem pré-histórico, os mesopotâmios, escandinavos, Hopi, índios Navajo, os aborígines australianos, os tuaregues, os judeus da Palestina, os Maia...têm atraído labirintos. Na Índia, a mandala é uma figura labiríntica: é um círculo sagrado, dentro da qual existem divindades budistas.

    Do mesmo modo, na China, existem labirintos entalhados na caverna T'ung Ting, sob a forma de caminhos de incenso cuja consumação é usado para medir a passagem do tempo.

    (...) No quarto século, exactamente em 324, já se encontrava um labirinto no chão da basílica cristã em El San Reparatus Asnam na Argélia. É preciso esperar pelo século VI para ver labirintos nas igrejas da Europa: o mais antigo é da Basílica de San Vitale em Ravenna, Itália. Mas o símbolo altamente pagão do labirinto é deixado durante a Idade Média, para ser retomado apenas no século XII. Essa característica tornou-se comum a muitas igrejas e à maioria das grandes catedrais da Europa. Os maiores são encontrados em catedrais francesas: Poitiers, Amiens, Arras, Auxerre, Reims, Bayeux, Chartres, Mirepoix, Saint Omer, Saint-Quentin, Toulouse. O labirinto está sempre localizado no lado oeste, na direcção de onde vêm os demónios (oeste onde o sol desaparece, representando a direcção da morte).

    Incapazes de se moverem em linha recta, os demónios ficavam presos antes de chegar ao coro.

    Figura 11: Reprodução do Lintel 15, agora no Museu Britânico, retratando a Visão da Serpente.

    O preconceito mítico de que as almas dos mortos caminhavam em círculos ou em esperais é uma crença tão generalizada e arcaica quanto intuitiva e fácil de explicar bastando para isso recorrer ao desenho de um relevo maia de um dos lintéis da cidade palácio de Yaxchilan, que vale mais que mil palavras porque os maias levavam as metáforas tão à letra que se sacrificavam e morriam por elas.

    No lintel 15 do palácio de Yaxchilan uma das esposas de Pássaro Jaguar IV invoca a visão do deus cobra emplumada Kukulkan / Quetzalcoatl, representado no fumo serpentino saído de papéis em fogo depois de ensopados em sangue de um rito de sangria de auto-sacrifício por perfuração da língua.

    Além da experiência empírica e física serpentinos dos fluidos vaporosos do fumo e do vento, assim como dos fluxos líquidos dos rios e

    dos cursos de água, devemos acrescentar a experiência psíquica dos fumos inebriantes das ervas fumadas com poderes psico-modificadores.

    (...) No final da Idade Média, o labirinto se torna sinónimo de mal: é o lugar amaldiçoado da luxúria, o pecado, da perdição e do erro.

    Tuchulcha = an Etruscan demoness of the underworld. It is a horrible, winged creature with snake-hair and the beak of a bird. Foul Demon of Death, a Beast with writhing snakes and vulture's beak, he drags his terrified Victims into EITA.

    Tuchulcha < Thu Chur Ka < *Ki-Kur-Ka > *Kaphurka

                                                                          > Kur-kika => Harpias.

    *Tugur-ika > Lat. Tuguriu > «tugúrio».

    Tuculcha recorda-nos e sugere uma relação etimológica com o deus maia Ku-kul-kan que seria uma variante de Dagon pela sua relação com ritos fúnebres de de macabra expiação e auto-sacrifício.

    The Middle Ages showed a renewed interest in labyrinths and a design more complex than the classical seven-circuit labyrinth became popular.

    Há relatos registados de danças nas catedrais de Auxerre e Sens, onde o bispo (ou diácono) e membros da congregação realizaram tal actividade ao redor dos respectivos labirintos no domingo de Páscoa. O capítulo de Sens diz que, em 1413, de acordo com a tradição, o labirinto deveria ser usado durante o serviço da época. Supostamente o que deveria estar em acção aqui seria um jogo de bola enquanto os demais realizavam a dança, o que foi proibido por um decreto datado de 1538, embora tenha continuado a ser feito em Auxerre até pelo menos 1690, quando o labirinto foi destruído.

    Uma descrição das regras para o tal jogo de bola (num documento com o título ordinatio de pila facienda) datado de 1396 sobreviveu até os dias de hoje, guardado no capítulo de Auxerre. A cerimónia começava com um recém-iniciado cónego fornecendo a bola, que deveria ser (de acordo com uma resolução de 1412) grande o bastante para que não pudesse ser segurada com uma mão. Isto era levado a sério e sabemos hoje sobre uma disputa que aconteceu em 1471 na qual um cónego chamado Gerard Rotarius inicialmente se recusou a fornecer a bola. Quando falou a respeito ele se justificou dizendo que havia recomendações do reitor da Universidade de Paris, John Beleth, escritas num documento datado de 1165, de que o jogo não deveria acontecer. Apesar disso, ele terminou por fornecer a bola que foi usada no ano anterior.

    Para começar a tal celebração, o último cânone ordenado que deveria, como os demais participantes, levantar seu capuz (chamado de almutia), dava a bola para o diácono, que começava a cantar uma peça chamada Victimae paschali laudes, de um monge de 1048 chamado Wipo da Burgúndia. Enquanto segurava a bola com a mão esquerda (provavelmente segurava-a de baixo para cima, visto o tamanho da pelota) realizava um ritual: uma dança de três passos no ritmo da música. Ao mesmo tempo, os outros participantes davam-se as mãos e realizavam uma dança circular ao redor do labirinto, chamada de circa daedalum. O diácono então segurava a bola ou a atirava nos dançarinos, o que implicava que tinham que se mover para trás e para frente no círculo (que, no caso, representa o labirinto).

    Mais comum em civilizações antigas, principalmente entre os minoicos, poucos sabem que os meandros da morada do mítico Minotauro também foram adotados no ambiente religioso como maneira de peregrinação do fiel em busca da Jerusalém celeste. (…)

    É realmente passível de ser notado que os labirintos de jardim da Era Medieval francesa recebiam o mesmo nome, o que sugere que não apenas compartilhavam o nome e a área de disseminação como também eram similares no formato e no conteúdo

    "É uma opinião minha que eles foram os precursores do 'labirinto do amor'. Estas formações de cercas vivas foram claramente influenciadas pelos labirintos de igrejas, tanto no tamanho quanto no layout. Nossa compreensão dos labirintos de igreja seria sem dúvida mais perfeita se mais conhecêssemos sobre o jogo do labirinto (provavelmente uma dança) que supostamente aconteceu em 1491 na tal Casa de Dédalo". -- SÉRGIO PEREIRA COUTO é jornalista formado com passagem por revistas como discovery magazine e ciência criminal.

    E a história religiosa como a secular também se repete. Se os profetas Judeus tinham lutados contra as danças claudicantes da Páscoa copiadas dos cultos orgiásticos dos cananeus os católicos, que foram sempre ambivalente em relação ao passado greco-romano e pagão, que sempre tentaram assimilar simbolicamente pelo menos sempre que puderam numa das muitas reacções puritanas extremistas e fundamentalistas, de que a inquisição foi sempre a forma mais violenta e expressiva, acabaram por virar as costas ao diabo aprisionando-o nos labirintos para todo o sempre, destruindo ambos.

    A partir do século XIV, os homens de igrejas vão prosseguir com a exclusão de labirintos desenhados no chão. Aqueles que não podem ser destruídos são desviados para jogos totalmente ridículos ou estão escondidos debaixo de tapetes. Em 1538, um decreto do Parlamento de Paris proibiu ainda esses desenhos. No século XVIII, foram destruídos os das catedrais de Sens, Poitiers, do Auxerre, Arras e Amiens (1825). Um labirinto foi encontrada nas ruínas da abadia de São Bertin em St. Omer.

    O Labirinto da Catedral de Reims é, assim, destruído em 1779 por causa do barulho gerado pelos jovens fiéis que se divertiam com os labirintos durante os serviços. (...). Este movimento de destruição em massa é seguido em todos os outros países cristãos, porque os labirintos eram uma concessão imperdoável ao paganismo. Apenas aqueles que ainda existem hoje em Saint-Quentin, Bayeux e Chartres (os outros foram reconstruídos depois).Music

     

    Ver: TALA/TALLA E A SEMÂNTICA DE TALÁBRIGA (***)

     

    A forma clássica do labirinto parece-se por demais com uma estilização dos círculos concêntricos que rodeavam a capital da Atlântida descrita por Platão para que tal aspecto seja mera coincidência do que pode não ter passado dum mero jogo de crianças do neolítico, do tipo da macaca!

    The labyrinths were used for ritual walking and spiritual contemplation. Often called “city of turns” labyrinths were equated with Holy cities such as Troy, Jericho, and Jerusalem.

    Figura 16: Labirinto clássico.

    Labyrinths have been potent symbols in many cultures for thousands of years. The early Greek circuit was known as the labyrinth of the Cretan Minotaur. In mythology, the engineering genius Daedalus is credited with having contrived the labyrinthine floor in Cnossus as a dancing floor for the king Minos' daughter Ariadne. (…) Sometimes this eleven-circuit labyrinth would serve as a substitute for an actual pilgrimage to Jerusalem and as a result came to be called the "Chemin de Jerusalem" or Road of Jerusalem.-- Awakenings

     

    LABIRINTO DE JERICÓ

    12 Josué levantou-se de madrugada, e os sacerdotes tomaram a arca do Senhor. 13 Os sete sacerdotes que levavam as sete trombetas de chifres de carneiros adiante da arca da Senhor iam andando, tocando as trombetas; os homens armados iam adiante deles, e a retaguarda seguia atrás da arca do Senhor, os sacerdotes sempre tocando as trombetas. 14 E rodearam a cidade uma vez no segundo dia, e voltaram ao arraial. Assim fizeram por seis dias. 15 No sétimo dia levantaram-se bem de madrugada, e da mesma maneira rodearam a cidade sete vezes; somente naquele dia rodearam-na sete vezes. 16 E quando os sacerdotes pela sétima vez tocavam as trombetas, disse Josué ao povo: Gritai, porque o Senhor vos entregou a cidade. 20 Gritou, pois, o povo, e os sacerdotes tocaram as trombetas; ouvindo o povo o sonido da trombeta, deu um grande brado, e o muro caiu rente com o chão, e o povo subiu à cidade, cada qual para o lugar que lhe ficava defronte, e tomaram a cidade.

    Figura 17: Map of Jericho in 14c Farhi Bible by Elisha ben Avraham Crescas.

    “Medieval Jews who looked at the Jericho story imagined that Jericho was not just a walled city, but a seven-circuit labyrinth: that God had in fact asked the Israelites to walk the labyrinth to penetrate into the city and into the good land beyond it. Thus was born the ‘Jericho Labyrinth,’ a decorative motif found in medieval manuscripts of a seven-looped labyrinth, usually illustrated as a walled city, always labeled ‘Jericho.’ -- Rabbi Geoffrey Dennis, 972.539.1938, rabbi@kolami-tx.org.

    The oldest extant manuscript labyrinth is the 7 circuit Jericho found in Monastery in Abruzzi, and dates from 822 AD.

    Acredita-se que Jericó seja uma das mais antigas cidades continuamente habitadas do mundo, com evidência de assentamentos datados de antes de 9000 a. C (…).

    Evidências arqueológicas indicam que na metade final do Bronze Médio (c.e 1700 a. C), a cidade desfrutou alguma prosperidade, seus muros tinham sido reforçados e expandidos. A cidade canaanita (Jericho City IV) foi destruída c.e 1550 a. C, e o sítio remanescente ficou desabitado até que a cidade fosse refundada no século IX a.C. – Wikipédia. Muchas de las ciudades canáneas fueron destruidas durante el siglo XVI a. C., a finales del Bronce Medio de la Edad de Bronce y tales rastros han sido encontrados en Jericó en tres distintas excavaciones. Hay también muestras arqueológicas de una pared alrededor de la ciudad con un revestimiento externo de piedra pero construida sobre adobe, que fue destruida en ese período.

    É sempre tarefa difícil tentar reconstruir a história a partir de lendas e mais ainda de mitos mas por vezes é possível reconstruir alguns ornamentos usando o apoio da arqueologia. A ideia medieval que perdurou pelo menos até ao século 14º de que Jericó era um labirinto teria que ter alguma razão de ser. Sendo Jericó uma das cidades mais antigas do mundo, seguramente por ficar num oásis do rio Jordão um dos pontos de passagem do corredor sírio, das rotas das sedas e das especiarias, teria necessariamente que ser uma cidade de estrutura arcaica como a sua congénere mais antiga do mundo, Çatal Huyuk.

    Suspeita-se que o episódio bíblico de Sodoma e Gomorra se reporte ao cataclismo que destrui Santorini e a civilização minóica com a qual estariam relacionadas cultural e comercialmente, como Ugarit. Assim a queda miraculosa das muralhas de Jericó, tal como descrita na Bíblia, seria tão improvável na altura como quando era lida por judeus inteligentes da idade de ouro judaica, peninsular.

    El nombre de Jericó deriva de la palabra hebrea ירח (Iareaj), que significa "luna".1 Los habitantes de Jericho adoraban a la luna, al dios "Ieraj".

    Nome de Jericó, em hebraico, Yeriẖo, é pensado para derivar cananeus palavra Reah, embora uma teoria alternativa afirma que ele é derivado da palavra que significa "lua" (Yareaẖ), em Cananéia, desde que a cidade era um centro inicial do culto de divindades lunares.

    Nome árabe de Jericho, Ariha, significa "perfumado" e deriva da mesma palavra cananeu Reah, de o mesmo significado que em hebraico.

    No entanto, se uma solução completamente racionalista de tipo helenista seria ousadia impiedosa demais, outras alternativas de tipo cabalístico poderiam ter sido imaginadas antes da opção por uma solução de tipo labiríntico que parece complicar ainda mais a questão. Significa isto que sempre teria existido a tradição judaica de que Jericó seria tão labiríntica como parece que teria sido também a cidade de Tróia, pois diz a lenda que as muralhas de Tróia foram construídas de maneira a dificultar a entrada dos inimigos formando labirintos tal como ainda são hoje as medinas árabes e muitas das mais antigas cidades pedidas nos oásis sarianos e do médio oriente.

     

    Ver: TRÓIA (***)

     

    Sendo assim, este mitema seria a mera sobrevivência ocidental do mito da mandala a oriente e então já se compreende porque foi também chamada a «cidade das voltas» (e reviravoltas do destino!).

    A verdade é que bem poder ser as duas coisas ou seja a corruptela dum plano ideal da cidade minóica macaqueado pelos estudantes do labirinto.

     

    Ver: MADALENA (***) & ATLÂNTIDA (***) & MANDALA (***)

     

    Santo Agostinho chama a esta cidade ideal a cidade de Deus. Jericó ou Jerusalém eram para os cristãos medievais cidades santas tão inacessíveis que poderiam ser equiparadas com cidades lendárias como Troia, ou Babel.

    As medinas muçulmanas reproduzem o padrão labiríntico da cidade santa de Meca ou são a continuação da arquitectura tradicional anatólica herdade dos primórdios do neolítico?

    «Medina» < Methi-ana, a senhora Metis, a deusa das leis < Ma-at-na

    => Me-na > Minos.                                              > Monotauro.

    ó Ma-at < Ama-at + Ana + Ur > Me-ana-tur > Min-thala > Mandala.

                                ó kur Ama, lit. “montanha-mãe” > Kharum.

    Quer dizer que também os árabes herdaram o nome da cidade dos labirintos minóicos onde se encontravam os fóruns (< Lat. Fórum < Phauraum < acadic. Kharum) e os «palácios da justiça».

    Se a Mandala era a *tala (< taula < taura) de Minos, obviamente que era também o templo do Minotauro que na região anatólica se chamava o bazar ou kharum. Uma da razões pelas quais as cidades neolíticas seriam labirínticas, como é o de mais antigas que se foram reveladas pela moderna arqueologia, como é Katal-Hiuça na Anatólia e muitas cidades do Vale do hindu, Harapa e Muenja Dário, era a de que não tendo ainda sido inventados os sistemas de fortificação por muralhas externas as cidades defendiam-se, sobretudo dos grupos de salteadores, sendo psicologicamente labirínticas, ou seja locais de onde era difícil sair sem ser pacificamente, ou seja, sem a colaboração activa dos moradores. Esta característica das cidades arcaicas irá marcar a arquitectura labiríntica dos palácios cretenses e também de muitas construções e palácios maias o que só vem reforçar a tese de que a arquitectura urbana e militar dos maias foi herdada dos minóicos.

    Figura 18: O labirinto de Oxkintok < Aush-Intauki < Kiush-Intu-ki, lit. “terra de Zeus / Kius, o deus Enki / Inti.

     

    Ver: MEGALITOS (***)

    Other ancient labyrinths date back to early Egypt, Peru, India, and even the Native American nations of the Southwest.

    En el Satunsat, desde el mismo instante en que se entra al laberinto por su única puerta, al poniente, uno puede sentir el temor de perderse. Después de adentrarse por sus intrincados pasadizos y niveles, los arqueólogos localizaron una cámara mortuoria con los restos de uno de los grandes señores de Oxkintok. El Grupo May es el más restaurado del sitio. La estructura de su pirámide es otro laberinto, con paredes pintadas y decoradas que, en épocas posteriores, fue rellenada con grandes bloques para construir encima sus fases.[9]



    [1] The name of Moeris, which the Greek authors gave to this lake — a name in which they thought they could recognise the name of a king — was derived from the Egyptian appellation Men, or Mi-uer, which means every kind of basin or lake. The Arab name Fayoom, given to the province of the ancient lake Moeris is explained by the older name Pha-joom, i.e. 'lake country.' (…)

    The province which anciently contained Lake Moeris has not had the good luck to be frequently mentioned in the texts engraved on the walls of the Egyptian sanctuaries. They hated it, and they hated its inhabitants, because of the worship with which they honoured the god Sebek, the tutelary divinity of this region, and the crocodile, his sacred animal. This last being for the adorers of Osiris, one of the forms of the god Set, the Satan of the Egyptian mythology, we can very well explain the singular circumstance that, in the list of nomes, the province of Lake Moeris is struck out as hostile to Osiris. Thus it is that we know nothing of the Labyrinth, or the pyramid, or the towns, nor the worship of the neighbourhood of this lake. This want is very happily filled up by the discovery of a papyrus which relates to the geography of Lake Moeris, although in one sense it is far removed from geographical instruction. The manuscript, at present preserved in the Museum of Boolak, represents the plan of the basin, with its canal. Around the basin the author of the drawing has marked a certain number of towns and sanctuaries, accompanied by explanatory texts, which contain very precious information for a knowledge of the various places, and the worship of the divinities on the borders of the basin. Thanks to these indications, we are enabled clearly to ascertain the different names of the lake. It is sometimes called She, i.e. 'the basin or lake;' sometimes She-uer, 'the large lake basin;' sometimes Mi-uer (Moeris I), 'the great lake.' From the most universal name, She, the country was called Ta-She, 'the country of the lake,' of which the arab-copt word Fayoom is an accurate translation. Another appellation of the lake, including the tombs, is the following: Hunt, 'the water-dam,' a common expression, which was used in the list of names for the great basin in the back part of each district. The place at which the canal, coming from the Nile, entered into the valley of the great chain of mountains of the Fayoom, was called Ape-tash, i.e. the defile of the country of the lake. Here was the opening of the sluice of the canal — the Ra-hunt or La-hunt, from which word certainly comes the modem name of the place Ellahoon, with the Arab article el before Lahoont. The same word is no doubt hidden in the Greek appellation of Labyrinth, which by the mouth of the Egyptians would have been pronounced Rape-ro-hunt, or Lape-ro-hunt, that is, 'the temple at the flood-gate of the canal.' – A HISTORY OF EGYPT UNDER THE PHARAOHS, BY HENRY BRUSCH-BEY, TRANSLATED FROM THE GERMAN By the Late HENRY DANBY SEYMOUR.

    [2] Philostratus, Life of Apollonius of Tyana 4. 34 (trans. Conybeare) (Greek biography C1st to C2nd A.D.): "[Apollonios of Tyana] sailed to Knossos, where a labyrinth is shown, which, I believe, once on a time, contained the Minotauros."

    [3] XVI. Philochorus, however, says that the Cretans do not admit this, but declare that the Labyrinth was a dungeon, with no other inconvenience than that its prisoners could not escape; and that Minos instituted funeral games in honor of Androgeos, and as prizes for the victors, gave these Athenian youth, who were in the meantime imprisoned in the Labyrinth and that the victor in the first games was the man who had the greatest power at that time under Minos, and was his general, Taurus by name, who was not reasonable and gentle in his disposition, but treated the Athenian youth with arrogance and cruelty. And Aristotle himself also, in his Constitution of Bottiaea, clearly does not think that these youths were put to death by Minos, but that they spent the rest of their lives as slaves in Crete. And he says that the Cretans once, in fulfillment of an ancient vow, sent an offering of their first-born to Delphi, and that some descendants of those Athenians were among the victims, and went forth with them; and that when they were unable to support themselves there, they first crossed over into Italy and dwelt in that country round about Iapygia, and from there journeyed again into Thrace and were called Bottiaeans; and that this was the reason why the maidens of Bottiaea, in performing a certain sacrifice, sing as an accompaniment “To Athens let us go!”

    And verily it seems to be a grievous thing for a man to be at enmity with a city which has a language and a literature. For Minos was always abused and reviled in the Attic theaters, and it did not avail him either that Hesiod called him “most royal,” or that Homer styled him “a confidant of Zeus,” but the tragic poets prevailed, and from platform and stage showered obloquy down upon him, as a man of cruelty and violence. And yet they say that Minos was a king and lawgiver, and that Rhadamanthus was a judge under him, and a guardian of the principles of justice defined by him. -- PLUTARCH, LIFE OF THESEUS, Plutarch. Lives Vol. I. Translated by Perrin, Bernadotte. Loeb Classical Library Volume 46. Cambridge, MA. Harvard University Press. London. William Heinemann Ltd. 1914.

    [4] The Palace of Knossos is anything but. Indeed, Evans pushed the identification through on the notion that the extraordinary amount of chambers and corridors that made up the Palace made it a labyrinthine structure. Technically, the Palace is therefore not a labyrinth – though Evans himself was not the one who forced the evidence. The earliest reference to a labyrinth was Egyptian in origin and appears in the 5th century by Herodotus, describing the Egyptian labyrinth. The link between that structure and Crete was done in the following centuries by Diodorus and Pliny, who stated that Daidalos had learned of the labyrinth design in Egypt. Indeed, some researchers posit that the very word “labyrinth” originates from lapi-ro-hun-t, or “Temple on the Mouth of the Sea” – which is Egyptian. (…) Though the chief focus for Knossos being the labyrinth has been the amount of rooms within the palace, some have observed that the access routes to Knossos had several bends – never is there a straight line in approaching the Palace. This is more important than it might appear to be at first. Spirits were said to be able to travel only in straight lines; as such, bends – like those for entering Knossos – guaranteed that spirits could not enter or leave such constructions. Seeing that the palaces of Crete were likely linked with a cult of the dead, this is a significant observation to make.

    [5] > Sulfuris reporta-nos para cultos infernais relativos à deusa mãe do fogo das sulfarolas vulcânicas das antigas regiões napolitanas!

    Devil The Ritual of the Labyrinth. Ta Hiera Laburinthou ©1997, John Opsopaus V. Preparation

    [7] El prestigio de Labarna hizo que su nombre, a semejanza de lo que sucedería con el de César entre los romanos, se convirtiese en un título ostentado por el Gran Rey de Hatti.4 El consenso académico, no obstante, considera que Labarna es, en realidad, un epíteto relacionado con el adjetivo luvita tapar “poderoso”, por lo cual su significado sería El que es poderoso, o El Gobernante. Esto implica que Labarna sería, ya entonces, un nombre real antes que uno personal. Dada la falta de referencias contemporáneas, y el hecho de que su nieto y sucesor Hattusil también porte el título, se ha propuesto que Labarna I y él fuesen el mismo monarca y que los historiadores hititas posteriores los confudieron.5 La ya mencionada variante del nombre; Tabarna, aparece también en textos hatti, hurritas y acadios. –Wikipedia.

    Music La plus ancienne représentation d'un labyrinthe a été trouvée dans une tombe sibérienne datant du paléolithique: il s'agit d'un dédale de sept circonvolutions, entouré de quatre doubles spirales, le tout gravé sur un morceau d'ivoire de mammouth2. On trouve aussi des labyrinthes au temps du néolithique, au bord du Danube, près de la mer Égée, en Savoie, en Irlande, en Sardaigne, au Portugal, en Italie (au Val Camonina, il y a 4 000 ans), à Malte ou encore à Belgrade, sur des figurines datant de 7 000 ans. (…)

    En dehors de la légende du Minotaure, le labyrinthe, en tant que symbole d'un cheminement initiatique long et difficile, est connu de nombreuses civilisations anciennes, au point que l'on peut parler d'archétype universel : les hommes préhistoriques, les Mésopotamiens, les Scandinaves, les Hopis, les Navajos, les Indiens, les aborigènes d'Australie, les Touaregs, les juifs de Palestine, les Mayas... ont dessiné des labyrinthes. En Inde, le mandala est une figure labyrinthique: il s'agit d'un cercle sacré, au sein duquel on trouve des divinités bouddhiques.

    De même, en Chine, on trouve des labyrinthes gravés dans la grotte de T'ong T'ing, sous la forme de chemins d'encens dont la consumation sert à mesurer le passage du temps. (…)

    Dans ces différentes cultures, les labyrinthes de pierre ou de gazon présentent toujours un parcours unique avec sortie rapide. Parcourir le labyrinthe, seul ou avec l'ensemble de la communauté, est alors l'occasion d'une introspection. Les méandres symbolisent le cours de la destinée humaine, ses pièges et ses tourments. (…)

    Au IVe siècle, en 324 exactement, on rencontre déjà un labyrinthe creusé dans le sol de la basilique chrétienne San Reparatus à El-Asnam en Algérie. Il faut attendre le VIe siècle pour voir apparaître des labyrinthes d'églises en Europe : le plus ancien se trouve à la basilique San Vitale de Ravenne en Italie. Mais le symbole hautement païen du labyrinthe est abandonné durant tout le Haut Moyen Âge, pour n'être repris qu'au XIIe siècle. Ce trait est devenu commun à bon nombre d'églises et à la plupart des grandes cathédrales d'Europe. Les plus vastes se trouvent dans les cathédrales françaises : Poitiers, Amiens, Arras, Auxerre, Reims, Bayeux, Chartres, Mirepoix, Saint-Omer, Saint-Quentin, Toulouse. Le labyrinthe y est toujours situé du côté ouest, la direction d'où viennent les démons (l'ouest, où le soleil disparaît, représentant la direction de la mort). Ne pouvant se déplacer qu'en ligne droite, les démons étaient ainsi piégés avant d'arriver au chœur. (…)

    À la fin du Moyen Âge, le labyrinthe devient synonyme de mal : il est le lieu maudit de la luxure, du péché, de la perdition et de l'errance. À partir du XIVe siècle, les hommes d'églises vont procéder à l'effacement des labyrinthes dessinés sur le sol. Ceux qui ne peuvent être détruits sont détournés en jeux totalement dérisoires ou sont cachés sous des tapis. En 1538, un arrêt du Parlement de Paris interdit encore ces dessins. Au XVIIIe siècle, on détruit ceux de la cathédrale de Sens, de Poitiers, d'Auxerre, d'Arras et d'Amiens (en 1825). Un labyrinthe se trouve dans les ruines de l'abbaye Saint-Bertin, à Saint-Omer.

    Le labyrinthe de la cathédrale de Reims est ainsi détruit en 1779 à cause du bruit généré par les jeunes fidèles qui s'amusaient de ces dédales pendant les offices. (…). Ce mouvement de destruction massive est suivi dans tous les autres pays chrétiens, car les labyrinthes représentaient une concession impardonnable au paganisme. Seuls subsistent encore aujourd'hui ceux de Saint-Quentin, Bayeux et Chartres (d'autres ont été reconstruits par la suite).

    [9] http://www.yucatan.com.mx/especiales/arqueologia/oxkintok.asp. Compañía Tipográfica Yucateca, S.A. de C.V..

  • SUÁSTICA V, A RODA SOLAR, por artur felisberto.

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    Figura 1: Uma, das muitas, fina e laboriosamente rendilhada Roda gigante do carro do Sol no Templo de Surya em Konarak.

    A observação directa do disco solar leva não menos directamente à ideia imagem do círculo perfeito que obviamente a descoberta do compasso supostamente por Talos, o sobrinho de Dédalo, iria permitir concretizar na civilização minóica Atlântida, com uma tal perfeição e minúcia que se poderá dizer que o rendilhado de pedra da Roda gigante do carro do Sol no Templo de Surya em Konarak se pode considerar uma homenagem ao compasso que os pedreiros livres têm como símbolo fundador não inteiramente por acaso.

    Dédalo (…), que era um excelente arquitecto e o primeiro escultor, tinha fugido de Atenas por ter despenhado desde a Acrópole ao filho da sua irmã Perdix, Talos, que era seu discípulo, com medo que este o ultrapassasse com o seu talento; pois Talos, com uma mandíbula de serpente que tinha encontrado, serrara um delgado troço de madeira. Descoberto o cadáver, Dédalo foi julgado no Aerópago e, condenado, fugiu para junto de Minos. Apolodoro, ob. cit., III, 15, 8 (1985), p. 197.

    Dele a Irmã entregou-lhe um tenro filho,

    Que doze anos contava, desejando,

    Que o Tio lhe ensinasse as subtis artes,

    Pois mostrava par’elas vivo engenho.

    Ele foi quem por ver de peixe o dorso

    Espinoso, imitou em ferro a espinha,

    Subtis dentes abrindo-lhe, e da cerra

    Assim foi o Inventor. Deu igualmente

    Às Artes os dois ferros, qu’um nó prende,

    A fim de que distando iguais espaços,

    Estando um deles fixo, e o outro em giro

    Um círculo se forme. Inveja teve

    Dédalo dos Inventos, e arrojou-o

    Do Templo de Minerva, publicando

    Ter sido acaso queda: mas a Deusa

    Dos engenhos Patrona recebeu-o

    Benéfica nos ares, e cobriu-o

    De leves penas transformado em ave,

    Que de Perdiz o nome inda conserva,

    E não menos nos pés, e asas veloces

    Do engenho a natural vivacidade.

    Ave não é, que corte os altos ares,

    Nem que construa em ramos o seu ninho:

    Voa sempre rasteira, e choca em mato,

    De alturas temerosa, inda lembrada

    Do seu fatal, antigo precipício

    Foi ele que, reparando na espinha central do peixe, a tomou como modelo e talhou ao longo de delgada lâmina de ferro uma fileira de dentes, inventando assim a serra e o seu uso. Foi também ele o primeiro a prender duas hastes de ferro por um só eixo, de modo a que, mantendo uma distância fixa, uma ficasse imóvel, a outra descrevesse um círculo. -- Ovídio, ob. cit., VIII, 6, 244-249 (2007), p. 203.

    O compasso, delineador de círculos, instrumento chave para arquitectos, escultores e artífices, e símbolo dos traçados e da mensuração feitos com precisão, possibilitando ligar ou articular as diversas partes de uma obra num todo harmonioso, circular. E este parece ser o significado mais íntimo do Mito de Dédalo: o significado da Arquitectura e demais artes, como a Escultura, como transgressões de uma ordem natural que, no fim, acaba sempre por se impor, desligando e desarticulando aquilo que tão porfiada e compassadamente se intentou unir e articular em conjuntos harmoniosos, circulares, em que o princípio liga com o fim, não se descortinando bem onde sem posicionam um e outro, mas que, afinal, resultam ilusórios e capciosos, enganadores de bestas e homens. – As Transgressões e a Maldição de Dédalo, Construtor do Labirinto e Patrono dos Arquitectos, segundo Apolodoro, Ovídio, e outros, por J. M. Simões Ferreira.

    Entretanto de Creta aborrecido

    Dédalo estava, e do desterro acerbo

    Impaciente, voltar à Pátria amada

    Resolveu; mas as ondas o prendiam.

    “Pois inda que me prenda o mar, a terra

    (Disse ele então), o ar patente tenho;

    Irei por ele, que é caminho aberto,

    Que não pode fechar-me o cruel Minos,

    Inda que o Mundo todo me fechasse.”

    Disse; e meditou logo idéia ignota,

    À Natureza estranha. Tomou penas, (…)

    Começa a derreter. Já o infelice

    Os braços nus bate em lugar das asas,

    E como eles não eram hábeis remos,

    Que nos ares pudessem sustentá-lo,

    Eis que cai de cabeça, ao Pai chamando,

    Na cerúlea Corrente, à qual dá o nome.

    O Pai aflito (já não pai) os olhos

    Solícitos girando, e não o vendo,

    “Ó Ícaro, onde estás? (brada impaciente)

    Onde te hei de buscar, infeliz Filho?”

    E Ícaro repete: mas nas ondas

    Eis vê boiando as asas. A sua arte

    Sentido amaldiçoa; ao filho morto

    Ergue sepulcro, e a terra memorável

    Faz c’o nome fatal do Sepultado.

    A gárrula perdiz num azinheiro

    Pousada viu a Dédalo, que dava

    Ao filho sepultura, e comprazeu-se,

    Batendo as asas, e soltando Canto.

    Era única perdiz naquele tempo,

    Nas passadas idades ave ignota,

    Mudada pouco havia em tal figura;

    Tu, Dédalo, tiveste a culpa toda.

    Metamorfoses De Ovídio Traduzidas Por Francisco José Freire

    A desgraça e vingança dos deuses consuma-se: Dédalo, que despenhara seu sobrinho, Talos, das alturas da Acróple, vê agora o seu filho, Ícaro, despenhando-se no mar. O primeiro, Talos, pagara as suas invenções (a serra e o compasso) com a vida; o segundo, Ícaro, pagaria, igualmente, com a vida, as invenções de seu pai. Todas as transgressões – e todas as invenções são, de certa maneira, uma forma de transgressão –, tinham de ser pagas, pois os gregos e romanos, que tão porfiadamente transformaram o mundo com as suas criações culturais, parecem ter mantido uma certa noção da artificialidade e facticidade dessas criações, além dos sentimentos de inutilidade e culpa que tal acarreta. -- As Transgressões e a Maldição de Dédalo, Construtor do Labirinto e Patrono dos Arquitectos, segundo Apolodoro, Ovídio, e OutrosJ. M. Simões Ferreir.

    Obviamente que o mero “disco solar” como circunferência deve ter sido a forma mais intuitiva, simples e primitiva de representar o sol, signo que ficou remanescente no «O» da caligrafia romana e elipticamente no zero, 0, da aritmética árabe por se reportar à vazia que parece que na suméria era o significado de Anu.

    Figura 2: Signo cuneiforme da III dinastia de Ur para representar a Anu.

    Anu ou An era o deus (dingir) do Céu, entre os Sumérios. (…) O seu nome parece significar precisamente céu, ou alternativamente, o zénite do Sol.

    É quase seguro que antes de se tornar num deus do céu como Zeus, Anu foi o sol que teve múltiplas e variadas representações sobretudo no mar Egeu como disco cintilante dividido por 8.

    A memória da natureza solitária de um primitivo deus solar na abóbada celeste encontra-se remanescente no nome do número um do lat. unus < aunush < Anu-ish e que ficou no algarismo árabe 1 na formas de um simples raio ou diâmetro como o I latino no nome do «ano» e do ânus enquanto orifício anatómico com a forma redonda de uma «anel»!

     

    Ver: DÍGITOS (***)

     

    A inversa também é verdadeira: A circunferência, o disco e a roda foram apreendidos pela humanidade por observação directa do disco solar e lunar.

    Assim sendo, Talos era um deus solar de Creta e atribuir-lhe a invenção do compasso só pode ser uma homenagem ao uso deste instrumento como auxiliar de desenho de círculos perfeitos que terão sido inicialmente sugeridos de imediato pelo “disco solar” e depois por especulação astrológica com a abóbada celeste e com esfera armilar.

    Figura 3:Talos, nu, em pé de frente, de asas abertas, lançando uma pedra com a mão direita e segurando outra na esquerda[1]”.

    Não podemos garantir se a pedra na mão esquerda não será uma ilusão de óptica provocada pelo desgaste do tempo sobre o dorso de um punho fechado. Neste caso, na mão direita Talos teria o disco solar e não uma pedra. O reverso desta medalha quase que nos obriga a relacionar Talos / Taro com o touro sagrado de Creta, o Minotauro.

    No entanto, como o tema se repete com as mesmas dúvidas em variante desta moeda, somo obrigados a aceitar que se trata de uma versão do mito em que Talos defende Creta atacando com rochas gigantes as frotas inimigas. Isto não significa que não seja discutível esta versão helenística do mito de Talos que pode muito bem corresponder a uma distorção de variantes de anjos transportadores do sol que vamos encontrar em colónias cretenses trácio macedónicas e sírias.

     

    Ver: TALOS (***)

     

    Fliunte era uma cidade grega da Antiguidade, localizada no noroeste da Argólida, no Peloponeso. (…)

    Segundo a lenda local relatada por Pausânias, o primeiro habitante da região se chamava Aras, e nasceu do solo (autóctone). Ele fundou uma cidade no lugar que passou a se chamar Monte Arantino, não muito distante do monte onde fica a cidadela de Fliunte e o santuário de Hebe. A cidade fundada por Aras, assim como a região, se chamavam então Arantia (Araithyrea).

    De acordo com Estrabão a cidade foi inicialmente Araethyrea (Araithurea), mas os habitantes se mudaram para uma nova cidade que foi dito Flios. Pausanias não menciona essa mudança e diz que a cidade inicialmente era Arantes e foi fundada por Aras e depois Araethyrea, o nome da filha de Aras e, finalmente, Flios Phlias, Cesios filho e neto de Temenos.

    Asopo Fliuncio era el nombre de un río cercano a la ciudad, que desagua en las proximidades de Sición, y también es la denominación del dios tutelar de este cauce.

    El nombre Fliasia designa más comúnmente a la campiña que rodea a la ciudad.

    Fliunte, a veces reseñada como Flius o Fliasia, (en griego antiguo: Φλιούς = Phlioús, gen.: Φλειοῦντος) fue una antigua ciudad-estado o polis griega emplazada en la región de la Argólida, en la península del Peloponeso, al sur de la polis de Sición y al suroeste de Corinto.

    Figura 4: Várias faces de moedas de Fliunte, Flius o Fliasia em que se manifesta a forma como os símbolos da cidade, que seria vinhateira, são glosados em torno da ideia da roda solar que se transforma no Φ do inicio do nome por transformação da roda de carro de cavalos de quatro eixos numa roda de caro de bois de dois eixos.

    «Fli-unte» seria de origem cretense como «Corinto» e por isso teria ficado ligada à Confederação do Peloponeso liderada por Esparta, cujos aspectos culturais matriarcais específicos se suspeita terem a mesma origem cretense e que não seria senão uma forma da arcaica cultura certo anatólica do mar Egeu. O infixo -into presente em Fliunte e Corinto reporta-nos para o sol tal como veremos na análise do nome de Zeus Monnitios.

    «Fliunte» | < Phry < Pher < Phar < Kaur > Tal | -Unti > «Corinto», literalmente “o guerreiro solar, ou *Pher-into / Phalanthus, o anjo com «talento» que transporta o sol.

    «Talento» < τάλαντον = «balança» < τάλας, τάλαινα, τάλαν

    = sofrimento, miséria

    < Taras > War- > βάρος,

                  > «tara» < Ár. taraha, pôr de lado > «tarado»

    < ταραχά = perturbação.

    *Talantos < Ταράντινος < Τάραντας.

    Quando analisamos a lingual grega verificamos que muitos étimos que poderiam lá estar foram seguramente perdidos durante a longa idade das trevas gregas porque são sugeridos noutros contextos extra gregos ou no próprio contexto global da cultura grega. De facto, se um «talento» era uma medida de massa arcaica equivalente a cerca de duas arrobas enquanto moeda nunca foi cunhada porque pesaria muito, logo, um talento era senão por definição pelo menos de facto, algo muito pesado. Assim sendo, é quase seguro que tanto τάλαντον = «balança», quanto talento, medida de massa, tivessem na origem a ver com peso precisamente por intermédio da raiz τάλ- para peso facto que nos reporta para as taulas minorquinas e para Tal-, o étimo telúrico arcaico da deusa mãe da Terra e dos taludes, Telus, Talia e Talassa.

     

    Ver: TALÁBRIGA I / TALA / TALLA E A SEMÂNTICA DE TALÁBRIGA (***)

     

    Só que esta linha étimica, que seria seguramente minóico, perdeu-se ficando dela apenas o que o povo pelágico, servil e trabalhador, entendia por pesado, como sendo o seu sofrimento diário numa vida de miséria. Mas parece que a «tara» remanescente ficou no submundo da cultura de influência cretense e foi seguramente usado pelos fenícios que o transmitiram ou ibéricos e…aos árabes porque a tendência dos eruditos para na falta de latim recorrerem a norte ao gótico e a sul ao árabe para explicarem a origem das palavras passa por cima do óbvio que é o facto de antes de terem sido culturalmente recentemente influenciados os povos já falavam antes e foram sempre mais ou menos influenciados pelas diversas culturas dominantes que conheceram, fenómenos que é válido tanto para as culturas dominantes como para as dominadas.

    «Tara» < tare \a. F. tare (15th c. in Hatz.-Darm.) waste or deterioration in goods, deficiency, imperfection, also as in Eng., = med.L., It., Pr., Sp., Pg. tara, OSp. atara (Littré), ad. Arab. tarhah that which is thrown away, f. taraha to reject. => «tareco» < Ár. tarik, coisa inútil.

    Claro que o Arab. Tarhah se reporta mais para o origem ainda pouco diferenciada de –Tala / -Talla mas o conceito de «tarear», enquanto acto de castigar com tareia (< Cast. tarea?), naturalmente pesada; • «tarar»; • equilibrar; indiciam a possibilidade de o termo árabe se ter afeiçoado a termo local que estaria relacionado com pesos e medida.

    Figura 5: Greek coins. Calabria, Tarentum. Rev. TARAS Dolphin rider l., holding wreath and trident.

    Segundo Pausânias, a cidade (de Tarento) foi fundada por Taras, filho de Posidon e uma ninfa local, mas foi conquistada pelos lacedemônios, liderados por Phalanthus. Segundo outra versão, citada por Diodoro Sículo e Estrabão, a cidade foi fundada pelos partheniae de Esparta.

    De acordo com Anton Boras da Associação Mythology of Chicago, Illinois Taras não é o filho de Poseidon.

    Novas evidências foram encontradas numa escavação a norte de Atenas para provar que Taras é realmente o filho de Gaia e Leônidas de Esparta antiga.[2]

    Não devemos rir-nos demasiado das pretensões de Anton Boras da Associação Mythology of Chicago em ter descoberto evidências arqueológicas a respeito da filiação de uma entidade mítica. De facto, filho de Gaia ou de Poseidon acaba por ir dar à mesma realidade mítica improvável porque sempre houve variantes das filiações dos deuses gregos. Anton Boras apenas fornece argumentos a Diodoro Sículo e Estrabão. Porém, quanto à origem de Tarento possivelmente nem Pausânias nem Diodoro Sículo e Estrabão terão razão pois é muito possível que a cidade já existisse desde o tempo da talassocracia minóica, como aliás toda a Magana Grécia. Creta teria continuado a manter ligações esporádicas com estas cidades italianas onde existiriam portanto tradições culturais bem conhecidas dos dórios, como por exemplo a da domesticação de golfinhos. Taras de Tarento seria afinal uma variante de Talos, que seria *Talantus enquanto anjo de transporte solar. Por sua vez Phalanthus seria ou teria o nome do mesmo anjo na variante Pher-Intu.

    O culto solar tem implicações na investigação sobre o significado da suástica porque nos reporta para o conceito universal do movimento que começa com o do sol ao longo do dia na abóbada celeste!

    Figura 6: On an early silver coin of the Thraco-Macedonian region a disk is borne through the sky by a winged and long-haired figure in the attitude of Knielauf* or speedy flight (fig. 219). This figure is best interpreted as that of the local sun-god. – Arthur Bernard Cook - Zeus - A Study in Ancient Religion - Vol 1.

    Figura 7: The Prospero Collection of Ancient Greek Coins. CILICIA. Mallos (c.425-385 B.C.), Silver Stater, 10.43g,. Aramaic legend, winged male figure, a plume on his head, kneeling to right, holding before him a disk decorated with a star.

    Ora, não apenas foi comum a ideia de que era o sol que andava à volta da terra como a de que mesmo enquanto deus se tratava de um disco sagrado que carecia de ser transportado cuidadosamente no céu como uma hóstia consagrada por um deus alado! Claro que em rigor uma ideia deste tipo devolve o poder de divindade sobretudo para o Ser que transporta o disco solar. A variedade de opiniões e de formas como o movimento do sol foi interpretado mostra o quão próximo da mente humana esteve sempre este astro e ainda assim o quanto distante, escaldante e sempre difícil de interpretar foi a ideia solar.

    Tanto quanto tenho sido capaz de localizar ou conectar as diversas manifestações deste emblema, que todos e cada um se resolve na concepção primitiva do movimento solar, que foi intuitivamente associada com o rolamento ou do sol como projecção duma roda através da cúpula ou arco visível dos céus, tal como é entendida e aceita na rude astronomia dos antigos -- [3]

    Obviamente que são ideias simples como esta de que o sol é objectivamente um disco luminoso que alguém “com pernas para andar” deve deslocar no céu em torno da terra que se torna arrepiante pensar o quanto a mente humana tem sido afinal infantil e ingénua na sua objectividade empírica primária. É que, de facto, sem bastante teoria e imaginação não é possível ver outra coisa no céu no lugar do disco solar.

    Figura 8: Greek CILICIA, Mallos. Winged figure advancing left, holding solar disk. Figura 9: Idem, from Arthur Bernard Cook - Zeus - A Study in Ancient Religion - Vol 1, pag. 298.

    Assim, antes de a ideia de um “sol alado” ter “pernas para andar” o disco sol teria que ser transportado por algum deus que no caso das moedas de Malos na Cilícia começaram por ser um jovem anjo e acabaram num deus barbudo janiforme e tetra alado de tipo assírio.

    Pode muito bem ser alegado que estas moedas vão no sentido de ligar o deus Ciliciano com o Minotauro. F. Imhoof-Blumer veria nele Kronos, cuja cabeça (janiforme) identificou numa moeda de prata de Mallos. E certamente esta explicação serve a cabeça do touro suportada pela figura Janiforme; pois Kronos aparece em outro lugar com esse atributo (Num altar octogonal encontrado em Havange em 1825 e agora no museu em Metz). Mas não precisamos, portanto, de desfazer-nos da comparação com Talos e o Minotauro. Kronos está essencialmente ligado a ambos. Talvez possamos ousar a encarar o velho transportador do disco solar como Kronos e o jovem como um Zeus solar. Além disso, tem sido defendido por Svoronos JN que Mallos na Cilícia era uma colónia de Malla em Creta, onde o culto principal era a de Zeus Monnitios. Se Svoronos estiver certo, temos justificação para forçar a analogia das divindades solares de Creta. -- [4]

    Zeus Monnitios é uma das muitas apropriações identificativas com que o helenismo absorveu velhos cultos.

    Monniti(os) < Mon-Inti (Minos, o sol dos incas) < Mean-Intu.

    Monnitios reporta-nos para um deus da unidade monótona e solitária como o sol diurno e de forma estranha para o deus Inti, do sol dos Incas, mais uma das formas indirectas de comprovar a origem minóica da civilização ameríndia. Pois bem, se Zeus Monnitios era cretense seria uma variante de Marnas e por isso identificado com Cronos / Dagon entre os fenícios e com o jovem Zeus Velchanos em Gaza.

    É patente a similaridade formal do deus de transporte solar das moedas janiformes da Cilícia, com os génios alados Assírios o que demonstra que apesar da sua origem cretense sofrereu uma forte influência oriental por ficar na zona de influência da Síria.

    E terá sido assim que desde a primitiva ideia de um disco solar transportado por um anjo se chega à ideia de uma “disco solar alado” como foi o deus supremo dos assírios, Ashur que na pérsia veio a ser Aura-Mazda.

    Figura 10: CILICIA. Soloi, Tiribazos (386-380 B.C.) Ahura-Mazda, body terminated by solar disk, holding wreath and lotus blossom / Baal standing half-left, holding eagle and sceptre. SNG Levante 49; SNG France -. Toned, good VF, struck with worn obverse die.

    O mitema do disco solar alado que nos reporta para a cobra emplumada do novo mundo é na verdade uma das mais belas e ingénuas teorias astrológicas como forma de imaginar e explicar o movimento do sol na abóbada celeste. Mas existiram muitas outras como os deuses psicopompos relacionados com animais totémicos de transporte das almas, os trenós e a barcas solares do Egipto e os carros de cavalos solares das civilizações indo europeias.

     

    Ver: OS DEUSES DO SOL-POSTO (***)

            & DEUSES PSICOPOMPOS (***)

     

    O PODER ORIENTADOR DOS GOLFINHOS

    Figura 11: Minoan Dolphins Fresco Art. "Precision Restoration". Late Bronze Age (LBA). Late Minoan I (LM I). Period Knossos, Crete, Greece.

    Parece no entanto que estes mitemas são variantes recorrentes de outros de origem cretense para os quais o céu era uma continuidade do mar profundo que seria Mare ó Mel-an-ia, a Deusa Mãe da Noite primordial e como tal navegável por barco…ou a cavalo de golfinhos que para os cretenses eram a representação do seu deus dos mares.

    Figura 12: Dança de acasalamento de golfinhos ao por do sol.

    De acordo com a mitologia grega, os golfinhos são os anjos do mar.

    A intereção alquímica entre medicina (particularmente, a psiquiatria) e psicologia ocupa o centro de uma estrutura elíptica e mandálica, portanto, íntegra e completa em si mesma, delineada dinamicamente pela perene dança de quatro golfinhos

    , símbolos por excelência do mundo inconsciente, que giram em sentido anti-horário, a potencializar o carácter introspectivo e espontâneo de seu movimento. -- PSICOTERAPIA do ENCANTAMENTO, seu símbolo e seus arquétipos, Texto de Paulo Urban, publicado na Revista Medicina Atual, edição nº 5, outubro/2003

    Pseudo-Hyginus, Astronomica 2. 17 (trad. Grant) (mitógrafo Roman C2nd AD): "Constelation do Delfim. Eratóstenes e outros dão o seguinte motivo para o golfinho estar entre as estrelas., Quando Neptuno [Poseidon] se desejava casar com Anfitrite ela preferiu manter sua virgindade e fugiu para o Atlas. Neptuno mandou procurá-la, entre eles a um certo Delfim, que, vagueando entre as ilhas, encontrou a jovem e a convenceu a casar-se com Neptuno, e ele mesmo se encarregou da boda. Em troca desse serviço, Neptuno colocou a forma de um golfinho entre as constelações."[5]

    Acontece que o golfinho além de ser uma constelação que orientava os marinheiros no céu também os orientava no mar pois é sabido que estes animais têm particulares capacidades de orientação em grandes distâncias tendo sensores do magnetismo terrestre e possui o extraordinário sentido da eco-localização, pois consegue produzir sons de alta frequência sob a forma de cliques ou estalidos.

    Esses sons são gerados pelo ar inspirado e expirado através de um órgão existente no alto da cabeça, os sacos nasais ou aéreos. Os sons provavelmente são controlados, amplificados e enviados à frente através de uma ampola cheia de óleo situada na nuca ou testa, o Melão, que dirige as ondas sonoras em feixe à frente, para o ambiente aquático. Esse ambiente favorece muito esse sentido, pois o som se propaga na água cinco vezes mais rápido do que no ar. A frequência desses estalidos é mais alta que a dos sons usados para comunicações e é diferente para cada espécie.

    Quando o som atinge um objecto ou presa, parte é reflectida de volta na forma de eco e é captado por um grande órgão adiposo ou tecido especial no seu maxilar inferior ou mandíbula, sendo os sons transmitidos ao ouvido interno ou médio e daí para o cérebro. Grande parte do cérebro está envolvida no processamento e na interpretação dessas informações acústicas geradas pela ecolocalização.

    É fácil de imaginar que a cultura minóica que tinha Dagon / Poseidon como deus supremo tenha tido o golfinho como animal totémicos porque seria de certo modo um sonar natural para impedir o naufrágio de frágeis embarcações navegação em regime de costa à vista como era a maioria da navegação mercantil e piscatória neolítica ou em dias de nevoeiro. Assim a relação do golfinho com a orientação marítima seria inevitável e acabar por se confundir com a forma maior de orientação que era a solar e acabar por gerar o mito de que os golfinhos adoravam o sol pelo qual se orientavam dançando em danças de acasalamento ao por do sol. Nalgumas moedas gregas antigas a relação orientadora do golfinho aparece relacionada com o labirinto como mitema geral da necessidade estratégica da orientação.

    Noutra aparece relacionada com a orientação para prosseguir viagem e por isso relacionada com a roda solar de quatro eixos já próxima da rosa-dos-ventos, noutras com a suástica ou com a forma trinaria do trisquel.

    Figura 13: Várias moedas gregas de diversas origens, seguramente antigas colónias minóicas, onde o golfinho aparece relacionado com a roda-solar, a suástica, a rosa-dos-ventos e o trisquel.

    A mais fascinante das moedas relativas ao poder orientados dos golfinhos aparece em moedas de Siracusa onde vemos a representação da Deusa Mãe da Noite primordial ladeada por quatro golfinhos foi levada por Poseidon para Siracusa onde se transformou na iconografia representativa da identidade local.

    Figura 14: A heavy silver coin of some 43 grams, minted by the tyrant of Syracuse, Gelon. Apparently a portrait of a woman named Demarete, hence the name Demareteion. Rev. ΣVRA(koppa)ΟΣΙΟΝ Rev. ΣVR – AK – ΟΣΙΟΝ

    Demareteion, or Damareteion = Queen Demarete [de-ma-ree-tee] was the wife of Gelon, tyrant (absolute ruler) of Syracuse from 487 to 478 B.C. In 480 B.C., Gelon defeated a Carthaginian attempt to dominate Sicily at the battle of Himera, thus laying the foundation for Syracusan preeminence on the island. According to legend, the Queen interceded on behalf of the Carthaginians and secured a relatively lenient peace agreement. In gratitude, the Carthaginians presented her with a golden crown of 100 talents (an ancient measure of weight). The Queen used the proceeds from this gift to produce a special series of silver decadrachms to commemorate the victory. The coins were nicknamed "Demareteions" in her honor.

    This legendary attribution would place thecreation date for the decadrachm at or near 480 B.C., a date that has been challenged in recent years. The currently accepted date for this coin is about 465 B.C., which throws into doubt the whole Demarete connection to these coins, and would suggest that the Demareteion was created in commemoration of some other event, possibly the expulsion of the tyrants in 465 B.C., or one of several possible victories during the 460s B.C.

    Another possible connection to Demarete is the device of the lion, the presence of which has remained enigmatic, particularly in conjunction with Syracuse. The lion is associated with Apollo, the patron divinity of Leontinoi, as well as being a pun on the city name and thus was used as a traditional symbol there. However, the lion is unknown at Syracuse before and after its' use on these coins. One view is that the lion, a symbol for Carthage, is shown running to symbolize the Carthaginian defeat. Another suggests that the lion was the family crest of the Emmenid clan, which traced its roots back to the hero Polyneikes of Thebes, and of which Demarete was a member. We will never know for sure. -- National Numismatic Collections.

    Pois poderá parecer uma mera coincidência que as mais célebres moedas de Siracusa com o mitema da face de Aredusa coroadas de louros e cercada por quatro golfinhos se chamem Demareteion em homenagem a Damarete, esposa de Gelo, vencedor dos Cartagineses em Hemera. Em mitologia não há coincidências que não sejam significativas e o termo Demareteion está envolto em tantas lendas que pode ter sido influenciado pelo nome da esposa do general que venceu os cartagineses e que assim recebeu destes um fabuloso restaste de guerra em talentos mas esta moeda já tinha cunhagens anteriores neste formato de efígie de Korê, filha de Deméter.

    Figura 15: Ca. 465 B.C.E, 17.17 g. Attributed to the Demareteion Master. Athena, being crowned by Nike, driving a quadriga; in exergue, a lion./ΛEO-NTIN-O-N Stylized head of Apollo right encircled by three barley grains; below, a lion.

    Na moeda Leontina em que aparece Apolo em vez de Aredusa os golfinhos são substituídos por espigas de cevada que mais parecem folhas de loureiro reforçando-se a ligação mítica com o culto de Deméter de que o leão é mais o animal de transporte do que de Apolo.

    Como noutra moeda Leontina vamos encontrar o mesmo motivo onde as espigas de cevada são agora bem definidas como grãos de cevada começamos a ter a quase certeza de que estamos perante imagens de culto a Deméter.

    Figura 16: SICILY, Leontini. Circa 466-460 BC. Tetradrachm (Silver, 17.25 g 2). Rev. ΛΕ ΟΝ ΤΙΝ ΟΝ (retrograde from lower right) Laureate head of Artemis to right, her hair bound up at the back, wearing pendant earring and pearl necklace; around, four barley grains.

    Figura 17: Tetradrachm circa 350-320, AR 17.06 g. Fast quadriga driven l. by charioteer, holding reins and kentron, about to be crowned by Nike flying towards him; above outer horse’s head, eight-rayed star. In exergue, sis in Punic characters. Rev. Head of Kore-Persephone l., wearing wreath of barley leaves, earring and beaded necklace; under chin, swastika. Around, four dolphins.

    Jenkins notes that the star before the chariot has no apparent precursor at Syracuse or elsewhere, but we can suggest that the swastika before the goddess' head is derived from the ‘cross’ that appears behind her head on one decadrachm die (Gallatin J.VIIa). This is especially plausible since one of the four Panormus reverse dies that successfully copies Euainetos’ decadrachm portrait (Jenkins 55) shows a scallop shell in front of the goddess' head, whereas it appears behind it on the Syracusan originals. Before the series at Panormus closes there occurs a transformation that favours the ‘modernistic’ style of the Artemis-Arethusa/chariot tetradrachms of the tyrant Agathocles. The affinity is unmistakable, and is principally visible in the treatment of Artemis-Arethusa. But there was a limit to the degree of reproduction, for on the issues of Panormus the chariot remains on the obverse, whereas on the Agathoclean coinage the chariot had been relegated to the reverse.

    Ninguém sabe ao certo afinal porque aparece uma suástica numa das moedas mais recentes da cidade de Siracusa. Porém, os motivos relacionados com o golfinho reportam-nos para Dagon cujo símbolo seria a suástica.

    Por outro lado, a efígie feminina da «cara» destas dracmas de Siracusa ora são identificadas com Damarete, ora com Aredusa, ora com Artemisa, ora com Corê / Perséfona.

    Συράκουσαι, variantes dóricas: Συράκοσαι, Συρακόσσα, Συράκουσσα.

    Συρακόσσα < *Ku-ra-Kauska > Kaure-Thussa > Harethusa > Arethusa.

                                                                                  > Coret-usha > Core.

    Em conclusão, a deusa de Siracusa fazia parte dum culto a Deméter, de que Artemisa era uma variante arcaica, e que por ser de origem minóica estaria também ligada a cultos solares neptunianos

    Na mitologia grega Aretusa era uma nereida filha de Nereu que fez voto de castidade e passou a fazer parte do grupo de deusas caçadoras de Artemisa.

    Um dia, após uma caçada extenuante, decidiu banhar-se em um rio límpido. Enquanto nadava sozinha, ouviu uma voz vinda das águas. Era Alfeu, o deus do rio, que se apaixonara pela bela ninfa. Aretusa fugiu assustada, com o deus-rio em seu encalço. Este, abandonando seu leito, perseguiu-a até que esta, sem forças, suplicou a Artémis que a salvasse. A deusa, diante das poderosas águas de Alfeu, envolveu a náiade em uma nuvem, transformando-a em uma fonte. Em seguida, a terra abriu-se, e a ninfa, assim transformada, percorreu seus subterrâneos e chegou a Siracusa, brotando na ilha de Ortígia, lugar consagrado a Artémis.

    Em seu trajecto subterrânio viu Perséfone, que havia sido raptada por Hades, deus dos Infernos, e mais tarde deu esta informação a Deméter, mãe da jovem raptada e que a procurava sem sucesso.

    A passagem de Aretusa pelos infernos faz dela variante de Medusa e como tal uma Corete, tal como Artemisa foi uma variante de Deméter pelo que se compreende enfim a relação dos golfinhos das moedas Demareteion de Siracusa como fazendo parte de arcaicos cultos solares cretenses.

    Porém Alfeu, sem desistir de sua amada, internou-se também na terra, vindo brotar junto à fonte de Aretusa. Assim o deus-rio uniu suas águas às da ninfa em um eterno enlace amoroso.

    Alfeu < Αλφειός < Ar-ki-jus < *Kar-kikus

                                                   > Arguivos lit “marinheiros de Ares!

    A parte final do mito pode ser mais romantismo que resquício mítico porque Alfeu pode ser uma variante aquática e cretense dos cultos guerreiros a Ares, uma deus solar e guerreiro.

     

    TRISQUEL LÍCIO

    Figura 18_ LYCIA. Dynasts of Lycia, Kuprlli

    Figura 19: vários tipos de moedas lícias relativas ao disco solar e ao trisquel.

    As mais antigas imagens do trisquel lício ainda apelam para o golfinho como evolução estilizada de 3 ou 4 golfinhos em volta do sol. Nas variantes mais explícitas uma das pernas do trisquel acaba na cabeça de uma cobra e noutros casos acaba em cabeças de pássaro.

    Figura 20: três gravuras de moedas lícias extraídas do livro Zeus - A Study in Ancient Religion - Vol 1, Arthur Bernard Cook.

    Monsieur Babelon, after passing in review the various hypotheses that have been put forward, concludes in favour of the solar explanation advanced by L. Muller and Mr E. Thomas. L. Muller, comparing analogous symbols throughout the west of Europe, and Mr Thomas, doing the same for India and the east, arrived independently at substantially similar results. -- Zeus - A Study in Ancient Religion - Vol 1, Arthur Bernard Cook.

    Em boa verdade e de acordo com outros contextos as cabeças de pássaros apontam primeiro e objectivamente para o cata-vento ou para a roda dos ventos porque o estudo dos ventos terá sido uma forma de prever o tempo e os ventos favoráveis na época em que a navegação marítima deles dependia:

     

    Ver: SUÁSTICA 4 (***)

     

    FIG. 90. LUNAR TRISKELION. (Revue archéologique, vol. xvii., 1874, pl. iv., No. 56.)

                 

    Figura 21: Greek. Pisidia, Selge. Nestas moedas o trisquel começa a ser um pictograma relativo à ideia de força na luta do pancrácio e impulso para o movimento da funda.

    This verdict, for Lykia at least, is confirmed by the fact that on Lycian coinage after the time of Alexander the Great the radiate head of Helios is a constant type. But, when we seek to define the deity to whom the Lycian wheel originally belonged, we are deserted by the evidence. -- Mr. Edward Thomas, in his work entitled "The Indian Swastika and its Western Counterparts.

    Figura 22: Desenho de Vaso grego relativo a treinos de atletismo onde aparece uma suástica num disco ou numa bola de lançamentos de pesos.

    Tal como na moeda anterior esta suástica pode ser um símbolo solar de força e impulso que aparece muito frequentemente associada à marcha dos estafetas que transportam a mensagem da luz solar.

    Parece que o símbolo solar  era também o de Marnas, o grande senhor dos mares e filho e esposo da noite escura, a Afrodite Melânia ou a assíria Milita. Neste caso poderíamos ter a explicação da «marcha» da Maratona se esta não fizesse apenas parte dos jogos olímpicos da modernidade sendo assim um verdadeiro falso cognato da «marcha».

    O funcho, também conhecido por anis-doce, erva-doce, maratro, finóquio, fiuncho ou fiolho, (…) na Grécia Antiga era designado por μάραθον (marathon), estando na origem do nome de Maratona (que afinal, em português seria Funchal), o local da mítica batalha de Maratona travada em 490 a.C. entre gregos e persas. A mitologia grega diz que Prometeu usou um talo de funcho para roubar fogo dos deuses.

    Dans la civilisation grecque le fenouil sauvage était associé à la claire vision. Dans la civilisation romaine, c'était la plante sacrée de Bacchus. Un grand pied de fenouil, représentant un symbole phallique, fut son emblème durant les bacchanales.

    Castellano y otras lenguas españolas: acinojo, anís, anís bravo, anís de Florencia, anises, anisete, anisete silvestre, arinojo, cañiguera, cenojo, cenoyo, cinoho, cinojo, cinoyo, enojo, enoyo, esmeldo, fanoyo, fenículo, fenojo, fenol, fenollo, fenoyo, fenullo, finojo, fiollo, fioyo, fiúncho, fiúncho bravo, fiúncho ordinario, fiúncho silvestre, hacinojo, hierba santa, hinojo, hinojo amargo, hinojo común, hinojo doméstico, hinojo hortense, hinojo salvaje, hinojo vulgar, inojo, jenoyo, jinojo, linojo, mellu, millu, millua, milu, perejil de gitano, perejilón, tenojo, tinojo, zenojo, zenoll, zenollo, zenullo, zinojo.

    Dos muitos nomes ibéricos que o funcho que teve, um pode ter sido *maradona, herdado directamente do grego como o lusitano maratro e de que derivou o patronímico Maradona do célebre jogador argentino. Como erva-doce que é, explica as variantes espanholas esmeldo, mellu, millu, millua, milu.

    Maratona < *Maradona < Μαρα-θώνας < Μαρα-θών-(ik)ας

    < Μαρα-θών < Mera-Thion ó Mel-antius > «melancia».

    E chagados aqui nunca saberemos se a erva-doce ou «maratro» deve o nome a *Maradona por Mel-antius, o deus minóico do pote de mel aonde caiu Galauco e que também seria Marnas deus dos mares como Dagon senhor da «melancia» e uma variante do deus menino por ter sido Baco, o deus da erva-doce e das doçuras do vinho ou aos deuses do Mel, do mar…e das zonas costeiras de «marachão». De qualquer modo parece ser seguro que o nome da «maratona» não tem nada a ver com a suástica nem esta com a «marcha».

     

    Ver: NINANA (***) & DAGON (***)

     

    Figura 23: A Suástica grega pode teoricamente reconstruída a partir do trisquel formado literalmente por três pernas. Este era frequente em escudos de hoplitas gregos mas é difícil de encontrar como tal. Figura 24: Atena artemisina entre Hércules e Hermes com escudo onde o trisquel apresenta no lugar do sol a cabeça da gorgona.

    Já a marcha pode muito bem ter algo a ver com a suástica quanto mais não seja porque formalmente nos reporta para a marcha do sol na esfera celeste em trisquel ou a quatro pés.

    «Marcha» < M. Fr. mar-cher < O. Fr. mar-chier

    March = "to walk with regular tread," early 15c., from M. Fr. marcher "to march, walk," from O. Fr. marchier "to stride, march," originally "to trample, tread underfoot," perhaps from Frankish *markon or some other Germanic source related to obsolete M. E. march (n.) "borderland", Or possibly from Gallo-Roman *marcare, from L. marcus "hammer," via notion of "tramping the feet."

    Obviamente que os eruditos apenas sabem que a «marcha» era desconhecida dos latinos mas apareceu entre os franceses não se sabendo muito bem como. Assim, até prova em contrário, apareceu como forma de «marcar» terreno fronteiriço marchando e contando as marcas dos pés e dos passos na areia da praia ao longo da costa, ou serviço de Marnas / Dagon / Pantano…e só depois na borda dos campos e talvez no Egipto e na Caldeia depois de inundações e «marachões».

    «Marachão» < marés => pântano Cast. pantanu < b. Lat. *pantanu.

    ó Fr. marais > maraîchage = lezíria

    < Ta-lassa-ira.

    O termo "pântano" originou-se do nome de um lago da Apúlia, na Itália, chamado Pan-tanu (actualmente, o lago chama-se Lesina).

    A nomine antiquo huius lacus, olim sane paludosi insalubrisque, viri docti vocabulum "pantano" derivant, quod in linguis Italica et Hispanica "paludem" sonat.



    [1] Talos, nude, standing facing, wings spread, hurling stone in his right hand, holding another in his left. Svoronos, Numismatique 67 -- http://coinproject.com

    [2] According to Anton Boras of the Mythology Association of Chicago, Illinois Taras is not the son of Poseidon. New evidence has been found in an excavation site north of Athens to prove that Taras is actually the son of Gaia and Leonidas of ancient Sparta.

    [3] As far as I have been able to trace or connect the various manifestations of this emblem, they one and all resolve themselves into the primitive conception of solar motion, which was intuitively associated with the rolling or wheel-like projection of the sun through the upper or visible arc of the heavens, as understood and accepted in the crude astronomy of the ancients. – -- Mr. Edward Thomas, in his work entitled "The Indian Swastika and its Western Counterparts

    [4] It may fairly be claimed that these coins go some way towards connecting the Cilician god with the Minotaur. F. Imhoof-Blumer would see in him Kronos, whose head he identified on a later silver coin of Mallos. And certainly this explanation suits the bull's head borne by the Janiform figure; for Kronos appears elsewhere with that attribute (On an octagonal altar found at Havange in 1825 and now in the museum at Metz). But we need not therefore disallow the comparison with Talos and the Minotaur. Kronos is essentially connected with both. Perhaps we may venture to regard the older disk-bearer as a solar Kronos, the younger as a solar Zeus. Further, it has been argued by J. N. Svoronos that Mallos in Kilikia was a colony of Malla in Crete, where the principal cult was that of Zeus Monnitios If Svoronos is right, we are justified in pressing the analogy of the Cretan solar deities. -- Arthur Bernard Cook - Zeus - A Study in Ancient Religion - Vol 1, pag. 298.

    [5] Pseudo-Hyginus, Astronomica 2. 17 (trans. Grant) (Roman mythographer C2nd A.D.): "Constellation Delphin. Eratosthenes and others give the following reason for the dolphin’s being among the stars. Amphitrite, when Neptunus [Poseidon] desired to wed her and she preferred to keep her virginity, fled to Atlas. Neptunus sent many to seek her out, among them a certain Delphin, who, in his wandering s among the islands, came at last to the maiden, persuaded her to marry Neptunus, and himself took charge of the wedding. In return for this service, Neptunus put the form of a dolphin among the constellations."

  • «CARAVELA», A BARCA SOLAR, por artur felisberto.

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    Figura 1: Khepri, na barca do sol, com Cherti, o deus barqueiro vestido de branco, seguido de Amon-ra (?), Kheper, Toth e a deusa da aurora, Isis.

    Citação 1: In Egypt, the primary symbolism associated with scarab was solar. The first scarab worshiped, was probably the bright metallic Kheper aegyptiorum. The decisive symbolism came from the association of the dung ball to the sun: the scarab rolling his dung ball provided an explanation of the sun's movement in the sky. However, this solution was neither "logical" (where is the scarab in the sky?) nor exclusive: Egyptian culture embraced their old and new beliefs with an equal and non conflicting faith. (...) Some indications suggest that Egyptian scholars, i.e. priests, got the idea to examine what happened to the beetle's dung ball when it was buried beneath the ground. They probably made the entomological observation of metamorphoses; predating those of the French entomologist Jean-Henri Fabre by about 5000 years. However, the conclusions of Egyptian priests were rather different from Fabre's. They appear to have concluded that the scarab ball was something like the beetle's egg. Making their eggs from dung, scarabs did not need females; therefore, they were all males. By the way, let us remark here that the Egyptians also believed that vultures were all females (below). The Egyptian understanding was that old male scarabs buried their balls/eggs into the ground. In the ball, the beetle experienced vital changes, passed through various worm-like stages (the larvae), became a motionless, dead-like corpse (the pupa), and ultimately was born anew from the ball. Egyptian priests thought that what happened to the sun in the ground was not essentially different from scarab metamorphoses. At the end of the day, the sun enters into the ground as does the scarab and his ball (let us observe here again that the sun alone can be represented by the scarab and/or his ball; a vision rather hard for contemporary cultures to believe). The sun travels underground from west to east, undergoing a mysterious metamorphoses, or khepru, resulting in regeneration. (...)

    O sol da aurora era Kephri.

    Ra: The sun was the primary element of life in ancient Egypt, we find this importance reflected in the art and religion.

    Some of the most popular gods had a solar connection. The sun was first worshipped as Horus, then as Ra and later as Amun-Ra There are many other representations of the sun, including Khepri, the great scarab who symbolizes morning and the ram-headed god Khnum representing evening.

    O sol da aurora era Khepri

    O sol do meio-dia, Re < Hórus nas sua variantes leoninas Hor Behdety.

    O sol da tarde era Atum > Aten

    O sol da noite era Khnum ou Osiris?

    É evidente que o estranho comportamento nupcial dos escaravelhos que transportam bolas excremento para as fêmeas porem os ovos teria que ter sido suficientemente misterioso para ter acabado por servir como metáfora de mestre escola nos esquemas místicos dos cultos de morte e ressurreição da mitologia astrológica do renascer da aurora e da morte do sol-posto.

    Figura 2 e Figura 3: «Caravela» = «barca do sol» imagem analógica do paradigma teórico para a questão cosmológico do transporte do sol na abóbada celeste que irá ser substituído na mitologia clássica pelo «quadriga do carro de Apolo»!

    Figura 4: As diversas fases do percurso da barca solar nas 24 horas do dia!

    The next morning, the sun rises from the ground rejuvenated, as the scarab god Khepri. Now, Egyptian scholars or priests further developed their beliefs. If the humble scarab and the glorious sun can be reborn from the ground, after suffering death and undergoing mysterious transformations, why should not this be possible for human beings? Even though men are not as glorious as the sun, they are not as humble as the scarab. The recipe for rebirth, or resurrection, was then to imitate as closely as possible what happened to the scarab while it entered the ground (for it is more difficult to observe what happens to the sun). Most crucial was the last stage (the pupa) which inspired the invention of the complicated process of mummification. In all probability, the mummy is nothing other that the imitation of scarab pupa; A temporary condition intended to protect the dead body, and the transformations (the khepru) it must endure before its resurrection. -- Beetles as Religious Symbols, by Yves Cambefort, Paris, France.

    O estranho desta barca deve resultar de ela ser mais «trenó» do que barca o que deixa no ar a suspeita de o trenó ter sido uma invenção muito mais arcaica relacionada com os cultos xamânicos pré agrícolas iniciados nas zonas circumpolares em torno da caça à rena onde a fome e o frio teriam feito do engenho gregário e do respeito pelo fogo uma condição primordial de sobrevivência.

    Neste contexto de adoração do «fogo sagrado», a domesticação do cão a partir do lobo, animal que manifesta também um particular fascínio hipnótico pelo fogo e pela lua, deve ter surgido como uma das primeiras manifestações de simbiose social, com o trenó pelo meio, e a que a rena viria juntar-se mais tarde.

    A fogueira de Natal e o Pai Natal viriam mais tarde ajudar à festados solestício de inverno.

     

    Ver: FOGO (***)

     

    «Trenó»< Fr. traîneau, carro de arrasto

    < taryanu, lit. “o carro de bois” do céu ou das renas de S. Nicolau

    < Nicolaos = νίκη λαϊκή = "Victoria popular" ó *Ni-kola-lu

    Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. (…) Outra história muito famosa narra o terror de um pai que se vê forçado a “aceitar”, cheio de remorsos, a prostituição das suas três filhas, pois era velho demais para trabalhar, e não havia ninguém para sustentar a família. São Nicolau, depois de ter ouvido, horrorizado, esta história, decide, às escondidas e pela calada da noite, atirar da janela da casa vizinha um saco cheio de ouro ao pé da lareira onde estavam estas quatro tristes almas.

    Figura 5: São Nicolau acompanhado por Krampus, cartão postal de 1901.

    (…) A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo.

    (…) Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.

    De acordo com as lendas, Krampus começa as festividades do Natal na noite do dia 5 de dezembro. Ele é um companheiro de São Nicolau, ou como dizemos por aqui, de Papai Noel.

    Ele é o contraponto ao Papai Noel, e ao invés de dar presentes às criancinhas das aldeias, Krampus invade as casas das pessoas e retira delas as crianças que foram más, que mentiram, que fizeram pirraça… E ele as leva Nada de presentes para crianças más…Já no século IV da nossa era, o Papa Gregório, havia aconselhado Santo Agostinho a permitir que esse personagem pagão fosse incorporado às festividades desde que fosse rebatizado. Krampus é o novo nome dessa entidade: Percht ou Perchta. (…)

    Perchta era uma deusa pagã da região alpina, que aparece em duas formas: ou sedutora belíssima, branca como a neve, ou como um demónio em trapos. A ela cabia a vigilância dos animais no início do inverno e a visita às casas para se certificar de que a fiação da lã estava sendo feita correctamente.

    Krampus < Kaur-enphus < Kur-Enki, o Senhor do Kur.

    Kur-Enki, o Senhor do Kur era o rei dos infernos sumérios e o mais popular dos deuses por ser a que mais se condoía com as desgraças dos humanos durante o dilúvio. Era também um deus da passagem do sol pelo submundo e por isso uma espécie de Coronte.

    Percht ou Perchta era seguramente uma variante de Afrodite que no caso apresenta quase explicitamente o seu papel *Pher-Ka-Te, a deusa (Te) que transporta (pher) a vida (ka)!

    Percht < Perchta < Pher-Che-Ta < *Pher-Ka-Te > Ka-Pher-Tete > Afrodite.

    O nome de S. Nicolau parece ser uma adaptação ortodoxa de um nome que não seria inteiramente afeiçoável ao grego por ser lício, a terra dos discos solares de três pernas. De facto, a razão pela qual este santo aparece ligado a um culto natalício que sempre foi muito enraizado na cultura popular só pode derivar do seu nome e não da sua história que só de passagem circunstancia terá sido particularmente relacionada com os presentes de Natal. Na verdade é mesmo preciso forçar um pouco a mitologia cristã para se estabelecer a relação com a mitologia moderna de Santa Claus que terá aparecido por volta do século VIII, desde logo porque não tendo havido nenhum papa Gregório contemporâneo de Santo Agostinho só pode ter sido o Papa São Gregório II responsável pela intensa obra de evangelização das populações germânicas que quando combateu os iconoclastas (727-731) acabou por ter as tradições neo pagãs do seu lado.

    O “bom velhinho” só pode ser de facto Crono / Saturno / Caronte.

     

    Figura 6: Pégaso e o trisquel lício numa moeda de dinastia incerta.

    A associação de Pégaso com o trisquel lício faz deste mítico cavalo alado um animal de transporte solar que esteve associado ao herói mítico da Lícia Belerofonte.

    Assim, seria *Ni-kola-lu o nome original de S. Nicolau que nos reportaria para os cultos solares lícios do trisquel, anterior ao dos carros solares da vitória de Nike e ainda próximos dos trenós nórdicos.

    *Ni-kola-lu < Ni-| Kauralu > Karalu > «c******»|.

                                              | < Kawre-lu < Ka-pher-lu > «Cavalo».

                                                                   > Ka-| Bel-elu > Belero + Font

    > «Belero-fonte» = cavaleiro assassino ou Pan, o cavaleiro do sol?

    Belerofonte seria uma das origens do mito de S. Nicolau que terá continuado até ao do S. Jorge e o Dragão. No entanto não terá sido tanto com o mito de Belerofonte que *Ni-kola-lu terá relação mas com Pégaso de que seria quiçá o nome ou variante genérica de que derivou o nome do próprio «cavalo» e o calão que os portugueses do norte mais têm debaixo da língua, ambos com óbvias relações com o sol e o transporte do disco solar.

     

    Ver. BELEROFONTE (***)

     

    O Trenó de renas de S. Nicolau será assim a forma anterior ao carro de cavalos solar aspecto megalítico que os egípcios ainda manteriam nas suas cerimónias fúnebres faraónicas.

     

    Figura 8: Outro féretro real de um trenó puxado por vacas.

    Figura 7: A barca de Socar, ou Henu, era a variante matutina da barca Mesektet em que o sol percorria o céu durante a tarde.

    Na verdade, Socar só pode corresponder ao deus canaanita da aurora Sacar, seguramente relacionado com a cabra maltês desde os primórdios da mitologia como Lúcifer, precisamente por este animar andar sempre empoleirado nos penhascos, como que à procura da aurora. Assim, mais do que uma gazela o animal da popa deste estranho navio pode ser uma evolução caprina que os egípcios rejeitavam como impura. De qualquer modo a tendência sincrética dos sacerdotes Egípcios acabaram por fundir Socar na tríade dos deuses primordiais dos cultos de morte solar, Ptah-Socar-Ósirs.

    Here is the possibility, however, that in OT times that the names "Hebrew," "Habiru," "Khapiru," "Apiru," and "pr" were forms of the same word (equivalent to the Akkadian SA.GAZ), a designation without nation significance. (...)

    Etymologically, it has been debated whether "Hebrew" is to be traced to Eber, the father of Peleg and Joktan (Gen. 10:24-25, 11:12-16) or is derived from the Hebrew root "to pass over" and has reference to "a land on the other side," as the dweller east of the Euphrates might think of Canaan. Habiru as to Hebrew, the Hebrew are "those who crossed over" in the sense of trespassing, i.e., "trespassers."[1]

    Eber < Eberu < Hebrew < Habiru < Khapiru

    < *Kaphiru, lit. «o (que segue o gado) que transporta as almas»

     Apiru > p(e)r.

    Um deus Egípcio que comprova a tese de que o étimo -fer do «movimento» derivou do cruzamento mítica da ideia da deambulação astrológica do sol com uma interpretação deformada dos instintos nupciais de escaravelho podemos vê-la reforçada na análise etimológica do nome de outros deuses Egípcios tais como Hapi = Hapy, dois nomes que além de homófonos parecem homónimos.

    Hapi < Kaphi® < Kaphir < Khepri.

     

    Ver: HAPI = HAPY (***) & SOCAR (***)

     

    Será por mero acaso que o «escaravelho» (< Lat. scarabeu ou scarabaeu) mantém no nome as ressonâncias étmicas do deus escaravelho dos Egipcios? De facto, o «escaravelho» tem conotações tanto com o deus Sírio Sacar como com Khepri.

    Khepri > Kawri < Karaw > *Skarab- ó Sacar.

    No entanto, a própria etimologia de «escaravelho» < scarabeu é questionável. Aceitando que o núcleo arcaico destes nomes vem de Karau < Kaur, também do mesmo virá o nome do «lacrau» • (Ár. Ala krab), s. m. «escorpião».

    Sendo assim:

    «Escaravelho» < Scarab hellium, literalmente “o *Skarab- de Hélio, o sol”

    < Sacar + | awi, «o que voa no céu» < Apis, “o boi sagrado do sol” | + hellium, o sol em grego < Kaphur-Abilio, a abella negra de Sacar, o sol nocturno dos infernos

    < Ishkur Apkallu, *Curisco da sabedoria, “o homem que transporta o fogo do deus pai”!

    Esta investigação étmica revela-nos de modo espantoso a relação solar desta palavra.

    Figura 9: Barco «rabelo» na «ribeira» do Porto.

    Figura 10: «caravela»

    «Rabelo» (ó «rabo») < Ra-Weros < Haur-Pher < Kaufer.

    Do mesmo modo e por analogia se pode entender porque é que é na terra do nome «escaravelho» se mantém o nome fálico (e solar) do «c******» < cara(u) (he)liu[2] e da «caravela» enquanto descendente da «barca solar». Morfologicamente a caravela era pouco mais do que uma Falua egípcia.

    Figura 11: Faluas egípcias em Assuão

    Una faluca o falúa es un barco de vela pequeño (por lo general, pueden llevar una docena de pasajeros, más un par de personas como tripulación), que puede tener una o dos velas casi triangulares,1 y uno o dos mástiles ligeramente inclinados hacia la proa.
    La palabra faluca procede del árabe:
    فلوکه faluka, pequeño barco.

    «Falua» < Esp. Falusa < Faluka ó Felash < Pher-u-Ki.

    Figura 12: Falua do Tejo de uma vela

    Figura 13: Falua do Tejo de duas velas

    Figura 14: Fragata do Seixal.

    Que linda falua,
    que lá vem, lá vem,
    é uma falua,
    que vem de Belém.
    Eu peço ao Senhor Barqueiro
    que me deixe passar,
    tenho filhos pequeninos
    não os posso sustentar.
    Passará, não passará,
    algum deles ficará,
    se não for a mãe à frente,
    é o filho lá de trás.

    A etimologia da «caravela» é suficientemente flutuante para que não possa ser reavaliada. Na realidade deve tratar-se de uma afeiçoamento de termo arcaico *Karaphera a um significante que ressoasse como “velas de caras à feição de bons ventos”! O termo arcaico seria próximo do grego antigo «Cafiria», nome de uma epopeia grega perdida semelhante à Ilíada de Homero que significaria “expedição naval”.

    «Caravela» = O vocábulo parece ter origem em cáravo ou cárabo, aportuguesamento do grego κάραβος, um barco ligeiro usado no mediterrâneo. Segundo alguns historiadores, o vocábulo é de origem árabe carib (embarcação de porte médio e de velas triangulares — velame latino). Há historiadores que defendem que a origem da palavra seria carvalho, a madeira usada para construir as embarcações. A sua primeira utilização documentada na língua portuguesa data de 1255 e última referência em documentos impressos data de 1766, o que leva a pensar que o termo terá sido aplicado a várias embarcações ao longo do tempo. (ou evoluído estruturalmente de acordo com as necessidades do tráfego marítimo).

    «Caravela» < Kara-bera < Kara-bola

    < *Karaphera, «a que transporta Kar, o sol»

    ó *Karaw-heliu => Karabos ó Kafíria.

    De resto, já o próprio nome da «barca» < Lat. barca, por *barica < War-ica, lit. «a imagem de «War» < Wer, o deus da guerra e dos infernos e do transporte do sol < *Ki-kurka, lit. Kiphur-ka, a cobra de transporte do «alma» do sol > kiki-Kur > Ishkur.



    [1] From The Alpha and the Omega - Volume I, Chapter Four, with Volume III updates,by Jim A. Cornwell, Copyright © 1995, all rights reserved, "Scorpion – at 3200 B.C. and Sargon the Great and Ka-Ap in Egypt".

    [2] => Karabel, perto de Esmirna onde se encontram os baixos relevos reais, de influência hitita.

  • SUÁSTICA IV; MOINHOS DE VENTO, por artur felisberto

    v\:* {behavior:url(#default#VML);} o\:* {behavior:url(#default#VML);} w\:* {behavior:url(#default#VML);} .shape {behavior:url(#default#VML);} Normal 0 21 false false false MicrosoftInternetExplorer4 st1\:*{behavior:url(#ieooui) }st2\:*{behavior:url(#ieooui) } /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;} table.MsoTableGrid {mso-style-name:"Tabela com grade"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; border:solid windowtext 1.0pt; mso-border-alt:solid windowtext .5pt; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-border-insideh:.5pt solid windowtext; mso-border-insidev:.5pt solid windowtext; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; text-align:justify; text-indent:35.45pt; mso-pagination:widow-orphan; tab-stops:35.45pt 120.5pt; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}

    A história do moinho de vento é das mais incompletas e obscuras. As ideias corrente nas pequenas introduções históricas com base na Wikipédia referem que “as primeiras referências conhecidas a moinhos de vento datam do século X”. Obviamente que já existiam formas de moagem de cereal em larga escala, sem as quais não teriam sido possíveis as existências dos grandes impérios da antiguidade. Seguramente que a forma de moagem mais cruel e também mais antiga porque mais disponível terá sido o recurso à mão de obra escrava que seria uma forma de moinho de sangue já que seria duplamente odioso chamar-lhe de tracção animal.

    Figura 1: O uso de tracção animal numa moagem industrial romana deve ter feito a fortuna do dono do sarcófago do museu Vaticano aqui fotografado.

    Le moulin à eau, attesté en Europe depuis l’Antiquité, est plus ancien que le moulin à vent. Il s’est développé parallèlement à la disparition de l’esclavage à partir du IXe siècle. L’utilisation de l’énergie hydraulique plutôt qu’animale ou humaine permet une productivité sans comparaison avec celle disponible dans l’Antiquité, chaque meule d’un moulin à eau pouvant moudre 150kg de blé à l’heure ce qui correspondait au travail de quarante esclaves.

    Obviamente que quando se refere que o moinho de água é mais antigo que o de vento se está apenas a referir que na Europa ocidental só existem garantias arqueológicas e documentais do moinho de água referidas precisamente pela arqueologia do império romano que de forma estranha parece ter usado todas as formas conhecidas de moagem menos a eólica. Adiante se verá que mesmo na Itália esta tradição se manteve porque, à parte a Sicília, praticamente não tem a tradição dos moinhos de vento.

    The earliest mentions of the use of wind power come from the East: India, Tibet, Afghanistan, Persia. Ancient manuscripts, however, have often suffered from mistranslations, revisions, and interpolations by other hands over the centuries. In some, even diagrams were changed to suit the whims of revisionists, and there are instances of forgeries. Drachman [1961], Needham [1965], Vowles [1930], and White [1962] all cite examples of these aberrations. Marie Boas provides a good illustration of the treatment a manuscript can undergo in her detailed monograph, "Hero's Pneumatica - A Study of its Transmission and Influence" [1949].

    Mentioning the Boas monograph is apposite here because of the well-known ascription of the invention of the windmill to Heron (a variant of Hero) of Alexandria, by virtue of his account of it as one of the many devices in his Pneumatica of 2000 years ago. This ascription is now discounted by most authorities in varying degrees, ranging from outright rejection, through wistful reluctance to relinquish the idea, to acceptance as only a toy. – Historical Development of the Windmill, Dennis G. Shepherd.

    No entanto, este facto parece confirmar a existência de taras culturais a condicionarem a evolução histórica que, neste caso, permitem postular a existência de um atavismo geografia que faz com que as potências continentais tenham apenas forças navais mais como reservas de transporte do que como corpo de intervenção no teatro das operações de conquista. Os deuses dos ventos não eram seguramente os mais bem conhecidos pelos romanos que temeriam ao ponto de não se atreverem a “brincar” com eles em moinhos de ventos.

    De facto, sumariamente se poderá dizer que cada civilização tem os seus atavismos culturais típicos que os impedem de ver mais do que aquilo em que conseguiriam acreditar. No limite, a maioria de uma população só acredita naquilo para que está culturalmente formatada.

    We know that Archimedes produced various clever devices which enabled the defence of Syracuse. None of those devices were ever used again, to our knowledge. Greek Fire was a thoroughly useful and effective weapon, particularly at sea. We don’t know for sure what it was. Woad was used to produce a blue dyestuff which was popular among the Celts. We have no clear idea what woad was, nor can any natural British plant produce a blue dye. We have Roman devices which were run by steam and evidence of Byzantium robots. Why were these innovations lost?

    From our perspective, where every innovation is immediately seized upon and spread throughout the population, and ultimately improved upon, it is hard to believe that this was not done. Therefore, it has previously been supposed (up to the early 20th century) that such things were fabrications in the minds of historians, and that they never existed. But it is now believed that yes, they did exist, but for cultural reasons, there was no compelling need among the population to implement them. This is upheld by Chinese examples, such as iron founding in the 11th century which was put to an end by a disinterested bureaucracy, and vast shipbuilding skills from the 15th century that did not exist when the British occupied the country hundreds of years later. -- The Tao of D&D, alexiss1@telus.net.

    Obviamente que é difícil acompanhar o hipercriticismo do autor de blogue para além do acima referido supondo que ateísmo o moderno está acima de qualquer suspeita porque afinal o monoteísmo já teve o mesmo preconceito em relação ao politeísmo. Grande parte da reposta às questões levantadas residem tanto no facto de a cultura comum não estar preparada para aceitar estas inovações, que há época eram meros luxos académicos das escolas dos templos (senão mesmo objectos mágicos de culto) desconhecidos da cultura dominante, como sobretudo pelo facto de a estrutura civilizacional não ter ainda a maturidade tecnológica suficiente para as implementar ainda que houvesse vontade para tal. Particularmente no caso da tecnologia do moinho-de-vento se poderá dizer que se os romanos implementaram os moinhos de água também poderiam ter feito o mesmo com os de vento e aí é que reside a verdadeira questão!

    Seja qual for a resposta que mais adiante se vier a dar a estas dúvidas a verdade é que, foi pela falta de soluções para estas e outras que o Império Romano enfrentou, que se deu a sua decadência que se materializou na idade das trevas do feudalismo medieval europeu e que em parte foi também a lenta recuperação do sistema subjacente ao império romano. Em boa verdade o Império Romano apenas acabou como sistema político porque continuou como civilização na romanidade cristã e bizantina e na cultura árabe. No entanto, se da romanidade ocidental iria renascer a Europa moderna retomando o helenismo, no que deste tinha sido recuperado de melhor, no Renascimento também é verdade que pelo contrário tal aconteceu precisamente com a morte definitiva do Império Romano do Oriente depois da lenta agonia do império bizantino transformado num líquido hipostático adstringente que iria envenenar o império Otomano e a cultura islâmica em geral.

    Preconceitos do mesmo tipo impediram, por exemplo, a descoberta formal do motor a vapor pela cultura antiga ainda que Vitrúvio (e cem anos depois, Herão de Alexandria) tenham descrito a Eolípilha não como mera brincadeira mágica mas, segundo as próprias palavras de Vitrúvio, para “levantar o véu de verdades ocultas nas leis divinas”!

    Isto significa que nem Vitrúvio nem Hierão descobriram estes engenhos pneumáticos porque seriam objectos sagrados encontrados pelos invasores macedónicos nos templos egípcios com a mesma admirável voracidade pelos mistérios egípcios que a que levavam os sábios que acompanharam Napoleão na sua célebre expedição ao Egipto.

    A expedição comandada por Napoleão Bonaparte ao Egipto foi originalmente uma operação política elaborada para consagrá-lo definitivamente como chefe de Estado. Mas, foi além disso, também uma formidável missão científica, sem precedentes históricos, e inaugurou a era do colonialismo na História Moderna. (…) Antes de Bonaparte e sua aventura egípcia, só Alexandre, o Grande, havia feito o mesmo. A expedição ao Egipto, aventura militar e política em princípio, vai se transformar, em parte, em expedição científica. -- por Claudine Le Tourneur d'Ison.

    Existem de facto provas de que os templos do antigo Egipto eram escolas de espiritualidade exaustiva e intensiva a todos os níveis permitidos pelo único objectivo de manter a boa ordem de Maat na forma da eternização a todo o custo imutável do status quo político religioso vigente supostamente desde origem lendária da civilização egípcia. Esta defesa do poder instituído passava seguramente pelo uso de todas os meios que mantivessem o prestígio religioso incluído a prática da magia que incluía tanto os meios de condicionamento psicológico pela via da crença supersticiosa como o uso de técnicas empíricas pré-cientificas engenhosas que em muitos casos acabaram por gerar verdadeiras inovações culturais e tecnológicas que qualquer compêndio de egiptologia não se esquece de referir. A mitologia Bíblica é, a respeito da prática da magia egípcia, paradigmática.

    10Então Moisés e Arão foram ter com Faraó, e fizeram assim como o Senhor ordenara. Arão lançou a sua vara diante de Faraó e diante dos seus servos, e ela se tornou em serpente. 11Faraó também mandou vir os sábios e encantadores; e eles, os magos do Egito, também fizeram o mesmo com os seus encantamentos. 12Pois cada um deles lançou a sua vara, e elas se tornaram em serpentes; mas a vara de Arão tragou as varas deles. 13Endureceu-se, porém, o coração de Faraó, e ele não os ouviu, como o Senhor tinha dito. Éxodo 7 João Ferreira de Almeida Atualizada (AA)

    Como são sempre os mesmos preconceitos colonialistas que impedem os invasores de aceitarem a validade da cultura dos povos que invadem fora dos limites dos seus paradigmas culturais, sempre supostos de maior qualidade, os estudiosos anglo-saxões distorcem com subtil displicência a apreciação da tradição cultural mediterrânica, o que sempre foi assim até porque de outro modo não haveria competição evolutiva, no caso tendendo a depreciar o legado latino e ibérico exaltando o legado indo-europeu dos gregos como se isso os tornasse seus antepassados directos e o germen do helenismo tivesse podido saltar para Inglaterra na bagagem de Ricardo coração de Leão directamente do oriente sem passar pela Europa.

    Figura 2: Representação artística da Eolípilha de Hierão de Alexandria.

    Nos casos referidos por Dennis G. Shepherd sobre as dúvidas relativas à paternidade de Herão sobre os moinhos de vento nem era preciso usar o argumento do hipercriticismo textual que levado ao extremo permite conclusões ateístas absurdas como a de que “Cristo nunca existiu” quando a mesma lógica dos erros de texto prolongados no tempo podem perfeitamente desculpar as incongruências actuais dos textos receptus da Pneumática de Herão. Usar o argumento do descrédito textual é tática de advogado e faze-lo a respeito de Hierão de Alexandria é quase mais severo do que foi julgar a boa-fé intelectual de Galileu em tribunal da Inquisição.

    Na verdade, até prova em contrário, Herão de Alexandria é até mais credível que Dennis G. Shepherd porque há dois mil anos a palavra de honra valia mais do valem hoje os relatórios circunstanciais feitos a granel para defender teses universitárias seja ou não a pedido da NASA. De resto a maior parte dos brinquedos sagrados de Herão foram concretizados nos jogos de água dos jardins da renascença italiana por Giovanni Battista Aleoti e descritos no seu livro “Gli artifitiosi curiosi moti spiritali di Herrone” onde apresenta uma das variantes do desenho do Órgão pneumático de Herão. É patente que a hélice apresentada no esquema é demasiado pequena para ser capaz de gerar potencia eólica suficiente para mover um pesado órgão como o descrito o que pressupõe que seria de facto apenas um esquema e não a reprodução exacta do engenho que, em boa verdade era composto por dois aparelho: Um moinho de vento e um órgão de água. Ora o conjunto pesado como este para ser funcional exige que este último engenho tivesse que estar ligado a um verdadeiro moinho-de-vento que Herão não descreveu detalhadamente por ser do conhecimento comum da engenharia sacerdotal alexandrina!

    According to Drachmann (1963), Heron was a man who knew his business thoroughly, who was a skillful mathematician, astronomer, engineer and inventor of his time. Based on the content of the book Pneumatica, a number of researchers expressed doubts about his capabilities. However, this book appears to be an unfinished collection of notes and may have been altered through the years.

    An important characteristic of Heron’s work was clarity in expressing his ideas, something not common in ancient writings. As Drachmann (1963) states, “a man who is always able to present his subject in such a way that is readily understood, is a man who understands it himself, and he is certainly not a fool or a bungler.”

    (…) Furthermore, Heath writes that, “The practical utility of Heron’s manuals being so great, it was natural that they should have great vogue, and equally natural that the most popular of them at any rate should be re-edited, altered and added to by later writers; this was inevitable with books which, like the Elements of Euclid, were in regular use in Greek, Byzantine, Roman, and Arabian education for centuries” (Heath, 1931). -- HERON OF ALEXANDRIA (c. 10–85 AD) Evangelos Papadopoulos Department of Mechanical Engineering, National Technical University of Athens.

    Figura 3: Órgão de Herão descrito no livro “Gli artifitiosi curiosi moti spiritali di Herrone” de Giovanni Battista Aleoti.

    No entanto, como perfeito nem o filho de Deus, não será anormal afirmar que Hierão tenha sido sempre bem-sucedido particularmente na forma densa como descreveu o seu organon até porque é aceitável que dois mil anos de revisões de texto teriam que levar a erros de descrição e…sobretudo de reprodução de esquemas e desenhos que poucas ou nenhumas vezes foram construídos! A passagem da eolipilha para o moinho de vento através de uma engenharia própria de uma nora aparece em desenhos do século 17 como intuitiva forma de produção de um pilão…obviamente capaz de moer grão.

    Figura 4: Giovani Bianca Steam Engine, 1629

    Figura 5: Archimedean screw

    One of the innovations of the great Greek mathematician and inventor, Archimedes, was the Archimedean screw. This simple machine transferred water from a low level to a higher level. Powered by a windmill or animal labor, this invention simplified the process of field irrigation.

    Vowles also discusses the Pneumatica puzzle [1930] and shows four examples of transmogrified images from various later manuscripts that help to compound the confusion. In addition to the difficulty we have with the drawings of Heron's device, the exact meaning of some of the words leaves us in doubt. Two prime examples are the word anemurion, meaning a windmill or only a weathervane, and whether Heron uses the word organon to mean a musical organ or just as a generic term, as we might speak of an organ of the body.– Historical Development of the Windmill, Dennis G. Shepherd.

    ἀνεμούριον, τό, (οὖρος) = A. windmill, HeroSpir.1.43. Henry George Liddell. Robert Scott. A Greek-English Lexicon. revised and augmented throughout by. Sir Henry Stuart Jones. with the assistance of. Roderick McKenzie. Oxford. Clarendon Press. 1940.

    O termo para moinho do grego moderno ἀνεμο-μυλος não parece derivar de ἀνεμούρος porque não é de regra que o derivado seja mais complexo que o derivante. Como a inversa também não parece verdadeira ou se trata de um termo corrompido pelos primeiros editores de Hierão que não conheciam ainda os moinhos sagrados egípcios ou um neologismo inventado por Hierão que então desconheceria o nome que os egípcios davam a este objecto e assim, tudo parece acabar de facto em pura especulação à volta do moinho de vento de Hierão porque se começamos a por em dúvida o significado de tudo o que não vem nos dicionários usados à época acabamos no cepticismo pirrónico. Na verdade, o dicionário “Henry George Liddell. Robert Scott. A Greek-English Lexicon” parece não ter dúvidas que ἀνεμούριον, τό, (< οὖρος) significa moinho de vento.

    Mas partindo do pressuposto que seria um neologismo de Hierão são justas as dúvidas sobre o que quereria este dizer com ele pois se não há dúvidas sobre a relação semântica do infixo ἀνεμο- com o vento já no confronto deste com os diversos possíveis significados de -οὖρος parece haver todas as dúvidas porque nenhum consegue dar sentido ao conjunto ἀνεμο-ύριον como de seguida se confirma: vento-brisa, guardião do vento, monte, limite ou trincheira do vento, búfalo (que seria desconhecido de Hierão) de vento? A ideia de que significaria apenas um cata-vento é ainda mais bizarra por acabar numa espécie de petição de princípios ao procurar explicar o inexplicável com algo que ainda que conhecido acaba por explicar ainda menos! Que necessidade teria Hierão de inventar um nome bizarro para algo que teve a forma dum Tritão na Torre dos Ventos de Atenas que teria um nome genérico de “indicador do vento” que não seria muito diferente do ανεμοδείκτης que tem em grego moderno. Mesmo na acessão prosaica do brinquedo infantil caravela ou cata-vento que seria apenas um ἀνεμό-δρομος, que roda com o vento, não faria sentido usa-lo no contexto que Hierão, fosse porque tecnicamente não funcionaria, fosse porque ainda que no sentido algo que “roda com o vento” de forma funcional Hierão teria encontrado na língua grega meios para inventar um neologismo adequado.

    E é assim que a partir das dúvidas razoáveis de cépticos como um tal Vowles referidos por Dennis G. Shepherd no seu relatório para a NASA, Historical Development of the Windmill, que acabamos por suspeitar que Hierão nunca terá usado o termo ἀνεμούριον porque, quanto mais não fosse por analogia com os moinhos de água, ὑδρα-λέτης / ὑδρο-μύλη, que vieram a ser conhecidos dos romanos, teria inventado o termo ἀνεμο-λέτης / ἀνεμο-μυλος…se é que estes “signos” careciam de invenção! Consta que uma das características do signo linguístico é o seu carácter arbitrário o que explicaria o fato de cada língua usar significantes diferentes para um mesmo significado. Na verdade a arbitrariedade linguística é mais aparente do que real! Se assim não fora a linguística já teria deixado de fazer sentido há muito tempo! Mas a verdade é que, contrariamente ao pensamento estruturalista de Saussure, nem sequer existe linearidade na forma de falar ou escrever e muito menos na forma de compreender a aparente libertinagem com que os falares se diferenciam no espaço e no tempo. Uma das provas de que o moinho de água já seria sobejamente conhecido dos gregos antigos é dar conta de que já tinha pelo menos dois sinónimos, ὑδραλέτης / ὑδρο-μύλη e acabou no grego moderno como νερόμυλος quiçá nem tanto por influencia da nora árabe mas sobretudo por esta ter nome epónimo alternativo no submundo helenista relacionado com um deus aquático que foi Nereu, homólogo de Tritão, que parece ter sido deus dos bons ventos da navegação marítima e que, por isso facilmente teria inspirado o moinho de vento. De resto, o signo grego ὑδραλέτης / ὑδρο-μύλη reporta-nos para a raiz ὑδρ- da serpente de água que não estaria muito afastada da forma serpentina destes deuses.

    Centrando a atenção no núcleo significante grego μύλ- damos conta de que a semântica desta raiz nos reportaria para a forma mais arcaica deste signo que seria a mó manual com mais de 15 mil anos de existência.

    «Moinho» < B. Lat. molinu < μύλ-ινος < μύλη < μύλος < μύλ- ó Lat. mola, Goth. malan (moer) <= ? PIE *mele-, *mel- ? => O. E. mylen > Eng. mill

    Apesar de se reconhecer que os termos Ger. mühle, Dan. mølle, O. C. S. mulinu derivam do baixo latim *molina ainda se insiste em postular um proto indo-europeu com ressonâncias melífluas arbitrárias! No entanto tudo aponta para que tenhamos que parar a derivação linguística na raiz grega μύλ- que a ser «mó» ou mera pedra de moer nada nos diz e então pareceria que F. Saussure pareceria enfim ter razão! Deixando por agora as divagações em torno de «mola» e «mole», que se calhar até teriam muito a ver com a mó que faz a farinha que dá a grande «mole» (< Lat. mole) de massa «mole» (<Lat. molle), começamos a suspeitar que foram os moinhos que deram nome à pedra da mó e não o inverso.

    Como o termo em grego moderno para moinho de vento é ανεμό-μυλος, o moinho de água é νερό-μυλος e o moinho apenas é μύλος (ou também μύλη em grego clássico) já se concluiu que todos acabam na raiz grega μύλ- que não reporta por semelhança ou derivações laterais para nada mais.

    È certo que Homero parece usar o termo em conotação de moinho manual.

    πεντήκοντα δέ οἱ δμωαὶ κατὰ δῶμα γυναῖκες

    αἱ μὲν ἀλετρεύουσι μύλῃς ἔπι μήλοπα καρπόν,

    And fifty slave-women he had in the house, of whom some grind the yellow grain on the millstone.

    No entanto o sentido de moinho manual decorre do contexto arcaizante da narrativa e não do termo que virá a ser utilizado por outros autores maioritariamente como moinho de sangue mas animal.

    Mullo é um deus celta. É conhecido a partir de inscrições e está associado com o deus Marte sob a forma de Marte Mullo.

    O culto do deus era popular no norte e noroeste da Gália, especialmente na Bretanha e Normandia. A palavra "Mullo" pode denotar uma associação com cavalos ou mulas a palavra latina para macho da "mula").

    Marte Mullo tinha um templo circular em Craon no Mayenne, situado numa colina dominando a confluência de dois rios. Uma inscrição em Nantes reflecte a presença de um santuário ali. Um importante centro de culto deve ter existido em Rennes, a capital tribal dos Redones onde inscrições se referem por um lado à presença de estátuas e por outro à existência de um culto oficial público. Magistrados da cidade foram fundamentais para a criação de santuários urbanos dedicados a Mullo no século 2 d. C. Em Allonnes, Sarthe um santuário foi criado para Marte Mullo como curandeiro dos males dos olhos. Sua importância é sugerida por sua ligação com Augusto em uma inscrição dedicatória. Os peregrinos que visitaram o Santuário ofereceram numerosas moedas ao deus, junto com as imagens votivas das partes afectadas do corpo, onde os problemas oculares são claramente manifestos.[1]

    Sumer: Mu-lu = Homem divinizado. => Mul = Uma estrela.

    O deus Mulo celta seria um deus cretense a que se perdeu o rasto eventualmente encontrado no sumério mulu com o significado de “homem divinizado” ou seja, semideus como pode ter sido o caso de Tripto-lemus…e Cadmilo.

    Cadmilo (idioma griego Καδμῦλος, Cadmilo), el esposo de Axieros, es un dios de la fertilidad identificado por los griegos con Hermes, un demonio itifálico, cuyos símbolos sagrados son una cabeza de carnero y un bastón, el kerykeion , evidente símbolo fálico, que se encuentra en ciertas monedas. (…) Otros dos demonios masculinos acompañan a Cadmilo, los Cabiros, que corresponden quizá en el origen a los dos héroes legendarios fundadores de los misterios de Samotracia, los hermanos Dárdano (idioma griego|griego Δάρδανος, Dárdanos) y Yasión. (…) Una pareja de dioses infernales, Axiokersos y Axiokersa, es identificada con Hades y Perséfone, y no pertenece quizás al grupo original de las divinidades pregriegas.

    Axiothera (dignified goddess) is the name of a figure which sometimes appears as wife of Prometheus. This puts the Titan Prometheus in the proximity of the Cabiri. (…) Another element which the Cabiri share with the Titans is a primordial sacrilege. Orphic poetry (Onomakritos, 6th century BC) told of the murder of the young Dionysos by the Titans (s. Zagreus) and a similar myth is told of a fratricide of the Cabiri. The elder Cabiri should have killed the youngest and pulled off his head. So a main subject of the mystery cults was the purgation of a primordial sacrilege. The Kabirion sanctuary near Thebes is said to be founded by an autochthon named Prometheus and his son Aitnaios to whom Demeter has brought her mysteries (Pausanias 9.25.6). This Aitnaios is said to be no other than Hephaistos (from the volcano Etna in Sicily), from which the Cabiri referring to others should be originated. Therefore they often are depicted like Haphaistos himself with hammer and tongs. Their ancestor then the Titan Prometheus as is suggested by their cult in Athens where they have had a joint altar, or in Lemnos where in a similar constellation Kadmilos stood by Prometheus the elder. --Coins of mythological interest [2]

    A informação sobre os mitos pré gregos já é por si escassa e recebida em segunda mão e demasiado envolta em lendas e mitos para poder ser suficientemente clara mas quando nos chega envolta em cultos de mistérios então ainda mais confusa se torna. Mesmo assim, parece poder-se concluir que Hefesto, Cadmilo, Prometeu e Hermes seriam variantes da mesma entidade mítica que nos antigos cultos cretenses teria sido um deus divinizado, possivelmente o mítico humano a quem a deusa Mãe conferiu o saber agrícola do neolítico. Triptolemos será apenas o mais conhecido e mera variante de Prometeu que como tal seria adorado na ilha de Lemos como “trigo de três espigas” tal como indicia o tríscele da Sicília e a tradição do dia da espiga.

    Triptolemos < Τριπτόλεμος, lit. triplo guerrero? < Tri- | Phito

    < Ophi | -Lemos < Lemu < Melo < Milo < Mulo > Moros < *Mu-ru

    < Ma-ur + Anu > Marnas > «Marão» ó «Cara-mulo».

    Moros é o deus grego da sorte e do destino. Representado como uma entidade cega, seria filho do Caos e de Nix, a Noite. Sem ver a quem e o que reservava no futuro, o seu carácter era o da inevitabilidade. Todos e tudo, tanto deuses como mortais, lhe estavam subordinados.

    Mulo seria então só e apenas o “guerreiro de sua Mãe” como Hermes foi de Maia e Triptolemos de Deméter o que explica a razão por que é que os romanos fizeram a correlação mítica Marte Mulo.

    As «mulas» e os machos aparecem associados a este deus porque assim teria que ser seguramente porque terá sido quiçá num santuário dedicado a este deus que o cruzamento do burro com uma égua aconteceu e apareceu miticamente o primeiro par de “mulos”.

    Μύλη = II. nether millstone (the upper being ὄνος); ὄνος = ass

    Como se vê, se em vez de se andar à volta da mitologia indo-europeia para procurar a verdade oculta na tradição mediterrânica se perguntasse aos falantes locais talvez os anglo-saxões aprendessem mais ainda do muito que já sabem sobre a cultura helénica! No entanto, algo neste périplo etimológico nos deixa com os amargos de boca das petições de princípios e a quase certeza de estarmos a andar às voltas num beco sem saída. De facto, perguntar-se-ia de seguida: de onde veio o nome de «mulu / mula»?

    «Mula» < Lat. mulla / mullu < Grec. μούλη > μουλ-ίων = recoveiro de mulas. < μο- < μό-διος > Lat. modius > «módio» = medida de cereal = alqueire = terça parte da jeira (= μόγος) => μοῖρα = lote, courela => «mourejar».

    + -ύλη = árvores, madeira => Ὑλέτης = deus Silvano??? Ou antes:

    Grec. μούλη < μούρη < μοῖρα = lote < quinhão < sorte (de herança ou servidão) < destino < Moira > μο-ιρί-διος = μοῖρα > Lat. fatalis.

    Voltando ao grego temos que mula era μούλη que obviamente não é um signo imotivado mas que não pode ser um termo construído expressamente para dar nome às mulas por aglutinação μο- + -ύλη. Pelo contrário, tudo aponta para que seja o resultado duma longa evolução linguística a partir do uso metafórico das mulas como “moiras de trabalho” nos campos de cereais, nas malhadas e na «mu-agem» dos “moinhos de sangue”!

    De facto, reparando que um outro significado, mais técnico, de μύλη correspondia à mó inferior do moinho, em oposição à superior, que era ὄνος e que significava literalmente “burro”, começa-se a suspeitar que os moleiros arcaicos iniciaram o uso metafórico destes termos aquando da «moagem» pré industrial em “moinhos de sangue”. Assim, seguramente por ressonância popular com μούλη, a fêmea do macho, os ανεμόμυλος, seriam literalmentemu-ares de vento” porque seria preferentemente o gado muar («mulo», «mu», besta, burro, macho e «mula») tão dóceis como burros mas mais possantes e menos caros que os cavalos, o mais utilizados para atrelar às mós (lat. mola) dos “moinhos de sangue”, que antigamente seriam preponderantes.

    A relação do chouriço de sangue enquanto «moira» com os “moinhos de sangue” deve ser um típico falso cognato e resultar da salmoira de carne de porco em enchido de sangue o que, apesar de tudo, nos fornece pista sobre o caminho a seguir para identificar a origem das «moiras» e das «morcelas» supostamente a partir de B. Lat. *mauricella se bem que os linguistas deveriam ser mais transnacionais porque em espanhol se diz delas que são morcillas!

    La palabra morcilla es original de la Península Ibérica, y procede del céltico mukorno que significaba 'muñón' mezclada con el significado del vasco mukurra, 'objeto abultado y disforme'.

    Se a hipóteses do baixo latim português nos deixa um pouco de nariz torcido a verdade é que também não é o palpite dos académicos espanhóis que nos deixa ficar com ele mais empinado.

    A «morcela» seria de origem exclusivamente ibérico mas de criação medieval durante o confronto dos cristãos com os moiros que eram tidos como escuros como as «moiras» e as «morcelas». Só que para tanto não seria preciso o recurso ao B. Lat. *mauricella seguramente sugerido pelo culto do lendário S. Maurício que foi seguramente uma alternativa cristã tardia ao celta Marte Mullo.

    São Maurício foi um capitão na Legião Tebana, uma unidade lendária do exército romano que fora recrutada no Alto Egito, na cidade de Tebas, e era composta inteiramente de cristãos. Foi o primeiro santo negro do Cristianismo. O nome Maurício quer dizer "mouro" ou “negro” em grego.

    «Maurício» < Lat. Mauritius < Grec. Maur-ikios

    ἀμαυρός => μαυρός = escuro > negro.

    Ora, é precisamente o facto de o nome da «morcela» ter ficado restrita ao contexto ibérico enquanto o objecto gastronómico que lhe está subjacente é mais universal que nos deixa de pé atrás sobre as suas relações com a etimologia grega de S. Maurício pois neste caso a «morcela» seria conhecida como tal pelo menos também em Itália e sobretudo em França onde S. Maurício parece ter sido o padroeiro dos focos de revolta populares dos bagaudas começados com a crise imperial dos Sevérios na região da Gália do sul da Suíça a Paris passando por Lião e Orleães. No entanto também é possível que esta fosse mais ou menos a geografia da distribuição do culto do deus celta Marte Mullo bem como de uma provável cultura de ritos de passagens de bravura popular que terão facilitado os movimentos de tropas (bagaudas) populares precocemente cristianisadas.

    Variantes gastronómicas à parte, «moira» e «morcela» seriam a mesma coisa ou quiçá, a «moira» seria maior e feita de intestino grosso e a «morcela» mais fina e feita de intestino delgado. Então, a «morcela» teria sido apenas uma pequena «moira» ou *mouricella. Seria perda de tempo especular que possa ter havido interferências subconscientes da recolha do sangue da matança do porco como condição sine qua non para estes enchidos de sangue e portanto uma conotação fixadora do fonema «morcela» por interferência com um termo virtual de baixo latim *mortiella < *mortualla (> negra «mortalha») < *morta-ulla e deste com o italiano murtella, enquanto jardim de negros mirtilos!

    Deixando de lado a relação das Moiras com a “amaurose” que terá passado seguramente pelo mito paralelo das velhas Gráias que eram três irmãs que compartilhavam um só dente e o único olho que tinham e que eram irmãs mais velhas das gorgónias, verificamos que a seguir às Moiras vêm, por ordem alfabética, as Musas pelo que somos levados a suspeitar que a raiz μο- terá sido uma corruptela de Ma-u-, a Deusa Mãe Deméter, que por ser deusa dos cereais deu semântica farinácea à raiz μο- tanto na «mó» do moinho como mais tarde às «mulas» que as puxaram e que afinal seriam umas moiras de trabalho que moirejavam de sol a sol com os escravos nas sortes da servidão. O termo «mulato» parece reportar para a hibridação com que o francês «meler» parece ter conotação e explicar o suposto PIE *mele-, *mel-.

    Não saber o que entendia Herão por «órgão» é desconhecer os próprios dicionários ingleses de grego antigo.

    ὄργανον *ἔργω A. instrument, implement, tool, for making or doing a thing, (…) 2. organ of sense or apprehension, (…) b. of the body and its different parts, (…) 3. musical instrument, Simon. 31, f.l. in A. Fr. 57.1; (…), of Marsyas, Pl. Smp.215c ; (…) ibid., cf. Plt.268b ; (….) Id.R.399c, al.; “(….)Phld.Mus.p.98K.; of the pipe, Melanipp.2, Telest.1.2.

    4. surgical instrument, Hp.Off.2, X.Cyr.5.3.47, Pl. Plt.298c. (etc.). -- Henry George Liddell. Robert Scott. A Greek-English Lexicon. revised and augmented throughout by. Sir Henry Stuart Jones. with the assistance of. Roderick McKenzie. Oxford. Clarendon Press. 1940.

    Hydraulis (Gr. ´υδραυλις from ´υδωρ, meaning water, and αυλ´oς, meaning pipe), was invented by Ktesibios of Alexandria (285 – 222 BC) and was a water organ with keyboard, see Figure 17a. It is generally considered to be the precursor of the modern pipe organ. (...) Professor Pantermalis of the Aristotelian University of Thessaloniki, recreated the organ recently which played during the Athens Olympics in 2004.

    Sabe-se que muitos das brinquedos de Heron foram repensados a partir dos trabalhos anteriores do Ctesibius de Alexandria e Philon de Bizantio. O facto de Vitrúvio conhecer alguns dos descritos na Pneumatica demonstra que a cultura grego latina os tinha apreendido aos Egípcios através das portas abertas por Alexandre o Grande na cidade da biblioteca de Alexandria construída como um farol com que a misteriosa e velha cultura egípcia iria iluminar o mundo do seu saber sagrado acumulado ao longo dos séculos em pirâmides e numa miríade de templos e necrópoles. Parte deste saber já tinha sido revelado no que de prático a civilização egípcia introduziu no dia-a-dia dos povos neolíticos ao longo dos milénios da civilização do antigo Egipto. Por exemplo, a ideia corrente de que o moinho foi inventado pelos egípcios porque supostamente estes terão inventado os primeiros barcos à vela, a faluas de que derivaram as caravelas lusitanas, é apenas uma especulação em premissas duvidosas. A única coisa que se pode afirmar é que arqueologicamente o barco à vela mais antigo até agora encontrado era egípcio. No entanto, nada impede de suspeitar que a civilização megalítica tenha conseguido ser a primeira cultura mundial precisamente porque terá conseguido um domínio marítimo tal como só o actualmente conseguido precisa e possivelmente por ter descoberto a falua com que invadiu o Egipto onde o megalitismo neolítico atingiu o clímax nas pirâmides de Gizé.

    O helenismo forneceu aos romanos, particularmente à sua poderosa e única industria militar, a tecnologia hidráulica mas, por um qualquer preconceito cultural, não estavam preparados para a tecnologia do vento ainda que ela já fosse banal nos povos ribeirinhos do império que usavam barcos à vela.

    The initial invention of the watermill appears to have occurred in the hellenized eastern Mediterranean in the wake of the conquests of Alexander the Great and the rise of Hellenistic science and technology. In the subsequent Roman era, the use of water-power was diversified and different types of watermills were introduced. These include all three variants of the vertical water wheel as well as the horizontal water wheel.  Apart from its main use in grinding flour, water-power was also applied to pounding grain, crushing ore, sawing stones and possibly fulling and bellows for iron furnaces. --  http://www.answers.com.

    This aesthetic precision must also explain in large part the failure of the Greeks to achieve more technical progress. Even such simple devices as the windmill and the screw were invented late and exploited little by a people ingenious enough to devise machines powered by steam. The existence of slavery does not account this: slaves were a small part of the work-force in Greece.

    There was a general preference for aesthetic perfection rather than innovation--a thought-provoking contrast with our own age. We could take as symbolic the riders on the Parthenon frieze, controlling their mounts without stirrups: their beauty is marvellous, and the absence of gear increases it, but the early medieval invention of the stirrup would transform the power of cavalry. -- The Oxford History of Greece and the Hellenistic World, Por John Boardman,Jasper Griffin.

    Claro que não foi apenas o moinho de água que se desenvolveu com a decadência da escravatura com o baixo-império romano mas todas as formas de moagem o que faz pressupor que o recurso à escravatura seria a mais corrente nos tempos antigos. Dai a lenda islâmica a respeito dos moinhos de vento.

    O famoso estudioso e historiador muçulmano, Massoudi, escreve sobre um escravo iraniano Zoroástrico que trabalhava para um homem chamado Moghair-ibn-shoair. O escravo que era conhecido como Abu LoLo, fez uma queixa a Omar que seu mestre lhe levou dois Dirhams por cada dia de trabalho: Omar perguntou-lhe: “O que sabes fazer"... O escravo disse: “pintura, carpintaria e forja. "Omar respondeu-lhe: "o que você paga para Moghaireh não é injusto, considerando que o podes fazer”. Abu LoLo saiu resmungando. Outro dia ele cruzou-se no caminho com Omar que lhe disse: "Ouvi dizer que alegas ser capaz de fazer um moinho que trabalha com o vento". Abu LoLo disse: “Eu vou fazer de vossa senhoria um moinho de que as pessoas vão falar muito. "Quando ele saiu, Omar disse: “Este homem ameaçou-me." (Abu Omar LoLo finalmente matou-o com um punhal). [3]

    Figura 6: banks of windmills at Nishtafun, showing the lower grinding áreas.

    A lenda de Omar parece demonstrar que no tempo do historiador muçulmano, Massoudi, o moinho de vento ainda não seria corrente porque até o Califa considerava coisa rara um simples carpinteiro saber fazer pelo que todas as teses que decorrem desta prova documental pouco ou nada provam a respeito das pretensões da paternidade do Irão sobre o moinho de vento.

    Seja como for, o pouco mais que se pode saber sobre a paternidade iraniana do moinho a verdade é que parece que inicialmente a ideia deste instrumento terá decorrido de algo menos industrial e mais prático e caseiro como seriam as torres de ventilação (badgris) das casas da árida e sufocante região desértica do irão.

    I should explain that wind catcher is one of the most famous and spectacular elements in pure Iranian architecture. It is a chimney-like structure usually erected in couples from the bottom of houses or water reservoirs up to an elevation a little higher than its roof. They work like a ventilation system bringing the temperature of inside houses or water reservoirs around 20 C lower than outside.

    Figura 7: Badgris é um típico elemento arquitectónico adaptado ao clima como torre de ventilação iraniana.

    Figura 8: Centuries-old Windmills of Nashtifan in Iran, constructed during Safavid period in Khorasan.

    A simples ideia de que as torres de ventilação iraniana terão tido nalguma casas abastadas portadas para impedir a entrada de insectos ou aves e que estas com o tempo se terão deteriorado com a acção persistente do vento permite a associação de ideias de que a força eólica poderia accionar moinhos. A questão que então se deveria colocar de seguida e parece não ter tido sequer aflorada até agora é se esta feliz “associação do acaso com a necessidade” teria ocorrido nos tempos do império persa ou na época árabe, ou pelo contrário seria uma realidade arcaica do neolítico. Na verdade, os generais de Alexandre que seriam minuciosos observadores sobre o que iam encontrando nos locais conquistavam parece que nada registaram a respeito dos moinhos de vento.

    Desconhecida no Ocidente, a cana-de-açúcar foi observada por alguns generais de Alexandre, o Grande, em 327 a. C e mais tarde, no século XI, durante as Cruzadas. Os árabes introduziram seu cultivo no Egito no século X e pelo Mar Mediterrâneo, em Chipre, na Sicília e na Espanha. Credita-se aos egípcios o desenvolvimento do processo de clarificação do caldo da cana e um açúcar de alta qualidade para a época.

    Mas isso também pouco prova porque quando passaram pela Índia os generais de Alexandre se lhes terá embotado os dentes com o açúcar que já lá havia porque não o vulgarizaram por cá…como estranhamente os árabes também o não fizeram quando o cultivaram na Andaluzia Espanhola o que permite concluir que não basta o acaso para criar inventos pois se calhar a necessidade é muito mais importante. Se existem historiadores que consideram que o moinho de vento foi inventado pelos babilónios por volta de 1700 a. C. (e outros pelos egípcios) para irrigação, nomeadamente nos jardins suspensos da Babilónia acoplado ao parafuso sem fim que supostamente viria a ser oficialmente inventado por Arquimedes, estranha-se que os generais de Alexandre não os tenham visto nem relatado nada a este respeito quiçá porque seria uma espécie de segredo de estado que veio a ser revelado pelo intrépido Arquimedes.

    Some historian believe that Alexander the Great might have come across Persian windmills and that was how windmills have spread from one country to another, in fact from one continent to another. -- http://www.persianempires.com/persian-empire-technology.html

    Não seremos portanto os únicos a suspeitar que o helenismo deve ter dado conta dos moinhos de vento babilónicos mas não os terá descrito localmente. Por outro lado, começamos a ficar com a certeza de que Hierão não inventou o moinho de vento que utilizou no seu órgão pneumático porque tanto os terá conhecido a partir de informações persas como de girândolas de vento dos mecanismos mágicos dos templos egípcios trazidas para Alexandria. É verdade que os arcaísmos ocorrem com mais frequência nos locais onde eles foram primeiro introduzidos como inovação o que neste caso aponte para a Mesopotâmia. Mas o Irão é apenas o herdeiro islâmico mais recente desta civilização. Assim, a paternidade iraniana do moinho de vento pode ser uma mera lenda moderna alimentada por rivalidades turísticas decorrente do facto de ali serem encontrados os mais arcaicos e primitivos moinhos de vento (se bem que outros afirmem ser no Afeganistão) porque será uma realidade tecnológica neolítica iniciada numa época muito arcaica por ser comum ao Egipto e ao império babilónico e então momentos antes da queda do império minóico que fazia a ponte entre ambas as civilizações do crescente fértil.

    The first Iranian windmills date back to millenniums before Christ, and the first were probalby made and put to use in a region spreading from Sakestan or Sistan to Ghahestan or Koohestan, but no written evidence are presently at hand.

    (…) It can be said with great certainty that through the Moslem Empire (Andalusia in Europe) and through the Crusades the design of the Iranian windmill reached Europe, where the idea was improved to form the vertical “sails” or the Dutch type windmill but the Iranian design continued to be used in some parts of the world, such as Poland, down to the 19th century. -- H Tale, Ph D.

    Au-delà de la roue, le moulin à vent est inventé non en Europe mais en Perse au 7ème s. ap. J.-C., puis gagne l’Espagne au 10ème s. ap. J.-C. avant d’atteindre toute l’Europe (Diop-Maes, Ibidem, p. 163). Les Traites négrières d’Olivier Pétré-Grenouilleau Critique de kodjo FIOKOUNA.

    On attribue aux Arabes la diffusion vers l'ouest du moulin à vent, signalé pour la première fois en Europe par un texte anglo-saxon de 833. -- Jacques MÉRAND.

    Le moulin à vent est apparu en Orient, en Égypte antique et en Iran (il est utilisé en Perse pour l'irrigation dès l'an 600, notamment à Nashtifan (en), dans la province du Khorasan, surnommée l'«ancienne ville des moulins »). Les moulins iraniens, découverts en Palestine par les Croisés, n'étaient pas du même type que les moulins européens. Ils étaient constitués d'une éolienne à axe vertical, confinée à l'intérieur du moulin.

    Signalé très tôt en Grande-Bretagne (Abbaye de Croyland en 870), le moulin à vent s'est généralisé en Europe vers le XIIe siècle, d'abord sur les côtes maritimes des pays du Nord: Grande-Bretagne, Pays-Bas, puis dans les pays de la bordure atlantique: Portugal, France, de la mer du Nord et de la mer Baltique : Belgique, Allemagne, Danemark, et dans les îles, y compris en mer Méditerranée. Wikipédia.

    The wind wheel of Heron of Alexandria in the 1st century marks the first known instance of wind powering a machine in history. It wasn’t a long jump from that simple wind catcher to putting the wind to work. Ancient sailors understood the lift of the wind, using it every day.

    (…) The first windmills were developed to automate the tasks of grain-grinding and water-pumping. Practical windmills with vertical axles were at work in Persia by 500 A. D.

    By the 13th century, thousands of wind machines dotted the Chinese landscape while on the island of Crete, literally hundreds of sail-rotor windmills pumped water for crops and livestock. Fixed windmills, oriented to the prevailing wind, were extensively used in Greece where a tenth share of the ground grain was paid to the miller for his service.

    By the 1300s, windmills had spread to western Europe where four-bladed mills mounted on a central post used wooden cog-and-ring gears to translate the motion of a horizontal shaft to vertical movement to turn a grindstone.

    Vertical-axis windmills were also used in China, which is often claimed as their birthplace. While the belief that the windmill was invented in China more than 2000 years ago is widespread and may be accurate, the earliest actual documentation of a Chinese windmill was in 1219 A.D.

    O preconceito de fazer derivar da China todos os inventos importantes da época medieval, supostamente desconhecidos dos romanos, é questionável.

    Os primeiros moinhos de vento a aparecer na Europa Ocidental eram da configuração de eixo horizontal. A razão para a súbita evolução da abordagem de design de eixo vertical persa é desconhecida, mas o fato de que as rodas de água europeias também terem uma configuração de eixo horizontal - aparentemente serviu de modelo tecnológico para os moinhos antigos - pode fornecer parte da resposta. Outra razão pode ter sido a maior eficiência estrutural das máquinas do tipo de arrasto horizontal sobre as máquinas do tipo de arrasto vertical, que (lembrem-se) perdem até metade de sua área de rotor de colecta devido às exigências de protecção. [4]

    Se o moinho de vento encheu a paisagem chinesa quase ao mesmo tempo que apareceu na Europa quando o primeiro invento foi oficialmente “patenteado” por Herão de Alexandria quase seguramente que se espalhou a partir da Grécia para os extremos do mundo.

    A dúvida é saber se Herão inventou o moinho de vento vertical ou apenas descobriu o que já era prática corrente e antiga na ilha de Creta e, pasme-se…na variante tecnicamente mais trabalhosa mas muito mais eficaz das velas verticais!

    Figura 9: Old windmills on a mountain ridge in Crete. Ninguém sabe a idade destes moinhos que deve ter sido reconstruídos vezes sem conta até deles se perder a memória.

    Um eixo de moinho de vento não roda em anglo recto como num passe de mágica pelo que os moinhos já andariam ao vento pelas costas de Europa pelo menos desde que a mão-de-obra escrava começou a rarear no baixo-império romano, sobretudo com o advento do cristianismo, nas zonas onde faltava a água. O simples facto de não se encontrarem modelos de transição de moinhos de vento de eixo vertical para o horizontal comprova que estes foram criados localmente a partir dos modelos já sobejamente conhecidos de moinhos de água. Pelo contrário, comprova-se que a nível dos moinhos de água existiu de facto uma evolução de moinhos de pás horizontais mais primitivos, artesanais e rudimentares para os de roda vertical mais elaborados e com tecnologia seguramente orientada pela engenharia da época de modo tal que em França se pode considerar haver uma geografia de moinhos de pás horizontais mais arcaicas a sul e de rodas verticais mais elaboradas a norte.

    9. C'est à 1137, d'après des recherches récentes, que remonte la première mention connue d'un moulin à vent en Occident, dans le sud-est de l'Angleterre. Vers 1180, on trouve des attestations en Normandie, en Flandre, puis dans les villes d'Arles et de Tarascon (vers 1250) et même au Moyen-Orient: en 1189, au siège de Saint-Jean d'Acre, pour parer aux difficultés de ravitaillement, les croisés construisirent sur place un moulin à vent, le premier à exister en Syrie. En 1191, un certain nombre de litiges montrent que le moulin à vent n'avait pas été prévu par le droit féodal; il troublait l'ordre économique de la banalité. Après un certain temps il devient lui aussi presque partout banal. -- La route des moulins, Jean Odol.

    Ora bem, uma regra óbvia que pode servir de princípio arqueológico é o de que as tradições mais arcaicas ocorrem onde elas apareceram primeiro porque quem está mais ou menos bem servido não inova e quem inova procura o que seja mais actual. Esta regra poderá explicar porque é que no vale do Côa, além da abundância do xisto, persistiu até tão atarde a arte de trabalhar a pedra lascada quando a pedra polida à romana era comum nas Beiras.

    Também em Portugal, a existência do moinho de vento é oficialmente citada num documento de 1303 mas, contudo, é de admitir que a sua introdução tenha sido anterior a esta data, havendo pelos vistos referências árabes de 1045 a moinhos de vento em Alcabideche.

    A mais antiga referência aos moinhos de vento na Europa é a do poeta luso-árabe Ibn Mucana de Alcabideche, a maior freguesia do Concelho de Cascais. (…) Certo dia um contemporâneo viu-o passar, em Alcabideche, já velho e surdo, mas ainda com uma foice na mão e abeirou-se dele, para solicitar que lhe recitasse uns versos. Ibne Mucana – depois de o ter feito sentar, para observar os trabalhos da lavoura, que num campo fronteiro estavam a ser executados – pronunciou, de improviso, esta bucólica poesia, na qual metaforicamente aludiu aos moinhos de vento, que funcionavam com as nuvens, sem necessitarem de fontes:

    Ó tu que habitas em Alcabideche, possas tu nunca ter falta de grãos

    para semear, nem de cebolas nem de abóboras!

    Se és homem de resolução, precisas de um moinho que funcione

    com as nuvens, sem necessitar de fontes.

    A terra de Alcabideche não produz, quando o ano é bom, mais de

    vinte cargas de cereais.

    Figura 10: Moinho de vendo de Alcabideche.

    Ibne Mucana regressou, pois, a Alcabideche graças aos benefícios do Rei Almodáfer, de Badajós e, portanto, depois de 30 de Dezembro de 1045, data em que o mesmo rei subiu ao trono. (…)

    Poderiam também citar-se, na Península Ibérica, os menos conhecidos moinhos de vento de Tarragona, mencionados por Ibne Al-Munim Al-Himyari, na seguinte passagem do seu repertório geográfico e político:

    “Uma das curiosidades de Tarragona consiste nos moinhos que foram instalados pelos Antigos; eles andam quando o vento sopra e param com ele”.

    O repertório de Al-Himyari foi concluído em 21 de Novembro de 1461, mas a origem da notícia contida nesse trecho pode fazer-se remontar ao geógrafo Abú Ubaíde Albacri, falecido em 1094, depois de 13 de Outubro, mas antes de 12 de Novembro. (…)

    Seja, porém, como for, entre os moinhos de vento persas, do segundo quartel do Século X, na província de Seistan e o de 1180, perto de Saint-Sauveur-le-Vicomte, na região francesa da Normandia, temos pelo menos, os do terceiro quartel do Século XI, citados por Ibne Mucana, em Alcabideche. -- esteves_ricardo@yahoo.com.[5]

    Comparando em copy past as diversas referências que andam pelo ciberespaço conclui-se facilmente que a maioria das originalidades são contraditórias o que faz com que a sua fidedignidade resista mal a uma análise desapaixonada sem profundidade de maior.

    1- Au-delà de la roue, le moulin à vent est inventé non en Europe mais en Perse au 7ème s. ap. J.-C., puis gagne l’Espagne au 10ème s. ap. J.-C. avant d’atteindre toute l’Europe.

    2- There is no evidence that mills of this type ever spread to other parts of the Islamic world.

    3- By the 1300s, windmills had spread to western Europe.

    4- On attribue aux Arabes la diffusion vers l'ouest du moulin à vent, signalé pour la première fois en Europe par un texte anglo-saxon de 833.

    5 - Signalé très tôt en Grande-Bretagne (Abbaye de Croyland en 870).

    6- A mais antiga referência aos moinhos de vento na Europa é a do poeta luso-árabe Ibn Mucana de Alcabideche, a maior freguesia do Concelho de Cascais, em 1045

    7- Windmills appeared in England from c.1180.

    8- En 1180 en Normandia ya existían los Molinos de Viento.

    9- The windmill was introduced to England during the 12th century, probably by returning Crusaders who had seen windmills in operation in Arab lands, where they had been used since the 7th century. - A Short Guide to Windmill Types and Developments, John Welford, Contributing Writer.

    As datas relativas ao primeiro moinho introduzindo na Europa são tão variáveis que provavelmente são pura presunção mesmo quando invocam prova documental. Na verdade tais documentos tenderão a ser tanto mais frequentes e acessíveis quanto mais recentes. Não deixa de ser curioso que o documento referido mais antigo seja de 833 e anglo-saxão, ou seja de uma época ainda pouco clara da história inglesa. No entanto, na conquista do podium da maior antiguidade dos moinhos os regionalistas europeus invocam precedências várias.

    Ora, sendo criteriosos devemos constatar que a falta de registos documentais da alta idade média para comprovar a existência dos moinhos de vento torna estas datas muito contestáveis. Basta repara que mesmo o moinho de água já sobejamente conhecido no império romano só aparece referido em França pela primeira vez por volta do ano 750. A explicação é simples. A idade das trevas medievais que se seguiu à derrocada do império romano do ocidente era devida sobretudo à iliteracia por falta de instituições escolares pela falência geral das estruturas de civilização romanas.

    Ou seja, a falta de provas documentais antes do século oitavo depois de Cristo provam muto pouco!

    No entanto, foi também esta falência do império, que impediu os senhores de segurarem os escravos, aliada à tendência da cristandade para os encarar como filhos de Deus e por isso indignos de servidão que motivou a procura de moinhos que não fossem de sangue e numa primeira etapa implementaram-se os moinhos de água que os romanos tinham espalhado por todo o império.

    Uma coisa parece ser certa. Existiu alguma resistência legal ao desenvolvimento do moinho de vento na Europa quase que seguramente pelo peso da tradição do moinho de água herdado dos romanos precisamente pelas razões fiduciárias que parecem ser sugeridas no texto seguinte:

    Le mécanisme des moulins n'a guère subi de modifications depuis César jusqu'à Louis XIV. Les moulins à eau ne comprenaient généralement qu'une roue hydraulique, un rouet, une lanterne ou pignon, et deux meules.

    Un vent de liberté Au XIIème siècle, certains villageois se rebellent devant l'obligation de s'acquitter du droit de mouture. L'idée naît d'utiliser la force du vent, en s'inspirant des moulins ailés vus par les croisés en Terre sainte. Le vent est une force de la nature qui n'a pas de maître : «Nul ne peut interdire à personne l'usage du vent», comme l'énonce un édit de l'époque. A l'origine, le moulin à vent s'affirme donc comme une opposition au système féodal traditionnel. Mais avec le temps, certains moulins à vent deviennent aussi banaux.

    Mais le moulin à vent tel que nous le connaissons est une invention occidentale qui doit peu à l'Orient. Les Croisades en Terre Sainte font mention d'un moulin en 1189 construit pendant le siège d'Acre par Richard Coeur de Lion et Philippe Auguste. "Des croisés allemands construisirent un moulin sous les murs de la ville. Ils firent le tout premier moulin à vent qui jamais fut fait en Syrie " (d'après Claude Rivals). En Angleterre, le premier moulin à vent remonte à 1181 sur une terre de l'abbaye de Saint Mary de Shineshead près de Bristol. En France, c'est en 1180, près de l'abbaye de Saint Sauveur le Vicomte que se dresse le premier moulin à vent. -- La route des moulins, Jean ODOL.

    De facto, os autores que mais insistem na origem árabe do moinho são estranhamente os ibéricos o que esclarece o quanto a história continua a ter de culturalmente pouco independente do processo político por ser de certo modo a legitimação da propaganda dos interesses e estratégias dos poderes dominantes. A Espanha pós franquista tende a afastar-se da cristandade tradicional enfatizando o papel que a cultura árabe Andaluz teve na Ibéria medieval.

    Los persas, a partir del siglo VII, ya poseían molinos para riego y molienda, formados por alas montadas sobre un palo vertical, cuyo extremo inferior movía una molienda. Estos molinos se difundieron por los países árabes y fueron llevados a Europa por los cruzados. Entre los siglos XI y XIII se difundieron por Europa. A nuestra Mancha llego en 1575.

    En 1180 en Normandia ya existían los Molinos de Viento que a lo largo del Siglo XII se difundieron por toda Europa, como nueva tecnología energética traída por los cruzados desde Oriente.

    Probablemente el “Moli de Vent” fue inventado en Persia en el siglo VII y tuvo una gran difusión en la región oriental del Mediterráneo, y lo propagaron, durante la Edad Media los Bizantinos por el Norte y los Árabes por el Sur.

    Mas estas informações em espanhol de sites de promoção turística têm pouca fidedignidade e estão cheias de contradições.

    Os Árabes chegaram à Ibéria porque os visigóticos entraram em guerra civil ao não serem capazes de gerir a decadência económica inexorável do império romano em direcção ao feudalismo.

    Pero, a ver: los moros que conquistan la península Ibérica... Del año 711 al 720...debían de ser aguerridos soldados sin mucha cultura, ¿no? Eran guerreros bereberes, norteafricanos, recientemente islamizados. Entonces ¿de dónde sale tal abanico de saberes? Llega un siglo después. Verá: en Bagdad, en el siglo IX, son traducidos al árabe muchos textos clásicos griegos y latinos, y también antiguos textos persas y babilonios. Y, desde allí, esos textos en árabe circulan rápidamente por el islam hasta desembarcar en España. -- Juan Vernet, arabista: Los árabes salvaron el saber clásico.

    Possivelmente os berberes eram até mais cultos que os beduínos árabes mas tinham sido invadidos pelos Vândalos e entrado na mesma decadência do império romano. Bem-feitas as contas a superioridade cultural árabe entrou em Bagdade no século IX e tardou um século a entrar em Espanha porque a reconquista não dava grandes tréguas para a prosperidade económica da Andaluzia e, de qualquer modo numa altura em que já haveria moinhos na Inglaterra.

    Os séculos IX e X representam o auge desta conquista ao consolidar-se primeiro, o emirato com Abderramám I e o califado com Abderramám II. O avanço da reconquista oferece o panorama de uma Espanha cristã-muçulmana dividida e ensanguentada, onde a guerra é um fantasma quotidiano (…).

    Já no décimo século encontramos um núcleo de grande actividade na Espanha, tratando-se de assuntos especificamente judaicos, inclusive ciência pura, arte e poesia. Naquele período, cresceram os mais belos frutos da cultura e da literatura judaica. O génio judeu desenvolveu-se e cresceu sob os raios do cálido sol da cultura árabe. A língua e a poesia árabes não lhes eram estranhas, pois aos judeus se deve grande parte da sua criação. (…) Foi fenômeno natural, portanto, terem os judeus se dirigido à Espanha, que se achava sob o domínio árabe. Aí alcançaram o auge, não no campo material, mas no da cultura. Durante gerações encontramos entre eles um grande número de sábios judeus que conquistaram fama mundial como estadistas gramáticos, poetas, filósofos e cientistas, homens esses a quem a civilização ocidental deve gratidão eterna.

    O afamado pensador inglês W. E. H. Lecky, na sua História do Racionalismo, faz a seguinte observação a respeito dos judeus da Idade Média:

     

    "Enquanto a população ambiente se revolvia nas trevas da ignorância embrutecedora, enquanto milagres fraudulentos e relíquias trapaceiras eram os temas discutidos em quase toda a Europa, enquanto o intelecto do cristianismo, subjugado por inúmeras superstições, imergiu num torpor mortal, de onde foram banidos o amor às investigações e a procura da verdade, os judeus sempre prosseguiam no caminho do saber, acumulando conhecimentos e estudos, e estimulando o progresso com a mesma constância resoluta que manifestaram na sua fé. Foram eles os médicos mais habilidosos, os financistas mais eficientes e filósofos dos mais profundos e unicamente no cultivo das ciências naturais vinham em segundo lugar, depois dos mouros. Foram eles os intérpretes e mediadores entre a Europa Ocidental e a Ciência Oriental".

    Esta idade de ouro judia começou no século X com Hasdai ibn Shaprut, Ministro das Relações Exteriores do Califa Abd Er Rahman, de Córdova.

    O califa Abd-al-Rahman III foi um governante extraordinário, liberal e tolerante tanto na forma de pensar quanto nas suas acções. Durante seu reinado, o Califado de Córdoba tornou-se um importante centro económico e cultural. Foi a primeira economia urbana e comercial a florescer na Europa, depois do desaparecimento do Império Romano. Um apaixonado pela filosofia, poesia, teologia e ciências seculares, Rahman estimulou e patrocinou o conhecimento sob todas as formas e em todas as áreas.

    Sem medir esforços, importou livros de Bagdá e recrutou sábios, poetas, filósofos, historiadores e músicos. Construiu uma infra-estrutura composta de bibliotecas, hospitais, instituições de pesquisa e centros de estudos, criando a tradição intelectual e o sistema educacional que tornariam a Espanha um centro de referência pelos quatro séculos seguintes. No século X, Córdoba, com uma população de mais de 500 mil habitantes, perto de 60 mil palácios e 70 bibliotecas (uma das quais abrigava 500 mil manuscritos e uma equipe de pesquisadores, tradutores e encadernadores), tornara-se um centro mundial e rivalizava em opulência cultural e económica com o Cairo, Damasco e Bagdá. -- A Idade de Ouro do judaísmo sefaradita

    Não é possível negar que o Califado de Córdoba criado por Abderramão III e que durou de 929 a 961 não tenha tido uma súbita explosão de grandeza. Só que esta se ficou a dever em grande parte à sagacidade de Abderramão III que usou a fertilidade andaluza, que já tinha feito a prosperidade visigótica dos toledanos, e a posição estratégica de Córdoba como centro ocidental de comércio com a Europa o que no entanto durou pouco mas iria alguns séculos mais tarde fazer a prosperidade de Veneza. O Califado de Córdoba seria literalmente destruído menos de 100 anos depois em resultado de guerras civis o que mostra o quão artificial e politicamente insustentável foi esta prosperidade e o quanto fugaz e seguramente pouco memorável e exemplar foi idade de ouro dos árabes em Espanha.

    Figura 11: Moinhos de vento de La Mancha muito semelhantes aos Flamengos.

    Quanto à idade de ouro das arábias dos judeus espanhóis esta iria ter o mesmo percurso do califado de Córdoba.

    Com a morte de al-Hakan II Ibn Abd-al-Rahman em 976, o Califado começa a dissolver-se, e a situação dos judeus tornou-se mais precária sob o governo dos reinos de taifas. A primeira perseguição importante foi o massacre de Granada em 1066, a crucifixão do vizir Joseph ibn Naghrela e o massacre da maior parte da população judaica da cidade. "Mais de 1500 famílias judaicas, ou seja, ao redor de 4 000 pessoas, faleceram num dia. "Esta foi a primeira perseguição dos judeus da península sob o governo islâmico. -- Wikipédia

    No século XI, a fortaleza árabe começa a render-se. A morte de Almanzor, grande guerreiro mouro, deriva na decomposição do califado em Taifas que, pela a sua estrutura, são mais fracos perante as ataques dos monarcas espanhóis dos territórios reconquistados, entre os que destacam Toledo e Valência.

    No século XII os árabes têm um pequeno ressurgimento com uma imediata resposta dos reis cristãos, criam-se as ordens militares e se consolida a união de Aragão e Catalunha. Porém, no século XII, com a batalha das Navas de Tolosa, os árabes vem reduzido o seu território à zona de Almeria, Granada e Málaga, aonde se mantém até 1492. Nesta mesma etapa consolida-se a união de Castela e Leão com Fernando III.

    Neste ambiente incerto a prosperidade árabe em Espanha é mais um mito criado a partir da perspectiva decadente do reino de Granada do que uma realidade duradoura. Na verdade, o que aconteceu foi que à volta do espaço incerto e constantemente variável das fronteiras da reconquista prosperavam os judeus e moçárabes que foram os que verdadeiramente fizeram o curto período de renascimento cultural na Ibéria medieval. De qualquer modo não existem provas de que este curto período tenha promovido inovações tecnológicas como as que seriam necessárias para passar do moinho vertical iraniano para o moinho horizontal. Na verdade nem sequer há provas de que o moinho de vento dos persas tenham sido usado pelos árabes em larga escala. Sabemos que em Tanger houve moinhos de vento para accionar engenhos de açúcar mas é provável que fossem tardios e de tipo espanhol.

    Forbes apparently goes as far as to take the birthplace to be Sistan and to place the invention in early Muslim or even pre-Muslim times. (…). Forbes also asserts that, after having been first confined to Persia and Afghanistan, the invention subsequently spread in the twelfth century throughout Islam and beyond to the Far East. On the other hand, Lynn White states that there is no evidence that mills of this type ever spread to other parts of the Islamic world [1962].

    (…) The real mystery, however, lies in the fact that the vertical-axis Persian windmill never came into use in Northwest Europe. Historical Development of the Windmill, Dennis G. Shepherd.

    É duvidoso que tenham sido os árabes a introduziram a entrosga (principio da roda dentada) para fazerem funcionar os moinhos de vento e ainda menos as azenhas porque os romanos já as sabiam fazer com a mestria de Vitrúvio.

    Se os árabes já conhecessem o moinho antes dos europeus seria estranho que estes tivessem construído um moinho na Síria. La troisième en Terre Sainte font mention d'un moulin en 1189 construit pendant le siège d'Acre par Richard Coeur de Lion et Philippe Auguste.

    9- Les moulins iraniens, découverts en Palestine par les Croisés, n'étaient pas du même type que les moulins européens.

    Uma coisa parece então certa: se os moinhos que os cruzados encontraram na Palestina no século XII eram de eixo vertical (e pás horizontais) como os que eram utilizados para irrigação desde o ano 600 na Pérsia então é porque também não foram os árabes que os trouxeram para a Europa…porque senão os moinhos andaluzes seriam pouco diferentes dos palestinos.

    No existe un acuerdo o certeza total en cuanto al lugar donde aparecieron los primeros molinos o quien fue su inventor. Algunos estudiosos dicen que fue una idea del célebre inventor griego Herón de Alejandría allá por el siglo I antes de la era cristiana, siendo utilizado entonces para mover los fuelles de un órgano de viento. Otros opinan que aparecieron en Persia, en el siglo VII de nuestra era. Lo cierto parece ser que ya alrededor del año 1000 los persas lo utilizaban para extraer el agua para el regadío de sus cosechas, dado que es un país de clima muy seco.

    Mas a teimosia em atribuir o desenvolvimento do moinho de vento aos árabes continua!

    Más tarde, los árabes adoptaron este ingenioso dispositivo, el que fue llevado a Europa por los cruzados. Fue así como durante la Edad Media los molinos de viento alcanzaron un gran auge en Europa.

    Diz-se que os muçulmanos cruzaram os sistemas hidráulicos dos Romanos e dos Visigodos com as técnicas que traziam do Oriente. Ao longo dos rios constroem moinhos de água, as azenhas (saniya). Para retirarem a água dos poços introduzem a nora (na´ura) e a cegonha (ou picota). Endeusa-se demais o contributo árabe com menosprezo do engenho medieval mas a verdade é que nada conhecido para cá do Indico esteve fora do alcance do império romano nem deixou de estar ao dispor do bizantino e obviamente que os árabes receberam mais destes do que inovou. Em rigor os árabes fizeram a exploração intensiva da Península porque tinham que prestar contas aos califas de Bagdade e aos locais e disso houve proveito civilizacional mútuo inegável.

    O Corão proibia o consumo de bebidas fermentadas, onde o vinho se inclui. No entanto, o emir de Córdoba que governava a Lusitânia, mostrou-se tolerante para com os cristãos, não proibindo a cultura da vinha nem a produção de vinho. Havia uma razão: para os Árabes, a agricultura era importantíssima, aplicando-se aos agricultores uma política baseada na benevolência e protecção, desde que estes se entregassem aos trabalhos rurais, para deles tirarem o melhor proveito. Mesmo no Algarve, onde o período do domínio árabe foi mais longo, ultrapassando cindo séculos, produziu-se sempre vinho, embora se seguissem os preceitos islâmicos. -- A Vinha e o Vinho em Portugal, O Instituto da Vinha e do Vinho, I.P. é tutelado pelo Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território Copyright © 2009 - Instituto da Vinha e do Vinho, I.P.

    De resto, se os árabes tolheram o acesso da Europa às rotas orientais teriam que ser eles a trazer as novidades que antes costumavam vir por essas vias com a vantagem adicional de terem conseguido o que Alexandre o Grande apenas tinha tentado: penetrar duradouramente no Índico! De facto os árabes limitaram-se a cumprir o seu papel de império intermediário como foram sempre os impérios asiáticos. Na verdade, as grandes inovações não se fazem nas farturas dos impérios mas acontecem em situações de crise, de isolamento ou insularidade como aconteceu ter sido esse o destino das civilizações egeias, que tiveram a sua idade das trevas, e da Europa que teve a sua Idade Média.

    O livro mostra como os árabes foram muito mais que simples mediadores do conhecimento helênico, como se apontou durante muito tempo. Além de comentar e expandir os textos que traduziram, eles contribuíram com estudos originais em campos como álgebra ou astronomia, além de terem levado à Europa inovações técnicas na engenharia e novos campos do conhecimento, como a alquimia. -- Efervescência cultural medieval fincou alicerces da ciência moderna, mostra livro, Por: Bernardo Esteves

    Bom, que a alquimia tenha sido um novo campo do conhecimento é algo sui generis porque nuca o poderia ser apesar de ter permitido alguns progressos fortuitos empíricos de passagem. Na verdade ela era uma espécie de trípode mágico erudito onde se misturava ocultismo, astrologia, cabala, manipulação semântica, magia e misticismo com saber cientifico clássico, filosofia pitagórica e algum saber fazer médico helenista…com muito de alternativo de raspaduras várias do fundo do caldeirão mágico da bruxaria xamânica arcaica com objectivos culturalmente utópicos e delirantes quiçá para despistar o maleus maleficorum dos inquisidores que farejavam bruxarias e artes do demónio a léguas por serem coisas competitivas com a religião oficial.

    A grande obra alquímica era a procura da pedra filosofal para com ela alcançar a imortalidade com a panaceia de todos os males, ou pelo menos o elixir da longa vida, e a transmutação dos metais em ouro, sendo uma, a prova real da outra. Com estas metas transcendentais delirantes e a crença de que toda sustancia se compunha de mercúrio, enxofre a sal os trabalhos alquímicos teriam que se revelar com o tempo pouco saudáveis de tal modo que Newton arruinou a sua saúde e teria arruinado a sua reputação se não tivera escrito a Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, pelos anos que tentou sem sucesso uma filosofia que via na natureza algo diferente do que admitiam as filosofias mecanicistas ortodoxas, ou seja, ciências físico naturais modernas que só foram possíveis com o abandono do flogisto e da Alquimia, que por sinal eram ilegais por serem aparentadas com a bruxaria e magia negra. Obviamente que os árabes, e também os chineses, tiveram uma visão muto mais pragmática da alquimia e por isso conseguiram alguns resultados práticos como foram a descoberta dos processos de destilação, a purificação do álcool, a descoberta e uso do ácido muriático (clorídrico), sulfúrico e nítrico, a soda, a potassa, etc. não descobriram nem a pólvora nem desvendaram o segredo bizantino do fogo grego.

    O açúcar chegou dos árabes mas pela mão dos cruzados e foi divulgado pelos venezianos o que sugere que se já tinha chegado a Espanha os cristãos espanhóis não lhe tomaram o gosto porque estavam mais preocupados com a reconquista do que com as novidades dos cruzados que só paravam pela península porque iam com algum contragosto e sem pressa pois que de regresso queriam era ir gozar em casa o mais cedo possível o repouso do guerreiro e os despojos de guerra com algumas bolas de melaço seco de açúcar árabe à mistura.

    Au cours de la révolution agricole musulmane, des entrepreneurs arabes, grâce à l'expansion de l'islam en Asie, ont acclimaté la canne à sucre dans les pays méditerranéens (depuis la Syrie jusqu'à l'Espagne du sud), adopté les techniques de production de sucre indiennes et les ont affinées (sucre en pains ou en poudre, facilement transportables par les caravanes), les transformant en une grande industrie. Les Arabes ont créé les premières sucreries, raffineries, usines et plantations.  

    Au Moyen-Âge l'Occident découvre le sucre de canne chez les Arabes lors des croisades et le fait rapporter notamment en Italie, en Grèce et dans le sud de la France.  

    Os cruzados levaram açúcar para casa na sua volta à Europa após suas campanhas na Terra Santa, onde eles encontraram caravanas carregando "sal doce". No começo do século XII, Veneza adquiriu algumas vilas perto de Tiro e organizou propriedades rurais para produzir açúcar para exportar para Europa, onde ele suplementou o mel como a única outra forma de adoçante. – Wikipédia.

    La primera constancia escrita, que hasta hoy se conoce, sobre las plantaciones de caña en la España musulmana está fechada en el año 961, que se publicó en el ‘Calendario de Córdoba‘ de dicha fecha y que era una ayuda para los agricultores donde se indicaban los tiempos para plantar y recolectar los productos agrícolas (dato obrante en el libro del arabista Reinhart Pieter Anne Dozy en el año 1873 y publicado en Leiden, Holanda). (…)

    Los cristianos, pese a poder endulzar sus alimentos con el azúcar siguieron prefiriendo hacerlo con miel, aunque según Antoni Riera-Melis en su estudio titulado: ‘Sociedad feudal y alimentación (siglos XII-XIII)‘ dice que: “El consumo de azúcar, un artículo de lujo de procedencia musulmana, sería todavía más escaso en esta época: la primera compra documentada, por el conde de Barcelona en Manresa, data de 1181“.

    Ora, tirando a cana do açúcar e o papel parece que a respeito da bússola e da pólvora existem algumas dúvidas se teria sido dos árabes que estas novidades medievais teriam vindo!

    Sin embargo, en Andalucía, pese a haberse usado hasta mediados del siglo XX en el Parque Natural del Cabo de Gata-Níjar, o no se conocen ni se valoran en su justa medida, o su estado es, en la mayoría de los casos, “de abandono”. “No hay un plan sistemático de recuperación y rehabilitación, tan sólo acciones puntuales”, asegura José Ignacio Rojas, especialista en arqueología industrial. Aproximadamente “sólo un 15% está en buen estado de conservación como el molino de San Francisco, en Vejer de la Frontera (Cádiz), o el molino de viento del Colado, en San José (Almería)”.

    El primer molino del que se tiene constancia en Cartagena es del año 1383. Y en 1586 Jerónimo Hurtado en su "Descripción de Cartagena" confirma la existencia de dos molinos en el centro de la ciudad. La mayor parte de los existentes fueron levantados en los siglos XVIII y XIX.

    De facto, precisávamos de indagar quase um a um o que resta a respeito dos moinhos de vento da Andaluzia para podermos concluir a realidade interessante de que existe uma grande identidade morfológica entre os moinhos de vento mediterrânicos mas que estes são comuns na costa portuguesa, raros na Andaluzia e novamente muito comuns apenas em Creta e nas ilhas gregas o que deixa a forte suspeita de que os moinhos mediterrânicos de velas de pano nada tiveram a ver com os árabes que só tardiamente estiveram nas ilhas gregas mas que pelo contrários estes a par do culto taurino serão uma arcaica herança minóica típica da Lusitânia e Andaluzia.

    De facto os Moinhos Andaluzes são muito idênticos aos portugueses.

    Figura 12: Molino de Carboneras

    Figura 13: Molino de la Ezequiela

    Figura 14: Molino de Maise.

    Como já se viu, o princípio inventivo do casamento do Acaso com a Necessidade (Tikê & Anankê) permite-nos postular que a necessidade cretense de recorrer aos moinhos de vento advém do fato de ser geograficamente pobre em cursos de água caudalosos e de não ter sido uma sociedade fortemente esclavagista, como a arqueologia o atesta. Uma sociedade de padrões formais pacíficos que praticamente ignorou as cidades amuralhada, que foram sempre um recurso defensivo também contra o inimigo interno, e que manifesta nos restos arqueológicos uma distribuição sem grandes contrastes de benefícios arquitectónicos de bem-estar não poderia ter sido esclavagista. Assim, porque o ímpeto das correntes de água lhe eram inacessível na ilha de Creta a civilização minóica terá tido em algum momento precoce da sua história necessidade de recorrer à invenção do moinho de vento como alternativa ao moinho de sangue por mera adaptação da vela marítima ao moinho de água que já conheceria noutros pontos da sua talassocracia.

     

    A razão porque este facto não ficou registado pela cultura clássica poder ser um dos muitos preconceitos subjacentes a todas as culturas. Muitas outras foram as tradições cretenses arcaicas que os gregos esqueceram, registaram apenas de passagem ou com desdém ou simplesmente ignoraram. Os moinhos de ventos cretenses seriam considerados tão rústicos e banais que nem terão merecido comentários. Na verdade, só assim se explica o inexplicável.

    A verdade é que o acaso andou por lá na forma de espantalhos de vento que os gregos registaram nos cultos de Deméter.

     

    Ver: SUÁSTICA III / ROSA-DOS-VENTOS (***)

     

    Na verdade, não deixa de ser estranho que a maior diversidade e densidade de moinhos de vento do mundo seja ainda hoje precisamente na ilha que se suspeita ser o berço da civilização, tal como se sabe ter sido de Zeus.

    Another interesting place to visit during your holidays in Crete, is Lasithi Plateau which has about 10,000 windmills which were used during the Venetian period. They were designed in 1464 by Venetian engineers for the purpose of irrigation. -- http://gouvespark.gr/en/crete-holidays.html

    Figura 15: The famous fixed-tower windmills with sails provided irrigation for many parts of the Mediterranean island of Crete.

    Que tenham sido os venezianos a adaptar os moinho-de-vento à irrigação agrícola intensiva para sobre explorarem a ilha que os bizantinos lhes venderam por não a poderem defender não significa que tenham sido os venezianos a “inventarem” os moinhos gregos porque ninguém vende o que desconhece e de negócios entendiam bem os mercadores de Veneza. Na verdade é difícil encontrar referências a moinhos italianos e menos ainda adriáticos.

    Figura 16: A picture taken at Trapani's Salt Road, Sicily, bay Francesco Pappalardo.

    Os moinhos italianos mais turísticos são sicilianos e de morfologia espanhola a relembrar o domínio aragonês iniciado no sec. XIII ao sec. XVI ao reino do imperador Carlos V continuando sob domínio espanhol até ao século XVIII.

    Esta mesma realidade de que não há “praticamente moinhos de vento em Itália vem confirmada por Por Joseph Jérôme Le Français de Lalande no seu livro: “Voyage en Italie, Volume 4, contenant l'histoire & les anecdotes les plus singulieres de l'Italie, & description; les usages, le gouvernement, le commerce, la littérature, les arts, l'histoire naturelle, & les antiquités».

    Claro que a explicação racionalizante de Joseph Jérôme Le Français de Lalande de que “os países quentes não estão sujeitos aos ventos variáveis e impetuosos do norte” pode ser a mais decisiva mas apenas enquanto associada ao facto de a Itália ser “favorecida com a abundância de água” que por acaso não encontramos em Castela lá Mancha onde campeavam os moinhos de D. Quixote. No entanto, se é verdade que a ecologia italiana não favorecia os moinhos de vento a verdade é que esta estaria cheia de moinhos de água romanos que apenas bastaria conservar. O peso da tradição cultural romana manteve-se na Itália podendo ser esta o espelho vivo da razão da ausência de moinhos de vento no império romano: a Itália que era o berço do Império era uma região continental de ventos suaves e amenos.

    Se o cata-vento precedeu ou imitou as caravelas dos moinhos de vento mediterrânicos é coisa difícil de saber porque se ignora quando apareceu ao certo o primeiro moinho no mundo! A verdade é que existem moedas gregas da Calcídea que parecem homenagear tanto o galo do cata-vento como as velas dos moinhos e é forte a relação mitológica que estas tiveram com a suástica enquanto roda dos ventos e símbolo do movimento solar na esfera celeste.

    Figura 17: Greek coins, Himera, Calcidian drachm ca. 530-520, AR 5.82 g. Cockerel advancing l., with r. claw raised. Border of dots. Rev. Windmill sail pattern of four raised and four sunken triangles. Kraay-Hirmer pl. 20, 63. Kraay –, cf. 60 (possibly this reverse die). In exceptional condition, well struck in high relief and with a lovely old cabinet tone, good extremely fine.

    Figura 18: Moinho de vento das Cíclades.

    Figura 19: Traditional Cretan Windmills, Ano Kera, Iraklio.

    Figura 20: Moinho de vento de 10 velas de Cartagena.

    Figura 21: Moinho de vento de 8 velas em Torre Pacheco, Cartagena,.

    La ciudad de Cartagena fue fundada como Qart Hadasht por el cartaginés Asdrúbal el Bello en el año 227 a. C., sobre un anterior asentamiento ibérico o tartésico  tradicionalmente identificado como Mastia.

    Por outro lado é flagrante e de certo modo estranho o facto de os moinhos de ventos de Portugal abaixo do Douro serem de velas semelhantes a barcos tal como as dos moinhos gregos de que praticamente se não distinguem senão no numero de velas que em Portugal são sempre quatro e nas ilhas gregas poderem variar de quatro a dez, possivelmente por serem aqui os ventos mais suaves. Flagrante também o facto de os moinhos de Cartagena na Andaluzia espanhola serram igualmente de oito a dez velas.

    Cartagena, cidade cartaginesa de provável origem ainda mais arcaica do que Cartago e por isso cretense antes de ser tartéssica apresenta espantosamente a mesma riqueza da variedade de formas nos moinhos mediterrânicos muito semelhantes aos das ilhas gregas.

    Figura 23: Moinho de vento, de Catoira, Galiza.

    <= Figura 22: Moinho de vento minhoto do Carreço.

    Quanto aos moinhos de vento do Minho, um tem velas de pano (moinho do Petisco) e os outros dois tem velas trapezoidais de madeira (moinhos de Cima e do Marinheiro), considerados uma raridade em Portugal. -- Espanhóis "Amigos De Portugal" Exaltam Belezas Naturais De Carreço.

    A transição do moinho de vento mediterrânico para o moinho de vento nórdico de velas reforçadas com armação de madeira para resistirem aos fortíssimos ventos nórdico deve ter ocorrido na Galiza como se comprova na figura dos rústicos moinhos de Catoira, estranhos fósseis de moinhos de vento com velas na forma de pás ou traves de madeira.

    Se seguirmos a linha de evolução dos moinhos de vento verificamos que tudo aponta para que ele tenha surgido no mediterrâneo oriental, mais precisamente nas ilhas do mar Egeu de onde terá vindo para Portugal muito possivelmente ainda na época minóica progredindo depois para Inglaterra com o vinho do Porto a partir da região galaico duriense onde terá adquirido as velas de madeira típicas dos moinhos nórdicos.

    O moinho Espanhol de que o Siciliano deriva tem todo o aspecto de ser uma importação da Holanda de quando os espanhóis andaram pela Flandres com Carlos V até porque não existem provas de moinhos árabes em Espanha nem nada de parecido ao robusto moinho espanhol e europeu no resto do mundo islâmico.



    [1] Mullo (god) = Mullo is a Celtic god. He is known from inscriptions and is associated with the god Mars in the form of Mars Mullo.

    The cult of the god was popular in northern and north-western Gaul, particular in Brittany and Normandy. The word "Mullo" may denote an association with horses or mules (it is the Latin word for "mule").

    Mars Mullo had a circular temple at Craon in the Mayenne, situated on a hillock commanding a confluence of two rivers. An inscription at Nantes reflects the presence of a shrine there. An important cult centre must have existed at Rennes, the tribal capital of the Redones: here inscriptions refer to the onetime presence of statues and to the existence of an official public cult. Town magistrates were instrumental in setting up urban sanctuaries to Mullo in the 2nd Century AD. At Allonnes, Sarthe a shrine was set up to Mars Mullo as a healer of afflictions of the eye. His importance is suggested by his link with Augustus on a dedicatory inscription. Pilgrims visited the shrine offered numerous coins to the god, along with votive images of the afflicted parts of their bodies, the eye problems clearly manifest.

    [2] http://www.forumancientcoins.com/board/index.php?topic=25089.80;wap2

    [3] The Famous Moslem scholar and historian, Massoudi, writes about an Iranian Zoroastrian slave who worked for a man named Moghair-ibn-shoair. The slave who was known as Abu LoLo, made a grievance to Omar that his master took two Dirhams from him for each day he worked: “… Omar asked ‘What works can you do?’ The slave said ‘Painting, carpentry and forging.’ Omar said ‘What you pay to Moghaireh is not unfair considering what you can do’. Abu LoLo left grumbling. Another day he passed Omar, on his way. Omar said to him ‘I hear you have claimed to be able to make a mill that works with the wind’. Abu LoLo said ‘I will make you a mill that people shall talk much about it.’ When he left, Omar said ‘This man threatened me.’” (Abu LoLo finally killed Omar with a dagger). History of Iran’s Wind, Energy Technology, H Tale, Ph D (Economics), Consultant Economist & Researcher.

    [4] The first windmills to appear in western Europe were of the horizontal-axis configuration. The reason for the sudden evolution from the vertical-axis Persian design approach is unknown, but the fact that European water wheels also had a horizontal-axis configuration -- and apparently served as the technological model for the early windmills -- may provide part of the answer. Another reason may have been the higher structural efficiency of drag-type horizontal machines over drag-type vertical machines, which (remember) lose up to half of their rotor collection area due to shielding requirements. -- © 2011 TelosNet Web Development.

    [5] http://cronicas-portuguesas.blogspot.pt/2008/04/ab-mucana-e-os-moinhos-de-vento.html

  • ÍXIÃO, um deus menino cretense de morte e ressurreição, por artur felisberto.

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    Assim, será interessante aceitar que o nome dos cardeais da cúria romana, tal como os pontos cardeais, precederam o catolicismo e derivaram o seu nome do mítico conceito do axis mundi sustentado por Atlas e pelo deus das portas do mundo, ou seja, das chaves dos céus e dos infernos.

    Existe um mito que pode explicar o nome do conceito do «eixo», que antes de ter sido do mundo, deve ter sido da roda.

    Now Periphas married his grandmother's niece Astyaguia (daughter of Hypseus), and begat eight sons, the oldest being Antion, who married Perimele and begat Ixion. -- Greek Mythology, by Carlos Parada.

    En la mitología griega Ixión era uno de los lapitas, y rey de Tesalia. Era hijo de Flegias (según Eurípides), de Leonte (Higinio) o de Antión (Esquilo).

    Figura 1: Tortura de Íxião no Tártaro, Amphora 330 a. C, Staatliche Museen, Berlin.[1] Notar a semelhança pictórica da postura de Íxião na “roda de tortura” com um Cristo crucificado (ou como um judeu nas mãos pesadas da Inquisição!) e, sobretudo e também, com o cânon de Leonardo da Vinci.

    Assim, Íxião era filho de pai incerto e de Perimele.

                                 > Phre-ish > Flekiki = Flégias.

    Peri -mele < Pher-u-Mere < *Ker-tu-Mer ó Car-Dea.

    A relação de Íxião com o “Eixo do Mundo” deve ter começado na própria mitologia de Cardeia que a transmitiu a seu filho Jano / Íxião.

    Íxion, filho de Flégias, descendente do deus-rio Peneu foi rei dos Lápitas, um povo que habitava a Tessália, próximo dos montes Pélios e Ossa. Tendo-se apaixonado por Dia[2], filha de Eioneu, prometeu-lhe seus cavalos em troca da mão de sua filha. Após o casamento, Íxion negou ao sogro os cavalos que lhe havia prometido, ao que este reagiu com a tomada à força do que lhe era devido, fazendo com que Íxion jurasse vingança. Não tendo conseguido decidir entre a morte e o sofrimento para seu sogro, Íxion optou por ambos: construiu uma câmara incendiária e camuflou-a em sua casa como um cómodo (escano?).

    «Escano» < Lat. scamnu < «escabelo» de cozinha < Lat. scabellu = banco com costas, comprido e largo, cujo assento serve de mesa sobre uma arca formada pelo mesmo móvel; • banco pequeno para pôr debaixo dos pés.

    Escaño

    Figura 2: Escano tradicional transmontano.

    Figura 3. Cópia industrial de escano completo castelhano.

    O «escabelo» seria em rigor o banco pequeno de por os pés e que teria algo a