Uma coisa que eu gosto no bolo de cenoura é quando eu sinto o gosto da
cenoura. Muitas vezes colocamos muito chocolate na cobertura e some
totalmente o gosto do bolo. Essa receita foi criado justamente para
termos o gosto do chocolate e também do bolo de cenoura.
Espero que gostem, é bem simples, e é bem gostoso...
4 ovos
200 ml de leite
100 ml de óleo
2 xic de farinha de trigo
1 xic e 1/2 de açúcar
3 cenouras
1 colher de fermento em pó
200 gramas de chocolate meio amargo em pedaço pequenos
Bata o leite, o óleo, açúcar, os ovos e as cenouras no liquidificador.
Acrescente devagar a farinha e o pó royal (nesse momento eu bato na mão,
mas quem tiver um liquidificador mais potente faça no liquidificador);
Unte uma forma e esfarinhe, coloque a massa e o chocolate por cima.
Deixe no forno por 35 minutos, e faça o teste do palito de dente.
Silvana Mangano em cena do filme Arroz Amargo
Lecticia Cavalcanti
Do Recife (PE)
Semana passada, recebi carta (isso mesmo, ele sabiamente não
usa e-mail) do grande pintor pernambucano, e leitor assíduo dessa
coluna, José Claudio. "Hoje estava comendo uma quiaxada (segundo ele,
mistura de quiabada com maxixe) e, quando juntei o arroz, fiquei
pensando sobre sua origem, sua presença no Império Romano ou o que a
Europa daquele tempo, bem antes de Cristo, comia"; após o que sugeriu,
na carta, "Taí uma pesquisa interessante".
Sugestão aceita, logo lembrei do filme "Arroz Amargo", de Giuseppe de
Santis. Um dos muitos produzidos pela Cinecittá, depois da Segunda
Guerra. No filme, Silvana Mangano, atriz italiana dos anos 50, passou
quase todo o tempo com os pés nas águas de uma plantação de arroz. À
serviço de patrões insensíveis - como insensíveis eram quase todos os
patrões de quase todos os filmes italianos dos anos 50. Acabou morrendo,
coitada. E não de alguma doença ribeirinha. Mas de amor. Jogando-se do
alto de uma torre, desesperada pela morte do grande Vittorio Gassman. O
rio em que estava aquele arrozal, bom lembrar, era o Pó, que corta a
Itália de um lado ao outro, entre cidades e sabores - Parma e seus
queijos; Bologna e seus molhos; Ferrara e seu Cappeletti de Abóbora;
Cremona, terra de Antonio Stradivarius, e seu Risotto in Festa. Próximo
ao Pó fica o Rio Sesia; de onde, à beira de Vercelli, o laboratório de
La Sapise conseguiu realizar cruzamento genético que resultou em um
arroz preto - o "rizo venere", muitíssimo mais saboroso que aquele
colhido pela bela Mangano. Mas a história do arroz começa, caro amigo
José Claudio, bem antes daquele filme.
Há registros de seu cultivo na China (entre 8200 - 7800 a.C.), em Hunan.
Era, então, alimento e símbolo de fertilidade. Na Índia, acreditava-se
que os arrozais tinham alma - razão porque desde então, e até hoje, é
comum ver pequenos templos em meio às plantações. Nas águas que escorrem
do Himalaia, desde muito tempo, se cultiva o "Basmati" - um arroz com
aroma de sândalo, consumido só sete anos depois de colhido, hoje
considerado pelos grandes chefes o melhor do mundo. Não está presente,
como alimento, na Bíblia - apesar de ser usado, àquele tempo, na
fabricação de cerveja, vinagre e vinho. No séc. IV a.C., Alexandre (o
Grande) traz esse arroz, do Oriente, para Grécia e Roma - onde, no
começo, foi usado apenas para preparar infusões medicinais e cosméticos.
O filósofo Teosfrato e também Plínio (o Velho), recomendavam água de
arroz para combater os males do intestino. Não há referência a ele no
livro de Apicius (30 a.C. - 37 d.C.), considerado primeiro livro de
culinária propriamente dito. Nem está presente nos grandes banquetes
romanos. Revelados sobretudo no livro "Satyricom", de Petrônio (27-66) -
um homem cheio de vícios, inclusive o de freqüentar a corte do
Imperador Nero. No capítulo "A Ceia de Trimalquião", com ele aprendemos
que quanto mais exagero, ostentação, luxo e orgias tivessem os
banquetes, mais importância e prestígio eram dados ao anfitrião. Nessas
ceias serviam frutas e especiarias trazidas de todos os lugares, sem
importar distância ou dificuldade de trazê-las; e sobretudo animais
raros, e de grande porte, por serem nas mesas muito mais imponentes. Na
referida ceia de Trimalquião, por exemplo, foram servidos aos
convidados: salsichas assadas em grelha de prata; ameixas da Síria;
bagas de romã; ovos feitos de massa, recheados com pintos vivos,
envolvidos em gema apimentada; tetas de porca e lebre ornamentada com
asa; javali inteiro, recheado com tordos vivos e acompanhado de tâmaras
secas; carne de porco arrumada em forma de ganso, tendo em volta peixes e
várias espécies de aves. Sem nenhuma referência ao arroz.
(Continua no próximo sábado)
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A eleição é feita
pela Confraria dos Enófilos do Alentejo, e destaca os melhores vinhos da
colheita do ano anterior, ainda não engarrafados.
Os produtores Logowines, (Branco), Herdade dos Grous (Tinto) e
Herdade da Ajuda Nova (Rosado) são os grandes vencedores da Talha de Ouro, a
mais alta distinção atribuída pelo XX Concurso "Os Melhores Vinhos do
Alentejo”.
O concurso é promovido pela Confraria dos Enófilos do Alentejo e
elege os melhores vinhos da colheita do ano anterior ainda não engarrafados.
Foram também premiados os produtores da Casa de Santa Vitória (Talha de Prata)
e Aromas do Sul (Talha de Bronze) na categoria de Brancos; a Granacer (Talha de
Prata) e a Casa Agrícola Herdade Monte da Ribeira (Talha de Bronze) na
categoria de Tintos; e a Ervideira e o produtor João Gonçalves Gomes, na
categoria de Rosados, com a Talha de Prata e de Bronze respetivamente.
O Concurso de vinhos “Os Melhores Vinhos Do Alentejo” realiza-se
na primavera de cada ano, ao qual podem concorrer todos os produtores da
região, em determinadas condições e com vinhos da colheita imediatamente
anterior, desde que ainda não engarrafados. Na edição deste ano foram, ainda
distinguidos com Menções Honrosas os seguintes produtores:
VINHOS TINTOS
Casa
Agrícola Alexandre Relvas
Fundação
Abreu Callado
Fundação
Eugénio de Almeida (Cartuxa)
Azamor
(Kilburn & Gomes)
Margarida
Cabaço
Solar
dos Lobos (Silveira e Outro, Ldª.)
Tiago
Mateus Cabaço e Cabaço
VINHOS BRANCOS
Adega
Cooperativa de Borba
Luís
Duarte Vinhos
Herdade
das Servas (Serrano Mira)
Soc.
Agrícola do Monte Novo e Figueirinha
Sociedade
Agrícola Silvestre Ferreira
Tapada
do Chaves
Tiago
Mateus Cabaço e Cabaço.
VINHOS ROSADOS
Adega
Cooperativa de Borba
Adega
Mayor
Casa
Agrícola Alexandre Relvas
Casa de
Santa Vitória
CARMIM
(Coop. Agrícola de Reguengos de Monsaraz)
Monte
da Comenda Agroturismo
Roquevale
**1. PEPINOS contém a maioria das vitaminas que tu
precisas diariamente. Só um pepino contém Vitaminas B1, B2, B3, B5, B6,
C,
Ácido
Fólico, Cálcio, Ferro, Magnésio, Fósforo, Potássio e Zinco.**
**2. Sentes-te cansado à tarde, dispensa a cafeína e come um Pepino. Os
Pepinos são óptimas fontes de Vitaminas B e Carbonatos que fornecem
aquela '' animação'' que dura por horas.**
**3. Cansado de ver o espelho da casa de banho embaciado depois do banho?
Tenta esfregar uma rodela de pepino no espelho, isto eliminará a neblina
e produzirá uma tenra fragrância como no SPA.**
**4. As lesmas e caramujos arruínam as tuas plantas?***
**Coloca algumas rodelas de pepino num pequeno prato ou forma de
lata (não de ferro nem de alumínio ), na tua horta ou jardim, e as
pestes ficarão longe toda a temporada. As químicas no pepino reagem com o
alumínio para dar um cheiro detectado por humanos mas que deixam as
pestes loucas e as fazem fugir da área.**
** ***
**5. Procuras uma rápida e fácil forma de remover celulite antes de ir à
piscina ou praia? Tenta esfregar uma rodela ou duas de pepino
nas áreas afectadas por alguns minutos, os fito-químicos no pepino forçam
o colágeno de tua pele a encolher, firmando a camada de fora e reduzindo
a visibilidade da celulite. Funciona optimamente para as rugas também!**
**6. Desejas evitar uma ressaca ou dor de cabeça? Come algumas fatias de
pepino antes de dormir e acordarás sem dor e sem ressaca. Os Pepinos
contêm bastante açúcar, Vitaminas B e electrolises para repor os
nutrientes essenciais que o corpo perde, mantendo tudo em equilíbrio,
evitando ambos a ressaca e a dor de cabeça!**
>
**7. Queres evitar aquela fome à tarde ou à noitinha com alguma coisa?
Pepinos têm sido usados por centenas de anos e usados por caçadores
europeus, exploradores e comerciantes como uma rápida refeição para
evitar a fome.**
**8. Tens uma importante entrevista de emprego e reparas que não tens
tempo para engraxar os sapatos? Simplesmente esfrega uma fatia fresca de
pepino sobre o sapato, os químicos proverão rápida e durável brilho que
não somente fica óptimo como também repele água. ***
**9. Não tens em casa o WD-40
para consertar aquele barulhinho enjoado de uma porta a ranger? Pega numa
fatia de pepino e esfrega no sítio problemático... e o rangido foi-se!***
**10. Cansado, stressado e sem tempo para uma massagem, facial ou visita
ao SPA? Corta um pepino inteiro e coloca numa panela de água
a ferver, os químicos e nutrientes do pepino reagem com a água a 100º e
soltam-se no vapor, criando um relaxante cheirinho que tem sido
mostrado que reduz o stress em novas mamães e estudantes durante exames
finais.**
** 11. Acabaste de almoçar e vês que não tens "chewing gum" ou
rebuçados de hortelã?
Pega numa fatia de pepino
e espreme no céu da boca com a língua por 30 segundos para eliminar o
sabor da comida, os fito-químicos matarão as bactérias responsáveis por
causar mau hálito.**
**12. Procuras algo ''verde'' para limpar as torneiras, pias ou aço
inoxidável?
Esfrega uma fatia de
pepino na superfície que
desejas limpar, isto não só remove anos de zinabre mas traz de volta o
brilho, mas também não deixa marcas e não mancham nem prejudicam as tuas
unhas e mãos enquanto limpas.**
**13. Usas a caneta e cometes um erro?
Toma a casca do pepino ( o
lado de fora ) e devagar usa-a para apagar o erro. Também funciona muito
bem nos lápis que as crianças deixam nas paredes!!!**
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É no Caldeirão, o das cozinhas e da serra que se preparam os
sabores 'serrenhos', a que se junta um inédito ‘rali -candy’, que um dia não
são dias e, com a Páscoa por perto, há que encher o alforge de amêndoas tenras,
uma receita única.
Os ‘Sabores do Caldeirão’ da terceira edição da quinzena
gastronómica de São Brás de Alportel, estarão disponíveis já a partir de dia 9
e até 25 de abril, em sete restaurantes do concelho.
À prova dos que não dispensam esta cozinha de inspiração
mediterrânica em que se usa o azeite, se tempera com ervas aromáticas e se
utilizam produtos da época, estarão, para além das escolhas na ementa, o menu
‘Sabores do Caldeirão’ que consta de 1 entrada, 2 diferentes pratos principais
um deles de borrego, para cumprir a tradição da Páscoa, acolitados por sobremesa
e vinho, ambos do Algarve.
A nossa sugestão vai para o menu do Restaurante Vila Velha, que
oferece como entrada Bombom artesanal de queijo, figo lampo e presunto com
mousse de mel de rosmaninho.
Nos pratos principais, a opção é a Fornada de borrego assado com
tomilho e alecrim sob cama de citrinos ou o Ninho de açorda de bacalhau e
grão-de-bico, perfumado com poejos da serra da Mesquita.
Para a sobremesa, a proposta assenta na Trilogia de sabores
serranos regados com aguardente de dióspiro de Santa Catarina. A escolha no
vinho recai no rótulo Barranco Longo.
Tenha-se em atenção, ao optar por esta sugestão, que o Vila
Velha encerra ao domingo, com a exceção do dia de Páscoa.
O restaurante está na situado na Rua Gago Coutinho, em São Brás
de Alportel e, para informações ou reservas pode usar o telefone 289 098 520 ou
o mail aqui.
Basta seguir este link para ter acesso a outras informações
sobre os outros sete restaurantes que também prepararam as suas versões dos
Sabores do Caldeirão ou, em alternativa, consulte o folheto em anexo.
A Rota dos Doces
Já é antigo o anátema que a gulodice é um pecado, descontando os
atuais sensatos conselhos nutricionais. Mas há alturas em que, às grandes
tentações, vale a pena ceder com doces pecados.
Por isso, aos “Sabores do Caldeirão” junte-se um roteiro de
doces regionais, com destaque para a doçaria da época pascal, para descobrir,
saborear ou oferecer.
Fica aqui a nota: pergunte em todo o lado até encontrar as
amendoas tenras, o ex-libris de São Brás de Alportel e uma receita da terra.
Igualmente incontornável é a Quinta do Tesouro no Sítio do
Tesoureiro onde está instalada a Tesouros da Serra, uma pastelaria/fábrica, a
cerca de 1 km da vila, na estrada em direção à Pousada.
Na Quinta dos Tesouros, uma das estrelas é o morgado serrano, em
que a gila se combina com os fios de ovos e a amêndoa, num verdadeiro luxo de
sabores.
As leves bolachas de amêndoa e mel, ou então de alfarroba, são
outras das criações que se podem encontrar na casa de Fátima Galego.
Estarão disponíveis, Páscoa oblige, amêndoas cobertas coloridas
ou as outras, mais tradicionais, de açúcar torrado, e pacotes de bolos variados
à medida das ofertas que nesta época são obrigatórias.
Não faltarão os conhecidos D. Rodrigo, de fios de ovos, as mais
variadas tartes, os simpáticos bonecos de pasta de amêndoa, as estrelas de
figo, a aguardente de medronho e o licor de alfarroba sempre excelente
companhia das doceiras tentações 'pecaminosas'.
Na Quinta dos Tesouros pontifica uma portentosa oliveira que
pelas características terá atravessado muitos séculos e, só por si, justifica o
passeio ao Sítio do Tesoureiro.
Para quem tem mesmo uma atração fatal pelos doces, e quer
reviver sabores de infância, a doceira Maria Teresa Silva, (Rua António Rosa
Brito, n.º 69 na vila de São Brás de Alportel, Tel 962 918 337) fabrica os
pirolitos.
No folheto em anexo descobre ainda os lugares onde se poderão
saborear os folares da Páscoa, as filhoses e mais alguns sabores tradicionais
de doces confecionados à base de mel, alfarroba, figo e amêndoa.
Um verdadeiro rali-candy, por entre os palacetes da vila
aninhada no sopé da Serra do Caldeirão.
Conceição
Branco
Cheiros de
Primavera empurram-nos para as ‘voltas’ do Caldeirão, por boas estradas
que serpenteiam por entre o luxo da Natureza, a caminho de provas únicas
da gastronomia serrana de Tavira
O melhor é aproveitar este
“Março, marçalhão, de manhã inverno e de tarde verão”, porque é a
altura em que toda a serra do Caldeirão está tingida de rebentos verdes,
a primavera antecipada que o Algarve nos oferece.
Para as comidas, o pretexto é o Festival da Gastronomia Serrana de
Tavira, já na sua oitava edição, pelo que ficam aqui as diversas
alternativas à escolha, que se podem adaptar às voltas do seu passeio.
No Sítio Montes e Lagares, em Santa Catarina da Fonte do Bispo, o
restaurante "O Constantino" aposta na jardineira de javali ou no galo
estufado.
No restaurante "Monte Velho", também em Sta Catarina, mas na Umbria, a
aposta será na Caçarola mista de aves com frutos silvestres.
Na "Mesa do Cume", na Alcaria do Cume, há Favas à algarvia, com
chouriço e toucinho entremeado, e na sobremesa as Rabanadas de bolo de
massa de pão, com molho de medronhos.
No Hotel rural "Quinta do Marco", nas Hortas, mas só por reserva, estarão disponíveis Almofadinhas de porco preto com castanhas.
A “Herdade da Corte”, no Sítio da Corte, oferece Cozido de grão da
Herdade como prato alternativo, ou Frango à moda da serra com migas e
salada.
No Sítio da "Almargem" e no restaurante com o mesmo nome a Espetada
de porco ibérico com xarém e a Trilogia de frutos regionais da sobremesa
são apelativos.
Haverá mais sugestões gastronómicas e uma nota especial para os
vinhos que acompanharão as ementas especiais do festival, também eles
oriundos de regiões demarcadas do Algarve.
Para uma escolha de acordo com os apetites de cada um, no documento
anexo (PDF) encontrará os contactos, as orientações e GPS para localizar
os restaurantes, e ainda os dias do festival que se inicia este fim de
semana e se prolonga até 10 de abril.
Fique ainda a saber que o Festival está associado ao movimento Slow
Cities e ao conceito Slow Food que defende critérios de qualidade
alimentar e valorização da cozinha tradicional e dos produtos locais.
Tavira, a menina bonita do Gilão
Como o nome indica, o festival decorre sob o signo da serra, a do
Caldeirão que, tal anfiteatro, protege o Algarve das nortadas frias e
contribui decisivamente para o clima morno e apelativo de que se usufrui
na maior parte do ano.
Até não calha mal “perder-se” antes de chegar à mesa, porque a paisagem merece.
A outra opção de passeio é um ‘banho’ de cidade até porque durante o
evento há a possibilidade de visitar, gratuitamente, as exposições
patentes, no Palácio da Galeria o museu municipal.
Tavira mira-se no espelho líquido do Rio Gilão, ciosa do património e da beleza natural envolvente.
Nestes dias luminosos apetece deambular na cidade, à descoberta dos
seus tesouros arquitetónicos, que nos falam de história e de lendas
mouriscas.
Entre os múltiplos pontos de interesse, há o castelo, com vistas
panorâmicas sobre a urbe e os campanários das igrejas. A ponte romana
atravessando o rio espelho do casario com os telhados em tesoura. Os
horizontes de praia e mar, encastrados no cenário privilegiado da Ria
Formosa.
A descoberta da história, temperada de produções humanas com valor
histórico e artístico, permite dizer que Tavira é cidade de arte e
história, incontornável no roteiro da arte de bem viver no Algarve.
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Esta é uma boa altura para
ir à descoberta das surpresas da Ria Formosa que, caprichosa, muda a cada maré.
E aportar em Cabanas de Tavira, na marginal onde se pode comer o que a Ria dá.
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A marginal de
Cabanas ganhou nova vida após a recuperação, mas por esta altura não é muito
difícil encontrar espaço no restaurante Jerónimo e Noélia, em que avultam os
sabores do mar. D. Noélia faz alquimia com os tachos, e dali saem propostas
irrecusáveis.
Entre elas,
biqueirões fritos com migas de tomate, ou o polvo trapalhão com batata doce,
que junta dois ex-libris do Algarve, o primeiro provavelmente oriundo da
vizinha Santa Luzia e a segunda das terras de Aljezur.
Canja de amêijoas,
filetes de peixe galo com açorda de conquilhas, pataniscas de polvo ou arroz de
lingueirão, são boas apostas, entre uma lista que é bem composta.
O ambiente é
simpático e informal, há zona para fumadores e aceitam-se reservas pelos
telefones 281 370 649 ou 968 534 971. A casa fica situada Edifício Cabanas-Mar,
na marginal.
Fique a saber-se
que Cabanas só surgiu porque havia pesca do atum, para a qual eram necessárias
as ditas, para recolher artes e aparelhos e onde viviam os pescadores, desde
que a partir de 1734 foi fundadas a Armação dos Mares de Tavira.
As cabanas
situavam-se a levante, junto da barra, e as referências da altura ao local
utilizam o topónimo Cabanas da Armação.
Pelo nome se
justifica a razão do Forte de S. João da Barra construído em 1656 pelo Conde
Val de Reis. A função de defesa foi hoje pacificamente substituída pela
indústria da paz, o turismo.
Ir até ao forte na
ponta leste da marginal pelo passadiço sobre o mar, é um ótimo passeio que pode
estender-se até à praia de Cabanas, que se estende a oeste, num areal imenso.
Esta é também uma
boa oportunidade para alugar um barco-taxi (960170789) e andar a
flanar pelo canal, à coca das aves marinhas, ou simplesmente apreciando os
canais sinuosos, onde surge do mar a resistente vegetação que segura as ilhas.
Afinal estamos no Parque Natural da Ria Formosa, uma das 7 maravilhas naturais
de Portugal. Mais palavras para quê?
Conceição Branco
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Desta vez, a citação não exagera.
Viver como um paxá, usufruindo de bons sabores, melhores vinhos e deambular por
entre o tom moreno do grés. A boa vida no Algarve. Uma oferta única.
Junte-se um chef que o Guia Michelin premiou em 2008, com o prémio “Bib
Gourmand” , mais um vinho vencedor da medalha de ouro na 11.ª edição do
concurso mundial “Wine Masters Challenge”, que decorreu no Estoril de 26 a 29
de Março,onde estiveram disponíveis 72 marcas em 2007, e temos uma dupla de
crescer água na boca.
O restaurante Mussiene, nos arredores de São Bartolomeu de Messines (Silves,
Algarve), dirigido pelo chefe David Coelho, vai iniciar um ciclo de jantares
vínicos para exaltar a imprescindível harmonia entre os mundo s gastronómico e
vínico,e criar uma sinfonia que combina percepções de natureza sensorial
distinta.
O primeiro repasto é já a 29 de Outubro, sexta-feira, pelas 20h00m. A
ementa?
À chegada, há Surpresas do Chefe, que se adianta em confidência ser
Bruscheta de presunto e tomate, acompanhadas pelo Paxá rosé 2009.
Perna de frango assada com risotto de grelos, com um tinto da Quinta do
Outeiro, surge como primeiro prato.
Após o tira gosto, um sorbet de lima, há bochechas de porco com esmagada de
batatas, bacon crocante e rúcula selvagem, que o tinto Paxá 2008 acompanha.
Para sobremesa, mousse de chocolate branco com molho de frutas silvestres e
massa folha, ‘aspergida’ pelo vinho Quinta do Alqueva, colheita tardia de 2005.
São aceites reservas (Tel 282339357 ou TM 918831456) e o preço do jantar é
de 25 euros. O Mussiene fica no Monte de São José, em São Bartolomeu de
Messines.
O jantar vínico conta com a presença de Ricardo Borges, engenheiro agrónomo
da Quinta do Outeiro (Silves), que apresentará os vinhos Paxá e Hermínio Sanona
da Decante Vinhos, que em parceria com o Mussiene organiza estes repastos.
Noutros dias, com exceção da segunda feira, dia de descanso, a oferta passa
, por exemplo, pelos Miminhos de coelho com cogumelos do bosque e rúcula,
Vieiras salteadas com brunesa de legumes e Raio de polvo com salada algarvia,
nas entradas.
Nos peixes, há que provar Asa de raia com molho de alho e coentros com pão
frito e na carne o Ossobuco estufado com gnocchis. Gelados caseiros e crème
brûlée, são tentações de sobre mesa.
Uma cozinha de autor de inspiração mediterrânica, cuja prova pode ser
antecipada por um passeio descontraído em Messines, cujo nome original era
precisamente... Mussiene.
Localizada na encosta do chamado Penedo Grande, rodeada de hortas, pomares e
cursos de água, esta é a terra do poeta João de Deus, cuja casa museu merece
visita, passando pela pitoresca Rua do Remexido (o Zé do Telhado das bandas do
Sul).
É digna de referência a Igreja Matriz (século XVI), com um amplo adro, que
se destaca dos outros edifícios pelo contraste entre as paredes brancas e a
cantaria em grés vermelho escuro, uma pedra que marca o tom moreno de toda a
vila. No interior, observe-se o retábulo em talha dourada, o púlpito com
escadaria em mármore da região e imagens religiosas dos séculos XVI a XVIII.
Para um passeio um pouco mais prolongado, a bela Xilb do Palácio das
Varandas, citada nos poemas de Al mutamid do livro “Mil e uma noites” fica a
cerca de uma dúzia e meia de quilómetros.
Em Silves, a muralha que rodeia a Medina e o castelo, construídos pelos
árabes (a pedra de grés sempre omnipresente) contrasta no seu tom de terra com
a alvura das paredes da antiga Sé cristã, recentemente recuperada.
Dois mundos que se entrecruzam – o cristão e o islâmico - traduzindo a
cultura de síntese do Algarve: tolerante e cosmopolita.
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Sopa de gengibre com
cenoura! Eis o caldo que afinará sua silhueta. Afinal, o gengibre aumenta a
temperatura corporal e acelera o metabolismo, queimando 20% a mais de gordura
do que o normal. Mas como ninguém aguentaria se alimentar só com esse prato, a
nutricionista Edina Sakamato associou a sopa emagrecedora a um cardápio*
especial com outros 11 caldos nutritivos para você secar até 3 kg em seis dias.
No entanto, ele só pode ser seguido por uma semana. Caso queira retomá-lo,
aguarde sete dias. Confira!
2ª feira
Café da manhã
- 1 fatia de pão integral e 1 fatia de queijo branco
- 150 ml de suco e laranja batido no liquidificador com 1/2 cenoura e 1 colher
(sopa) de linhaça Lanche
- 1 mexerica ponkan
Almoço
- Minestrone de soja
Lanche
- 1 ameixa Jantar
- Sopa de espinafre e lentilha Ceia
- 1 xícara (chá) de chá de camomila com canela
3ª feira
Café da manhã
- 2 torradas integrais com geleia sem açúcar
- 200 ml de suco de soja de maçã
Lanche
- 1 goiaba
Almoço
- Sopa de gengibre com cenoura
- Salada de folhas à vontade
- 2 colheres (sopa) de arroz integral
- 2 colheres (sopa) de feijão
- 1 filé de salmão grelhado
Lanche
- 2 damascos
- 2 castanhas-do-pará
Jantar
- Sopa nutritiva
Ceia
- 1 xícara (chá) de chá de erva-doce
4ª feira
Café da manhã
- 1 minipão francês integral na chapa
- 150 ml de água batida com 1/4 de mamão, 1/2 banana e 1 colher (sopa) de
linhaça
Lanche
- 1 maçã
Almoço
- Sopa de tomate
Lanche
- 1 fatia de abacaxi
Jantar
- Sopa de legumes
Ceia
- 1 xícara (chá) de chá de hortelã e anis-estrelado
5ª feira
Café da manhã
- 1 fatia de pão integral, 1 fatia de peito de peru, 2 rodelas de tomate e
orégano
- 200 ml de suco de clorofila com limão
Lanche
- 1 banana Almoço
- Caldo de tomate e laranja
- Salada de folhas
- 3 colheres (sopa) de arroz com lentilha
- 1 filé de frango grelhado
Lanche
- 1 pera
Jantar
- Sopa desintoxicante
Ceia
- 1 xícara (chá) de chá de capim-limão
6ª feira
Café da manhã
- 4 cookies integrais
- 200 ml de chá de camomila com canela
Lanche
- 1/2 mamão papaia
Almoço
- Canja com arroz integral
Lanche
- 1 taça de salada de frutas
Jantar
- Sopa campestre
Ceia
- 1 xícara (chá) de chá de melissa e casca de laranja
Sábado
Café da manhã
- 2 torradas integrais com patê de atum
- 200 ml de suco de abacaxi com hortelã
Lanche
- 1 caqui
Almoço
- Caldo de espinafre
- Salada de folhas
- 3 colheres (sopa) de arroz integral com quinua (a medida é igual para os dois
ingredientes)
- 1 lata de atum em água
Lanche
- 2 ameixas secas
Jantar
- Sopa de aveia light
Ceia
- 1 xícara (chá) de chá de jasmin.
*Mulheres amamentando, grávidas, diabéticos e hipertensos devem consultar um
especialista antes de seguir o cardápio indicado.
Receitas de sopas e caldos emagrecedores
Confira 6 receitas detalhadas para preparar os caldos e sopas indicados no
cardápio e ainda conheça as propriedades dos ingredientes usados em cada uma
delas
Sopa de gengibre com cenoura
Ingredientes
- 2 colheres (sopa) de óleo
- 1/2 xícara (chá) de cebola picada
- 1/4 xícara (chá) de gengibre fresco picado sem casca
- 3 xícaras (chá) de caldo de galinha
- 4 xícaras (chá) de cenoura fatiada e sem casca
- 1 e 1/2 xícara (chá) de suco de laranja
- 1/2 xícara (chá) de água
- Sal a gosto
Modo de fazer
Esquente o óleo em uma panela grande. Adicione a cebola e o gengibre e frite
até a cebola murchar (em média, isso leva cinco minutos). Junte o caldo de
galinha e a cenoura. Tampe e ferva até a cenoura ficar macia. Faça um purê
batendo a mistura no liquidificador e volte a sopa para a panela. Misture o
suco de laranja e a água. Cozinhe por cinco minutos. Se necessário, acrescente
sal. Coe e transfira o caldo para uma tigela.
Gengibre
Diminui a barriga, pois impede a formação de gases, desinchando a região. Um
estudo feito por especialistas da Medicina Tradicional Chinesa mostrou que, por
ser planta termogênica (aumenta a temperatura corporal e força o organismo a
gastar mais energia), ele acelera o metabolismo em 20%, aumentando a queima de
gordura.
Rende 4 porções** de 56 calorias cada
Minestrone de soja
Ingredientes
- 1 xícara (chá) de soja
- 3 colheres (sopa) de azeite de oliva
- 1 cebola picada
- 1 pimentão vermelho em cubos
- 1 cenoura média em cubos
- 1 abobrinha média em cubos
- 3 tomates médios picados
- 1 talo pequeno de salsão
- 1/2 xícara (chá) de macarrão risoni (parecido com grão de arroz)
- 1 pitada de pimenta calabresa
- 1 litro de água
- 1 xícara (chá) de brócolis em pedaços pequenos
- 1/2 xícara (chá) de queijo parmesão ralado
- Sal a gosto
Modo de fazer
Deixe a soja de molho por duas horas. Escorra e coloque-a na panela de pressão.
Cubra com água e leve ao fogo até os grãos ficarem macios. Retire, escorra e
reserve. Aqueça o azeite em uma panela e junte a cebola, o pimentão e a
cenoura. Refogue, mexendo até a cebola ficar macia. Junte a abobrinha, o
tomate, o salsão, o macarrão, a pimenta, a água e o sal. Leve ao fogo por dez
minutos. Adicione o brócolis e a soja reservada. Cozinhe por dez minutos. Sirva
com o queijo parmesão.
Soja
Rica em fibras, ajuda na perda de peso. De acordo com um estudo do The Journal
of Nutrition (publicação americana), a fibra retarda a absorção de nutrientes
na hora da digestão e proporciona saciedade. Além disso, a soja reduz sintomas
da menopausa e da TPM.
Rende 4 porções** de 341 calorias cada
Sopa nutritiva
Ingredientes
- 250 g de sobrecoxa de frango em cubos
- 1 colher (sopa) de óleo de canola ou girassol
- 2 dentes de alho
- 1/2 cebola picada
- 4 inhames médios em cubos
- 2 cenouras em cubos
- 1/2 litro de água
- 1/2 maço de couve-manteiga fatiada
- 4 folhas de acelga
- 3 colheres (sopa) de salsinha e cebolinha
- Sal e pimenta a gosto
Modo de fazer
Refogue a sobrecoxa no óleo até ficar sequinha. Acrescente o alho, a cebola e
deixe dourar. Coloque os legumes, acrescente a água e cozinhe até ficarem
macios. Junte as verduras e, se necessário, adicione mais água. Tempere com
sal. No fim, despeje a salsinha e a cebolinha picadas.
Inhame
Com poder anti-inflamatório, combate celulite e age contra o acúmulo de
gorduras!
Rende 6 porções** de 38 calorias cada
Sopa de espinafre e lentilha
Ingredientes
- 100 g de carne magra (alcatra ou peito de frango em tirinhas)
- 3 colheres (sopa) de azeite
- 1 cebola picadinha
- 1 dente de alho picadinho
- 1/2 pacote de lentilha
- 1 anis-estrelado
- 1 e 1/2 litro de água
- 1/2 maço de espinafre ou 4 bolinhas de espinafre congelado
- Pimenta-do-reino
Modo de fazer
Refogue a carne no azeite até ficar sequinha. Adicione a cebola e o alho e
refogue até ficarem macios. Coloque a lentilha, o anis e a água para cozinhar.
Quando a lentilha estiver cozida, adicione o espinafre e cozinhe até ele
murchar. Se quiser, coloque uma pitada de pimenta-do-reino.
Azeite
De efeito antioxidante, reduz colesterol, pressão alta e ainda combate o
envelhecimento precoce.
Rende 6 porções** de 50 calorias cada
Caldo gelado de tomate e laranja
Ingredientes
- 1 xícara (chá) de caldo de galinha sem gordura
- 1 xícara (chá) de suco de tomate
- 1 xícara (chá) de suco de laranja coado
- 1/2 xícara (chá) de melão em bolinhas
- Noz-moscada ralada, pimenta-do-reino e sal a gosto
Modo de fazer
Na panela, misture o caldo de galinha com o suco de tomate, noz-moscada,
pimenta e sal. Aqueça, sem ferver. Retire do fogo, deixe esfriar e junte o suco
de laranja. Cubra com filme plástico e leve à geladeira. Sirva com o melão.
Melão
Por conter uma substância chamada carotenóide, estimula a queima da gordura
armazenada no organismo, combatendo pneuzinhos.
Rende 4 porções** de 83 calorias cada
Sopa de aveia light
Ingredientes
- 1 cebola média
- 1 colher de (sobremesa) de margarina light
- 1 cenoura
- 1/2 litro de água
- 5 colheres (sopa) de aveia em flocos
- 2 filés de frango
- Sal a gosto
Modo de fazer
Pique a cebola e refogue na margarina. Acrescente o frango cortado em tiras e
refogue. Junte a cenoura cortada em cubos. Cubra com a água. Ao levantar
fervura, acrescente a aveia e tempere com sal a gosto. Mexa até engrossar.
Aveia
O cereal reduz a absorção de glicose e gorduras, além de diminuir o colesterol.
Suas fibras se unem ao açúcar dos alimentos, retardando a absorção pelo corpo -
o que favorece sua dieta! Também ajuda a cicatrizar a acne.
Rende 4 porções** de 262 calorias cada
** Você deve ingerir apenas uma porção de cada sopa.
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Ingredientes:
2 chávenas de farinha
2 chávenas de açúcar
4 ovos
1 chávena de leite
1 colher (sopa) de manteiga
1 colher (café) de fermento
Preparação:
Parta os ovos e separe as claras das gemas. Bata as claras em castelo,
até ficarem firmes. À parte, bata bem as gemas, as quais deve depois misturar
nas claras e continuar a bater.
Junte o açúcar e continue a bater até ficar bem cremoso. Acrescente a farinha e
o fermento e misture até se dissolver toda a farinha.
À parte, coloque o leite ao lume, acrescente a manteiga e deixe-a derreter, sem
que o leite ferva. Aos poucos, acrescente este preparado na mistura das claras.
Envolva bem.
Despeje a massa numa forma previamente untada com manteiga e polvilhada com
farinha. Leve ao forno a 180ºC durante 30 minutos, ou até estar cozido. No
final, pode polvilhar com canela e açúcar.
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Se queremos água fresca,
vamos à fonte. Se queremos peixe fresco, vamos ao Mercado de Olhão ou a
qualquer restaurante ali perto.
A praça de Olhão é afamada e merece uma visita quer se seja turista, em
busca de personagens e sons pitorescos, quer se seja um mero apreciador de
peixe e marisco, algo em que o mercado de Olhão é farto, referência de
qualidade e preços comedidos qualquer que seja a espécie. Isto implica, porém,
duas coisas: um conhecimento mínimo da avaliação das qualidades do peixe, para
escolher o melhor, e a capacidade para transformá-lo numa refeição decente.
Se esse não é o seu caso – ou mesmo que seja – sabe sempre bem optar
pelo produto acabado e pronto a ir à mesa, que é como quem diz saltar algumas
etapas do processo e entregarmo-nos directamente ao prazer da gula.
Para tal, não precisa ir muito longe. Qualquer dos restaurantes na
Avenida de Olhão proporciona bom repasto, mas há evidentemente algumas escolhas
a ter em conta se o orçamento não for abastado.
Uma delas é o Restaurante Casa de Pasto Algarve, com variadíssima oferta
de petiscos, peixe fresco para grelhar, arroz de marisco e raia alhada, entre
outras iguarias.
Das especialidades, constam evidentemente o peixedo dia assado e cozido,
com particular destaque para a corvina grelhada, mas também há filetes de
xaputa com arroz de tomate, carapaus alimados, biqueirões albardados e raia
alhada à moda de Olhão. Se optar pela carne – e não será excomungado se o fizer
– poderá escolher por exemplo lombinhos de porco com amêijoas ou costeletas de
borrego grelhadas.
O Restaurante Casa de Pasto Algarve é pequeno e tem capacidade para
apenas 35 pessoas. Funciona de segunda a sábado (no Inverno fecha também às
segundas), ao almoço e jantar. O preço médio por refeição é de 15 euros.
Bom apetite!
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Uma cozinha
em lume brando, com temperos de apurado gosto que a tornam intemporal, numa
casa de petiscos que tem nome de adega e um passeio até à Senhora do Verde.
Eis a sugestão da semana.
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Como todas as escolhas, esta tem o seu grau de subjectividade, mas
fica a certeza de ela ser partilhada pelo historiador e gastrónomo Renato
Costa, que a publicou no livro “Em lume Brando – Viagem ao pequeno mundo dos
melhores restaurantes tradicionais algarvios”, escrito em parceria com a
jornalista Dina Adão e editado pela editora Caleidoscópio,
Um guia essencial para saber onde encontrar a gastronomia que Renato
Costa não gosta de chamar regional ou tradicional, mas sim intemporal, porque
as receitas passam de mão em mão e de geração em geração.
Mas porque a Adega Vila Lisa só serve jantares e para evitar as
enchentes do litoral, dê-se um passeio até à Villa Romana de Abicada, na
confluência das ribeiras do Farelo com a da Senhora do Verde, no Lugar da
Figueira, a que se acede por um ramal da EN. 125, na Mexilhoeira Grande.
Localizada num pequeno terraço sobranceiro à Ria de Alvor, em
condições ambientais privilegiadas, as ruínas visíveis permitem concluir que
teria sido uma villa maritima, possivelmente edificada nos séculos III-IV
d.C., na altura com acesso directo à ria, então navegável.
Vislumbram-se várias salas e peristilo, revestidos com mosaicos
coloridos de formas geométricas e desenhos estilizados.
Mesmo que não se seja apreciador de “antiguidades” a paisagem compensa
pelos esteiros da Ria defronte.
De casa de petiscos a restaurante mítico
De casa de petiscos, para acompanhar tertúlias de amigos, a
restaurante mítico, a Adega Vila Lisa deve muito do que é ao Vila, pintor de
vocação e cozinheiro de tachos e forno. Só cozinha o que lhe apetece,
seguindo o gosto das receitas de tacho e dos assados.
A adega pouco se modificou ao longo dos anos, ali estão as mesas
corridas de madeira, e quanto aos jantares, que almoços não há, são quatro
pratos, mostra de sabores, estilo agora tão na moda nas provas gourmet, sem
direito a escolhas por parte de quem se rende à arte de Vila e ao saber
servir de Lisa.
A refeição pode começar por uma entrada de queijinho de Maio, mais os
enchidos acompanhados de batata cozida temperada de azeite, seguindo-se
talvez a canja de lingueirão ou conquilhas.
Logo surgem os carapaus alimados hoje, a raia alhada amanhã, o xerém
no outro dia que há-de vir, seguidos do pernil de porco assado no forno a
perna de borrego com favas e perfume de hortelã, sendo o grand finale
um cozido montanheiro simplificado, a saber, a sopa de rabo de boi com grão e
abóbora.
Terminem-se os quatro ou cinco pratos fixos (não se escolhe e
provam-se obrigatoriamente todos) com os queijinhos de figo, flambeados em
aguardente de medronho, acompanhados pela dita em cálice minúsculo e café de
cafeteira.
Dos vinhos, diga-se que são servidos a jarro, ainda que alguns tintos
engarrafados de boa cepa possam ser opção. A regra, para todos sem excepção é
entrar, sentar e comer o que é servido, mesmo que por vezes ali parem caras
conhecidas a nível nacional e internacional.
Marcar mesa é indispensável e não se aceitam cartões.
Adega Vila Lisa | Mexilhoeira Grande, R. Francisco Bívar, nº 52 | TEL
282968478 | Todos os dias das 20h00 às 01h00 (Nos meses de Julho, Agosto e
Setembro) Menu do degustação a 35 Euros (preço médio).
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Agência FAPESP – A Escola Técnica Estadual (Etec) Benedito
Storani, em Jundiaí (SP), terá um curso técnico de enologia. O processo de
implantação foi confirmado com um acordo entre o Centro Paula Souza, que
administra a escola, e o Instituto de Culinária Italiana para Estrangeiros
(ICIF, na sigla em inglês) assinado no dia 7 de julho.
A ICIF é uma associação sem fins lucrativos sediada na Itália e voltada
à divulgação internacional da cozinha e dos alimentos italianos por meio de
cursos de formação em culinária e enologia.
Em fase de elaboração, o currículo do novo curso abrangerá todo o
processo de produção do vinho, desde o cultivo da uva até a fabricação e a
comercialização da bebida.
De acordo com o diretor da Etec, Eduardo Alvarez, a produção de vinhos
na região de Jundiaí, apesar de tradicional, ainda ocorre de forma artesanal e
o aumento do turismo na região está demandando um aumento da qualidade do
produto.
“O curso será importante para agregar conhecimento e novas tecnologias a
um mercado que é muito forte”, afirmou Alvarez.
Mais informações: www.centropaulasouza.sp.gov.br
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Fortaleza prepara-se para receber mais um ponto de
qualidade e alta gastronomia. Trata-se de uma iniciativa do João Carlos
Oliveira, mais conhecido por “João do Bacalhau” da casa que tem esse nome.
O novo ponto de encontro para os apreciadores da culinaria lusa,
especificamente mariscos, será em frente ao atual “João do Bacalhau” e seu
proprietario promete nesse endereço o melhor do genero em Fortaleza.
A nova casa sera o antigo “Milmares” mas que agora terá nova denomicação –
podendo ser “Silvio dos Mariscos”, em homenagem ao filho do casal João Carlos,
ou “João do Camarao”
A nova casa deverá abrir ainda neste mes e as obras estão bastante adiantadas.
O “João” abriu recentemente uma sofiticada filiar em Terezina e promete, ainda
para este ano nova atração. Um requintado restaurante especializado em
culinaria nordestina, que já tem lugar previsto.
Também faz parte dos planos do João Carlos Oliveira – para muito breve – uma
legitima casa de fados – na Aldeota também – Um teste foi realizado na sexta
feira, mas o resultado vai ficar em segredo, por enquanto.
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Angola lidera
o “ranking” dos dez países que mais compram vinhos portugueses, tendo importado
444,6 mil de hectolitros em 2009, no montante de 56,9 milhões de euros, de um
total de 246 milhões de euros exportados por Portugal.
Portugal exportou em vinhos tintos e brancos, isto é, vinhos tranquilos, 1,59
milhões de hectolitros no ano passado, o que correspondeu a 246 milhões de
euros, indicam dados a da ViniPortugal.
Os vinhos portugueses dominam o mercado angolano, com uma quota de cerca de 95
por cento nos vinhos engarrafados e só na área da grande Luanda estima-se que
hajam 3,5 milhões de potenciais consumidores, dos quais 60 por cento homens e
40 por cento mulheres, que se situam entre os 30 e os 45 anos.
A seguir a Angola, surge o Reino Unido, com um valor de importações da ordem
dos 19,6 milhões de euros em vinhos tintos e brancos no ano passado, num volume
de 105,6 mil hectolitros.
Os Estados Unidos estão na terceira posição com compras no valor de 18,6
milhões de euros, o que representou 82,8 mil hectolitros no ano passado.
A Alemanha, em 2009, face ao comportamento dos anos anteriores, destaca-se
ocupando o terceiro destino em termos de volume (144,4 mil hectolitros) e o
quinto em valor. (16,9 milhões de euros).
Os países para os quais Portugal menos exporta em valor, quer tintos e brancos,
são o Brasil, Suécia e a Bélgica, enquanto que em volume surgem o Canadá, o
Brasil e igualmente a Suécia.